quinta-feira, 5 de junho de 2014

Das coisas que me irritam, há uma que me assusta

Irrita-me o fundamentalismo, venha ele de homens, mulheres, brancos, negros, amarelos, muçulmanos ou católicos. Qualquer que seja o género, raça ou credo.
E, para além de me irritar profundamente o fundamentalismo, também me assusta. Um fundamentalista é cego em relação às suas crenças e ideais. Nos casos mais extremos estará disposto a tudo em prol dos seus ideais, a inteligência e lógica deixam, pura e simplesmente, de funcionar. A capacidade de ouvir ou aceitar opiniões diferentes das suas também. Porque, minhas queridas e estimadas fundamentalistas, tolerância face à diferença é coisa que não vos assiste. Mas lá está... um fundamentalista desconhece o conceito de tolerância.

(ironicamente, os maiores opressores dos direitos e liberdades femininos são fundamentalistas... engraçado, não é?)

86 comentários:

  1. Completamente de acordo.

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    1. A dona é a mesma Joaquina
      A quem eu trovava com estimação ?
      É que com a assunção desse Lina
      Fez-me um pouco de confusão,

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    2. Não, não é. A D.Joaquina Silva recolheu as chinelas por achar que chinelada é o que mais se tem lido, ultimamente, neste estabelecimento.
      Joaquina Silva ( que ouve Quim Barreiros enquanto pensa naquela coisa do algodão que nunca engana )

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    3. Dona Joaquina, por quem sois.
      (isto vai acalmar que eu não tenho vida nem paciência, o pessoal leva-se demasiado a sério)

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    4. "O pessoal leva-se demasiado a sério" - afinal isto são só blogues, verdade? Errado. Se fossem "só blogues", nem se dava ao trabalho de responder via post à outra blogger, à Luna. Isto quer dizer que, de alguma forma, a Picante leva isto dos blogues a sério e muito. Ora repense lá novamente...

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    5. Não sou a mesma Joaquina... comecei com os comentários apenas ontem, o Joaquina Lina foi o primeiro nome que me veio à cabeça (vá-se lá saber porquê)

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  2. Quero acreditar que a tolerância, a flexibilidade, venham com a idade e que daqui a uns anitos, esteja uma melhor pessoa.

    Só uma notinha: a ciência já provou que não há raças dentro da raça humana, ou seja, não há subespécies como há nos animais. Raça só há uma, a humana. Mas se estivermos a falar de vacas, por exemplos, aí já há muitas raças. ;)

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    1. Ahahah que humor tão requintado de tão humano que é...É que todos percebemos que era mesmo de vacas que queria falar...Imaginação!

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  3. Não gosto de extremos em quase nada. Aliás, o extremo é sempre algo que me assusta, porque é demasiado radical. Podemos ter convicções, mas não nos deixemos cegar pelas mesmas.

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    1. Isto para quem concorda com a humilhação pública de alguém que se diz ter abandonado um caniche, sem provas concretas disso, e que se bem lembro até defendia que há vida humanas que valem menos que vidas dos animais. Mas enfim, isto não é de extremos.

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    2. Pois concordo. Não acredito que a União Zoófila, que é uma instituição credível e que faz um trabalho excelente, divulgasse sem provas o carro que abandonou o animal. E concordo que o estupor seja exposto.

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    3. Porque ao publicar, mesmo com provas, ao invés de recorrer à Policia e permitir uma "caça" ao homem, onde foram feitas ameaças à familia e afins, onde foram divulgados os dados pessoais, nome, morada, etc. Onde estavam a combinar grupos para ir a casa espancar o homem, a mulher e a familia "para ele aprender", etc etc etc.

      Terão realmente provas??

      Nada fundamentalista. Para além do mais, não me admirava muito que a UZ não tivesse aceite o animal e agora não conte a história toda para não ficar mal na foto. De qualquer forma a UZ perdeu toda a credibilidade e toda a razão ao ter publicado uma foto, com uma matricula. A foto não prova nada, não mostra nada.

      Eu cá tenho Print-Sreen das conversas lá feitas e de quem ameaçõu ou publicou. Se algo lhes acontecer eu pegarei nessas provas e vou entregá-las na PSP. Porque nem sequer sabemos se aquilo aconteceu ou não. Só porque foi a UZ já é verdade?

      E nem sou o anónimo das 10.12h.

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    4. Eu tenho pavor dos taradinhos pelos animais. Pavor!!!! Concordo em absoluto com este comentário.

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    5. Eu sou a anónima das 10h12, para não haver confusões. A questão, S*, é que não é apenas uma questão de exposição (também se poderia fazer contra quem passeia os seus animais sem trela, o que não é legal e é um perigo para os animais e para quem os rodeia, e penso já ter visto uma foto do pirata na rua sem trela; o que não seria de todo agradável nem para ti nem para quem o faz), mas também de um grupo de gente que à custa daquele fotografia se quer juntar e matar alguém. Se isto não é exagero, fundamentalista, é o quê? Bom senso?

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    6. Bom, atenção, a S* diz que não gosta de extremos "em quase nada". Deve ser para rir, isto.

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    7. Anónimo das 14:24, o meu cão nunca passeia sem trela. Eu não confio tanto nele ao ponto de achar que o desgraçado não desata a correr e não é atropelado. Mas corre no jardim e na praia, quando não tem gente por lá. :)

      Os taradinhos dos animais, anónimo das 14:05, são geralmente pessoas com bom coração. Escusa de ter pavor.

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    8. Acha mesmo que os taradinhos dos animais, que estão prontos a ir matar alguém, têm bom coração? Vá a S* ter com eles que eu prefiro ficar em casa segura com os meus bichos. Gostar de animais é uma coisa, ser doido é outra.

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  4. Gostaria muito que nos elucidasse sobre o que entende como fundamentalismo no que se refere à luta pela igualdade de direitos humanos ou pelo fim da violência, seja ela física ou verbal, contra as mulheres.

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    1. Outra vez esta história? Será que ainda não perceberam que a questão é que há pessoas que não colocam no mesmo saco um piropo lançado a uma mulher ou o apedrejamento de uma mulher por traição? Fundamentalismo é precisamente isto...

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    2. Deixe-me ver se entendi bem: portanto, pelo facto de primeiro ser muitíssimo menos grave que o segundo, não deverá ser reprovado? Agora fico um pouco baralhada, um estalo também é muito menos grave que um espancamento, qual será a linha a partir da qual se deve condenar um comportamento? (já percebi que o "piropo" não)

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    3. Outra vez esta história? Qual história, a referida neste post? Muito estranho alguém comentar sobre ela.

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    4. A ver se nos entendemos, de uma vez por todas, que eu sou uma pessoa paciente e tolerante mas já estou cansada desta conversa.

      Eu NÃO acho que o piropo ordinário seja aceitável. Eu NÃO acho que o assobio seja aceitável. Pelo contrário, é reprovável.
      Mas fico possessa quando insinuam que o mesmo tipo que assobia à minha passagem tem como passo seguinte violar-me. Essa insinuação é fundamentalista. E também é fundamentalista dizer que quem não considera o piropo uma coisa assim tãooooo grave é anti-feminista ou não é a favor da luta por direitos e liberdades femininas. É fundamentalista, é desonesto e é ofensivo.
      Da mesma maneira que considero ofensivo dizerem que as mulheres, cada vez que saem à rua, têm medo que um tipo lhes salte para cima. É mentira. As mulheres europeias não vivem no terror de ser apalpadas ou violadas por cada marmanjo com quem se cruzam.
      É só isto.

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    5. Mas Picante, quem é que disse que são a mesma coisa e que quem assobia ou manda bocas porcas tem intenção de violar a seguir? Quem? Onde é que viu isso escrito?
      O que tem sido dito vezes sem conta é que são ambos uma expressão de violência sexual, ainda que de graus diferentes, mas que violência verbal é também uma forma de violência e como tal deve ser combatida. E que se as mulheres não saem constantemente à rua com medo de serem violadas, a verdade é que saem geralmente preparadas para eventualmente terem de lidar com bocas ofensivas e intimidatórias e incomodativas. E é isso que a Picante se tem recusado a ouvir e a reconhecer, preferindo distorcer o discurso e chamar fundamentalistas a torto e a direito para ganhar a discussão.

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    6. Se estivesse cansada desta conversa, não tinha feito mais um post, depois deste, sobre a mesma história.

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    7. Minha querida, é mais provável uma mulher sair à rua e ser assaltada (ou um idoso), que ser apalpada ou ofendida.

      Tudo isto começou porque eu disse "se não têm segurança para sustentar um bom decote é tapar as mamas"
      Esta frase não significa que eu acho o piropo aceitável como, pelo menos, duas almas disseram. Esta frase apenas significa que a vida é como é. E que as pessoas têm de saber vivê-la, assim como defender-se dos seus perigos.

      Quando uma mulher usa uns calções que deixam ver as bochechas do rabo, como agora se faz, vai suscitar olhares. Porque vivemos em sociedade com regras e costumes. Com um modo de vestir adequado a cada situação. E porque mostrar as bochechas do rabo não é aceitável. E como não é aceitável as pessoas (homens mulheres) vão olhar e comentar. E como há gente mal-educada pode ouvir umas ordinarices, que não ouviria em estando de calções mais compridos.
      Onde, daquilo que eu disse, é que se consegue extrair que eu sou a favor do piropo? Não sou. Mas ele existe e querer erradicá-lo e dar-lhe a mesma importância que tem um apalpão é utupia por um lado, demagogia por outro. É só isso.

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    8. E não me venham com histórias, que as mulheres, quando usam decotes que deixam ver até ao umbigo, o fazem porque está calor. Fazem-no para atrair olhares.

      E que fique bem claro que um decote ou o que seja não serve de desculpa para a voilência física.

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    9. Começo por dizer-lhe que não, não é mais provável uma mulher ser assaltada que ofendida com bocas ordinárias. A maioria das mulheres que conheço nunca foram assaltadas, todas as que conheço já foram ofendidas.

      A Picante defende que quem condena o piropo e quer chamar a questão à discussão pública, para que ele venha sendo eliminado, é fundamentalista, porque acredita que as coisas são como são, e nunca irão mudar. As pessoas a quem tem vindo sistematicamente a chamar de fundamentalistas pensam de forma diferente: acreditam (por vezes por até terem experiências em outros países que sustentam essa crença) que através da educação, consciencialização e debate público, será possível ir mudando as mentalidades e ir mitigando um fenómeno que ainda é uma realidade frequente. Pessoas que querem que os seus filhos e netos vivam num mundo em que as pessoas podem andar livremente na rua sem se sentirem intimidadas por palavras de estranhos. Talvez nos pudesse chamar utópicas, mas fundamentalistas? Não.

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    10. O que eu acho é que uma coisa é um elogio - bonito.
      Outra são bocas porcas que já estão contempladas na nossa lei: injúrias, etc etc etc.

      Se a lei não é aplicada a culpa não será da picante.

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    11. Eu escrevi ofendida e queria ter escrito violentada.
      Tem razão, bocas ordinárias já praticamente todas ouvimos.

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    12. são fundamentalistas não por querer erradicar o piropo mas por recusar ouvir quem diz, como é o meu caso, que é um mal menor. Ou chamarem-me anti-feminista, como também chamaram.
      Posso achar que não sou uma vitima explorada pelo homem? Ou é crime?

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    13. Pode achar tudo. Tal como pode aceitar que, para algumas pessoas, que se sentem realmente incomodadas, não é um mal menor. E não são fundamentalistas por isso.

      p.s. creio que a parte do anti-feminismo tinha a ver com aquela frase "puta que pariu as feministas". Não sei, mas acho que é capaz de ter passado essa ideia.

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    14. Toda a gente concorda que a viver é perigoso e que é preciso precaver-se para evitar determinadas chatices, sejam elas de que ordem for. Dizer que mulheres que se vestem para chamar a atenção sujeitam-se a ouvir o que não querem é mais do mesmo, ninguém aqui nasceu ontem por isso acho que também toda a gente sabe que isso acontece. O que continua a ignorar é o facto de haver homens que também gritam "oh boa comia-te toda!" a mulheres que não andam de calções com o rabo à mostra nem de mamas de fora.

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    15. Ah percebi, afinal não ignora, decide é não se preocupar com isso. Não valoriza. Ok, percebido. Estou com a anónima das 13:25.

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    16. Não ignoro nada disso. E acho condenável, já o disse várias vezes.
      Só gostava que me deixassem considerar que o piropo não passa de um mero aborrecimento. Por favor?

      Anónima das 13.33h parece-me mais que óbvio que aquele texto era uma mera brincadeira, aceite que a ache estúpida, mas não passava de uma mera brincadeira. Dizer que aquilo era um discurso sério sobre o tema é desonestidade intelectual, a menos que nunca se tenha lido nada meu. E também me parece óbvio que o vernáculo se devia ao texto estar naquele blog especifico.
      Qualquer pessoa que me leia, sabe que eu não falo assim. Que raramente falo sobre temas realmente sérios e que quando o faço nunca é naquele tom.
      Aceite que não gostem, que achem de mão gosto, o que seja. Daí a chamarem-me macaca, primitiva, básica, mal educada, boçal entre outras pérolas...
      (mas quando a Filipa chamou parva à outra, e falava na primeira pessoa, por alguma razão toda a gente assumiu que fosse a Luna, já caiu o carmo e a trindade, não é? Pois...

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    17. Aceito que não gostem e que achem de mau gosto....

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    18. Mais uma vez, vamos lá parar com a desonestidade e sonsice e falar a sério. Quer dizer, do primeiro post, que escreveu, a Picante "não tem culpa" porque era a brincar e era só um boneco. Do segundo post, que "toda a gente assumiu" ser para mim - talvez por ser uma imitação do meu, e pelo teor dos comentários contra mim que deixou passar no mesmo, não sejamos sonsas aqui, daqui a bocadinho só falta dizer que a intenção não era ofender-me - onde me chama parva de merda, também não "tem culpa" porque não foi escrito por si. Mas assim onde ficamos? A Picante responsabiliza-se por alguma coisa?
      Daqui a nada está a dizer que foi tudo uma miragem, os posts não existiram, não continuam publicados, e que eu sou uma desonesta intelectual a inventar a sua existência, não?

      Eu já lhe disse que sim, assumo que achei e acho o seu post boçal pelo conteúdo e tipo de linguagem usados, em nenhum momento escrevi posts a enxovalhá-la a si enquanto pessoa. Se quiser criticar um texto meu, as suas ideias, está à vontade, mas o que aqui aconteceu não foi isso, foi ofensa pura e dura, ataque directo, nada mais que isso, e ou bem que assume isso, ou bem que se desculpa e apaga.

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    19. Tenho toda a "culpa" do primeiro post. Foi escrito por mim, é meu. Foi a brincar é verdade, a intenção não era ofender ninguém, seria quando muito provocar, mas obviamente que assumo toda a responsabilidade pelo que escrevi.
      Só não aceito é que alguém que conheça a Picante diga que aquilo é um discurso ou reflexão séria sobre o tema, que não é.

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  5. "ironicamente, os maiores opressores dos direitos e liberdades femininos são fundamentalistas... engraçado, não é?"

    Olha que lindo, depois de dias a bater nas feministas e a atirar com desonestidade intelectual sempre que se via sem argumentos, aqui está esta frase, em que de uma vez só, arruma o assunto e as mete no mesmo saco dos que defendem exactamente o oposto. isto sim, é cá de uma honestidade intelectual que lhe tiro o chapéu: aprendeu bem a arte de fazer batota, com sorte até pode ser que ninguém repare a incongruência.

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    1. Não seja tola. Eu bato no fundamentalismo, ainda que seja feminista.
      Alguma vez me ouviu a pôr em causa os direitos das mulheres?
      Que maçada, estou cansada desta desconversa.

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    2. Só gostava era que me explicasse em que consiste esse fundamentalismo feminista de que fala. É que lançar assim umas bujardas como tem feito é fácil, mas realmente conteúdo é o que falta, e sem ele, são apenas palavras sensacionalistas sem significado.

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    3. Ah bom, assim está melhor: bate no fundamentalismo, tudo explicado. E como tal, depois de acusar as feministas de fundamentalistas, que consideram que o piropo é condenável e uma expressão de um problema maior, por "porem no mesmo saco piropo e violação", a Picante faz o mesmo e põe no mesmo saco o fundamentalismo de quem defende o fim do piropo e o fundamentalismo de quem defende que a mulher é um ser inferior. Sim senhora.

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    4. Mentira. Eu condeno o fundamentalismo. Qualquer que ele seja.
      Depois há fundamentalismos mais ou menos graves, consoante possam ou não representar ameaças para a sociedade. O do piropo não é grave, o dos direitos da mulher é gravíssimo.

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    5. Voltamos à gradação do piropo: qual o piropo grave e o não grave, e qual a linha que separa o direito a uma pessoa poder andar na rua sem ser ofendida dos seus direitos fundamentais enquanto ser humano?

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    6. Cara Anónima,
      Qualquer piropo é condenável. Num mundo ideal não devia existir.
      Eu acho que ouvir um "ó boa" não passa de uma coisa aborrecida, encolho os ombros e sigo o meu caminho. Pelo contrário, se me apalparem fico seriamente aborrecida. Se me violarem ficarei com um trauma.
      Acha que posso ter direito à minha opinião? Achar que há problemas muito mais graves a ser solucionados que a porcaria do piropo? É que insistirem em dizer-me que tenho de dar importância ao piropo é fundamentalismo.
      (just saying...)

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    7. Ó Luna venha com perfil activo, sim? É desonestidade intelectual sempre que alguém em vez de comentar um texto distorce as palavras, quando não lê ou interpreta mas manda bitaites para o ar "porque fica bem" e depois bate sempre na mesma tecla.

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    8. Portanto a Picante acha que como não fica aborrecida o suficiente com uma boca ordinária, e como há fome no mundo, o piropo não deve ser combatido activamente. Há pessoas que discordam de si, e acham que o assunto deve ser debatido. E não se trata de a obriga a dar importância ao assunto - como ninguém a obriga a preocupar-se com outros problemas sociais como o racismo, por exemplo - mas chmar fundamentalistas a pessoas que se movem por certas causas só porque pessoalmente a Picante não lhes dá importância é errado.

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    9. A Luna não comenta em anonimato. Tenho a certeza.

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  6. Os fundamentalismos são sempre maus, a questão é que nós só sabemos apontar o dedo aos fundamentalismos que nos desgradam. O mundo não é preto e branco, existem milhentas tonalidades de cinzento lá pelo meio, mas os fundamentalistas acreditam que sim, que ou se está com eles ou se está contra eles. E sim concordo com a frase da picante "ironicamente, os maiores opressores dos direitos e liberdades femininos são fundamentalistas... engraçado, não é?"É que têm orgulho em ser fundamentalistas e acham que não é nada de mal, mas depois criticam o fundamentalismo dos outros porque ser fundamentalista é mau.

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    1. Gostaria muito que me elucidasse a semelhança entre considerar que mandar bocas porcas a mulheres é ofensivo e deve ser reprimido, e achar que as mulheres são seres inferiores sem direitos (isto sim, fundamentalismo).

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    2. Porque uma pessoa normal que ache que mandar um piropo é ofensivo, responde e manda dar uma curva, já uma fundamentalista diz que é crime, chama a policia e coloca-o na prisão e a seguir faz um discurso de como os homens são todos uns porcos e devem ser encarcerados tal como os animais em jaulas porque ao dizer "és boa como o milho" estão a indiciar que eu sou um ser inferior e não tenho direitos

      Agora explique-me a mim o que é que um piropo e achar que as mulheres são seres inferiores e sem direitos têm em comum.

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    3. Minha cara Lady_m, a "fundamentalista" a única coisa que pode fazer é exactamente o mesmo que "uma pessoa normal" se se sentir lesada por comentários ofensivos ou intimidatórios de cariz sexual: nada. Porque não há nada que proteja uma pessoa desse tipo de comportamentos.

      Segundo ponto: o que é para si aceitável, em termos de piropo? Um és boa como o milho? Mas se for um "fazia-te e acontecia-te e enfiava-te e lambia", continua a parecer-lhe bem? E se for algo ainda mais intimidante e ofensivo? Qual a linha que separa o "piropo" aceitável do não?

      Por fim, quanto à relação entre o "piropo" e a inferiorização da mulher enquanto ser com plenos direitos, é um assunto sobre o qual poderá pensar, ler, investigar, e chegar às suas próprias conclusões. Até lá, deixo-lhe um excerto de um texto sobre o assunto:

      "Basically, with every rude comment or leering stare, the harasser is saying this: “I have the right to say what I want and do what I please here, and you just have to deal with it.” He is saying, “your body is mine to look at and to comment on without your consent.” And he is saying, “you’re going to like this attention I’m giving you, you should like this attention I’m giving you, and if you don’t, there’s something wrong with you, not me. You’re too uptight, too frigid, too whatever. Your reaction is the problem, not my behavior.”
      Victims of street harassment are often made to feel like they have no right to be upset, like they should just shut up and take it when people speak to them like that. But we need to fight back against that notion and call it out for what it is – a large, steaming pile of bullshit. I’m asking you (all of you – men, women, gay people, straight people, ALL people) to do this: take street harassment seriously. Don’t harass people, don’t let other people be harassed, and don’t let yourself be harassed. Stand up, fight back, and make a difference.
      Our streets and our world will be much better for it."

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    4. Esta visão do que é o feminsmo é assustadora. E tão ou mais perigosa do que o suposto fundamentalismo de que se fala.

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    5. Gostava muito que me indicasse onde é que já viu escrito algo do género "homens são todos uns porcos e devem ser encarcerados tal como os animais em jaulas". Eu, confesso, nunca vi.

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    6. Não vamos confundir feminismo com fundamentalismo, OK? Nem todas as feministas são fundamentalistas, a maior parte não o são.

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    7. Só as que discordam de si, obviamente.

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    8. Gostava imenso de saber onde é que alguém viu escrito que os homens são todos uns porcos e deviam ser todos encarcerados, mesmo. De preferência com link.

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    9. Quer isto dizer que de cada vez que eu vir passar na rua um gajo jeitoso daqueles com tudo no sitio e fizer um comentário sobre os seus atributos estou a considerar que ele é um ser inferior e sem direitos? O problema de enfiar tudo no mesmo saco é que em vez de se estar a atribuir gravidade a mais a um aspecto está-se a provocar o efeito contrário e a substimar algo bem mais grave.

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    10. Estará a desrespeitá-lo, sim, com mais ou menos gravidade dependendo do comentário que fizer e do incómodo que causar. Isto funciona para ambos os lados.

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    11. Tenho uma pergunta à Lady_m: certamente, sendo mulher, já terá ouvido bocas ordinárias na rua que a constrangeram. No seu íntimo, gostaria que essas situações não tivessem ocorrido?

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    12. Eu já ouvi. Muitas, mesmo. Aborreceram-me, sim. Mas aborreceu-me muito mais ter dado cabo de um joelho e estar quase três meses sem poder correr.

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    13. Ó Picante, a avaliar pela quantidade de apalpões, olhares ofensivos, bocas ordinárias, etc que já ouviste, deves ser MUITA boa!

      Ó mulher, toca-te! Não vês que te fica mal dizer isso? E que o mais certo é as pessoas não acreditarem nisso e perceberem que isso não é o que ouviste/aconteceu mas sim o GOSTAVAS de ter ouvido/tivesse acontecido?

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    14. Anónimo das 12:54 (porra não podem mesmo assinar um nomezinho qq pra facilitar?)

      Sim já ouvi bocas ordinárias e sim já fui apalpada. Respondi na mesma moeda e já dei valentes joelhadas em certas zonas da anatomia masculina. Se me sinto vitima por isso? Não, não sinto. Gostava que não tivesse acontecido? há tanta coisa que eu gostava que não tivesse acontecido e que sinceramente me doi e aflige muito mais.

      Já agora, quem nunca, nunca fez um comentário menos próprio sobre alguém (Homem ou Mulher) que atire a 1.ª pedra e se entregue á justiça.

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    15. Cara Lady_m, fico muito contente com o facto de se conseguir defender tão bem de bocas ordinárias, ao ponto de não lhe ser prioritário que acabem, mas gostaria de saber a sua opinião sobre as mesmas bocas dirigidas a miúdas de 14 ou 15 anos sobre o seu par de mamas e assim. Se elas não se souberem defender assim tão bem, passa a ser aceitável?

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    16. Arre porra que está complicado de entender....é o último comentário que faço a respeito deste assunto.

      Mas onde, onde é que eu disse que era aceitavel??? Não me ponham é as bocas no saco da violação p'lamor da santa. Será assim tão dificil entender que achar que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa e que não significa que ache muito bem que se mandem bocas ordinárias?

      Lá está a questão do preto e branco, entre os dois existem milhentas tonalidades de cinzento.

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  7. Olhem, pronto, o universo já está novamente equilibrado:
    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/dois-adolescentes-mortos-em-ataque-de-populares-no-norte-da-india

    A ruindade do ser humano só precisa de uma oportunidadezinha, independentemente, do sexo ou de outra coisa qualquer. :'(

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    1. Nem mais. Isso é gravíssimo. Muito mais grave que um piropo.

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    2. O roubo por esticão também é menos grave, nem por isso aceitável.

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  8. Pipocante Azevedo Delirante5 de junho de 2014 às 11:49

    Há um post da $#%#$% que gira à volta de um golpe de kung-fu aplicado pela dita ao dito cujo.
    Pode ser uma história real, inventada, pouco interessa, o pessoal riu-se.
    Agora, este cenário:

    Estava eu sentado no sofá a ver a bola e a beber a minha jola, quando a minha mais que tudo veio por trás e me assustou, mandei um salto, deixei cair metade da cerveja, mas não fui de modas apliquei-lhe uma chapada que até deu 2 voltas de 360º, ainda se queixou de que ficou com a cara encarnada, olha, foi de modos que ficou a combinar com os sapatos novos.

    Quais seriam as reacções?

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    1. Fácil. Grande porco ordinário, mereces arder na fogueira. Mas há dúvidas?

      Mais.. por que razão, há muitas mulheres que, em sendo ofendidas enfiam uma bofetada ao homem e não acham mal? Violência é violência, digo eu...

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    2. Caía o carmo e a trindade. É isso e fazer um concurso sobre um blogguer que gostavam de "comer".... ah que giro que é. Se fosse o contrário "porcos machistas que deviam arder na fogueira"

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    3. Gostaria muito de saber onde é que já viu uma dessas "fundamentalistas" defender o direito a exercerem violência contra os homens, gostava mesmo.

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    4. Desconversas?
      (não me lixem quem é não dizer outra coisa...)

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    5. Pipocante Azevedo Delirante5 de junho de 2014 às 14:11

      Anonimo Asinino

      Há um post que retrata, verídica ou ficcionalmente, um acto de violência física de uma mulher sobre o seu cônjuge.
      Todo(a)s riram.
      A questão é: se fosse ao contrário, qual seria a reacção?

      Eu fazia um boneco, mas não consigo carregar jpegs,,,

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  9. Eu ainda aqui venho todos os dias. Nem sempre comento, porque não acho fundamental, acho mesmo irrelevante o que tenho para dizer.
    Concordo com as noções de fundamentalismo e tolerância explicadas na postagem. Vêem-se pouco por aí na prática.

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  10. Caluda! (a todas as anónimas parvas)

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    1. Está incluida nesse restrito grupo, deixe que lhe diga, minha cara.

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    2. Serve também para a Picante, não?

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  11. Cambada de pessoas que não fazem nenhum! Não têm mais que fazer
    Sra.D.Picante, que tal fazer uns posts mais interessantes em vez de criticar outros blogs/pessoas.
    Acho que deve ter uma vida um tanto entediante para se dar ao trabalho de escrever um blog de má língua.
    Gostava de a ver a escrever sobre um assunto qq, aí uns 300 caracteres de coisas interessantes!
    A menina faz-me lembrar as meninas do liceu com a língua afiada mas depois não se olham por elas abaixo! é muito infantil...
    Faça algo mas que seja interessante. Use a cabeça!

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    1. Anónimo das 17:10 - Usar a cabeça?! A Picante?! Ah ah ah ah !! Como se isso fosse possível! Ah ah ah!! (Isso já era pedir muito, não acha? Não peça coisas impossíveis, por favorrr...)

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  12. Pcante, ó Picanteeeee! Deixe lá os canabinóides, melherii!

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  13. Posso contar um segredo ? O meu chefe que é ha uns bons anos teve um grave problema familiar que odeixou mudo durante bastante tempo, eu para ver se o ajudava a sair daquele estado punha uns decotes até ao umbigo.

    Ai as mulheres !

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  14. Resumindo e concluindo, a grande diferença entre essas pessoas a quem tem vindo a chamar de fundamentalistas e perigosas, e as outras, é que querem ver resolvido um problema que as últimas confessam que também as incomoda, apenas não o suficiente para se moverem por essa causa.

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