sexta-feira, 30 de maio de 2014

Os meus comentadores? Gosto deles, pois que gosto

Há algo de errado quando num texto sobre uma acção solidária a palavra que mais salta à vista é "eu".

(Em querendo identificar-se faça o favor, eu não o vou fazer, não vão cair aqui as donas Joaquinas do costume)

40 comentários:

  1. Muito bem observado.

    Acho bem que haja quem se chegue à frente nestas coisas. Às vezes vemos coisas bem à nossa frente que precisam de ser mudadas, coisas pelas quais vale a pena pôr as mãos à obra, arregaçar as mangas, sendo esta, claramente, uma delas.

    Mas falta saber se é isto que a menina quer. Se eu estudasse ou desse aulas nessa escola e lesse o blog que está a organizar o evento, seria certamente capaz de somar 2 e 2 e saber de quem se falava. Depois era uma questão de ir passando a palavra. Já viram o que seria esses fedelhos irem à acção de solidariedade, porque afinal de contas "tudo aquilo só é possível graças a eles" (eu sei que é nojento o que acabei de dizer, mas espero que se perceba o alcance) e, quanto mais publicitado o evento for, mas provável é os miúdos virem a saber disto.

    Louvo quem faça das causas alheias uma causa sua, mas não consigo deixar de me lembrar da Anónima profeta, que há dias disse neste blog (acho eu) que o blog andava parado mas ela ainda havia de arranjar um pretexto solidário para organizar um evento, e fico um bocadinho desiludida.

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    1. Até parece que sabia, não era?
      Estranhamente, ou então não, o blog andava a cair no blogometro. Passou de um décimo lugar para um vigésimo sétimo, salvo erro.
      Mas eu sou na língua, de certeza que é só bom coração. Desmiolada, mas bom coração.

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    2. Acredito que tenha bom coração, mas acredito também que se tenha, um dia, deslumbrado com todos os elogios tecidos.

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  2. Isso de organizar eventos solidários para brilhar era antes...

    Agora se quer é serenidade e respeito pela privacidade da menina e da família, e já não interessa quem fez o quê nem como. Tampouco interessa saber se o barulho foi efectivamente útil, ou se as entidades competentes já estavam no terreno e os desfecho teria sido o mesmo sem este alarido todo.

    O que interessa é dizer "Olhem para mim, que consigo mover mundos e fundos. Fomos os maiores, fizémos acontecer. Pelo sim pelo não, daqui a uns tempos volto a lembrar-vos, pelo que o arraial se mantém, adiado sine die, para uma altura que me convenha."

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  3. Lá diz o ditado:
    "Fazer o bem sem dizer ( olhar) a quem".
    Não havia necessidade de fazer tanto alarido. Assim é impossível manter a menina no anonimato.

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  4. Bom, se lhe perguntasse se lê a Picante, talvez me respondesse que não, talvez... No entanto, ao que parece, o post "será retirado para deixarmos as coisas tranquilas nesta fase".

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    1. Pois, o "barulho" é prejudicial. Mas lá diz o ditado, "mais vale tarde do que nunca".

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    2. Nem sempre assim é. De qualquer modo, talvez tenha sido atempado. O que não deixa de ser curioso é o update, em jeito de respostas "às vozes" que lembraram que a menina poderia não querer o protagonismo ou do "barulho", mas afinal, agora, lá veio da a mão à palmatória de modo não assumido. Porém, quem nunca teve que dar a mão à palmatória, não é verdade?

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  5. Gostei da parte da "Causa é minha", com que rematava o post. Parecia aquele comentário de criança "A boneca é minha"...

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  6. Continuo a afirmar o que sempre defendi acerca da pessoa: egocentrismo e narcisismo fazem parte da personalidade dela.

    (quem é que não se lembra das vezes que era teve grandes "fails" na blogosfera (chegou inclusive a fechar o blogue pessoal durante alguns dias, e porquê? Porquê ela e outras 3 blogues iniciaram um blogue, mais concretamente um "hate blog", daqueles de "escárnio e mal dizer", Na altura, salvo erro, uma delas deu com a "língua nos dentes, supostamente pela linha que o blogue estava a tomar e abandonou-o. A "outra' escreveu um post com 2.245 letras, convenceu as pessoas e lá segui o seu caminho, como se nada fosse. Até hoje.



    A

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  7. Fez e aconteceu, moveu mundos e fundos e vai-se a ver e a familia já estava a ser ajudada. Esqueceu-se do mais importante que foi perguntar à família se queria ser alvo de solidariedade alheia, no entanto isso não a impediu de deixar no ar que o que ela "fez" foi determinante na resolução da situação da Carolina.

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  8. Anónimo da meia noite.
    Não publiquei. Mas sempre lhe vou dizendo que concordo inteiramente consigo.
    (não leve a mal não ter publicado...)

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    1. Não levo, não. Era assim para o privado. Bj

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  9. Ó Zariza do meu coração, coisa mai boa por isso é que somos amigas. Era EXACTAMENTE o que eu estava a pensar!

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  10. http://www.theguardian.com/global-development/2014/may/28/period-misery-schoolgirls-menstruation-sanitation-shame-stigma?CMP=fb_gu

    Este link não tem nada a ver com essa situação, mas no penúltimo parágrafo aparece lá isto

    "you have to start where you are, and let the women and girls lead the way to what they say is best for them and their lived experiences, not what you think is best from the outside."

    É a diferença entre fazer a caridadezinha e ser-se solidária e fazer um trabalho com pés e cabeça.
    Criticam tanto a Jonet e não vêem que o que fazem é pouco diferente.
    Acredito que tenha boas intenções, mas se pensasse antes de agisse depois o trabalho final era melhor concretizado

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  11. Aquela fulana enche a boca a dizer que é psicóloga, sempre a puxar pelos galões, mas deve ter ganho o curso numa rifa. Fosse o caso da Carolina um exercício prático de uma cadeira de curso, teria chumbado com "distinção". Violou todas as regras básicas que a psicologia define para estas situações.

    Será que nunca pensou que neste tipo de casos a discrição é fundamental? Alguma vez perdeu tempo a pensar se era aquele arraial que a Carolina queria ou precisava? Alguma vez perdeu tempo a saber se já havia outras entidades em campo?
    Não, nada disso. O importante é mostrar ao mundo que se é muito solidária, fazer barulho, fazer-se notar. Ainda que essa solidariedade não passe de uma solução pontual, para inglês ver, que está longe de resolver a questão de fundo.
    É muito mais fácil optar por um discurso popularucho, é mais fácil arrastar multidões cheias de boa vontade (e desejosas de vingança), "acabem-se com essas bestas, já".
    Depois de cair na real e perceber que as instituições fizeram o seu trabalho, vem dizer que é preciso tranquilidade, que não interessa quem é que fez as coisas acontecerem, mas pelo caminho tem a duistinta lata de dizer "somos os maiores".

    Tenho pena dela e da sua pobreza de espírito e das inocentes que a seguem cegamente e de quem ela se aproveita, inacapazes de parar para pensar um bocado no que verdadeiramente importa.

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    1. Foi exactamente o que pensei, mas não sou psicóloga, não sei se estou certa ou não, mas não me parece que aquela tenha sido a abordagem mais adequado para a situação. Como disse, não sou psicóloga e posso estar a falar e a concordar sem fundamento.

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    2. A pessoa em causa é psicóloga organizacional, nada a ver com a psicologia clínica como ela às vezes quer fazer passar.

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    3. Um psicólogo organizacional tem ( pelo menos) 3 anos de psicologia geral e só depois é que entra numa vertente especifica. Portanto, sendo a dita personagem psicóloga organizacional, só não sabe o que a anterior anónima disse caso seja extremamente incompetente e/ou tenha andado a passear livros e a "laurear a pevide".

      O que me irrita profundamente é estes pseudo-psicólogos a dar tão má imagem à profissão.

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    4. Bom dia,
      Na altura que li o post em causa, achei que pelo bem da menina e porque tudo o que ali estava escrito vai contra o que se estuda em psicologias, educação social, serviço social, etc, etc..escrevi como resposta aquele mesmo post, que não achava muito correto estar "escarrapachado" no post os locais para onde estava a fazer "esforços" para aquela familia se mudar. O facto de estar "escarrapachado" na internet leva a se fique a saber onde está a miuda e volta a ser perseguida pelos autores de toda a problemática. A dona do bolg deve ter ficado ofendidinha e não publicou, ainda referiu em "update" que a identidade da Carolina e dos pais não será divulgada. Não consigo enxergar que o problema é tão somente, que quem abusou sabe a entidade dela e dos pais, e com este arraial todo na net, vão descobrir para onde irá morar e volta tudo à mesma. Custa-me muito pensar que uma pessoa assim é psicologa, como tratará ela dos pacienetes?

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    5. Aconteceu-me o mesmo, anónimo.

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    6. O que ficou retratado pela/o Anónima/o e que é partilhado pela Mirone é que é uma pena. Ora, às vezes, muito bem intencionados, fazemos asneirada da feia. Qual é o mal de admiti-lo? Publicava os comentários e até podia responder-lhes e, às tantas, nem precisava de nenhum update.

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  12. A melhor solidariedade que podemos fazer é aquela em que se ajuda quem precisa sem ninguém precisar de saber que ajudámos, chama-se fazer bem sem louros.

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    1. Já vi algumas coisas assim e são de facto lindas. São as melhores demonstrações de humanidade e, por norma, são extremamente discretos e passam despercebidos.

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  13. Ok...então é assim:eu adoro estes enredos secundários!É maravilhoso não perceber nada do que estão a dizer e,ainda assim,verificar tanta nobreza de carácter...Eternamente agradecida,,Til*

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    1. Til, não seja sonsa. Sabe perfeitamente de que é que se está a falar. Até é uma apoiante do arraial, está lá para quem quiser ler.

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    2. Ah ah ah ah ah ah ah ah ah

      Na verdade a "monstruosidade" ser o próprio arraial! ah ah ah ah ah ah

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    3. A til deve ter tido vergonha de admitir que andava por lá.

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    4. Vamos lá a ver, eu não sei quem andava por onde é isso não é relevante.
      A questão aqui é que quem "move" multidões tem uma responsabilidade acrescida. Não duvido que as pessoas tenham a melhor das intenções quando dizem "eu ajudo". As pessoas querem mesmo ajudar.
      A tipa é que é uma desmiolada. E um desmiolado que move multidões é perigoso.

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    5. Lá em cima falta um "pode" no meu comentário.

      E não acho que a questão aqui (e por "aqui" leia-se nestes comentários a partir do da Til) seja essa, Picante. Está no facto de a Til desconhecer de quê e quem se fala mesmo quando um dos comentários ao post do arraial é dela. Acho que é a única coisa que se comentou aqui. Mas pronto, podemos admitir que é uma pessoa mais distraída.

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    6. Muito mesmo!
      É preciso sair um pouco da monotonia...E,basicamente,é isso!Achei o teu comentário interessante e pertinente.Acho mesmo que deves continuar a comentar ,por causa dessa inteligência superior...É sempre proveitoso conhecer outros pontos de vista.Continua.Não desistas,ok?

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    7. Que idade tem a Til? Resposta infantil

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    8. A "inteligente superior" sou eu?! Oh (estou com uma lagrimazinha no canto do olho)...

      Obrigada, Til, Mas agora vá lá fazer os TPC de ciências da natureza.

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  14. Por acaso só vejo uma vez a palavra Eu no texto da solidariedade. Onde essa palavra é profusamente usada é num texto onde fala sobre ser mãe de uma filha que é dela (se este blogue da Picante & Compª deixar, claro).

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    1. Nesse post, repescado, finalmente tem um rasgo de sensatez e diz que não quer ter uma filha igual a ela.
      "Eu não quero uma filha que precise de validação externa, de palminhas, de histórias partilhadas nas revistas de bebés. Eu quero uma filha que tenha os aplausos dentro de si."
      Já a mãe, "dá o cuzinho e oito tostões", como se diz na gíria, para ter quem lhe dê palmadinhas nas costas e quem valide os seus acessos de narcisimo.

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  15. Eu até acrescento: há algo de errado quando se ilustra uma situação com uma música dedicada a alguém que já morreu.

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