segunda-feira, 2 de junho de 2014

Há muitos anos...

Compraram-me um vestido em Ibiza, onde tudo é aceitável. Já em Lisboa, a pessoa que me ofereceu o vestido apostou comigo em como eu seria incapaz de o usar cá. Era excessivamente curto, tão curto que mal me podia sentar, o decote fazia um efeito push-up no peito, todo ele colado ao corpo. Ganhei a aposta, pois ganhei, usei-o com sabrinas, não tive coragem de lhe adicionar saltos.
Nessa noite fomos a uma pastelaria conhecida, onde habitualmente ia mas, ao contrário do habitual, a esplanada inteira parou de falar quando cheguei. Após um ou dois segundos de silêncio recomeçou o burburinho e eu tive a certeza de que era o alvo das conversas. Fomos a uma discoteca conhecida, onde fui escoltada por dois dos rapazes sempre que queria ir à casa de banho, coisa que evitou aborrecimentos mas não olhares.
Se eu estava à espera de ser agarrada ou violada? Não, não estava. Mas dificilmente me poderia queixar que olhassem, não é verdade? Um vestido daqueles é feito para atrair olhares, e atrai. De ambos os sexos. Dizer o contrário é pura sonsice. E eu detesto sonsas.

(e, hoje em dia, o vestido não é de todo invulgar, fartinha de ver jovenzinhas assim vestidas...)

89 comentários:

  1. É verdade aquilo que diz. Mas e o que dizer dos olhares ou comportamentos predatórios (de assédio) quando está vestida normalmente? Quando está sozinha numa qualquer rua e a ser perseguida só porque é mulher? Não sabe o que é? Sorte a sua!

    E não acha que qualquer mulher devia poder vestir o que lhe der na real gana sem ser apelidada disto ou daquilo? Que devia ter ido a casa de banho sozinha sem estar ralada em ter de evitar aborrecimentos? Já ouvi tanto homens como mulheres com um discurso puritano do estilo "vão assim vestidas e depois admiram-se que ninguém lhes pegue" ou "andam assim e depois admiram-se que lhes chamem vacas" que já não tenho paciência.

    Mas volto a admitir sem sonsice, tem razão naquilo que diz no post. Mas o problema, aliás o que torna toda esta discussão um problema não tem nada a ver com aquilo que aqui escreve, especialmente nesse contexto de saídas à noite. Tem a ver com o resto, com a vivência do dia a dia normal, de mulheres normais, que estão na vidinha delas e que são incomodadas (no mínimo) porque um homem qualquer decidiu achar que tinha de as reduzir aquilo que para eles (naquele momento) elas são, um pedaço de carne.

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    1. Note que eu não digo, em momento algum, que a maneira de vestir justifica o assédio. O assédio, seja ele em bocas ordinárias ou em manifestações físicas é condenável. E a culpa de um homem assediar uma mulher é sempre do homem. A mulher até poderia andar de bikini, sem ser importunada.
      Agora, o mundo não é perfeito, querer que parem todas as injustiças cometidas contra as mulheres é bonito mas também é utópico. O mundo é dos mais poderosos, sempre foi, sempre será. Se o devemos combater e educar as pessoas? Sim. Mas enquanto isso não acontece, e duvido que aconteça, temos de saber viver no mundo tal como ele é.
      E nós, mulheres Portuguesas, não temos grandes razões de queixas, vivemos numa sociedade relativamente pacífica, onde as mulheres são, regra geral respeitadas. Mas claro que trolhas há por todo o lado e é muito mais fácil eu ouvir uma ordinarice se passar por um trolha com uma saia pelo rabo, do que se for com uma saia pelo joelho.
      E acho que ouvir umas bocas pela vida fora não faz com que as mulheres sejam vitimas dos homens, com que vivam no constante medo de serem violentadas
      (e sim, já fui seguida, já entrou um tipo atrás de mim no meu prédio, eu saí com um apalpão, ele saiu agarrado aos ditos, que isto a vida é como é e as mulheres também são capazes de se defender)

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    2. Para concluir, acho que a pior forma de discriminação é vitimizar a mulher. A mulher tem os seus problemas, o homem também terá. Somos mais fracas fisicamente, verdade. Mas também somos capazes de outro tipo de tortura psicológica, por vezes bem mais cruel.
      Acima de tudo não vivemos num clima de opressão, como as fundamentalistas do feminismo querem fazer crer, metendo assobios, apalpões e apedrejamentos todos no mesmo saco. Isso chega a ser ofensivo.

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    3. Não tenho tempo de ler os restantes comentários, mas apraz-me dizer que tive que largar as mini saias, em alguns lugares, enquanto ainda as podia usar. O mesmo aconteceu com os decotes. Não me arrependi.
      Parece-me que, muitas vezes, o olhar que os outros nos votam é consequência daquilo que queremos mostrar. Assim sendo, que ninguém se queixe.

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    4. Claro que apedrejamentos não são a mesma coisa que assobios. Para nós não são. Mas o facto de eu viver num mundo onde se permite que haja culturas que praticam os apedrejamentos não faz com que aceite que o jeitoso que decidiu entrar atrás de si no seu prédio o possa fazer só porque lhe apetece! Mas obrigada pela resposta.

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    5. Mas eu concordo consigo. Obviamente que o jeitoso, que de jeitoso não tinha nada, tinha mais era que ficar quietinho. Que fique claro...

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  2. Acho que decotes excessivos e saias demasiado curtas roçam a vulgaridade. Nada contra, mas geralmente detesto ver. A não ser que a senhora tenha muito boa atitude... aí fica só poderosa. ;)

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    1. Olhe menina S, o vestido ficava-me a matar. É o que lhe digo.

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    2. Lá está, ficava poderosa!

      Em mim, por exemplo, ficaria ridículo, que não tenho corpo para isso. ahahahah

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  3. Mas a questão fulcral é que não devia ser preciso 2 guarda-costas para evitar "aborrecimentos".
    Uma mulher nem que ande nua, seja onde for, pode ser alvo de olhares, tudo bem, mas não pode ser alvo de agressões nem verbais e menos ainda físicas.
    E vocês são sempre tão expeditas em ridicularizar tudo o que venha do Bloco de Esquerda, que não compreendem que começa tudo com as agressões verbais, porque se alguém se sente impune de cada vez que diz "ó boa, comia-te toda", mais cedo do que mais tarde, esse mesmo alguém vai sentir-se igualmente impune quando se lembrar de passar das palavras aos actos.
    E tanto assim é que num acordão do Supremo Tribunal de Justiça de há duas dezenas de anos um dos justificativos para reduzir a pena de uns violadores de umas turistas estrangeiras algures no Alentejo profundo, é que elas estavam vestidas de forma provocadora e tinham entrado na coutada do macho lusitano (e se isto não ipsis verbis anda lá muito perto, é só pesquisarem no google).

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    1. Pedro, para mim esse é que é o cerne da questão. A partir de que momento é que um piropo passa a ser uma agressão verbal. Para mim é isso que está em causa. Um piropo ou assobio vindo de um andaime é um coisa, roçarem-se em mim para me dizer ordinarices ao ouvido é outra. (E às tantas andamos aqui todos a dizer a mesma coisa numa conversa de surdos.) E quanto a isso dos relatórios judiciais... Afianço-lhe que, ainda hoje em 2014, se lêem coisas do género... Não é preciso recuar tanto no tempo... (Mas também lhe digo que, durante o dia de hoje, não vi ninguém defender tal atitude. E não sei se isto não será aquilo de desconversar...)

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    2. Um enorme obrigada por esta resposta, Pedro.
      PS: Só acrescentaria que os conceitos de "vulgar" e "excessivo" podem ser bastante subjectivos (só em jeito de exemplo, já tive homens da minha igreja a acusarem-me de despertar neles pensamentos pecaminosos por usar... calças de ganga "que deixam adivinhar o contorno das pernas"), pelo que uma indumentária que é "inocente" ou "normal" para uns, pode ser interpretada por outros como um "estou obviamente a tentar atrair os vossos olhares, abordem-me por favor".

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    3. NM, os piropos e os assobios regra geral são vulgares e deixam as pessoas incomodadas, isso para mim é uma agressão.
      Ninguém deve ser obrigada a tapar os ouvidos ou a mudar de passeio para não ser assediada.
      Se for um gordo a passar na rua e eu começar aos gritos...ó badocha, ó monte de banhas...não será isso uma agressão?
      A minha questão é que ridicularizaram uma iniciativa que se calhar até tinha a sua importância e que o piropo por ser tão tolerado e tão bem aceite por vezes leva a outros caminhos perigosos e criminosos.
      Se reparar num anónimo ali em baixo ele já fala em "uniformes de prostituta" e quem não quer ser lobo não lhe vista a pele. O caminho que as coisas seguem é este.

      Tinha imensa curiosidade em saber o racio de respostas a esta questão:
      Uma prostituta pode ser considerada vítima de violação?
      1 - Sim
      2 - Não
      3 - Depende se foi paga ou não

      (eu nunca desconverso)

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    4. Anónimo das 22.06h é a igreja judaica, não é? Já vi tanto disso...

      Quanto ao Pedro venho só confirmar aquilo da "coutada do macho latino" - é verdade sim senhor. E mete nojo. O acórdão terá data entre os anos de 1990 e 2000 (não me recordo) mas lembro-me de ter ficado incrédula e enojada quando li semelhante barbaridade.

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    5. Pedro Almeida, a resposta é, obviamente, sim.

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    6. Pedro, qualquer mulher pode ser vitima de violação. Não é não. Ainda que já esteja nua e enfiada na cama.
      E tem razão, não deveria ter precisado de dois guarda-costas. Acontece que eu sabia que estava mais de despido que de vestido, numa altura em que normalmente sairia de jeans e top. Estava desajustada. daí que as pessoas, homens e mulheres olhassem. E os piores comentários, estaria capaz de apostar consigo que vieram de mulheres.
      Mas dado que o mundo é como é e não como deveria ser. Entre o dizer "eu devia sair de saia curta sem ter de ouvir um comia-te toda" e dizer "eu vivo no constante medo de ser agredida por ser mulher, porque o mesmo tipo que assobia vai atrás de mim e salta-me para cima" vai uma imensa diferença. A maioria dos tipos não anda por aí a apalpar ou violentar mulheres. A maioria dos tipos são tipos normais e respeitadores.
      As mulheres não são vitimas dos homens, mais do que os homens são das mulheres. Acontece é que a maioria dos crimes de violência doméstica e sexual são cometidos por homens. E ainda assim a coisa começa a mudar, crianças e idosos assumem-se como as principais vitimas 8e os agressores não são exclusivamente homens).

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    7. Uma prostituta pode ser considerada vítima de violação?
      1 - Sim - se foi contra a sua vontade
      2 - Não - se prestou um serviço, recebeu o que cobrou e foi tratada com respeito por quem requisitou.
      3 - Depende se foi paga ou não - ser paga não exclui ser violentada
      Concluindo, a resposta geral é 1 - uma prostituta pode ser efectivamente vítima de violação SE tiver sido violada.

      Uma prostituta é uma profissional de sexo, o corpo é o chamariz e veste-se muitas vezes de forma muito clara. Nem todos os uniformes são batas, toucas e luvas. Apesar de tudo, o termo foi em sequência do vídeo do Dave Chapelle. Não leve a mal Pedro, é só uma opinião.

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    8. Picante, concordo consigo em parte.
      Obviamente a esmagadora maioria dos homens são seres humanos normais e respeitadores.
      Compreendo que existe algum trauma em algumas mulheres devido às suas experiências passadas o que leva a generalizações e a excessos, mas (e penso que é aqui que divergimos) a tolerância e compreensão com certos comportamentos enraízados na nossa cultura só fazem com que não se caminhe na direcção certa.

      O que discordo totalmente consigo é que ache que os homens são tão vítimas das mulheres como o oposto.
      Deixo-lhe só esta estatística...neste últimos 10 anos 356 mulheres foram assassinadas pelo actual ou ex marido/companheiro/namorado.
      356 mulheres...é muito homicidio.
      Mais do que o PIB ou do que a dívida, este sim é o numero que mais envergonha este país.
      Não sei até que ponto será questão cultural, mas este número vergonhoso só encontra paralelo em países do terceiro mundo.

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    9. Pedro, em termos de violência doméstica, sim.. sem qualquer dúvida. Há muitos mais homens a agredir mulheres, fisicamente falando. Mas os homens também são assediados, os homens são vítimas de crueldade psicológica e para isso não há números, os homens têm filhos sem o quererem porque o poder de decisão é da mulher..

      Eu não digo que não seja condenável o apalpão ou o piropo ordinário,que é. Só não acho, como foi por aí sugerido que isto de ser mulher é um terror porque vivemos no permanente medo de ser violadas, ou porque ganhamos menos e trabalhamos mais. Não é verdade, a maioria das mulheres não são vítimas. Existem é ainda vítimas a mais. E é isso que tem de ser combatido. Em vez de se optar pela teoria do "ai tão infeliz e perigoso que é ser mulher".
      Ser mulher é bom que se farta.
      E devo dizer-lhe que não há pior discriminação como a de dar um lugar de chefia a uma mulher só porque ela tem um pipi e têm de haver X mulheres em chefias.

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    10. Pedro Almeida, já lhe disse que gosto mt de si?

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    11. Pensei nunca mais cá comentar, mas tenho de o fazer para dizer que estou banzada, ao ver que um homem, o Pedro Almeida - com quem já tive grandes discussões - põe o dedo na ferida e é mais feminista que a maioria das mulheres que aqui comenta. Kudos Pedro (ainda que não seja reconhecido, e quiçá, possa vir a ser ridicularizado)

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    12. Pedro, por essa ordem de ideias... Acha também que se tem de criminalizar o "ó badocha, ó monte de banhas", certo?

      Quanto a isso da prostituta, é CLARO que sim. Mas qual é a dúvida?

      (Aquilo do desconversar foi porque ontem já estava cansadíssima que se empolasse o discurso anti-feminista, como se alguém estivesse a favor do "macho-lusitano" ou da agressão verbal. Não, ninguém está. Nem ninguém disse isso. É cansativo um pessoa ter de se defender de coisas que não disse, nem pensa, nem insinua.)

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    13. O ó badocha, monte de banhas está criminalizado, chama-se injúria.

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    14. Sim, sim, e os tribunais levam isso mesmo a sério (não levam nem poderiam)... montes e montes de processos que deve haver por o indivíduo A ter chamado parvo ao indivíduo B... e "gordo"? Gordo é injúria? Depende do tom, de quem vem e mais não sei quê, não é? Vai-se a ver e vamos parar aquilo que acho sobre isso da criminalização dos piropos... Há injúrias e injúrias e nem todas as injúrias são agressões, pelo menos passíveis de serem criminalizadas.

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    15. Ó Pedro, e isto também é uma agressão:

      http://www.osexoeaidade.com/2014/06/saudades.html#comment-form

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  4. Um vestido vulgar há 20 anos continua a ser vulgar hoje em dia e não deixará de o ser apenas porque há mais jovens sem gosto nenhum que usam uniforme de prostituta mas ficam muito despeitadas se abordadas como tal.

    Menos de dois minutos para explicar como as coisas são:
    https://www.youtube.com/watch?v=2OBPaenkxdg

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    1. Não era vulgar, era até bem bonito. Era apenas ousado. bastante.

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  5. Mas la esta, por raio e que uma pessoa tem de ter escolta para ir a casa de banho??? Uma pessoa pode estar NUA que ninguem tem o direito de a agredir! Porque pode parecer que nao mas esta e a logica que leva a burka, porque isso de as mulheres mostrarem pele e uma pouca vergonha e depois nao se podem queixar do que lhes acontece, nao e? O facto de uns quantos brutamontes nao perceberem que as mulheres sao pessoas nao deve culta deles, tadinho! A unica diferenca aqui e a quantidade de pele aceitavel mostrar...

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    1. Por acaso discordo.
      Qual é a motivação por detrás de andar semi-nua na rua? É como quem quer fazer nudismo, porquê e para quê? É para ver e ser visto.

      Não tem a ver com burkas (os homens não andam de mini-saia, nem somente com boxers na rua, no entanto não usam burkas). Eu sou honesta, mete-me muita confusão ver mulheres com nádegas de fora na rua. Andam assim para quê? Para passar despercebidas, queres ver?
      E os decotes até ao umbigo? E os crop tops em que se vê tudo? Desde o umbigo, peitos, tudo (porque a maioria são largos) e ainda as há a andar sem soutien. Dizem que se sentem bem assim... mas eu acho que o video ali em cima diz mesmo muita coisa.

      Eu acho injustificado qualquer acto de violência sobre mulheres/homens sem consentimento.

      Agora, que não se vestem assim porque o c* tinha calor.. lá isso não, nem andam com os peitos à mostra porque estava muito calor... é como o topless/nudismo na praia... é por causa das marcas, que ficam escondidas por debaixo da roupa... claro que é. Nem é para mostrarem o corpo a todos os homens, mulheres e crianças num raio de 200m. Claro que não.

      Mas, se há crianças por perto e são chamadas à atenção ainda levam a mal porque não estão a fazer nada de mal... então eles também se olham com olhos de comer e f*** forte e feio também não estão a fazer nada de mais.

      Veja o video e talvez entenda a mensagem. De andar com o c* tapado e os peitos até andar de burka ainda vão cerca de 90% de área do corpo coberta.

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    2. Anónimo das 22:38 ainda tem um bocadinho para viver, ou ler, ou conviver. O nudismo não tem nada que ver com o que aqui é falado. O nudismo é praticado em locais/praias próprias para o efeito e devidamente sinalizadas. Se as pessoas vestidas, vulgo têxteis, vão para lá é porque, essas sim, querem dar uma de mirones ou porque não se importam nada de conviver com a nudez alheia, mas garanto-lhe que o verdadeiro nudista, que é, de um modo geral naturista, não está nada sintonizado nessa coisa de exibicionismo e blá blá blá. Coisas diferentes. Completamente diferentes!
      A.R.

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    3. Eu sei o que é nudismo. Chamei-lhe assim porque não sei o que mais chamar a pessoas que se põem nuas à frente de crianças em praias "normais" - daquelas onde se vai com as crianças pequenas ... e se nunca viu disso tem muita sorte. O problema não é o exibicionismo em si mas o facto de ser feito para crianças ou perante as mesmas. E ainda agem como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ter mulheres nuas de pernas abertas para ficarem bem bronzeadas e não ficarem com marcas à frente de crianças... é... coitadas... não são nada p*** não.

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  6. Isso de precisar de escolta para ir à casa de banho é que é, de facto, muito triste.

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    1. Eu acho que é saber viver. No fundo resume-se a analisar o mundo tal como ele é e evitar riscos. Já os nossos antepassados o faziam, os nossos netos também o farão. O mundo não é perfeito, o ser humano tem a capacidade da escolha e sempre haverá quem opte pelo mal. Querer ignorar isto é fazer de avestruz. Mas lá está, é mais fácil atribuir culpas.
      (atenção que não quero dizer com isto que está bem, não está, claro que não, há que ir mudando, mas também não é o fim do mundo..)

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    2. Mas ó Picante, estamos aqui nós feministas fundamentalistas a dizer que isto não deveria acontecer, isto de ser um risco sair vestida de certa maneira, esperando mudar as mentalidades exactamente para que os nossos netos não tenham de viver exactamente sob as mesmas premissas, e quem esconde a cabeça na areia somos nós que falamos do problema para que possa ser resolvido? Agora fiquei confusa...

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    3. Luna,
      Estou a começar a ficar realmente cansada desta desconversa. A Luna e a Maria Rita, até agora não fizeram mais que pôr palavras na minha boca, Palavras que eu nunca proferi, já agora.
      Eu tenho todo o prazer em falar sobre o assunto consigo, se estiver realmente interessada em ter uma conversa honesta. Eu sei que a Luna é capaz disso, que é uma rapariga inteligente.
      Onde é que eu digo que é aceitável o assédio? Não é! E por assédio referi-me a contacto físico indesejado ou bocas ordinárias 8eu não considero um olhar assédio, ou um que mulher bonita..) Que fique bem claro.OK?
      Posto isto, o que eu digo é que um decote ousado atrai olhares. Sempre atrairá. Um decote ousado usado no sitio errado, é condenável e dá aso a comentários, que as mulheres não têm de ir mostrar as mamas para o trabalho, da mesma maneira que os homens não vão de manga cava.
      As mulheres não vivem no terror de serem a qualquer momento apalpadas e violadas. Nenhuma mulher que eu conheça sai de casa com esse medo e angustia, como eu já vi dito por aí.
      O mundo é perigoso, sempre foi, sempre será, porque o género humano é mau. Temos de saber viver nele e defender-nos. Apenas revela sensatez (e deixe que lhe diga, que abrir a porta a um desconhecido às quatro da manhã, não é sensato.. e isto não é irónico eu lamento profundamente o terror pelo qual não tenho a menor dúvida que passou)
      Não há mal nenhum em querer lutar por um mundo melhor. Mas é utópico achar que algum dia o mundo será perfeito, é a isso que me refiro quando falo em esconder a cabeça na areia.

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    4. E as mulheres não podem andar nuas na rua que é atentado ao pudor.
      Nós vivemos em sociedade, a sociedade tem regras e costumes. Há maneiras apropriadas de vestir. consoante os sítios. Não é aceitável andar de bikini na rua, como não é aceitável usá-lo para ir a um casamento. Se for de bikini a um casamento, vai atrair olhares, vai ouvir bocas. Por que está desajustada. E quem aparece de bikinis em casamentos quer chocar e atrair olhares ou iria de vestido.Ainda assim, que fosse de bikini, não seria aceitável que fosse molestada.
      Eu não sou contra as mulheres, mas também não sou contra os homens e não gosto de fundamentalismo.

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  7. Vou explicar o básico: uma agressão é uma agressão. Uma pessoa deveria poder andar toda nua na rua sem outra achar que a pode agredir sexualmente (ou de outra maneira). Esta mania de culpar as vítimas é perigosa. Um agressor é responsável e esta forma de pensar desresponsabiliza-o, como se fosse um animal irracional incapaz de controlar os seus impulsos mais básicos. O que é uma ofensa para os homens em geral. Quer dizer, conseguem controlar os esfincters mas não os órgãos sexuais? Ao ponto de uma mulher ter de ir à casa de banho com escolta para não ser incomodada? Tudo isto me parece um contrasenso, nada que me espante dado os post anteriores, só me espanta que isto seja contado como "Ya, é assim, tudo bem, aceito perfeitamente que precise de protecção masculina quando tenho um vestido mais provocante para não ser atacada". Mas dado que já se gozou com um post em que contei ter sido atacada em casa a meio da noite, tudo encaixa...

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    1. Luna, sinceramente nem li o comentário. Fiquei-me pela primeira frase e já nem me apeteceu ler mais. Começar um comentário por: "Vou explicar o básico..." é sobranceiro e arrogante. Ninguém aqui é atrasado mental para que lhe precisem de explicar o "básico". Completamente off the topic, eu sei, mas senti, dado o buzz de ontem, que tinha de to dizer. Relativamente o tema já disse o que tinha dizer. (Não, minto, quando tiver outro bocadinho tenho todo o prazer de responder ali em cima ao Pedro Almeida que sempre me mereceu todo o respeito.)

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    2. A propósito, e porque digo tudo o que tenho a dizer e dou a cara por tudo aquilo que escrevo, insultada foi como me senti quando a Izzie no teu crónicas me diz para eu ler a revista da AMI como se eu (e qualquer pessoa com mais de 8 anos) não soubesse que há mulheres vítimas da guerra. É ofensivo! Eu sei que tenho o hábito de saltar o básico e de ingenuamente pensar que quem lê aquilo que eu escrevo parte do princípio que não tenho nenhum défice cognitivo... Há maneiras e maneiras de escrever as coisas. Há maneiras e maneiras de as pessoas se sentirem insultadas. (Às vezes preferia que me chamassem parva diretamente que só o insinuassem...)

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    3. Luna existem estudos na área da Psicologia da Justiça que nos dizem que as mulheres não são as culpadas mas que circunstâncias A+B+C+D, etc as tornam mais vulneráveis. Saber contornar isso não é querer "enfiar problemas na areia" mas sim precaver-se e saber defender-se de problemas.
      A principal forma de mudar mentalidades é através da educação, a melhor forma de se precaver de ataques é a prevenção. Seja de que tipo forem.

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    4. Luna, finalmente e porque não posso voltar aqui o resto do dia e para que nada me fique "atracado", a arrogância e a presunção da posse da verdade fica mal a qualquer pessoa mas, acima de tudo, fica mal a um cientista cuja maior virtude deviam ser a humildade de reconhecer aquilo do "Só sei que nada sei" e a capacidade de ouvir aquilo que temos para aprender com os nossos pares (e neste caso somos todas mulheres e talvez a algumas de nós só não lhe apeteça alardear por aí as habilitações académicas - Ainda que isso não signifique que não as tenha ou que isso ateste capacidade alguma... Sim, inteligência incluída).

      De resto, desculpa a presunção da personalidade (sim, eu sei que não te conheço) mas foi o que ontem vi fazer o dia todo a uma pessoa por quem tenho muito estima. Não, não conheço a Filipa, mas aqui digo que se ela ontem se excedeu (que excedeu) e ofendeu diretamente (que o fez, mas como já disse anteriormente há maneiras e maneiras de ofender, ela "só" não mediu as palavras e aí não esteve bem) o que se passou a seguir também não foi bonito nem abonatário para os ofendidos...

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    5. Vou replicar aqui o comentário que fiz em cima, que aqui é que deveria estar:
      "As mulheres não podem andar nuas na rua que é atentado ao pudor.
      Nós vivemos em sociedade, a sociedade tem regras e costumes. Há maneiras apropriadas de vestir. consoante os sítios. Não é aceitável andar de bikini na rua, como não é aceitável usá-lo para ir a um casamento. Se for de bikini a um casamento, vai atrair olhares, vai ouvir bocas. Por que está desajustada. E quem aparece de bikinis em casamentos quer chocar e atrair olhares ou iria de vestido.Ainda assim, que fosse de bikini, não seria aceitável que fosse molestada.
      Eu não sou contra as mulheres, mas também não sou contra os homens e não gosto de fundamentalismo."

      A NM já disse tudo a propósito de arrogância, pelo que nem há necessidade de falar mais sobre o assunto.
      Ontem já lho tinha dito, mas a verdade é que, como também achei o post excessivo (sim, apesar de estar no meu blog), quis amenizar e disse-o de forma delicada, por sentir que tinha todo o direito em estar ofendida.
      Vocês, tratam as pessoas como se elas fossem atrasadas mentais e incapazes de chegar ao vosso patamar de iluminação. E isso é ofensivo, revelando tanta falta de savoir faire como um insulto gratuito. E a Luna também me insultou que eu ouvi palavras como nojo e boçal. Eu nunca a insultei, o que escrevi não era dirigido a nenhum blogger e não passou de uma brincadeira que aquilo não é um discurso sério em lado nenhum do mundo. Não é preciso ser-se muito inteligente para perceber isso. Até porque eu raramente escrevo sobre temas sérios. E quando o faço nunca o faço naquele tom.
      Aceito que discorde, que não se reveja nas palavras, que as condene. Mas a sua visão das coisas não é a única do mundo e as pessoas não são nojentas só por não concordarem consigo, nem boçais, já agora.

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    6. Portanto para si, criticar um post e o seu conteúdo (e linguagem) é equivalente a fazer um post a achincalhar uma pessoa e a chamar-lhe parva de merda, ou pelo menos justifica-o. Obrigada, fico (ainda mais) esclarecida.

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    7. Não Luna, não é. Eu achei que isso tinha ficado claro para si. NÃO fui eu que fiz o post. NÃO fui eu que o aprovei. O post NÃO é da minha responsabilidade. Eu NUNCA lhe chamaria parva de merda. Eu NUNCA faço posts daquele teor. Eu achei o post excessivo.
      Gosto muitíssimo da Filipa, adoro a escrita dela. Isso não quer dizer que subscreva todas as suas opiniões e que concorde com tudo o que ela diz ou faz.
      Está claro agora?

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    8. E no entanto um post bastante ofensivo continua publicado numa página pública da qual é a única responsável. E tenho dito.

      (quanto à senhora que o escreveu, não a conheço, nunca falei com ela, pelo que não tenho nada a dizer)

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    9. Continua. Eu sou uma pessoa leal, portanto continua.
      (a menos, claro, que me diga que aquele post lhe traz alguma angustia ou ansiedade e nesse caso obviamente que o retirarei)

      Acho fantástico, como é tão mais fácil vir atirar pedras, em grupo, à pessoa que tem o espaço, apesar de estar claro que o post não é da sua responsabilidade, ignorando a pessoa que realmente a ofendeu, já que não a conhece.
      Mas eu aguento, não tem qualquer problema, isto são só blogs.

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    10. Só pode estar a brincar comigo. Então a Picante tem no seu blog um post a gozar comigo do início ao fim e a chamar-me parva de merda, uma quantidade de comentários nada simpáticos à minha pessoa, e nós é que vimos atirar pedras? É que só pode mesmo estar a brincar.

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    11. Já ouviu falar daquilo do mensageiro? É mais ou menos a mesma coisa.

      (Mas repito, se o post lhe trouxer o qualquer tipo de tristeza ou o que seja, eu retiro e explico em privado a quem de direito o porquê de ter retirado. Uma palavra sua e o post sai de lá)

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    12. Está a brincar Luna, está... Esta Picante é uma caturreira pegada. (Por acaso leu o que ela escreveu? A sério que não consegue interpretar o comentário? É só o melhor que consegue? Pegar em expressões soltas e retirá-las de contexto? Desonesta, desonesta, desonesta. Você é desonesta que dói.)

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    13. Chatear-me, o post, alguma vez? Mas porque é que havia de me aborrecer um post a chamar-me parva de merda? Deixe ver se me ocorre alguma coisa...

      (portanto sou desonesta porque confronto a dona do blog com o facto de manter publicado um post ofensivo à minha pessoa, ok, esclarecida)

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    14. Luna,
      Eu sou uma pessoa paciente e tolerante mas começo a ficar cansada e tenho ali um relatório para rever.
      Pela última vez... Quer que retire o post?

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    15. Deixo-o à sua consciência.

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    16. Não disseste que te ias embora ou que já tinhas acabado...?

      És tão boa, tão inteligente, tão bem educada, tão tão, e não sabes ser superior a um post destes? Nunca ninguém te ensinou (ou nunca aprendeste) que o melhor que se pode fazer é ignorar?
      Oh, filha, ainda tens muito pão para comer.

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    17. Não Luna, é desonesta porque a Picante usa a expressão "atirar pedras" num comentário onde o relevante é que não é ela que tem que levar com a ira quando não foi ela que escreveu o post, e você agarra-se à (eventual) infelicidade do "atirar pedras". A sua xico-espertice cansa... (Qualquer calhau com olhos consegue fazer um doutoramento logo que não desista a meio por sua livre iniciativa. Tem essa noção não tem? Só isso não faz de si mais inteligente que ninguém. Sabe isso não sabe?? Porra que não há pachorra para tanto nariz empinado..)

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    18. Luna, eu vou tornar a explicar porque a Luna não deve ter percebido da primeira vez.
      Eu não retirei o post por uma questão de lealdade. Fiz um convite a várias bloggers, disse-lhes que poderiam escrever sobre o que quisessem. Elas fizeram o favor de aqui vir, não vou, à posterior, censurar-lhes os escritos, seria desleal.

      A Luna diz-me que nem dá resposta a quem não conhece, pelo que eu assumo que aquilo que desconhecidos dizem de si será indiferente. Mas se não for o caso, se a Luna me disser que aquilo a aborrece em demasia e que preferia que eu o retirasse eu retiro, estou a dizer-lho pela terceira vez.

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    19. Picante, eu já percebi isso tudo, acontece que como deve imaginar, não vou debater seja o que for com pessoas da laia da senhora que escreveu aquele post, e se me dou ao trabalho de o fazer consigo, é porque lhe reconheço outro nível. O blog é seu, a linha editorial é sua, a Picante lá saberá o que deseja que seja este blog e como tratar bloggers que discordem de si.
      O que eu preferia mesmo é que aquele post não tivesse sido escrito, ainda mais publicado, especialmente porque desvirtua o meu post original, que foca uma temática importante em presente debate nas redes sociais, e que é muito mais importante que estas tricas de merda. (e eu, quase aposentada das lides dos blogs, confesso que desta não estava à espera)

      Quanto ao anónimo: a Picante usou a expressão atirar pedras ao grupo de pessoas, eu incluída, que a responsabilizam por ter publicado no seu blog um texto achincalhante à minha pessoa, e, sendo eu a visada, sei lá, parece-me justo questionar a publicação do mesmo junto à responsável por este blog. Com toda a certeza a autora do texto e quem o publicou não o fizeram pensando que me iria agradar... De resto, continuo a não perceber porque é que a minha formação académica continua a vir à baila nesta discussão, parece-me que lhe dão mais importância que eu.

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    20. Isto resolvia-se tão bem.... Luna escreva lá:
      "Picante agradecia que apagasse o post".
      É que assim dá a entender que lhe dá algum tipo de gosto continuar a vir aqui debater este assunto visto que a dona do Blog já disse que basta um pedido seu para o apagar.

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    21. Lady_m, eu não tenho de pedir nada a ninguém. As pessoas são responsáveis pelas suas acções e devem ser elas a tomar as suas decisões, começando pelo que publicam ou não nas suas páginas públicas. A dona do blog, e como tal responsável pelo seu conteúdo, decidirá em consciência se o post e seu teor são algo com que se identifica e se cabe ou não na linha editoral do seu blog. É bastante simples.

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    22. Parece que ainda não ficou claro que não foi a dona do blog que publicou o texto. A dona do blog deu acesso ao seu blog, a terceiros. Terceiros entraram no blog e publicaram o que quiseram, quando quiseram.
      A dona do blog mexeu em duas publicações, uma por estar em rascunho outra por estar em cima de uma terceira. Nenhuma era o post em questão.
      A dona do blog não publicou, foi terceiro que publicou.

      Agora que já está publicado, a única coisa que a dona do blog pode fazer é retirar o texto se a visada lho pedir. Quer seja por lhe ser desconfortável, quer seja por desvirtuar algo que a visada considera importante, apesar de a dona do blog achar que amanhã já ninguém fará essa ligação.

      Posto isto aguardo um pedido seu (ou não).

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    23. Creio que a sua formação académica só vem à baila, "sei lá", porque as pessoas procuram desesperadamente um motivo para, "sei lá", ser tão, "sei lá", arrogante. Pela pertinência dos seus, "sei lá" comentários e "sei lá" posts é que não será concerteza. Porque a inteligência que demonstra é, "sei lá", no mínimo discutível...

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    24. Picante: legalmente a Picante é responsável por tudo o que é publicado neste blog, inclusivé comentários, mesmo anónimos.

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    25. A questão aqui não é se o post me incomoda a mim, mas se a incomoda a si.

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    26. Luna pegando nas suas palavras de que "As pessoas são responsáveis pelas suas acções e devem ser elas a tomar as suas decisões" aconselho a que se decida se quer o post eliminado ou não. Porque se deixa essa decisão nas mãos de outra pessoa então é porque o mesmo não lhe causa assim tanto desconforto. Eu por exemplo quando quero alguma coisa peço, não ando aqui com rodeios a alimentar uma polémica que supostamente não me agrada.

      Mas isso sou eu que calhando sou mesmo é parva

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    27. Não, Lady_m, eu não tenho de decidir ou pedir nada, ou estaria a tomar para mim a responsabilidade de uma decisão que cabe somente à autora deste blog. Ao fazê-lo, toda esta discussão teria sido inútil. A acção não foi minha, o blog não é meu, aquilo que é aqui publicado não é da minha responsabilidade, à excepção dos meus comentários, obviamente.

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    28. Isso é em tendo um pingo de modéstia Lady_m...

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    29. (resumindo e concluindo, eu não quero que ninguém tome decisões porque alguém lhes pede, mas que tome as decisões que conscientemente ache mais correctas)

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    30. Luna,
      Se eu fosse legalmente responsável por todos os comentários que estão nos meus posts, seria também responsável por todos os comentários que aqui deixou. Não sei onde é que foi buscar essa teoria macaca. Mas não sou.
      Tão pouco serei responsável por um texto que está assinado por outrem. Recuso totalmente essa responsabilidade que a Luna insiste em atirar-me para os ombros.

      A linha editorial do blog foi totalmente desvirtuada ontem já que, à excepção deste post e do de encerramento eu não fiz posts. Portanto, não, não me identifico com o que foi escrito aqui ontem. Deverei eliminar todos os posts? Deverei também eliminar os posts que fiz sobre o Pipoco, no dia da brincadeira? Não me parece...

      A questão só está a ser debatida porque aquele posts específico pode ser ofensivo para si. A Luna tem duas opções:
      1. Ignora porque não conhece a autora do post e nem lhe dá troco, aquilo é-lhe indiferente e passa à frente
      2. Reconhece que aquilo a incomoda e eu retiro o post, porque percebo que a possa incomodar, já lhe disse que o acho excessivo e passamos à frente na mesma.

      Qualquer que seja a sua opção, teremos sempre de seguir em frente. Simples, não é?

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    31. Picante, a Picante é, de facto, legalmente responsável por tudo o que é publicado neste blog, inclusivè os meus comentários, caso forem difamatórios para alguém. Tudo o que é aqui publicado pode ser-lhe imputado legalmente.

      A Picante insiste em descartar-se de uma responsabilidade que é, também, sua: a de manter no seu blog um post que é ostensiva e propositadamente ofensivo para outrém. A Picante sustém que a razão porque o manteve publicado, apesar de ter referido várias vezes que o poderia ter apagado se assim o quisesse, se deve à lealdade com a pessoa que o escreveu, e que seria ofensivo para essa pessoa retirar o post. Post isto, a Pipoca é responsável por uma escolha, e que passa por manter o post, ofendendo a pessoa nele visada, e como tal assumindo-o e à responsabilidade sobre o mesmo; ou escolhendo retirar o post, arriscando-se a ofender quem o escreveu, por não concordar com o seu conteúdo.

      Dado que o post em questão satiriza um post sobre violência sexual em que a pessoa visada - neste caso eu, mas poderia ser qualquer das pessoas que lá comentaram deixando relatos gravíssimos - relata episódios que a susceptibilizaram especialmente, a manutenção do post ou não deverá ser dependente do que é para si aceitável, de modo que a questão aqui não é se me incomoda o suficiente a mim, ou se a incomoda o suficiente a si para o retirar. Porque obviamente não incomoda minimamente a quem o escreveu.

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    32. O post não satiriza o seu post. O post satiriza-a a si. Não tente sequer extrapolar a sátira para os testemunhos que as pessoas lá deixaram.
      Vamos concordar em discordar, quanto à questão da responsabilização, não me sinto responsável por algo que não escrevi.

      A decisão está na sua mão. Quer que apague, eu apago. End of story.

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    33. Chamar a uma pessoa "parva de merda" é sátira? Ah.
      (picante, não se enterre. a Luna tem razão, existem injúrias e foram escritas por determinada pessoa, e divulgadas com o seu consentimento. pergunte lá a um advogado, a picantinha é responsável.)

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    34. Poderia ter pegado em qualquer post para me satirizar, mas não, pegou especificamente naquele, onde conto episódios que me marcaram, imitando-o para me ofender. Se acha que é totalmente inocente, está no seu direito, já eu discordo.

      Concordemos em discordar então. Deixando claro que eu, pessoalmente e enquanto a pessoa visada, considero-a tão responsável pelo post como quem o escreveu.

      Quanto à questão de fundo, lamento, mas é uma decisão que me recuso a tomar por si.

      Um bem haja

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    35. Picante [não precisas de publicar nem tão pouco de responder. a sério... ], posso-te perguntar se conheces a Luna? (Como sempre disseste aquilo de não conhecer ninguém dos blogues...)

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    36. Eu? Não, não conheço... Porquê?

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    37. Hum... Por nada. Foi só por aquilo de a Luna dizer que não tem nada para dizer à Filipa por não a conhecer nem nunca ter falado com ela. Achei que vocês se podiam conhecer de algum lado e foi só curiosidade mesmo. :)

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    38. Eu vou ali ao blog da Luna denegrir-me a mim. Vou para lá (com um IP diferente do meu) dizer tudo o que me vem à cabeça, mentir e inventar. Faço-o sob anonimato. E depois meto a Luna em tribunal para lhe sacar umas belas massas. Afinal a culpa é dela.

      Mais uma vez, a Luna no seu melhor registo: desconversar com zero argumentos. Não consegue ser honesta, nem sincera, nem sequer consegue entender que nem todos gostam de si.
      E eu discordo a 100% do tom do post anterior e de todo o insulto que lhe foi dirigido apesar de concordar com muito do que dizem sobre si, acho que o insulto é o pior caminho.

      Vá lá, agora meta a Picante em tribunal por aquilo que EU escrevi. Irrita pá. A menina tem mesmo falta é de vida, não é? De vivências e de saber viver. Já agora ler e interpretar também não são o seu forte. Dedique-se à pesca, sim?

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    39. A diferença é que se for ao meu blog dizer tudo o que lhe passar pela cabeça, esse comentário não ficará lá, porque sim, sou responsável por tudo o que é publicado no meu blog. Por exemplo, este comentário, dado que é apenas "crítico" à minha pessoa, passaria, mas se fosse dirigido a outra pessoa, já não. É bastante simples.

      (e durante toda esta discussão fui honesta e sincera, se não o fosse e não me sentisse, conseguiria ter ignorado este esterco, que não consegui, e foi principalmente lesivo para mim, porque me expus. ao contrário de quem aqui escreve, não sou anónima, e como tal, exponho-me muito mais, inclusivé a ataques infundados e embirrações só porque sim, o que nem sempre é muito agradável)

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  8. Mas qual é a vossa fixação por andar nu na rua??? Querem lá ver que nós mulheres se vissemos certos e determinados gajos a passar na rua todos nús tambem não ficávamos a olhar e a babar???

    Confundir olhares com o acto em si é uma perfeita estupidez porque olhar todos olhamos, todos comentamos e não me lixem porque nós mulheres seriamos as 1ªs a chamar certos nomes á Picante se a vissemos nas figuras acima descritas.

    Claro que ninguem se veste para ser violada caramba mas vestem-se para ser vistas e por isso me faz confusão que depois se queixem de estar tudo a olhar para elas. Agora partir do principio que lá por um gajo estar a olhar para mim me vai violar é reduzir a espécie masculina a uma cambada de animais irracionais.

    Agora tambem vos digo que vejo por aí muita miuda de 13 e 14 anos que se fosse minha filha não saía assim vestida á rua

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    1. Olhe Lady_m, eu vim só aqui dizer que a minha figura dentro daquele vestido era extremamente bonita e apetecível, sim?
      (pronto, vou já embora...)

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    2. Não duvido nada D. Picante.

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  9. Picantezinha, tem toda a razão. Não há pior que a sonsice e naturalmente que uma mulher sabe quando vai vestida/arranjada para chamar a atenção, que vai atrair olhares e atenções, algumas indesejadas e deve-se precaver nesse sentido. Uma agressão é uma agressão e a culpa é SEMPRE do agressor, NADA a justifica. Nada justificaria que, no dia em que a Picante foi toda poderosa com o seu vestido Ibizeño, tivesse sido agarrada e violada na rua por meia dúzia de marmanjos (já viram o The Accused, com a Jodie Foster? É muito bom e versa sobre isso mesmo). Tenho a certeza que tomou precauções para que isso não acontecesse. E não vi ninguém dizer aqui que esses animais que atacam as vítimas e dizem que "elas estavam a pedi-las" têm razão e não mereçam ser punidos. Mas não confundamos as coisas, quem vai para chamar a atenção, chama e tem que se precaver, independentemente de ser mulher ou homem, consoante a situação em que se encontre. Lembra-me o exemplo do Tio Pips (adoro) acerca do cachecol do benfica no meio da claque dos super dragões - ou o inverso, que as outras claques não são melhores. A vida é assim e será sempre assim.

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    1. E saber viver só revela sinal de inteligência. É só isso,

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  10. Just Saying...
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    1. Pois eu acho que isso não é aceitável. Não é desculpa para uma violação mas não é de todo aceitável.
      Eu queria ver se, no dia em que um homem sair à rua de pilinha de fora, se não começam todas a gritar que é obsceno, atentado ao pudor, que se estão a sentir violadas nos seus direitos e o diabo a quatro.

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    2. Pois que eu um dia destes vi um Sr. num Supermeracdo envergando apenas uma sunga e uma camisolinha de alças justa. Olhei e comentei mas não o quis violar, quanto muito apeteceu-me dar-lhe umas calcinhas para vestir.

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  11. Adoro mulheres defensoras dos homens, coitadinhos, que sempre que outra(s) mulher tem um desabafo a dizer que eles são umas bestas, vêm, armadas até aos dentes e em bando, defender os desgraçadinhos dos oprimidos, que tantas vezes são eles as vítimas e nem se podem queixar, que muitas gajas inventam assédios, que eles vão à guerra (feita por eles...) e nós em casa a coser meias, que as gajas se vestem de p***s e depois queixam-se, que afinal de contas se gostamos de ser mulheres é porque nem nos tratam assim tão mal (pois, uma mulher violada a partir daí muda de sexo), e tal e coisa. Adoro mulheres que em vez de deixarem passar, afinal um desabafo é um desabafo, de uma mulher casada e com um filho, e que uma generalização foi apenas um momento de raiva... não, vêm logo a correr, de bandeira na mão, "tadinhos dos homens, tadinhos", "as mulheres (as outras, claro) são umas exageradas", "as feministas pqp"... eles nem precisam defender-se, há por aí muita mulher aflitinha com os ataques aos homens, quando se devia afligir era com a crise e tal, mas disso não as vemos falar a não ser para atacar outras mulheres.

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    1. Já eu adoro pessoas que não sabem interpretar aquilo que leem ou que veem o mundo a preto e branco.

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    2. Eu adoro gente inteligente.
      (não parece ser o seu caso, infelizmente)

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  12. Já venho um pouco tarde porém tenho de lhe dar um bem haja pelas suas respostas...subscrevo em particular tudo o que respondeu à "Luna" que por sinal me desiludiu um pouco nas suas considerações e falta de.bom senso... De qq forma e por não estar muito por dentro do.assunto e não entender quem são os visados do.seus posts parece me ser uma mulher muito inteligente e mais que mamas e.vestidos é isso que se.quer!

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    1. Assim uma pessoa até fica sem palavras... olhe obrigada e volte sempre.

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