terça-feira, 11 de março de 2014

Picante também diz umas coisinhas sobre isso de as mulheres levarem no focinho por culpa delas

Durante séculos, as nossas antepassadas souberam fazer as coisas como as coisas deveriam ser feitas, convenceram os machos de que eram mais fortes e mais inteligentes, de que elas, pelo contrário eram mais doces e meigas, eles convencidos ficaram, tomando a si a responsabilidade pelo sustento do lar. Já a elas, sobrava-lhes o tempo para amar e educar os filhos, para se entreterem com as coisas da casa, para se porem sexys e bonitas, prontas a receber os seus machos, cansados da labuta de um dia inteiro de trabalho, perigos e preocupações. As nossas avós, num registo mais elaborado, souberam aprimorar a coisa, lá enviavam os nossos avôs para o trabalho, depois de lhes endireitar o nó da gravata e dar um último beijo, diziam às criadas como ocupar o dia e lá saiam, para levar as crianças à escola, namorar os professores de ténis, ir ao cabeleireiro e tomar chá com as amigas, ali para a Brasileira ou Versailles. É certo que teriam de estar em casa, bonitas e disponíveis, à hora de chegada dos machos cansados derivado de um dia inteiro de trabalho e preocupações, elas assim o faziam, desapertavam-lhes as gravatas, tiravam-lhes os sapatos, prontamente substituídos por umas confortáveis pantufas, arranjavam-lhes um whisky e traziam-lhes o jornal, que eles liam, enquanto esperavam o jantar. É verdade que as nossas avós poderiam levar um sopapo ou outro, caso os machos achassem o jantar Salgado, em demasia. É certo que só podiam falar se eles para aí estivessem virados. É também certo que fechavam os olhos às secretárias e bastardos que pululavam ao seu redor. Mas caramba... que é isso quando comparado a passar o dia com as amigas e o professor de ténis? 
Acontece que apareceram por aí umas parvas, a falar em direitos iguais, e trabalho, e mini-saia e não sei quê, que os soutiens as apertavam e bom... bom seria tirá-los, e agora é o que se vê... Não só temos de trabalhar e providenciar o sustento do lar, tarefa anteriormente masculina, afinal eles são muito mais inteligentes, não é verdade? Como também temos de cozinhar, tratar das criancinhas, ir às compras e convencer os imbecis dos tipos que moram lá em casa que não, que a coisa tem de ser partilhada, que caso não seja partilhada até pode ser que nos dê uma cefaleia crónica, daquelas sem data para passar. Mas a coisa ainda piora, se é que tal é possível... Ou encostamos os imbecis à parede e os educamos, coisa que as suas imbecis mãezinhas, mulheres como nós, não souberam fazer, ou as imbecis somos nós porque aturamos as suas imbecilidades. Em qualquer dos casos seremos sempre umas imbecis e, em sendo umas imbecis, realmente merecemos levar uns estalos no focinho, afinal a culpa é nossa... somos umas imbecis. E tudo isto graças às parvas que andaram por aí a reclamar direitos, onde já se viu? Éramos tão felizes com os professores de ténis...

43 comentários:

  1. È hoje que a casa vem abaixo! Ai que a Picante se esqueceu que nem todas as avós tinham professores de ténis, ai que imbecil!

    Voltámos à ironia! Viva!

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    1. É verdade, que cabeça a minha... Algumas, as bafejadas pela sorte, tinham professores de esqui.
      (que desatenta sou...)

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    2. Tsss, tsss, tsss... Imperdoável.

      :D

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  2. Confesse lá: o único propósito deste blogue é espicaçar o Tio Pipoco, não é?

    Conte lá o que é que lhe fez? Ou melhor, se calhar foi o que ele NÃO fez...

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    1. É isso, é. Mas então não se está mesmo a ver? Este blogue está cheio e pejado de ataques ao Pipoco. São é tão subliminares que ainda ninguém deu conta. Que inteligente que é, Anônima... Estou aqui cheia de admiração por si.

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    2. Sendo ou não esse o propósito (o que duvido, até porque tal personagem não é digna de muita atenção) esse pipoco é das coisas mais desinteressantes que existe. Nada pior do que alguém que julga que tem piada e se acha irónico...

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    3. Anônima, a questão é que ele tem mesmo muita piada e domina a arte da ironia. Gosto mesmo muito do blogue dele.

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    4. Ele até começa por escrever algo minimamente interessante e com potencial mas depois perde-se, e quanto à ironia... acho demasiado forçada, acho que a forma como a Picante escreve é muito mais natural. Não podemos gostar todos do mesmo e ainda bem. O pipoco para mim mantém-se como desinteressante

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    5. Eu gosto. Acho que é um blogue inteligente, divertido e irónico. Tem por lá muitos posts em que é preciso ler nas entrelinhas e gosto disso. De resto, ele gosta de provocar, as coisas não são exactamente o que parecem.
      (Muito obrigada pelo elogio que eu acho totalmente imerecido)

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    6. Mas é que nem tem "comparança" a madrinha escreve muitíssimo melhor e tem mil vezes mais piada.... (Graaaaaaaaxa!!! :DDD)

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    7. Afilhada vou-te matar. Onde já se viu? Gozar assim a madrinha?

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  3. Isto está bonito amiga Picante, uma animação portanto, ainda bem!

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  4. Pipocante Azevedo Delirante11 de março de 2014 às 19:58

    Tenho que ir lá fora caçar um mamute para o jantar, mas quando voltar comento este texto como deve de ser. Ponham-me os chinelos a aquecer ao pé da lareira xefaxavore.

    (e o Benfica tem ganho, o que baixa sempre as estatísticas dos maus-tratos conjugais)

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    1. Um mamute em condições. Nada daquelas coisinha pequeninas com que costuma aparecer...

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  5. Só consegui ler até aqui e depois fiquei bloqueada. "É também certo que fechavam os olhos às secretárias e bastardos que pululavam ao seu redor.". Ó Picante, explique-me lá esta frase. As secretárias são mesmo, segundo o seu conceito, umas boazonas que satisfazem sexualmente os seus chefes? Casou com um serralheiro, Picante?

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    1. Casei. Como adivinhou? E antes disso tive um namorado pintor. Agora tenho um amante electricista.

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    2. Não explicou a frase.

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    3. Pipocante Azevedo Delirante11 de março de 2014 às 21:24

      A Monica explica...

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    4. Quem é a mónica?

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    5. Pipocante Azevedo Delirante11 de março de 2014 às 21:43

      Uma que provou que não era preciso ser boazona para satisfazer sexualmente o seu chefe

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    6. Pipocante Azevedo Delirante11 de março de 2014 às 21:46

      "Ah ah ah ah ah ah
      (Que delicia...)"

      escusa de citar a supracitada...
      :D

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    7. Disso já não sei nada, nunca lhe ouvi a voz...

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    8. ja experimentei vários trolhas/eletricistas/canalizadores e aconselho

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    9. Pipocante Azevedo Delirante, tão mas tão bom!

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    10. Espero sinceramente q não me tenham chamado. Mesmo

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    11. Ah ah ah ah ah Mónica. Tenho cá para mim que a coisa não é consigo.

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  6. Sim, sim, a culpa e das mulheres! Olha esta: http://www.vidas.xl.pt/noticias/internacionais/detalhe/pique_proibe_shakira_de_gravar_com_homens.html

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  7. Lá está, exactamente por causa de uma luta tão forte, tão intensa - e tão ingrata - , é que me custa ver o Dia da Mulher reduzido ao dia em que vai jantar com amigas e se vêem uns machos a descascar a roupinha.

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    1. Isso acontece?? (Estou a ver que tenho que começar a sair mais.) :DD

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  8. Penso nisto tantas vezes... Tanto andaram tanto andaram que nos estragaram a vida a todas...

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    1. Essa é que é essa Afilhada, e os instrutores de esqui, para ali tão jeitosos...

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    2. ahahahha, muito bom!

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  9. Entre encostarmos um homem à parede e educá-lo ou sermos imbecis, prefiro uma terceira hipótese: pôr-lhe uns reais patins e mandá-lo para aquele-lugar-que-tu-sabes.

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  10. as avós não levavam um sopapo dos avós pq a comida estava salgada.. ora se tinham criadas não seria essa a razão. Para se ser bem educada as avós e os avôs tinham de ter educação e muito bom senso! Isso da pancada para mim era nos bairros sociais .. quanto muito nas camadas sociais mais altas o q se praticava era não tanto a pancada fisica mas a pancada psicológica q garanto-lhe dói mais. Algumas teriam a sorte de ter um professor de ténis outras foi mesmo o q estava â mão.. o motorista e algumas destas bem nascidas foram parar ao manicómio.
    Os direitos devem ser iguais só pq sim e sem outra razão.
    Quanto a pagar contas.. olhe eu acho q todos pagamos de uma forma ou outra. Ele paga mas para ele pagar tem de haver quem tratae da casa, é que mesmo tendo empregadas Há que saber gerir :)
    Ah! e todos temos os nossos momentos de imbecilidade.. deixe lá as mãezinhas q nem todas tem a culpa das ovelhas ronhosas

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    1. Era... os males da humanidade estão todos nos bairros sociais. Nas famílias de "bem" nem pensar, tá a ver? C'órror que iria ser... sei lá!

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    2. Anon das 12.49h ainda bem que vive no mundo cor-de-rosa. Não só antes como agora a violência doméstica é transversal - por norma, na alta sociedade as pessoas sentem mais a obrigação de manter as aparências e a violência/nódoas/feridas ficam confinadas a zonas abaixo do rosto/pescoço para evitar serem descobertas.
      O "triste" é que, enquanto as outras que se vão salvando, por norma, na alta sociedade como as aparências valem tudo, nunca se divorciam por esse motivo e muita violência doméstica só é descoberta post mortem.

      E, sim, tenho conhecimento de caso e sei bem do que falo.

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    3. minhas queridas.. eu sei bem de violencia doméstica. Mas há que usar a ironia ... ! Não digo que não há violencia nas classes altas digo sim que utilizam TALVEZ menos a força fisica e mais a psicológica. foi isso que escrevi faça o favor de ler novamente. em 2012 houve 26 mil queixas de vioencia doméstica e posso garantir-lhe que não foram só queixas nas esquadra da psp da quinta-qualquer-coisa...

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    4. Sabe? Vertente passiva ou activa?
      Novamente generalização... Tantos o estrato social mais rico como o mais pobre utilizam a força física, a maior diferença é que a classe alta agride do pescoço para baixo, e as senhoras têm acesso a maquilhagem...

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  11. Isso é que era bonito, então não era!
    No tempo das avós da menina, e no meu, as nossasa avós toda a beleza com que se aprimoravam a se porem sexys era a cavar a horta, a sachar as couves, a adubar o centeio, a desfiar a maçaroca, a cevar o reco, a pastar e ordenar a vaquinha, a pastar a cabrinha, a fazer o comer para a tropa toda, a passajar as meias do exército todo, a lavar no ribeiro a roupa da guarnição aquartelada, a limpar o cu a ciganada moradora mais pequena, (normalmente eram para cima de oito e nunca menos do que seis)
    E para completar a felicidade, acender o forno, amassar a farinha e cozer o pão.
    Punham-se em casa descansadinhas a embelezarem-se, então não punham, coração!
    Como vê estava completamente enganada, ou enganaram-na e contaram-lhe uma história falaciosa.
    Mas nem tudo! Não fique muito enervada por ter sido levada, porque porrada de criar bicho, ai isso levavam.sim senhor!

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    1. Isso depende do estrato social a que se pertencia...

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    2. Depende pois! Eram todos ricos à época!

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    3. Ah pois eram. eu ainda me alembro do que me dizia a minha avozinha que no tempo dela as mulheres não faziam nenhum e passavam os dias entre a Zara e a Primark( não sei se assim que se escrebe e também não havia Zara nem Pirmakco mas havia outras, por sinal ainda melhores e com mais lucho) segundo a minha avozinha; e quem quizece as batatas e as couves tinha que abrir a emigração aos franciús para virem cá assemealas.
      E mais não digo.

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