quinta-feira, 10 de julho de 2014

E lá estava ela

Lavada em lágrimas, enquanto me contava como o homem que um dia foi um sim, se tornou num não gritado com raiva, como tinha fugido de casa com os filhos ao ouvir divórcio, que tinha uma queixa crime por maus tratos, que só podia ver as crianças com supervisão e semanalmente, até o juiz se pronunciar.
E eu fiquei calada enquanto a abraçava, nada do que dissesse faria a menor diferença, pensei que um dia o descrevi como uma pessoa genuinamente boa e doce. Eu, que raramente me engano acerca das pessoas, pensei ser impossível o que me contava, que não fazia sentido, nós conhecemos as pessoas que conhecemos há vinte anos. Mas os roupeiros estavam vazios.

40 comentários:

  1. Tenho um medo dessa gente que nos engana... ratazanas. Andam ali escondidas anos sem fim, para um dia nos apanharem a dormir e nos roerem as orelhas.

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    1. Há coisas que custam a engolir, não fosse contada por quem é e não acreditaria...

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  2. o cunhado do contundente10 de julho de 2014 às 11:32

    Sim! Que armários?!
    Que coisa mais dos primórdios. Então não é closets?

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  3. Já te critiquei por aqui. O que não acho bem digo, e preferia que fosse diferente em relação a ti.
    Chamaste me Joaquina. Não importa, agora deixo te uma força, para que a tenhas para partilhar com quem precisa de ti!
    Bj
    JP

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    1. E acho que faz muito bem eu dizer quando não gosta. Eu também o faço.
      (obrigada)

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  4. Înfelizmente os casos são mais que frequentes e, por mais que pareça que que as pessoas são inofensivas, podem esconder um lado muito negro. Força para ela.

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    1. Ponha lá negro nisso. Maus tratos? Caramba...

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    2. E vêm de onde menos se espera...

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    3. Um dia, há muitos anos, desabafei com o meu (ex)namorado sobre o que acontecia em minha casa. Ele não acreditou em mim, disse-me que era impossível.

      As pessoas nem imaginam o que acontece nas casas dos outros e os "outros" podem ser nossos vizinhos.

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    4. Maus tratos, uma palmada no rabo?
      Picante, não sabes nada do que aconteceu na realidade.

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  5. essas raparigas haviam de ter era cinco irmãos lenhadores, que lhes tratassem da saúde, à paulada. Enterrados vivos era pouco.

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    1. Se eu lhe disser que os maus tratos são uma, e apenas uma, palmada mais que merecida...
      Acontece que o pai acha que as crianças não podem ser contrariadas.

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    2. percebi tudo ao contrário. pensei que era o senhor que maltratava a senhora. peço desculpa pelo meu atraso de interpretação. é comum em mim.
      sobre as palmadas nas crianças, elas às vezes merecem. uma palmada correctiva, não é mau trato.

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    3. O post está dúbio. Eu sei bem disso.

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  6. Eu já venho a dizer há muito tempo que essa moda das mamys espancarem os filhos traz más consequências mas cada vez que eu digo isto sou logo ofendida pelas mamys, mas agora vejam se eu não tenho razão.

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    1. Uma palmada não é espancamento, nem aqui, nem na China. Portanto, não, não tem razão.

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    2. Não, não é espancamento, não senhora. É só violência que gera violência (deixem lá que mais tarde são vocês que levam). É perda da razão, da paciência. E, convenhamos, é degradante ver um adulto a perder a paciência com pessoas que nem lhes chegam aos joelhos. Mas pagava, pagava para ver estas mamãs (convictas de que são as maiores, porque batem em crianças, logo educam) a fazerem o mesmo com gente da altura delas! Isso é que era!

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    3. Criaturazinha de merda, o pai roubou a mãe aos filhos por uma palmada, para se vingar da rejeição da mãe. Isso é o quê monte de nojo? Violência em que grau?
      Este pai, que rouba uma mãe a um filho é o maior?
      (desculpe, Picante)

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    4. Tratar crianças como adultos pequeninos é que de doidos. Nem sempre as crianças têm maturidade para perceber o que lhes é explicado. Além de que essa teoria do "batam agora nas crianças que depois levam vocês" é do mais ridículo que há, pois então durante gerações e gerações andaram os pais a bater nos filhos e estes bateriam nos pais a seguir. Eu levei uma única palmada do meu pai durante toda a minha vida. E não me doeu. Mas assustou-me ver aquele homem tão alto a dirigir-se a mim e a dar-me uma palmada no rabo, e percebi que quando ele me dizia e explicava dez vezes para eu não fazer algo, era mesmo melhor não o fazer. A partir daí nunca mais precisou de me bater. E por incrível que pareça, não é por ter levado essa palmada e hoje olho para ele e me apetece encher-lhe o corpo de porrada. Até lhe agradeço essa palmada que me fez perceber que mais vale ouvi-lo quando me fala....

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    5. Bolas, isto não é um post sobre se se deve ou não dar palmadas às crianças, eu acho que deve, levei uma única bofetada do meu pai e foi muito bem dada, deveria era ter apanhado mais. Mas respeito quem acha que não e admito quem consiga educar sem dar um berro, sem dar uma palmada. Eu não consigo. E também não conheço ninguém que consiga, já agora, mas conheço vários monstrinhos que são uns monstrinhos porque os pais acham que ficam traumatizados com uma palmada.
      No caso em questão, as crianças são monstrinhos, e o monstrinho mais velho, com idade entre os 6 e os 11 anos, levou uma palmada no rabo porque bateu na mãe. E porque é que bateu na mãe? Falta de palmadas em pequeno, é simples.

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    6. Anónimo das 17:26, o seu comentário é só uma provocação, não é? É só para despoletar o debate, certo? A sério que pagava para ver uma mãe bater numa pessoa do mesmo tamanho? A violência entre dois adultos é, portanto, aceitável? É isso?
      Não gaste o seu dinheiro. Se for paciente, daqui a uns anos vai poder assistir a adultos baterem em adultos sem ter de pagar. Essas criancinhas a quem faltou uma palmada pontual serão as primeiras a partir para a violência à menor contrariedade que enfrentem. E, pasme-se, com sorte baterão nas mães, mesmo que estas nunca lhes tenha, levantado um dedo que fosse.
      Se lhe causa transtorno esperar, sugiro que fique a assistir à quantidade crescente de crianças que batem nos pais sem que estes façam alguma coisa para o impedir. É verdade que são tamanhos/alturas diferentes (o tamanho é importante, não é?), mas caramba, sempre faz o dedo ao gosto, afinal é uma mãe a apanhar, que é aquilo que o anónimo diz que pagava para ver.

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    7. Tenho de concordar com a picante. Uma palmada na hora certa, não antes nem depois faz milagres. Não é violência, é mostrar que o respeito existe quando já ultrapassaram todo o poder de argumentação dos pais.
      Porque a palmada não é um aviso , é o castigo de não ter escutado o aviso. Eu também apanhei algumas, com razão, mas sou da geração que bastavam os olhos do meu pai me fixarem. Uí , é que nem precisava de me tocar.

      Mas os miúdos agora ainda são mais difíceis, estão rodeados de tentações e de informação. Não me agrada o que vejo agora nos pais que não teen tempo, paciência para os filhos e que entregam simplesmente aos seus computadores,jogos , telemóveis e tudo mais que os deixe quietos sem aborrecer.outros 500 portanto

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    8. infelizmente este não é um caso unico, a maldade das pessoas e o ressabiamento não tem fim, e sim uma palmada a tempo e horas faz milagres eu tambem levei algumas e hoje agradeço a quem mas deu.
      Isto tem um nome alianação parental e parece que a nossa justiça ainda não está preparada para este novo modelo de violencia, mas a sua amiga que lute com todas as forças que tudo isto terá um fim é o mesmo que eu digo á minha, nunca desista o mal não pode triunfar

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    9. Picante: numa coisa estamos de acordo: a menina devia era ter levado mais.

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    10. Eu gostava de saber no que dão os filhos destas pessoas pseudo-evoluídas. Nem os psicólogos são contra a palmada educativa, aliás bem pelo contrário. Uma palmada na hora certa não é espancar.

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  7. Assusta-me essa eventualidade de qualquer pessoa nos poder surpreender da pior maneira nos momentos mais complicados. E quanto mais pensamos conhecer a pessoa, maior é a surpresa e, consequentemente, a tristeza...
    Quanto à discussão das palmadas - levei poucas, mas foram bem dadas e não geraram violência alguma em mim, antes a compreensão de quem mandava lá em casa, assim como a noção do que é esticar demasiado a corda.

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    1. Qualquer pessoa, não. Isto tem a ver com formação. Mas percebo o que quer dizer, nunca conhecemos verdadeiramente as pessoas.

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  8. Eu sou a favor da palmada educativa, na hora "H" com a intensidade certa, no momento exato porque nem sempre as crianças entendem o "não", porque por vezes testam-no e gostam de abusar para ver os seus limites cabendo ao adulto a tarefa de lhe mostrar onde ficam. Nem sempre isso se consegue com o olhar, com um não, um berro, etc. Sou a favor de regras e da educação.

    MAS tens a certeza que foi só uma palmada educativa? Como sabes tu qual foi a intensidade do acto? A minha mãe fazia-me "trinta por uma linha" quando eu era mais nova, para ela era educação e hoje ainda acha que tem razão. Uma das vezes em que me bateu de forma "educativa" deu-me uma estalada na face tão forte que eu bati com a cabeça na parede. Não satisfeita de me ter visto a bater com a cabeça na parede uma vez, mandou logo outra estalada com toda a sua força fazendo com que eu mandasse outra vez com a cabeça na parede e quase desmaiasse. Por isso, até que ponto é que tu a conheces? Hoje é o dia que ninguém da minha familia, nem os amigos da mesma acreditam que ela me tenha feito isso. Ela também disse ao meu pai que só me leu uma lapada porque eu mereci mas foi a partir desse dia que o meu pai acreditou no que eu lhe contava porque, pela primeira vez, deixou marcas. Ainda hoje tenho um alto na cabeça devido a essas lapadas educativas e já se passaram mais de 10 anos.

    Achas que não o conheces a ele mas a ela será que conheces? Socialmente ninguém diria que a minha mãe me espancava regularmente, socialmente ninguém achava que ela fosse tão maldosa e falsa como é e sempre foi para mim. Aliás para todos eu sou uma ingrata e o meu irmão um burro porque acredita em mim. Só que ele viu tudo o que eu passei, assistiu muitas vezes ao meu espancamento e a outro tipo de situações mas ele era demasiado pequeno para me conseguir ajudar. E hoje não lhe perdoa o que ela me fez. É que ela nunca lhe tocou mas o que ele viu marcou-o imensamente.

    Por isso: Será que o marido dela exagerou mesmo?

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    1. Concordo plenamente com este comentário.

      A Dona Pipoca ouviu o que tinha a dizer o Pai? Ouviu o relato da criança?
      Provavelmente esqueceu-se, que pode existir outra versão dos factos e é sempre mais fácil imputar responsabilidades e culpas aos outros.

      Um Tribunal de Família, antes de decidir o que quer que seja, faz conferência de Pais com a presença dos advogados e a CPCJ (quando há queixa), convoca todos os envolvidos e na presença de psicólogos, ouve as partes. É indispensável que todos sejam envolvidos, para que se perceba como ultrapassar este tipo de problemas em que todos, terão a sua razão.
      O que você diz no seu post é que a versão da vítima, o que ela sentiu, o que ela pensa sobre o que aconteceu e o porquê de ter acontecido, é na sua perspetiva perfeitamente irrelevante. E quem agiu mal foi o Pai, por excesso de zelo.
      Quando na realidade, você ouviu apenas alguém, que um Juiz (que na sua opinião é um incompetente) considerou agressor, a chorar e solidarizou-se. Cara Pipoca essa é a parte mais fácil e básica de todo o processo. Mas se há amizade entre si e o suposto agressor, a sua solidariedade não basta. É preciso perceber exatamente o que aconteceu ouvindo todas as partes e fazer o mais difícil: chamar à razão um amigo que erra. Porque todos erramos em algum momento na vida, não há como escapar. Nós só aprendemos e evitamos a repetição dos erros se eles nos forem apontados, caso contrário persistimos.

      É verdade que no momento certo, uma palmada pode ter um efeito educativo, mas sem motivo, ou fora de timming é apenas violência que demonstra acima de tudo, incapacidade racional e emocional de relacionamento, com alguém que deveria ser efetivamente protegido, acarinhado e educado.
      Esqueceu-se ainda a Dona Pipoca, que nenhum Juiz (mesmo incompetente) distribui ordens de restrição às mães, por causa das palmadas no rabo aos rebentos. Num país como Portugal, em que a atitude das autoridades é ainda extremamente conservadora nesta matéria, retirar uma criança da guarda da mãe, exige prova e documentação rigorosa, que de forma alguma se restringe a uma simples palmada no rabo. É preciso a queixa na PSP, o envolvimento do Ministério Publico e análise documental do Instituto de Medicina Legal.

      A violência doméstica é grave, afeta muitos milhares de pessoas e a Dona Pipoca devia ler alguns estudos sobre a matéria, antes de opinar sem conhecimento de causa (embora no fundo, essa seja já a sua imagem de marca, sempre que sai dos bate-boca dos blogs disto e dos blogs daquilo) quer dos factos quer do assunto, com a ligeireza que o faz.
      Compreendo a facilidade com que se solidariza com uma mãe, com uma amiga, que chora (eventualmente de arrependimento). Mas não pode perder a noção do certo e do errado, nem o facto de ser mãe, legitima toda e qualquer atitude. Mãe é mãe, sim. Mas as mães não são todas iguais e sobram exemplos de mães que nunca o deveriam ter sido.

      Para terminar, o pior do seu post, é quando pretende ignorar se a mãe agiu mal ou não.
      O pior que pode acontecer nestes casos é quando todo um círculo de amigos, do agressor e da vítima (baseados na versão da mãe), persiste e ignora factos incentivando o agressor a manter a sua atitude.
      - Se só deste uma palmada, na próxima dá uma tareia, para a criança aprender de uma vez por todas e não voltar a fazer queixinhas.
      Isto cria sentimento de injustiça na vítima, de revolta e de certeza que vão perdurar e o agressor manterá a mesma atitude, inviabilizando a procura de ajuda psicológica.
      Ora no caso da sua amiga, essa seria a única coisa com que se devia preocupar e o único conselho que você, do alto da sua sabedoria picanteana lhe devia ter dado!

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    2. Caras Anónimas,
      Eu conheço o caso e tenho realmente uma opinião formada. Poderia ter escrito aqui sobre isso, ter fornecido dados concretos, ter-vos dado elementos, que não dei, que vos possibilitassem formar uma opinião. Acontece que, por razões cá minhas, optei por não o fazer, o mundo às vezes é pequeno, não quero dar o menor azo a que a coisa possa ser reconhecida.
      Quando a coisa for a tribunal resolver-se-à. Até lá é abraçar a mãe.

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    3. Picante eu sou a anónima das 14:06h simplesmente quis mostrar a possibilidade de existirem outros factos que podem não ser conhecidos. Não conhecemos todos os pormenores mas esses raramente são conhecidos por todos. Acho que há casos que só ouvindo e analisando todos os lados, tentando perceber efectivamente o que ocorre é que se chegam às conclusões. A mim a vida ensinou-me a procurar para além do óbvio precisamente pela experiência que tive - a minha mãe é uma "santa" na visão de todos, uma excelente pessoa, excelente mãe, muito paciente e cuidadosa. Só que nunca o foi, não em privado.

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    4. Esta mãe, tendo uma ordem de restrição, não precisa de abraços, precisa é de ajuda psicológica.
      Recentemente, uma mãe raptou e tentou vender um bebé na Madeira, outra deu os restos mortais dos filhos de comer aos porcos, ora na sua perspetiva, essas também mereciam abraços, solidariedade e beijinhos?
      Quem precisa de abraços são as vitimas e por conseguinte, é preciso antes de mais, pensar. Usar de uns poucos neurónios e tentar perceber por que razão um Juiz, ou o Ministério Público emitiria uma ordem de restrição a uma mãe.

      Se neste momento e apenas por ser sua amiga não lhe interessa o que a sua amiga faça e, sem conhecer todos os factos, se arroga o direito de fazer julgamentos, ignorando a perspetiva da criança e a personalidade do pai que você inclusive diz também conhecer (tendo inclusive ficado surpreendida com uma suposta “saída do armário/roupeiro”), só revela a sua própria pequenez de espirito de análise e síndrome de "palas nos olhos".

      Se conhece o pai e é verdadeiramente amiga da mãe, é simples, pergunte-lhe também a ele o que aconteceu e qual a interpretação que faz dos factos. Talvez ficasse mais esclarecida em relação a todo o processo, conseguisse ajudar a vítima e quem sabe, se surpreenda com as amizades que cultiva. Isso é que seria de Amiga!

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    5. Anónima das 14.45, eu percebi. E tem razão, por vezes o que parece não é.

      Anónima das 15.52. O caso ainda nem a tribunal foi. Não tire conclusões precipitadas. A Anónima não tem qualquer base para formar opiniões, visto eu não lhe ter dado os factos, apenas levantei uma pontinha do véu... Neste caso há várias vítimas, uma delas é a mãe as outras são as crianças. E é tudo o que lhe direi sobre isto, dado que não é fictício não vou discutir os pormenores na internet. Desculpe.

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    6. “Eu conheço o caso e tenho realmente uma opinião formada”

      Mas de que forma conhece o caso?
      Pela argumentação da mãe, sua amiga?
      Então na sua opinião, os argumentos do Pai, os argumentos da própria criança, as acções do Tribunal, da CPCJ e do Ministério Público, são irrelevantes para que você forme uma opinião justa e imparcial? Porque você já tem os factos que a mãe apresentou...
      Muito bem, Cara Pipoca.
      E ainda acha que eu tiro "conclusões precipitadas" e não tenho base para formar opiniões.

      I rest my case.

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    7. Para além de que afinal, agora já não é apenas uma criança.
      São crianças, plural, o que faz pressupor actos reiterados. E quem lhe garante que estas apenas "levaram uma palmada no rabo, porque bateram na mãe". As duas?
      Desculpe, mas você alguma vez viu, estes "monstrinhos", como vocês lhes chama, serem violentos com a mãe? E conhecendo a familia, acredita realmente que estas crianças, entre os 6 e os 11 anos, bateriam na própria mãe?

      E agora pense devagarinho: Se por um acaso, o que a mãe lhe contou a si, não corresponder exactamente à verdade e estes "dois monstrinhos" vierem ler o que você aqui escreveu acerca deles e do pai deles?
      O que vão pensar de si quando se cruzarem consigo?
      E o que vão pensar da mãe, que lhe mentiu a si e que a levou a acusar duas vitimas, de serem "monstrinhos"?
      Olhe que me parece que você não sabe assim tanto a respeito deste caso, para fazer algumas das afirmações que faz.

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    8. Vocês tiram-me do sério. A sério que tiram.
      Qual foi a parte de "o caso ainda não foi a tribunal" que não percebeu?
      Onde é que eu digo que não falei com o pai e que só conheço uma das versões?
      Porque raio é que pensa que eu não me dou com os miúdos e não vejo as crianças insuportáveis em que o pai os transformou, porque lhes faz as vontades todas e não impõe regras?
      Tome bem nota, a única coisa que eu disse é que não daria pormenores sobre o caso. Não se ponha a pressupor, vai errar,

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    9. Lamento não ter percebido que eu não vou desenvolver o assunto. A sério que lamento. Claro que os seus comentários ameaças não foram publicados.
      E porque eu não gosto de me aborrecer com blogs, e já estou a ficar aborrecida. Vou fechar os comentários. Lamento.

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  9. Um dia, há muitos anos atrás, era eu princesa reinante numa casa habituada mais a pranchas de surf, equipamentos espalhados e amigos a entrar e a sair, quis sair com o meu pai, que andava às voltas no escritório, com um projecto difícil, plantas e mais plantas, cálculos e mais cálculos. Mas era fim-de-semana e eu estava habituada a ter sempre o que queria. Vesti-me e pedi com jeitinho, ele olhava para mim do fundo de uma secretária com papéis amontoados e dizia que não podia ser, que só mais um bocadinho, que o pai precisava mesmo de terminar aqueles cálculos. Mas eu não estava habituada a ouvir não e, num rompante, entrei no escritório, do alto dos meus cinco anos e peguei nas plantas e rasguei-as, bem ali à frente daquele homem que nunca me negava nada. Ele levantou-se, deu-me os únicos dois estalos que alguma vez me deu e eu olhei para ele, que tremia, porque levantar a mão contra a filha era como acabar com o Pai Natal para aquele homem. Senti-me a mais reles das criaturas, culpada por ter levado aquele homem que nunca levantava a voz e que tinha sempre tempo para mim a algo que para ele era abominável. Estava-lhe nos olhos, eu nunca me vou esquecer daquele olhar e, a partir daquele dia, decidi deixar de ser princesa mimada, porque nunca mais queria ver tamanha dor em alguém que eu tanto amava. Beijinhos, Joana

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