segunda-feira, 29 de setembro de 2014

De como o 11 de Setembro continua a ser sinónimo de desgraça

 
Pegar numa das melhores obras, algum dia escritas por um Português, improvisar cenários a partir de umas pinturas para lá de mazinhas, ir buscar um elenco que bem poderia desempenhar papéis em qualquer reality show da TVI.
Raramente vejo filmes, depois de ter lido o livro, são, regra geral, uma decepção. De um livro com um enredo delicioso, mordaz e trágico, aproveitou-se a côdea e rejeitou-se todo o miolo, tudo aquilo que o faz uma das melhores obras escritas em Português. Como diria o Ega, uma valente merda.

18 comentários:

  1. A grande inovação deste filme é exactamente a colagem das pinturas a óleo ao real. Resulta muito bem. Outra coisa nova e bem feita é a intersecção da tragédia e da comédia a realçar o texto de Eça. O elenco é muito bom. Mas, cada um vê o que vê e como vê.

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    1. O conceito trágico-cómico não tem nada de novo, remonta aos Gregos. Acontece que resulta bastante melhor em palco. Acho eu.

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    2. Ou me expressei mal ou a Picante ( como achou o filme uma verdadeira merda e quando assim é , já se sabe, isso acontece cedo e à medida que o filme acontece na tela vai-se perdendo alguma lucidez) não se apercebeu da fantástica intersecção entre a tragédia e a comédia com esta ultima a entrar em cena sempre nos píncaros ( climax) da primeira ( é ver a cena do chapéu quando Carlos recebe a caixa de documentos a provar que Mª Eduarda é sua irmã) . É aqui que está a novidade neste tipo de produções.

      ( Peço imensa desculpa ter tomado a última palavra. Diga qualquer coisa, por favor. ) :)

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    3. Não tem nada que pedir desculpa, era mais o que faltava, a caixa é para isto mesmo e muito lhe agradeço.
      Efectivamente comecei a desgostar do filme logo ao início, até às vozes senti falta de naturalidade. Eu percebi o esforço de intersecção, apenas achei pouca graça às graças. E não gostei mesmo nada do cenário, já tinha achado pouca piada a Karenina, passado nos bastidores, este piorou um pouco. Às tantas estava em dia não, acontece...

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  2. Antes a Picante que eu. Gosto tanto do livro que tinha quase a certeza que ficaria desiludida com este filme.

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    1. Um desperdício de tempo e dinheiro, foi o que foi.

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  3. Ao menos aprenda. Raramente vê filmes depois de ler o livro, mas foi ver!
    Aprenda comigo. Nunca, mas nunca mesmo vá ver um filme extraído de um bom livro.
    Só vi um, uma vez e aprendi para sempre. Nunca um filme, por melhor realizador, melhor elenco, melhor guarda-roupa, melhor capacidade financeira que tenha, se aproxima sequer do bom livro que lhe deu o extracto.
    Corvo.

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    1. Era os Maias. E li uma ou outra coisa boa. Grande porcaria, não vale o tempo que se perde.

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    2. Há boas adaptações, embora me falhe a memória.
      O Padrinho, Psycho, A vida de Adèle, recentemente até Ender's Game não desilude, Sei lá! não sei porque nem li nem vi mas ouvi dizer, imensos na ficção especulativa, como A Scanner Darkly, Blade Runner, e outras coisas.

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  4. Beneficiaria da técnica da albarda, do fantástico César Monteiro?

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    1. Antropologia cultural?
      (não me parece que aquilo tenha salvação possível, era rasgar e fazer de novo...)

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  5. O que me demove de ir ver os Mais no cinema é mesmo o tempo que o filme dura, estou com esperança que eles o passem para a televisão em formato série, três horas de filme desmotiva-me e é só mesmo o que me desmotiva, esta semana vou ver "Os gatos não têm vertigens", desde que tomei conhecimento do filme que estou cheia de vontade de ver e palpita-me que vou chorar baba e ranho e que vou sair do cinema de alma lavada. (Picante sei que ambas temos como um dos filmes da nossa vida o "E tudo o vento levou" e no caso, ainda bem que vi o filme antes de ter lido o livro, (ou melhor os livros, porque são dois volumes enormes)) porque depois o filme sabe a tão pouco, mas tão pouco, embora também seja longo...bem mas a Vivien Leigh e o Clark Gable são fantásticos, lá isso são (eram).

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    1. O Padrinho tem quase três horas e não pesa, Uma vez na América é filme para mais de três horas, acho eu e não farta. A duração não é problema, em a coisa sendo bem feita, está claro.
      (e sim, eram uma dupla fantástica, quem diria que se detestavam?...)

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  6. Ainda ontem ouvi falar tão bem do filme, dos cenários e do elenco ( e de alguém que adora o livro)...

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  7. D.Pipoca Picante, a sra é tão básica.

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    1. Já o seu comentário é revelador de um espírito argumentativo e inteligência acima da média. Os meus parabéns. A sério. Mesmo muito a sério.

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    2. Mas foi educado, "Sra. Dona". Embora falte o "Mais". Isso sim, é imperdoável.

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