sexta-feira, 18 de julho de 2014

Mais valia estarem calados, caramba..

Todos a falar do mesmo, a qualquer sítio onde ia só me falavam disso, vai daí que tive de ir ver, eu sou uma pessoa que gosta de saber das coisas, caramba... podiam ter-me poupado àquelas fotografias nojentas.
A capa do DN consegue ser pior que a do Correio da Manhã, eu, deste pasquim, já espero tudo, mas do DN não. E fico triste, perdeu-se completamente a noção e o respeito, aquilo é aviltante.

32 comentários:

  1. Tio Salgado falou nisto. A sério pipoca, não te cansas de o copiar os posts?

    Nem sei como ele não se chateia. Sei, não vem cá ver isto.

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  2. Pior não digo. A única diferença como bem escreves é que do correio da manhã não se espera grande coisa.

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  3. Por outro lado, é jornalismo puro. É violento? Claro que é!
    Quem é que gosta de ver corpos desfigurados no meio de escombros ?
    Mas pelo menos é chocante qb para tirar as pessoas desta apatia, do marasmo das notícias sensacionalistas que depois de espremidas não valem um chavo. Mostram a crueza duma situação, a natureza de um crime hediondo e deixam no ar a dúvida sobre a inimputabilidade.
    Os campos da morte do khmer rouge de Pol Pot, arrepiaram até à medula. Um bom arrepio é o que faz falta, para acordar a malta.
    BFS, Picante.

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  4. Verdade seja dita que o João Marcelino levou a escola do CM para o DN. Não se herdam só as fazendas, portanto.

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  5. Caso não saibam, também há vida, (e morte) para lá dos selinhos nos blogs e das ternurentas trincas entre os queridos inimigos.
    Indigno e aviltante seria esconder a verdade de uma realidade.
    A capa do CM assassinou a vossa belíssima ingenuidade sobre o desconhecimento do que é a monstruosidade dos interesses dos homens?
    Uma toilette à maneira para elas, e uns vinhos caros para eles que a indignação passa-lhes num ápice.

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  6. Por uma questão de respeito para com os intervenientes, não deveriam publicar as fotos com os corpos. De resto, tem que ser mostrado. As pessoas precisam de saber que estas coisas acontecem. Até mesmo aquelas que não estão para ler as letras miudas das notícias.

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    1. Uma coisa é saber que estás coisas acontecem. Fotografias do desastre, dos destroços... Coisas que fazem parte da vida. Outra coisa completamente diferente é ver corpos, braços, etc. Não me dá cabo da inocência. Simplesmente não as preciso ver para saber que existem. É só uma enorme falta de respeito. É sensacionalismo. Logo dispensável.

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    2. É por nos ferirem susceptibilidades, que não se publicam. Pobres de nós, que já nem almoçamos um bife da vazia convenientemente porque vimos... mortos. Que horror. Pedaços de corpos que choveram do céu lá naquilo do avião malaio. Há que ter respeito para com os mortos e só mostrar coisas que não nos incomodem, tipo pilhas de cenas queimadas. Credo, que infeliz ideia mostrar gente morta!
      O que vale é que logo á noite passa The Walking Dead , nova temporada. Que máximo!

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    3. Se a M D Roque acha que não é uma falta de respeito quer para com aqueles que faleceram quer para com lá leitores é uma opinião que respeito embora não concorde. Eu cá acho que há limites, desde logo do bom gosto. Aliás se é para ferir suscetibilidades a queda do avião por si só já me chega, eu que sei perfeitamente que não vivo num mundo cor de rosa, que estás coisas existem, não preciso de ver bracinhos no ar. Além disso ainda bem que ficamos tolerantes em relação a certas publicações. Explica a partir de que momento ficamos tão tolerantes em relação a tantas outras, explica como lemos determinadas publicações. Pelo menos é a minha opinião, tão válida como qualquer outra.
      Quanto a the walking dead, aquela série de ficção, não vejo, não me diz grande coisa.

      Anônimo 00:51

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    4. A realidade é sempre mais estranha do que a ficção, principalmente quando a realidade dos outros mexe com a nossa.
      Impõe-se acordar para a realidade. O avião abatido é uma gota de água no oceano das atrocidades diárias que grassam por esse mundo fora, mas nós não nos apercebemos da totalidade, porque, por respeito aos mortos, douram a coisa... Ah , a tragédia, pois, cotados... e as famílias ? Meu Deus! Amanhã já ninguém se lembra, se o choque não for de tão grande voltagem que nos abane as estruturas...

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    5. Na mouche! Anónimo das 14:26. Realmente há, não pode deixar de haver e só uma mente insensível não vê o bom gosto que prima no crime e nos crimes contra a humanidade.
      Então nas guerras e guerrilhas que grassam pelo mundo são de um bom gosto soberbo. Coreia, Vietname, Iraque, Síria, Palestina, essa sobretudo nem imagina o bom gosto dos Israelitas a bombardearem crianças. Mas como têm bom gosto, claro que não vê essas imagens.
      E a nossa? A guerra colonial? Essa sim! Que educação e bom gosto quando incendiávamos senzalas inteiras, como estripávamos e nos estripavam tudo com a maior civilidade e bom gosto. Áureos tempos onde a educação e o bom gosto predominavam e que tão intensamente vivi, quer dizer, saí vivo que matar...mas sempre com muita civilidade, educação e bom gosto. Obviamente o respeito para com os familiares travou a tempo a visualização dessas imagens, tudo em nome de um bom gosto que se preze.
      Mas como para todos os grandes males há sempre grandes remédios, faça um look aprimorado, alinde-se a matar de inveja a pirosa da amiga que tem a mania que é boa, saia e arrase que num ápice esquece o mau gosto da capa do CM

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    6. É por eu não ter visto as imagens que não sei o que se passou? Que se apaga a história? Rendo-me perante esse argumento. Já agora o anônimo das 18:49 que é tão defensor das imagens publicadas, qual estalo na humanidade e em todos aqueles que vivem enclausurados no seu mundo perfeito, diga-me o que vai fazer agora para tentar mudar o mundo ou para tentar mudar essa realidade já que as viu? Gostaria imenso de saber. É que eu não tendo visto as imagens, mas sabendo perfeitamente o que lá se passa (diz que há revistas e jornais - espante-se - que escrevem sobre isso sempre com isenção, rigor, imparcialidade, e sobretudo vontade de informar) não sei o que posso fazer. Mas olhe - espante-se novamente - sei o que lá se passa! E acho-me tão informada quanto qualquer pessoa que acha que estar informado é ver fotografias.

      Para mim isso não é informação. É sensacionalismo. Cada um interpreta como quiser. O CM não quer informar. Quer vender. Quer chocar só porque sim. Aconteceu o que aconteceu? Óptimo, já temos uma foto chocante para por na capa, à falta de mais uma peixeirada entre o djalo e a mulher que dê uma boa capa. É que sinceramente... Coloco-me no lugar dos familiares das vítimas e questiono-me se não deve ser fantástico ver pessoas trucidadas. Sim, porque as imagens da queda de um avião não são por si só suficientes.

      E já agora guarde a sugestão para esquecer o mau gosto sobre a capa do CM para si. Estou para aqui a pensar e não, não me lembro de lhe ter pedido nada.

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    7. Há sempre uma primeira vez. Não pediu antes pediu agora, portanto vou dar-lhe a minha opinião, se bem que já lha dei nos meus dois comentários, mas não me custa explicar as coisas a quem não as compreende à primeira nem à segunda.
      Para mudar o mundo e as coisas não vou fazer nada, mesmo porque duvido muito que alguém estivesse disposto a ouvir-me. Ou, ouvindo-me, me levasse a sério.
      Sensacionalismo, é a sua opinião, e de mais alguns, bastantes, como o mundo VIP que aderiu na totalidade a indignação, mas isso não é de espantar. Gente bem é outra loiça e é de muito bom tom saberem indignar-se contra imagens reais publicadas num jornal, e essa indignação vai-se espalhando entre todos na mesma proporção que se enchem e vazam os copos durante o desfile dos modelos.
      Se para si isso não é informação, real dura e crua, são conjecturas suas e como dizia a minha vizinha para a outra vizinha: tu usas os teus pensos e eu uso os meus.
      Boa tarde... e não se esqueça de arrasar.

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    8. Obrigada por ter respondido à minha pergunta (não a opinião, que essa não lhe pedi). Bastante esclarecedor: é que de facto vai fazer o mesmo que eu. Nada. Zero. E eu a pensar que o anónimo ia sair por esse mundo fora, qual super homem, com a sua capa vermelha, disposto a mudá-lo e a lutar contra os maus. Eu também ia, mas não, porque eu não vi as fotos, não sei o que se passa. Vivo perfeitamente absorta da realidade. É que não me choca nada nem me indigna saber que 298 inocentes foram assassinados. Não, precisava de ver as fotografias. Ver para crer.

      O que diz o mundo VIP, honestamente, não sei. Não o sigo, não me interessa nem tenho que levar com eles (vantagens de não ter facebook e ter de levar com a partilha de estados manhosos). Se é a indignação é na "mesma proporção que se enchem e vazam os copos durante o desfile dos modelos"... não sei. Também não vou ao desfile dos modelos. Já o anónimo fala com tanta propriedade que deve ser um "mundo" que frequenta.

      Boa noite... e guarde a sua opinião para a dar a conhecer ao mundo VIP quando os encontrar num qualquer "desfile dos modelos".

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    9. Não gostei nada de ver as imagens de cadáveres nas capas dos jornais. Não porque me chocassem, que chocaram, mas porque não me pareceu que tenham acrescentado algo além de um desviar de olhos agoniado, que foi isso mesmo que provocou na generalidade das pessoas (um esgar de desconforto, "que violência", vira-se a página do jornal e segue-se o que se estava a fazer).
      Não é preciso mostrar corpos decepados ou carbonizados - sejam os que resultaram do abate do avião, das vítimas dos confrontos na Palestina e Israel, na Síria... - para saber que se tratam de actos hediondos, para despertar consciências, para despoletar acções tendentes à resolução definitiva dos problemas que lhe deram origem.
      A prova disso é que mesmo mostrando imagens das vítimas - esta não é a primeira vez que televisões e jornais mostram imagens chocantes de feridos e cadáveres - por todo o mundo os conflitos armados mantêm-se, as mortes de inocentes crescem todos os dias, sem que nada se faça.

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    10. À Bom!
      Então por que não disse logo a verdade? Eu não vou fazer nada para mudar o mundo, a menina também não e sem a nossa ajuda ninguém ficará mais rico nem menos pobre, e era isso que deveria ter dito em vez de se vir indignar com as fotos publicadas pelo CM, porque ao menos eu fui sincero. Se de facto nada faço para mudar o mundo, não obsta que tenha aprovado as fotos que, de alguma maneira poderão, hipoteticamente, sensibilizar e consequentemente levarem os homens a sentirem um pouco mais de respeito pelo seu semelhante e um pouco menos de ganância pela carteira recheada.
      A menina também nada faz para alterar o mundo, tal como eu, e por aí terminam as semelhanças entre nós porque se indigna com as fotos publicadas por evidente mau gosto e desrespeito para com a família das vítimas e está-se pouco menos importando para o provável, ou não, bom proveito que tais publicações possam trazer à mudança de comportamento das pessoas para com as pessoas.
      E que tal? ...Arrasou?

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    11. A mim, acima de tudo, arrepia-me a possibilidade de crianças pequenas verem essas imagens nos quiosques, na internet, etc. Isso também se chama de abuso psicológico.

      De resto, a mim não me fazem "confusão" apesar de acreditar que devem ser muito aterradoras para quem perdeu familiares. Quanto à massificação de mortes não nos tocar é um facto e não vai ser por vermos os cadaveres que isso vai mudar. Porque o que nos marca é a ligação (real ou psicológica) que criamos com quem morreu. Ou seja, se nos falarem das vidas, do que atingiram, dos filhos, etc a maioria não consegue ficar indiferente mas dizerem-nos: morreram 100 pessoas... é mesmo "caramba, isto é horrível coitadas das familias" mas não há ligação. Se nos disserem que uma dessas pessoas é nosso amigo, conhecido ou familiar (uma pessoa e não os 100) então já ficaremos extremamente vulneráveis. Porque é assim que funciona o cérebro humano.

      Já achar que se deve mostrar isto em jornais que estão expostos e visiveis para menores não acho normal. Nem isso nem o facto de alguns darem jogos de PC para maiores de 18 anos aos filhos menores ou deixarem-nos ver séries como o Walking Dead...
      É que já é mau suficiente que se meta crianças nos conflitos de "adultos" agora crer chocar os outros só porque têm a sorte de não viver lá é outra história. Já agora, não mostrar os cadaveres não implica que não se deva falar do que acontece mas, por exemplo, ninguém - no seu perfeito juizo - mostra a menores algumas fotos da época Nazi mas isso não se implica que não se deva falar dos assuntos. Adequadamente à idade do público, sim?

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    12. Arrasei no sofá da sala, de pijama. Já que está tão preocupado em saber. Ou acharia que por acaso nos encontravamos na noite. Eu com a amiga e o anônimo com os do mundo VIP.

      Uma outra diferença entre nós, que por lapso se esqueceu de apontar, é que eu não preciso de ver fotografias para sentir respeito ou me sensibilizar com a desgraça das vítimas e das suas famílias. Pobres daqueles que só se sensibilizam ou "mudam comportamentos" se virem fotografias da tragédia. Sim, porque uma notícia como esta, por si só, não choca, não indigna. O respeito que alguém possa sentir, a revolta pela morte de 298 inocentes essa ficou toda para o anônimo, esse arauto da sinceridade, que aprovou as fotos do CM e por isso sente esta tragédia mais do que qualquer comum dos mortais que não tenha visto as fotografias, esses alheados da realidade que não sabem o que se passa no mundo.

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    13. Certo! Mais que certo, certíssimo!
      O problema é que, em princípio, o CM é feito para adultos. As crianças têm a Violeta, que bem graça tem.

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    14. Qual CM? Aquele que está nas bancas, em qualquer quiosque pelo qual qualquer criança pode passar? É só um exemplo.... Daqui a pouco estão a dizer que a culpa é dos pais que os deixam olhar para os quiosques.

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    15. Para denunciar basta a palavra! E se não basta é porque qualquer coisa de muito errado se passa

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  7. Concordo com o anónimo das 23:50, acho que nestes casos talvez certos murros nos estômagos façam falta, incomoda? será mesmo esse o objectivo, as imagens são mais fortes, causam mais impacto que as palavras, talvez assim, se tenha uma noção mais concreta da dimensão das coisas e não passe tão rapidamente a mais um acontecimento que só já se ouviu falar vagamente lá num sítio qualquer onde terá acontecido não sei o quê.

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  8. É um desrespeito completo pela vida humana.

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  9. Todas estas pessoas que batem palminhas á capa do CM gostaria de saber qual seria a reação se uma das pessoas na capa fosse sua amiga, conhecida ou familiar. E não venham com histórias que há aquilo foi lá não sei onde a probabilidade de ser alguém com ligações a Portugal é ínfima, porque não há tanto tempo assim este mesmo jornal fez uma capa com um acidente brutal numa estrada portuguesa onde morreram 5 ou 6 pessoas e onde ai também não se coibiram de mostrar corpos.

    Chegámos ao ponto em que tudo vale no "jornalismo" e em que não se respeita ninguém. Eu tinha por hábito ver as noticias há hora da refeição, deixei de o fazer porque é informação gráfica a mais para uma criança de 5 anos.

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    1. Tudo vale em todo o lado, não é só no jornalismo. A começar pela política, passando pelo futebol e terminando no casamento, tudo vale para ganhar.

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    2. A mais pura das verdades é que se algum familiar das vítimas quisesse ver o corpo (como há tantas pessoas que querem ver) bastava comprar o CM.

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  10. só queria acrescentar uma coisa, muita gente pode achar as fotos nojentas.
    Mas não serão as mesmas pessoas que vão ao world press photo dizer "que fotos fantásticas?"

    talvez para o ano que vem, esteja lá uma foto premiada do local, tal como estão lá de guerra, vitimas desfiguradas, prostituição, etc

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  11. São todos tão bonzinhos e tão perfeitinhos que oos anjos ao pé deles são uns diabos, mas depois aqui nos em lado nenhum como aqui nos blogues existem,blogues só estão bem a falarem mal uns dos outros e até da vida intima das pessoas trazem para a praça publica. gentinha mais falsa e preversa do que esta não existe

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  12. Eu queria agradecer a todos e lamentar não ter conseguido interagir, neste post. Geriu-se aqui uma troca de pontos de vista bem interessantes, é mesmo para isso que servem os blogs.

    Na verdade acho as fotografias de extremo mau gosto, eu não gostaria de ver os corpos expostos de um familiar ou amigo, não gostaria mesmo. E repugna-me que a real intenção por trás das fotografias seja vender e não alertar consciências, para isso bastaria muito bem a fotografia dos destroços do avião, sem corpos.
    (eu também não gosto das do world press, e recuso comprar revistas cor-de-rosa em que os paparazzi devassam a vida das celebridades. É isto que eu penso.)

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    1. Também devias pensar para não devassar a vida das pessoas no teu blog e devassas. Vê-se bem a tua moral, mas tanto falas que te culpas a ti mesma. O que fazes no teu blog que não seja mais do que devassar a vida das pessoas?
      Enxerga-te mulher, não tens espelho ou queres gozar com o povo?

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    2. Ora, Dona Joaquina... está profundamente enganada, eu não devasso nada, são as próprias pessoas que insistem em contar-me as suas coisas intimas. Eu limito-me a rir com o ridículo de saber onde A perdeu a virgindade, a marca das cuecas de B, e por aí adiante.

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