domingo, 9 de março de 2014

Dias dos homens

Serão todos os trezentos e sessenta e cinco dias do ano, trezentos e sessenta e seis, em caso de ano bissexto, enquanto houver necessidade de haver um dia da mulher, ou posts mariquinhas em que os homens agradecem às mulheres da vida deles.

(sim, voltei... não é tão bom?)

21 comentários:

  1. Reconheço completamente o valor do Dia da Mulher, quando ele surgiu, no início do século XX. Hoje em dia, embora saiba que algumas mulheres ainda são discriminadas, mesmo na Europa, e que milhares são tratadas como lixo, em nações mais distantes, não consigo deixar de ver o Dia da Mulher como uma espécie de dia das minorias. E nós somos maioria. Maioria forte e com todas as capacidades para vencer na vida. Não precisamos de um dia só nosso.

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    1. Daí a necessidade de haver o Dia da Mulher, não para ser celebrado como uma espécie de dia dos namorados/dia da mãe/despedida de solteira, mas para reconhecer que as desigualdade de géneros ainda está bastante presente e não é somente em países distantes, nós somos uma maioria tratada como uma minoria em que todos os dias vemos homens a receberem ordenados mais elevados, homens a decidirem sobre direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, homens que se desresponsabilizam do seu papel total como pais porque acham que há coisas que devem ser as mulheres a fazer.

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    2. Só que, infelizmente, é mesmo assim que ele é celebrado (em Portugal, pelo menos): como um dia dos namorados ou uma despedida de solteira. É ver as gajas a correr para restaurantes e bares com strips masculinos e a delirarem. Celebrações sérias e debates... nem vê-los.

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    3. Pois, efectivamente este dia é celebrado como uma festa, e não como um dia de reflexão e de recordação sobre o que tantas mulheres sofreram para lutarem pelos nossos direitos.

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  2. Ó Picante , mas que bom ter regressado a estas pistas, não tão brancas é certo. Mas o tempero vermelhão ou um toque de humor negro, ou um sorriso amarelo ou um toque verde de inveja, etc dão-lhe também a sua graça.Gracias.

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  3. Na sua ausência a Palmier enforcou-se, uma calamidade.

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    1. Já vi, já vi. Tanto para pôr em dia e tão pouco tempo...

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  4. Transformar o dia da Mulher numa pasmaceira cor-de-rosa era o pior que podia acontecer.

    Bem-vinda, Picante!

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  5. Ora, então seja bem-vinda. Espero que tenha aproveitado bem estes dias (parece-me que sim) e que este regresso seja também um regresso aos seus tempos antigos. Aqueles em que fazia posts engraçados e picantes, e não lamechas, como os que tem feito ultimamente. O blog é seu e publica o que bem lhe apetecer, é verdade. Mas também é verdade que nos habituou a um tipo de publcações e que é esse mesmo tipo de publicações que nos faz vir cá todos os dias. Eu, pessoalmente, tenho saudades dessa Picante.

    Um beijinho e uma boa semana.

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    1. Isto há tempo para tudo, para as alfinetadas e para os posts mariquinhas. Este, por exemplo, contém duas alfinetadas. Serão capazes de as descobrir? Ah, pois é...
      (obrigada...)

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  6. Bem dito, a senhora parece uma escritura.
    Joaquina Silva

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  7. Ui, parece que o Pipoco te leu e nºao gostou

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  8. Como mulher, causa-me embaraço ver as celebrações deste dia. Bem sei o que se pretende e o que pretende assinalar. Mas a igualdade começa em casa e não posso deixar de pensar que por detrás de um homem machista existe uma mulher que o criou e educou nos principios errados.

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    1. As sacanas das sogras, a culpa é sempre das sacanas das sogras
      (Fora de brincadeiras, ninguém é machista se não o deixarem ser)

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    2. E não é mesmo das sogras?

      No meu caso também é o caso da minha mãe (que irá ser sogra de alguém, eventualmente) e as discrepâncias na educação do meu irmão e a minha são enormes.
      E, sim ele foi criado para achar que as mulheres existem para servir os homens, que há trabalho de homens e trabalho de mulher, desvaloriza o trabalho doméstico, acha que os homens têm mais direitos... e é culpa de quem? Dos meus pais. E eu fui criada para ser submissa, para fazer o que os homens me mandam e blablabla... só que saiu o "tiro pela culatra" aos meus pais. É que, se há coisa que eu não sou é submissa e se há coisas que eu sempre lutei é por ter igualdade dentro da minha casa.
      Das primeiras coisas que eu disse ao meu marido (em inicio de namoro - para lhe dar tempo de fugir) foi que jamais seria a empregada dele, que as responsabilidades eram para ser para os dois em tudo e que se não quisesse podia ir à vida dele.

      Hoje tenho um filho com 5 anos que limpa o pó connosco (ou tenta mas já é um começo), arruma o que desarruma, faz a cama dele e que anda sempre atrás de nós para cozinhar (aliás até tem uma cozinha de brincar na nossa cozinha). E sim, também gosta de carros, de pistas, de terra... das "coisas de meninos"

      Ps: o meu marido também foi educado pela mãe para se deixar servir, para não fazer nada de nada em casa. Tenho que agradecer ao meu sogro que ensinou o meu marido a cozinhar e que arrumar a casa era uma obrigação dele tal como era dos restantes elementos em casa. "Engraçado" que, mesmo tendo um homem muito diferente e muito mais aberto que os outros naquela época a minha sogra ensinou o filho a ser machista (e o pai dele apesar de achar que devia "ajudar" não achava que era um dever dividir as tarefas e também não tem tanta consideração pelas opiniões das mulheres como dos homens - mesmo assim para quem viveu naquele tempo já muito evoluído é ele). O meu pai não lhe chega aos calcanhares apesar de gostar de cozinhar mas só o faz porque gosta, não por dividir tarefas. Ambos acham que fazem muito só por o fazerem porque continuam a achar que a obrigação é das mulheres.

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    3. Eles até podem achar que a obrigação é nossa. Acontece que se eu disser não faço, ou não posso ir buscar a criança à escola, alguém terá de o fazer...
      Mas tem razão, os homens, ou pelo menos muitos deles, continuam aceder educados como seres superiores e privilegiados.

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  9. Há sempre uma mulher a culpar, lol.

    Arrepia-me um pouco ler a blogoesfera e perceber que mulheres independentes ainda sentem a obrigação de especificar que roupa vai ser usada pelas crianças, enquanto elas viajam, etc.

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