terça-feira, 1 de abril de 2014

Não sou eu... és tu

E lá estávamos nós, a conversar e rir, à volta da mesa, quando, de repente o pequeno de aproximou e iniciou as suas queixas. E depois vieram os nossos, que era mentira e que não eram obrigados a brincar com o pequeno mal educado. E, ainda antes de abrirmos a boca para os repreender, que não estavam a ser simpáticos ou generosos, apareceram os pais do pequeno, que vestisse o casaco, que iam embora. E lá ficámos nós, de boca aberta, a ver o pequeno levantar a mão à mãe, enquanto gritava com o pai e lhe chamava estúpido, que lhe trouxesse rapidamente o casaco e os sapatos. E lá se foram eles, pais e filho, todos a precisar de uma valente palmada, enquanto os nossos nos confirmavam que tinham razão, que o pequeno era um ditadorzinho mal educado.

75 comentários:

  1. Respostas
    1. Mirone, já vi muitas crianças mal educadas, esta ultrapassava todos os limites, foi confrangedor.

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  2. É de partir o coração com esta tristeza de gente. Oh valha-nos deuse!

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  3. Mas também é uma tristeza confrangedora e constrangedora a menina cada vez escrever pior e com mais erros de grámatica

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    1. Sim, sim. Toda a gente sabe que erros gramaticais é comigo mesmo. Um horror....

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    2. É boa em números, diz, não pode ser boa a letras, dizem.

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    3. As pessoas dizem tantas asneiras..

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    4. Confrangedor não saber que confrangedor é uma singela parte do nosso vocabulário

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    5. Ora, Mónica... A estupidez é como a morte... Só confrange os outros, os próprios não dão por isso.

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  4. Pipocante Azevedo Delirante1 de abril de 2014 às 11:55

    Adoro petizes que se "expressam" dando umas mocadas nos pais, insultando os avós, ou batendo com os cascos no chão.
    A minha pequena está longe de ser perfeita e tem os seus momentos (foscasse, já não posso fazer um baby blog), mas existe uma diferença entre uns achaques e comportamento usual...

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  5. Oh pa... Eu sei que tenho filhos, eu sei que ainda são pequenos e sei que não se deve cuspir para o ar que uma pessoa não sabe o que o dia de amanhã nos reserva e tudo e tudo.. Mas não... Comigo não! Era semelhante lambada que ficava sem saber que terra era... (Uma vez o Jr. também me levantou a mão... Deve-se lembrar melhor desse dia ele do que eu!)

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    1. Acho que todos eles experimentam essa gracinha. Cabe-nos a mós fazer com que apenas a tentem uma vez. Uma valente palmada e a coisa está sanada...

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    2. Pipocante Azevedo Delirante1 de abril de 2014 às 12:16

      Sério?
      À minha, quando levantou a mão, bastou perguntar se tinha a certeza de que a queria baixar...
      (isso e ferrar o dentinho)

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  6. Ui, criancinhas malcriadas. Tão bom! É que vão logo corridas...Não admito aos meus e ia admitia aos dos outros querem lá ver.

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  7. Meninas, meninas, mas vocês não sabem que não se pode bater nas criancinhas? Que um sopapo pode fazer com o petiz fique traumatizado para a vida? Temos de ser muito assertivos, ter paciência infinita, tentar resolver as coisas com a criança através do positivismo. Posto isto,as minhas crias quando tentam passar os limites do aceitável quer com os avós quer com os pais levam logo uma repreendidela que até andam de lado. À vontade não é à vontadinha. E quanto ao levantar da mão, só levanta uma vez de certeza. Ainda me lembro da única vez que o meu pai me bateu. Foi por chamar-lhe burro e já era adulta. O estalo foi pequeno, mas doeu-me mais do que se fosse uma coça, precisamente porque foi bem merecido.

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    1. O que eu adoro essas teorias dos psicólogos sobre a frustração... O que eu adoro psicólogos...

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    2. Gostava de ser uma mente iluminada como esses psicólogos, infelizmente salta-me a tampa depressa demais.

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    3. Nunca conheci nenhum que não carregasse em si uma frustação qualquer. Tenho até uma teoria de que vão para psicologia para tentar lidar com os seus próprios traumas.

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    4. Pipinha, fiz férias de neve com um grupo grande de adultos e crianças. Duas delas eram realmente mal educadas, sempre com birras e exigências. A mãe é psicóloga, nunca a ouvi a levantar a voz, sequer, muito menos a dar a palmada merecida...

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    5. Uma palmada na altura certa faz milagres. E alguns pais também fazia.

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    6. Não será apenas os psicólogos a dizê-lo. É a Lei vigente, graças!

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    7. A lei proíbe uma palmada no rabo de uma criança mal comportada? E eu a achar que havia tantos casos de violência doméstica, atenção que falo de sovas, impunes... Que tonta sou...

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    8. Falando em exemplos de paises no norte da Europa: existem casos em que uma criança leva uma bofetada e liga para os serviços sociais. Haverá o dia depois de adulta em que será severamente punida (sem chapadas, pelo menos físicas) e não tem a quem ligar.

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    9. Não sei se vocês alguma vez falaram com psicólogos mas sendo uma psicóloga posso dizer-vos que o "não" e as lapadas (lapada, não espancar) só faz bem. Aliás nenhuma criança cresce se não ouvir "não" e não aprender a lidar com a frustração.

      O que vocês se referem ao que os psicólogos dizem é psicologia do seculo XIX. Alguma de vocês aceitaria ser operada com conhecimento médico do século XIX? Pois... a psicologia também evoluiu.

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  8. Há crianças estragadas pelos pais. Há outras que os pais deixam estragar. Mas ainda há outras cujos pais tiveram muito azar com o que lhes calhou na rifa. (Malagueta, peço um favor, corrija no texto ditadozinho por ditadorzinho, falhou-lhe um dedo ao teclar. Desculpe o preciosismo)

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    1. Há crianças realmente difíceis. Mas não acredito em crianças impossíveis. Não com seis ou sete anos.
      (Corrigido, obrigada)

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  9. "Podemos tirar a gaja da Amadora, impossível será tirar Amadora da gaja"
    Este subtítulo está espetacular...
    :)))

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    1. Pois é...
      Será que a gaja lê este blogue?
      :)))

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  10. Como diz mi mammy, senhora professora de fedelhos há trinta anos: a mesma mão que afaga uma criança, tem de ser a mesma mão que a educa.

    Porque uma palmada não é espancar. E a educação já que pelos vistos não pode ser dada nas escolas, tem de ser dada em casa.

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    1. Essa é outra. Hoje em dia os professores são diabolizados, pelos pais. Há sempre uma desculpa para a criança, nunca têm a culpa de nada, mauzões dos professores.

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    2. Olha, quem não queria ser professor era eu! Os putos fazem o querem e se são chamados à atenção, os profs. é que pagam. Farta da ditadura daqueles que deviam em primeiro lugar aprender a obedecer.

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  11. A escola não tem obrigação de educar crianças, tem sim de formar. O problema é que muitas crianças, em casa fazem o que querem e ainda lhes sobra tempo, logo vão para a escola e depois tem dificuldade em obedecer a regras quando em casa não têm nenhuma. Quando era criança havia muita coisa de errado no ensino, como os castigos corporais que agora não são admitidos,mas tinhamos respeito pelos professores, agora são os alunos que batem nos professores. E nalguns os pais ainda ajudam.

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    1. Os alunos sempre bateram nos professores, e os pais também; é coisa velha. E o que se tinha era medo. Respeito é outra coisa. O grandessíssimo problema é que os professores não se dão respeito, uma coisa que se conquista e que não precisa ser imposta pela régua ou pela "menina de cinco olhos".
      Deve ter reparado que a mesma criança respeita um professor e outro não.

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    2. Na minha escola nunca um aluno bateu num professora. Não sei em que raio de escola isso se passaria... E quanto ao respeito, aquilo que eu vejo é que quem não respeita um professora não respeita outro. Aliás, não respeita ninguém, porque não tem formação para isso. O que pode é haver professores que valorizam mais o comportamento que outros, e disciplinas melhor aceites pelo aluno mal educado.

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    3. Isso também me parece fazer sentido, Anónima (o) das 18.39h
      Um aluno mal educado pouco saberá o que é respeito, apesar de se poder portar convenientemente, caso goste da disciplina ou do professor.

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    4. Por acaso, o que eu vejo é o mesmo que o anonimo das 18:02h. Há professores que não sabem impor-se. Aliás a maioria só quer despejar matéria mas não ter o trabalho de formador que lhe compete (pode não lhe apetecer fazer, mas compete).

      Há professores que sabem como cativar alunos, sabem dar aulas - outros não. Há professores que sabem impor respeito e que são o exemplo - outros chegam sistematicamente atrasados, falam ao telemóvel e respondem a mensagens enquanto dão aulas. Professores da primária fazem isto mas depois dizem que os alunos são uns mal educados (vejo isto como profissional e não como mãe das crianças).
      Há professores que nota-se têm medo, não querem trabalho, não querem ter que se impor - ler um livro é tão mais fácil, passar matéria para o quadro é mais fácil que preparar uma aula activa e cativante, já para não falar que impor regras custa tanto... Há a educação que tem que vir dos pais e da familia mas depois há aquilo que se chama "teste". E todas as crianças testam todos os adultos presentes na sua vida. E fazem-no desde cedo. Fazem isso para saber até onde o adulto o deixa ir e muitos professores ou por serem verdinhos, ou por serem da época pré-25 de Abril e acharem que os alunos só vão lá à lapada e, por isso, nem vale a pena esforçarem-se muito, ou porque simplesmente não têm vocação nenhuma para o que fazem mas não davam para mais nada, não conseguem nem impor respeito, nem cativar alunos.

      Se existem alunos horríveis? Sim... mas professores também. Aliás é por ver isto diariamente que eu sou completamente apologista de uma avalição bem feita aos professores. E, tal como nos países nórdicos (os dos topos das listas quer a nível europeu, quer mundial ao nível da educação), onde não se deixa ninguém que não tenha sido muito bom a nível académico e tenha grande competências pedagógicas ensinar, aqui deveria ser igual.
      Mas isso dá trabalho e muitos não querem a avaliação.... porque será? Quem não deve, não teme. Não conheço um bom professor que seja contra a avaliação - nem um. Mas conheço muitos que não querem ser avaliados... porque será? (não com os moldes actuais mas muitos são totalmente contra a avaliação mesmo que seja bem feita).

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    5. Acho que há de tudo, como em todas as profissões haverá bons e maus profissionais. Pode ter sido sorte, mas a verdade é que me tenho cruzado mais com bons professores.

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  12. Mas se perguntarem aos pais da criança, eles são capazes de afirmar que a sua cria tem personalidade forte, luta pelo que quer, mas no fundo é um bom menino. E muito meigo também, no fundo. E quem não deitar uma lágrima pelo seu menino não é boa gente.

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    1. O miúdo mais mal comportado da sala da minha filha, segundo a mãe (também ela professora na mesma escola) é " bem resolvido". Má educação mudou de nome.

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  13. 20 anos depois observo o efeito das abridelas de olhos e de uma ou outra sacudidela de moscas que de vez em quando foi preciso dar, e sorrio satisfeita e nadinha arrependida.

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  14. A educação devia ser cada vez mais valorizada, por todas as partes, para que no futuro próximo se tornem pessoas mais responsáveis e generosas!

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  15. Pois eu fui criada com as duas experiências: o pai que nunca me levantou a mão, a mãe que se irritava com qualquer coisa e levantava-a facilmente. Resultados? Do meu pai bastava um olhar ou uma palavra para me pôr imediatamente no sítio. Ja à minha mãe nunca respeitei enquanto crescia, não lhe reconhecia autoridade e quando ela era injusta comigo eu tratava-a mal de volta. As nossas relações melhoraram muito quando me comecei a formar e a perceber que não era assim que se tratava uma mãe, independentemente do passado...mas se tomei essa consciência foi única e simplesmemte graças à educação que o meu pai me deu. O meu pai, o que nunca, nunca, nunca me bateu ou sequer ameaçou.

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    1. Grata pelo seu testemunho! Uma vénia.

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    2. Parece-me que há casos e casos. Não defendo o castigo corporal como método de educação. Mas, às vezes, uma palmada na altura certa faz milagres. Até porque se forem dadas aos quatro ou cinco, não serão necessárias aos dez, bastará um abrir de olhos e um tom mais assertivo.

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    3. Não é preciso palmadas para educar uma criança, basta coerência, firmeza e, ainda isso não bastando, um castigo teso e adequado à infracção (sem perdões ou amnistias). Ah, e claro, o exemplo, sempre e primeiro, o exemplo.

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  16. Pipocante Azevedo Delirante1 de abril de 2014 às 20:13

    Não acredito em palmadas, lapadas ou lambadas. Sou contra os castigos corporais, por diversas razões. Mas sou a favor do exercício da autoridade, e das punições por comportamento indevido. Isto não por uma questão de ditadura, mas porque as crianças têm de aprender desde cedo que toda a acção tem consequência.
    Outro ponto discordante com a nouvelle vague é a da criança dever ser tratada como um "igual"... news flash: as crianças NÃO SÃO iguais aos adultos. Desde a formação moral até à responsabilização pelos seus actos, são bem (e ainda bem) diferentes.

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    1. A criança não é igual e eu sou pela palmada educativa. Por vezes é necessária. E não me parece que venha grande mal ao mundo, se uma criança levar três ou quatro palmadas ao longo da sua vida.

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  17. Ai a falta que faz um olhar frio e uma palmada no rabiosque.

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    1. Mas não és tu que dizes que do teu pai só tiveste frieza?

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    2. Anónimo, raramente falo do meu pai. E não, o meu pai nunca foi um homem frio. Ausente devido ao trabalho, frio não. ;)

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    3. Desculpa, confundi-me. Não é ele que é frio, tu é que sempre mostraste a maior frieza quando falas dele. Parafraseando o título deste post, não é ele... és tu.

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    4. Estamos? Não é estamos, é a Picante está. Não sou eu, é a Picante.

      Deve ser por isso, por causa desse tal de limiar, que não publicou o meu comentário sobre a petulância (vulgo má-educação) da Palmier...

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    5. Obviamente que é por isso. Aquilo de ofender comentadores e tal...

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    6. Sim, sim, fez bem. Publicar achincalhamentos sobre a S* não faz mal, assim como assim ela é totó e basta pôr logo a seguir ao comentário um alerta dirigido ao comentador e a S*zinha fica toda contente a pensar que a Picante está sempre a defendê-la.

      Mas a Palmier... a Palmier está noutro patamar. Publicar que a Palmier é mal-criada, mesmo que logo a seguir dissesse que aquele era o limiar? Isso seria uma afronta que a dita não lhe perdoaria. E a Picante sabe disso. Lá se ia a "amizade"

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    7. Anónima isto não é um achincalhamento, não que lhe interesse mas a grande maioria dos comentários que censuro são ofensas à S. Aqui não vi nenhuma ofensa.
      Quando ao resto, não me vou dar ao trabalho de discutir consigo, falta-me o tempo e a paciência, se não entende a diferença entre os comentários azar o seu. Ficar bem.

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    8. Vemo-nos ali para os lados da Amadora...

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  18. A escola não dá educação! Dá formação! A educação vem de casa. Os valores, o exemplo a seguir, o bendito cházinho que se bebe em criança. A maior parte dos pais demite-se da sua função porque dá trabalho e é cansativo e não querem crianças "traumatizadas". O "castigo" deve ser aplicado imediatamente e adequado à gravidade da "infracção". As crianças têm de saber que há limites e regras. A quantidade de jovens arrogantes e mal educados com quem tenho o (des) prazer de me cruzar profissionalmente, dá-me às vezes, vontade de lhes dar uma bofetada.

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    1. É; isso é muito comum nos alter-egos omnicientes espingardarem contra quem os contraria.
      Eu sei, eu decreto, eu decido e quem não está comigo está contra mim e portanto vamos lá fuzilar esta cambada de ignorantes malcriados.
      Até agora conhecia duas personalidades dessas; O Quaresma e o Bruno de Carvalho. Consigo fiquei a conhecer três.
      E mais não digo!

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    2. Profunda verdade! Anónimo das 22:20.
      Os filhos, todos os filhos, independentemente dos seus próprios caracteres e personalidades, espelham sempre nos seus comportamentos o reflexo das personalidades dos pais.
      E mais não digo.

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    3. Por acaso não concordo muito com isso. As crianças fazem o que veem fazer. O que não quer dizer que espelhem a personalidade dos pais.

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  19. Ditadorzinho? Não! Hiperactivo! Actualmente as crianças não são mal-educadas, são hiperactivas. A maçada é que se calhar alguns até são mesmo hiperactivos, mas desde que serve de desculpa para tudo e mais alguma coisa...

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  20. Há tanta falta de educação nestas gerações futuras que me assusta!

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  21. A quantidade de comentários que este post gerou!....
    A mim fez-me lembrar a Palmier,o médico ,o cão e o palavrão que ela no momento inventou fazendo a soma de 2 palavrões existentes.
    Peça-lhe que conte porque é edificante.

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    1. Ui... depois de ver todo este mar de gente a maldizer as crianças mal-educadas, a minha Maman resolve expor-me desta forma?! Sim… pronto… assumo! Eu era a criança mal-criada! A criança de quatro anos que, estando doente em casa, foi visitada por um médico, um médico que trabalhava com a minha Maman e que fez o especial favor de me ir ver- um médico que, e isto é importante, não era o meu pai! Ora, perante tal afronta, ameacei de imediato abrir a porta que dava para a varanda. Lá fora um Pastor Alemão gigante e raivoso atirava-se aos vidros e mostrava toda a potencialidade dos seus maxilares, o médico tentou acalmar-me e, sem nunca tirar os olhos do cão, dizia “anda cá minha pequenina, vamos só espreitar essa garganta”, ora tais palavras não me comoveram minimamente, e gritei-lhe a plenos pulmões enquanto chorava desalmadamente “tu não és o meu pai! Já disse! Vai-te embora ou eu abro a porta ao cão!”, o cão, enervado com os gritos, ladrava cada vez mais alto e atirava-se contra o vidro com cada vez mais força enquanto espumava pela boca, a casa estremecia, o médico fez a derradeira tentativa já a andar de arrecuas em direcção à porta rua “vá lá, é só espreitar a garganta…”, até que eu, perante a inusitada insistência daquele ser desprezível que não era o meu pai… joguei o meu último trunfo… insultei-o! Chamei-lhe aquele palavrão que conjuga em si mesmo dois outros palavrões, aquele… glup… (é pena que aqui não possa diminuir o tamanho da letra)…chamei-lhe… seu, seu… e, à falta de melhor… caralhoto!
      E pronto… foi isto… no dia seguinte a minha Maman teve de ir trabalhar… com o referido senhor…

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    2. Ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah
      (Obrigada Maman)

      E agora vou continuar a rebolar a rir...

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    3. Eu mesmo muito burra... a primeira parte percebo perfeitamente de onde vem, mas está a falhar-me a parte do "oto" (há algum palavrão com "oto"?).

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    4. Dahhhh... claro! Agora ainda me sinto mais burra.

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    5. Como não o mandou embora com um...cava roto! A coisa até nem ficou muito mal.
      E vá lá não disse.

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    6. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  22. Ontem no supermercado vi uma criancinha a gritar com a mãe e com a avó.. duma maneira que me dava voltas ao estômago.. em alto e bom som, gritava a plenos pulmões "ninguém gosta de mim, e tal e coiso e bla e rantanplan" para mim o inicio da frase chegou para perceber o esquema da "filhinha do Demo" que ali estava.. aos 9/10 anos a dita gaiata fazia chantagem emocional com a mãe e a avó de uma maneira, que atrevo-me a dizer, PROFISSIONAL! Horrível! E o que fizeram mãe e avó, perguntam vocês... NADA! ZERO! NIKLES! NIENTE! uns SHIUS sumidos foi o que lhes ouvi... saí de lá com mais vontade de espancar as senhoras adultas do que a criança.. Juro.. que me perdoem, mas cheguei a pensar "elas merecem, elas criaram o monstro!"
    A minha filha tem 9 anos, tem imensos defeitos, não é a rainha da educação e dos bons costumes (essa é a Bobone), mas quando saímos do supermercado ela disse "xii mamã, lembro-me muito bem de fazer uma birra num supermercado e tu me teres dado uma grande palmada no rabo que me calei logo!" (esta foi A palmada, há 7 anos, a única até hoje, a qual ela nunca mais esqueceu e só tinha 2 anos...)
    Bem hajam
    Pat

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