segunda-feira, 31 de março de 2014

Acabei de decidir

Este ano não vou ao Rock in Rio, nem ao Optimus nem ao Super Bock, os cartazes são verdadeiramente medíocres, mais depressa iria ver o Gonzo a cantar aquilo dos jardins proibidos ou lá o que é. E, isto sim é verdadeiramente importante, no próximo fim de semana, vou comer mexillones a Sierra Nevada, vou lá por causa dos mexillones, como é óbvio.

sábado, 29 de março de 2014

Sábado à noite

 

O cê dê passa um dos great american songbook, do Rod Stewart, e eu poderia viver disto...

As coisas são como são

Alguém avise o tipo que o fim último das fraldas é encherem-se de merda....

(eu agora não tenho vagar....)

sexta-feira, 28 de março de 2014

Gracinha

Tantas coisas que nunca perceberá, minha querida... Mas olhe, a vida é como é, não tenho tempo para lhas explicar. Nem paciência. Parece que ficará na ignorância e no perpétuo desentendimento, mas deixe lá, a ignorância e estupidez são como a morte. Só os outros é que a sentem.

Venham mais cinco

Isto dos blogues tem um sem número de utilidades, ele é o prazer da escrita, ele é o mostrar as crianças, que lindas e fofinhas são, ele é a diversão que isto nos dá, ele são as actividades e acções de solidariedade, ele é a cristianização de workshops, dietas e sumos que parecem sopas frias, ele é o lançamento de negócios logo, depois do buzz das actividades de solidariedade....

quinta-feira, 27 de março de 2014

Verdades Picantes #42 ou regras de educação, módulo para principiantes

Não anunciarás, redes sociais fora, o tamanho das tuas mamas ou a medida dos teus soutiens. Como é que hei-de dizer isto de uma maneira simpática? É revelador de uma enorme falta de savoir faire. Além do mais, a vida é como é, e ninguém se interessa. Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, está mais ou menos ao nível de seres a bicicleta da aldeia e anunciares isso, orgulhosamente, ele há coisas que só interessam a quem interessam e será conveniente manter assim... entre os interessados. Ainda por cima, pode ser que um dia tenhas filhos, uma vez na internet, para sempre na internet, não será conveniente que os nossos filhos saibam tudo, mas mesmo tudo, a nosso respeito. Em querendo que, mais tarde, eles nos ouçam e respeitem, claro está... É um bocado aquilo do walk the talk, em calhando convém que as acções sejam tão bonitas quanto as palavras.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Verdades Picantes #41 ou regras de educação, módulo para principiantes

Não achincalharás os teus sogros em público. Por mais risíveis que eles sejam, não esquecerás que são os pais do teu cônjuge, que o teu cônjuge, supostamente uma pessoa de quem gostas e que te deveria merecer respeito, não haverá de gostar que fales assim dos seus pais. Há limites para fazer rir o público, sabes? Gozar despudoradamente a família, não só é falta de educação, como muito revelador do teu carácter e do que te move. E lá voltamos novamente àquilo de uma juventude inteira em modo de "bad clothing day, everyday". E à vergonha alheia.

(E se a vida for irónica, às vezes é, sabes?... E te reservar uma nora ou genro tão engraçadinha(o) como tu? Seria interessante não seria?...)

É publicidade, estúpidos!

Uma pessoa já leva para cima de quarenta ou cinquenta anos a estudar isso do marketing, rapidamente se apercebe de que, meia dúzia de técnicas à parte, aquilo é na verdade uma questão de bom senso, em havendo bom senso os marketeers evitarão aquilo do over promising, não farão promoções tontas ou habituarão as pessoas a comprar sempre com cinquenta por cento de desconto, afinal isso dá cabo do equity da marca, tratarão os seus consumidores com carinho e respeito. Acontece que, ultimamente, apareceu por aí uma resma de iluminados, acordaram para isto dos blogues e vá de encomendar posts às Rosinhas a torto e a direito. Que encomendem os posts eu até entendo, o endorsement é coisa de valor. Já isso de os encomendarem à meia dúzia é que me faz alguma confusão, será que os imberbes da Benckiser ou da Danone não reconhecem, aos seus consumidores, a acuidade de raciocínio suficiente para acharem estranho que, de repente, as Rosinhas deem detergentes aos filhos para brincar? E que, por obra do Espírito Santo, esses mesmos filhos se tenham viciado em iogurtes? Iogurtes que por acaso são iguais aos outros só que com o dobro do açúcar? Ah... estou a ser injusta, para além do dobro do açúcar também custam o dobro e trazem uma bonecada super gira, aqueles brindes fofos tipo happy meal, tralha para ir parar ao lixo à primeira limpeza de brinquedos, portanto. Bom senso, alminhas de Deus, é só preciso bom senso, não é assim tão complicado. A sério.

terça-feira, 25 de março de 2014

Os problemas dos homens #37

Uma coisa de cada vez.... Só uma coisa de cada vez... Mas como é que queres que faça mais de uma coisa de cada vez?

Disso dos mercados e mercadinhos ou lá o que é

Não lhes bastava os laços, os folhos, as camisas de golas Camões, ou os padrões escoceses, a coisa ficava por isso mesmo, roupa de Campo de Ourique, tiravam umas fotografias aos filhos, para pôr nos blogues, sempre são mais uns duzentos ou trezentos views, afinal as crianças são fofinhas, quem é que resiste a um bebé, não é verdade? Mas não... tinham de se aventurar pelas passagens de modelos de criancinhas, mais outro afago no ego, é sempre bom um afago no ego, de maneiras que agora é ver as bonitas meninas de cinco ou seis anos, a saracotearem o rabo que não têm, mão na cintura, enquanto dão meia volta, olhos pintados, cabecinha de lado e sorriso na cara, enquanto desfilam nas passerelles dos mercadinhos. De repente veio-me à memória Amsterdam. E senti vergonha, a pior das vergonhas.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Vinte e quatro

E já se passaram seis anos. E eu, apesar de ser uma incorrigível optimista, vejo sempre o copo cheio, caramba... consigo vê-lo meio cheio, ainda que esteja vazio, não posso deixar de pensar que foram os seis piores. E que não há coincidências.

domingo, 23 de março de 2014

Ainda cá estão doze crianças em casa...

... E eu desenvolvi um profundo respeito por essa coisa das famílias numerosas, além da certeza de que, por vezes, televisão é muito melhor que sexo, pelo menos não tem efeitos nefastos  a longo prazo. Nunca uma segunda-feira foi desejada com tamanha ansiedade, essa é que é essa.

sábado, 22 de março de 2014

Tenho doze crianças em casa...

...E fico verdadeiramente aturdida, com a quantidade de cachorros e pizzas, que doze espécimes, de metro e meio, conseguem ingerir. Não há uma divisão vazia, refugiei-me no quarto, por cima das notas do Carreras consigo ouvir gritos e gargalhadas, acho que jogam ao verdade e consequência, ainda me lembra do meu primeiro beijo ser uma consequência, não sei se não será melhor ir até à sala, era suposto haver sessão de cinema e pipocas, amanhã teremos panquecas ao pequeno-almoço, tenho cá para mim que será um longo fim de semana.... Que se foda, vou aumentar o volume ao Carreras.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Ah e tal... então porque é que não sonhas Picante?

Oh... eu sonho, sonho alto, sonho tão alto que até se me dão vertigens, acontece que já cheguei à Portela e comprei dois bilhetes para o primeiro destino a sair, que já passei fins de semana em hotéis de luxo, aqui mesmo, em Lisboa, que já me levaram a Madrid só porque eu disse que queria ir ao Gabana, depois de ter jantado em S. Bento, já conheci uma série de cidades de mão dada, olhos nos olhos.
Eu sonho, que sonho... com a realidade. Ainda que a realidade não seja o Clooney e tenha uma barriguinha, se tiver de ter. E é por isso que me faz alguma comichão as pessoas quererem conhecer as gentes aqui dos blogues, e urticária, até, chegarem a sonhar com essas gentes. Que, em boa verdade, nem sequer existem.

A magia nas palavras

É factual, ela acontece, que acontece, as palavras encantam-nos, ainda assim não justificam que haja quem desenvolva paixonetas por quem nunca viu, baseado apenas em estórias contadas, bonitas e divertidas estórias, é verdade, ainda assim estórias. Uma pessoa, ou várias, vá... passa a vida a dizer que isto são só blogues, que por aqui é possível estar-se na primeira fila quando Deus Nosso Senhor distribuiu as qualidades, bem escondido, atrás da moita, na altura dos defeitos e, ainda assim, elas não querem saber. As leitoras põem.-se para ali a suspirar, a imaginar tipos espadaúdos, com os abdominais bem definidos, sonham que os tipos vão tomar conta delas, as levam de surpresa a Veneza, estadia no Danieli, está claro, mas que digo eu? Elas nem sabem o que é o Danieli, pensam que é outro tipo, parecido ao Clooney, que escreve bem e as levará a Veneza, ou à Quinta do Lago, vá... afinal nunca passaram dos apartamentos de terceira categoria na Quarteira.
Mas eu, que sou eu, e já levo uns anos disto daqui dos blogues, digo-vos, em consciência, que isso de uma pessoa se
apaixonar ou desenvolver teorias a respeito de um bloguer, por mais glamour que tenha, é tão ridículo como alguém apaixonar-se por Eça ou Pessoa. São só palavras, porra!.. Nada mais que palavras.
Era só isto, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe. Não agradeçam, a sério. 

(dizem-me que não, que na verdade as leitoras se apaixonam por Carlos da Maia, que isso é que é verdadeiramente ridículo, em boa verdade acredito que elas se apaixonam por Eça, achando que ele é Carlos da Maia. O que ainda é mais ridículo)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Por falar em metáforas apropriadas, aqui onde nos lemos

"Illusion is needed to disguise the emptiness within"
Arthur Erickson

É um bocado isto, não é? Uma citação que ouvi, em Criminal Minds, um destes dias, em que estava a pôr séries em dia. Lembrou-me imediatamente isso de, por aqui, sermos quem quisermos, mostrarmos o que nos apetecer. Mas depois lembrei-me que isto são meros blogues, servem apenas para nos divertirmos, sou mesmo tonta, eu...

E então?

Toda a gente comprou uns pantufos do rato Mickey para oferecer aos respectivos machos alfa, a fazer matchy-matchy com os pantufos dos petizes? Contem-me tudo...

(nunca pensei dizer isto, mas e não é que o Organizadinho se revelou um guru da moda? A usar esses pantufos há que anos?)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia de heróis

Março é o mês dos homens da minha vida, de alguns deles, pelo menos, de um dos melhores, sem dúvida. Muito do que sou lho devo, aqueles finais de tarde estivais, anos a fio, à frente de um tabuleiro, ensinaram-me a planear, a antecipar, a intuir, a confiar. Aprendi a aprender com erros, que errar faz parte da coisa, a reconhecer e tirar partido do erro, aprendi a alegria e adrenalina de ganhar por mérito próprio.
Mas, acima de tudo, este homem cá da minha vida, ensinou-me a tranquilidade de me deitar satisfeita, de dormir de um só sono, ainda hoje, se dúvidas tiver, acerca do que é correcto ou incorrecto, basta-me pensar no que decidiria o meu pai. 
Durante anos, ele orientou-me, abraçou-me, amparou-me, deu-me pernas para correr e ensinou-me a paixão pela vida. Mais tarde, fui eu que o amparei, que lhe dei a mão e o vi olhar-me com os mesmos olhos com que eu própria o olhava, há tantos anos atrás. Hoje, já não pode ouvir-me dizer-lhe o quanto o amei, o quanto o amo, o quanto ele é, porque nunca deixará de ser, determinante naquilo que sou. 
Março... o mês dos homens da minha vida, do melhor, sem dúvida.

Dúvidas Picanteanas sobre detergentes da louça

Mas dar as pastilhas de detergente às criancinhas, para elas brincarem, já se pode, não é?

Onde estás agora, Picante?

           
Onde se come o melhor peixe de Lisboa...

Disso, da louça e dos produtos que a lavam

Eu que sou eu e já sei umas coisas da vida, também sei umas coisas sobre detergentes da louça, ele é todo um saber acumulado, de anos e anos, vai para cima de vinte, a estudar a temática dos detergentes e seu impacto na saúde dos pequenos infantes, mas dizia eu que sei umas coisas sobre detergentes que, na plenitude da minha imensa bondade, decidi partilhar com vocês, leigos em matéria de detergentes de louça, como em tantos outros grandes e importantes dilemas da vida. E, aquilo que eu sei sobre detergentes e ainda não disse, embora vá dizer já de seguida, é que os detergentes têm químicos e aditivos, que não há detergentes naturais, que a única diferença entre os detergentes para bebé e para adultos é que os primeiros têm menos perfume. E vai daí, meus pequenos póneis queridas Picantetes, que podereis misturar à vontadinha, sem qualquer receio, a louça e roupa dos bebés com a vossa, afinal a água lava tudo, não é verdade? Se o fizerdes, não só as vossas crianças não correrão qualquer perigo, como ainda poupareis uns euros, que podereis aplicar nessa espécie de loja maravilhosa que é a Zara e vós tanto gostais.
Mas, na dúvida, podem sempre comprar Sun, é igual ao outro e, pelo menos, não tenta enganar as pessoas...
Não têm de agradecer, eu existo mesmo para vos iluminar.

terça-feira, 18 de março de 2014

Quando eles...

...começam a dissertar sobre cuecas quando vão mais longe e têm a amabilidade de nos informar sobre o tipo de roupa interior que usam e como aquilo os faz sentir, aconchegados ou não, uma mulher pensa, cá de si para consigo, que eles, ao invés de estarem à vontade, estão mesmo é à vontadinha, que tarda nada acharão bem informar-nos sobre as suas medidas. Uma mulher estremece perante tal possibilidade, ele há coisas que são too much information, pardon my french mas... who the fuck cares?

(ia escrever a coisa em Português, sempre seria mais relacionado com a temática do post, mas achei por bem repensar os termos, afinal este blogue não usa jargão..)

Gracinha ou... vou falar de detergentes da louça toda a semana

Gracinha, minha querida, a menina tem de decidir se a criança é sobredotada porque, aos dois anos, já consegue carregar num botão ou se, pelo contrário, é doentinha e atrasadinha, tão fragilzinha, coitadinha, que não se pode misturar a respectiva louça com a dos adultos, não vá passar algum fungo do seu prato para a tigela da pequena.

(e daí, também não viria grande mal ao mundo pois não? seriam uns fungos a fazer matchy-matchy...)

segunda-feira, 17 de março de 2014

E agora?

Torno a falar sobre detergentes da louça? Ou falo sobre cuecas?
Só dúvidas, esta minha vida. Talvez fale sobre os dois, em me apetecendo, claro.

Pedem-me para escrever sobre detergentes da louça e sobre o amor...

Já que perdi o picante, que me falta salero, diz-me ela que escreva sobre isso dos detergentes, do modo como impactam o amor, acrescento eu.
Na verdade isto é um trabalho hercúleo, eu pouco entendo de detergentes, deixo essas miudezas para a minha prestável dona Joaquina, embora entenda de Limoges e Vista Alegre. Mas dizia eu que estava a pensar, cá para comigo, como é que me iria sair disto, eis senão quando me lembra de que, ainda há pouco tempo, tive de ir ao gourmet do eci, tinha-se-me acabado o beluga e o manchego, a dona Joaquina pede-me que, em caminho, lhe traga umas coisinhas, entre as quais o tal do detergente. O que lava a louça. 
Já lá no sítio onde vendem os detergentes, abeiro-me de um rapaz que escolhia, com ar resoluto e determinado, uma garrafa do dito e peço-lhe ajuda, o rapaz olhou fixamente para mim, ficou atrapalhado, corou, balbuciou umas palavras inteligíveis, acabando por deixar cair a garrafa que tinha entre mãos, a qual se abre espalhando o líquido pelo chão. Uma rapariga que ia a passar escorrega, o rapaz, ao tentar ajudá-la, escorrega também, acabando por lhe cair em cima, e eu afasto-me, cautelosamente, daquele emaranhado de braços, pernas e espuma, enquanto penso, cá para mim, que os homens não resistem a uma mulher fragilizada e que aquilo até poderá muito bem ser o início de um novo amor.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Que vês agora, Picante?

(acabei de sair, escusam de lá ir a correr...)

Pronto.. já que insistem...

Ele há quem diga que é preferível escrever mal a não escrever, de todo. Eu, que sou eu, e já sei umas coisas da vida, digo-vos que ele há quem diga que não tem blog, na verdade tem, e seria preferível não ter. A bem do sentido de decoro e bom gosto, nem é por mais nada.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Serviço Público, porque os blogues também servem para estas coisas

Completamente off topic, pediram-me que divulgasse este comunicado, quem mo pediu nem sonha da existência do blogue, ainda hesitei se haveria de pôr isto aqui ou não, acontece que  achei que a causa era boa, a construção de uma escola pública é sempre uma boa causa, vai daí que aqui está. Se tiverem a pachorra de ir até ao link e assinar a petição, uma série de crianças e pais, ficarão gratos. Era só isto.

"Venho solicitar a vossa colaboração para a subscrição de uma Petição Coletiva, lançada por uma Associação de Pais e a enviar ao Ministro da Educação, que tem como objetivo exigir que seja concluída a obra de construção de uma escola inacabada, obra essa que há cerca de três anos se encontra suspensa. A escola é a Escola Básica Parque das Nações - tem 14 turmas, 360 alunos, 12 salas de aulas, 2 salas de professores, 1 núcleo de casas-de-banho, 1 recreio e 1 monobloco para acolher as crianças que não cabem nas salas.... Na 2ª fase da obra de construção deveriam ter sido construídas todas as salas em falta e construídos todos os equipamentos comuns - refeitório, sala de estudo, salas de convívio, anfiteatro, pavilhão desportivo e espaços de lazer e desportivos exteriores.
A subscrição da Petição Coletiva poderá ser feita por todos, não só pelos pais e encarregados de educação dos alunos da EBPN mas também por todos os seus familiares e amigos, pelos trabalhadores na área do Parque das Nações, pelos lisboetas em geral e por todos os cidadãos que acreditem na validade e na importância do Ensino Público em Portugal!"
 A petição pode ser lida na integra em www.apepn.pt e ser subscrita diretamente em:
 http://www.apepn.pt/peticao-2-fase-ebpn/subscrever-a-peticao.aspx

Dizem-me que estou a perder o picante, que já não tenho salero...

Mas em verdade é de coração nas mãos que vos digo, minha boa gente, que me falta a paciência para maus blogs, aquilo é tudo mais do mesmo, ele é os gojis e as sementes de linhaça, porra mas alguém come aquilo?... ele são os workshops que nos ensinam a ser felizes, ele são as cartas que os filhos não leem porque, na verdade, não sabem ler, ele são as idas às termas descritas como se fossem verdadeiras experiências no Hilton de Bora Bora, ele são as roupas pindéricas da H&M e da Zara a fazer-nos crer que estamos na Ortega & Gasset, ele são as dietas mirabolantes, ele são os posts que simulam falar de sexo quando na verdade falam de cadeiras, ah ah ah que graça, senhores, que graça... enfim, é mais do mesmo, a elas falta-lhes assunto, a mim também, afinal quantas vezes é que uma mulher pode escrever o mesmo post, sem que as pessoas deem por isso?

quarta-feira, 12 de março de 2014

Das coisas que não mudam

A vida é como é, em estando na presença de tipos da área da comunicação, uma mulher pensa que o tempo pára no próprio do tempo, os criativos continuam a apresentar-se de barbas compridas, jeans e ténis, com ar de intelectuais de esquerda, os directores de conta, por sua vez, apresentam-se de camisa branca com monograma, botões de punho, fato escuro e cabelo empastado em gel. Na verdade, gel à parte, iria jantar com o director, prefiro falar com o criativo, são bem mais interessantes, a vida é de uma injustiça brutal, essa é que é essa.

(e assim, ao fim de dez anos, se torna a fazer um post com o título iniciado por "Das")

terça-feira, 11 de março de 2014

Picante também diz umas coisinhas sobre isso de as mulheres levarem no focinho por culpa delas

Durante séculos, as nossas antepassadas souberam fazer as coisas como as coisas deveriam ser feitas, convenceram os machos de que eram mais fortes e mais inteligentes, de que elas, pelo contrário eram mais doces e meigas, eles convencidos ficaram, tomando a si a responsabilidade pelo sustento do lar. Já a elas, sobrava-lhes o tempo para amar e educar os filhos, para se entreterem com as coisas da casa, para se porem sexys e bonitas, prontas a receber os seus machos, cansados da labuta de um dia inteiro de trabalho, perigos e preocupações. As nossas avós, num registo mais elaborado, souberam aprimorar a coisa, lá enviavam os nossos avôs para o trabalho, depois de lhes endireitar o nó da gravata e dar um último beijo, diziam às criadas como ocupar o dia e lá saiam, para levar as crianças à escola, namorar os professores de ténis, ir ao cabeleireiro e tomar chá com as amigas, ali para a Brasileira ou Versailles. É certo que teriam de estar em casa, bonitas e disponíveis, à hora de chegada dos machos cansados derivado de um dia inteiro de trabalho e preocupações, elas assim o faziam, desapertavam-lhes as gravatas, tiravam-lhes os sapatos, prontamente substituídos por umas confortáveis pantufas, arranjavam-lhes um whisky e traziam-lhes o jornal, que eles liam, enquanto esperavam o jantar. É verdade que as nossas avós poderiam levar um sopapo ou outro, caso os machos achassem o jantar Salgado, em demasia. É certo que só podiam falar se eles para aí estivessem virados. É também certo que fechavam os olhos às secretárias e bastardos que pululavam ao seu redor. Mas caramba... que é isso quando comparado a passar o dia com as amigas e o professor de ténis? 
Acontece que apareceram por aí umas parvas, a falar em direitos iguais, e trabalho, e mini-saia e não sei quê, que os soutiens as apertavam e bom... bom seria tirá-los, e agora é o que se vê... Não só temos de trabalhar e providenciar o sustento do lar, tarefa anteriormente masculina, afinal eles são muito mais inteligentes, não é verdade? Como também temos de cozinhar, tratar das criancinhas, ir às compras e convencer os imbecis dos tipos que moram lá em casa que não, que a coisa tem de ser partilhada, que caso não seja partilhada até pode ser que nos dê uma cefaleia crónica, daquelas sem data para passar. Mas a coisa ainda piora, se é que tal é possível... Ou encostamos os imbecis à parede e os educamos, coisa que as suas imbecis mãezinhas, mulheres como nós, não souberam fazer, ou as imbecis somos nós porque aturamos as suas imbecilidades. Em qualquer dos casos seremos sempre umas imbecis e, em sendo umas imbecis, realmente merecemos levar uns estalos no focinho, afinal a culpa é nossa... somos umas imbecis. E tudo isto graças às parvas que andaram por aí a reclamar direitos, onde já se viu? Éramos tão felizes com os professores de ténis...

A vida vai bem, obrigada

E lá estava eu, sapatos de sola encarnada, tailleur Armani, novamente sentada a uma mesa de reunião, rodeada de homens, de novo a saia a subir. E lá estavam eles, olhos nos olhos, afinal falávamos de coisas bem mais interessantes que pernas, por mais bonitas que fossem as pernas.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Uma mulher nem pode ir de férias descansada..

Porque, de repente, acontecem os Óscares, logo naquela altura, e uma mulher nem os pode comentar, afinal ainda nem viu nenhum dos nomeados... Como também não estava por cá, não assistiu à cerimónia, daí que também não possa comentar os vestidos e armar-se em fashionista. Entretanto parece que houve outra entrega de Óscares, uma mulher pensa que a vida é mesmo injusta, afinal nem foi nomeada, nem nada, fica para aqui a pensar que só pode ser falta de bom gosto, diz que a coisa é de tal maneira grave que já há quem se tenha suicidado, sim, que a melhor fotografia tem nome no feminino, mas há dúvidas? Uma mulher está para aqui indecisa entre entregar prémios de consolação, uma coisa ao género Miss Simpatia, ou fazer uma espécie de (des)óscares, já estou mesmo a ver, haveria de entregar o Óscar da "publicidade mais encapotada", o da "mamã mais vaidosa", o "afaguem-me o ego, por favor afaguem-me o ego", o "quem sabe educar crianças sou eu", o "eu dizia mal de vocês mas já não digo, agora sou vossa amiga porque afinal já posso fazer as mesmas coisas e ganhar dinheiro à custa do blog", o "afinal os homens também escrevem maus blogues" e assim por diante. Já estou mesmo a ver, eu avançaria com as categorias, vocês nomeariam e votariam, seria uma animação, com a enorme vantagem de, aqui a vossa Picante, ficar a conhecer todo um mundo novo, no que à blogoesfera diz respeito, afinal eu só conheço meia dúzia de blogues. Acontece que isso seria puxar pela má língua, coisa para render alguns cem comentários, uma mulher fica para aqui a pensar se tem tempo e paciência para a coisa, talvez sim, talvez não, o tempo o dirá,  ah... as maravilhas que o tempo poderá fazer, em uma mulher querendo, está claro.

Acabei de constatar

Além, à direita, entre as ajuizadas pessoas que seguem as sábias palavras Picanteanas, encontra-se um homem desnudo, deitado sobre um manto encarnado de flores, com o membro viril, também ele, coberto de flores. Não sei que diga disto...

domingo, 9 de março de 2014

Dias dos homens

Serão todos os trezentos e sessenta e cinco dias do ano, trezentos e sessenta e seis, em caso de ano bissexto, enquanto houver necessidade de haver um dia da mulher, ou posts mariquinhas em que os homens agradecem às mulheres da vida deles.

(sim, voltei... não é tão bom?)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Aprés Ski

Só quem não faz esqui a sério é que não sabe que este é o momento alto do dia, aquele que realmente nos dá mais prazer... Melhor que qualquer descida vertiginosa, qualquer salto fora de série, qualquer neve em pó, qualquer negra cheia de bossas, é a sensação de descalçar umas botas Nordica de competição, duras que nem cornos. Achei que gostassem de saber.

Ski...

Descemos? Anda, vem comigo, mostro-te os melhores caminhos, evitamos as pedras, esta semana não há pedras, só neve pó, como gostamos, esta pista está vazia, as pistas mais difíceis estão sempre vazias, apenas ao alcance de alguns. Anda, não sejas mariquinhas, não te deixo cair, descemos?

quinta-feira, 6 de março de 2014

E se tornassem a apetecer-me blogues?

Que não apetecem, mas se apetecessem, dir-vos-ia que tem nevado todos os dias, que a neve está tão boa que parece algodão, que uma pessoa começa a esquiar e levanta nuvens de pó, à medida que vai fazendo curvas perfeitas e ritmadas, que as pistas mais difíceis têm montes, montes esses, que são aproveitados para viragens perfeitas as quais acabam em voos com aterrissagens magnificas. Se realmente me apetecessem blogues, até poderia dizer que a criançada quase que se aborrece, para decidir quem vai atrás da tia Picante, que a tia Picante é a tia fixe, que os ensina a usar as paredes das pistas para saltar, que os orienta por entre os canhões de neve, sempre à procura de montes que originem saltos, que esquiar atrás da tia Picante  é coisa de valor, de tal modo que será contado às gerações vindouras. Ah.. a minha tia Picante, dirão eles, foi ela que me ensinou tudo o que sei fazer, em cima de um par de esquis, se sou o que sou, à minha tia Picante o devo..
E se sentisse mesmo vontade de partilhar a minha vida, até vos poderia contar como têm sido perfeitos, os dias, que a neve nos tira a visibilidade, que temos de confiar nos nossos sentidos, que isto de fazer esqui ao vento e ao frio, sem ver, apenas intuindo, não é para todos e que, apesar de esta ser uma semana de enchente, as pistas estão relativamente vazias. Os restaurantes estão cheios, os spas não têm vagas, os bares amontoados, e as pistas? Ah... as pistas estão de puta madre... E eu sou feliz, sou verdadeiramente feliz, poderia perfeitamente fazer vida disto. Pelo menos até Abril, claro está, depois acaba-se a neve.

quarta-feira, 5 de março de 2014

E se me apetecessem blogues, na semana branca...

Continua a nevar, nevou toda a noite e todo o dia, não vês mais que o final dos teus skis, paras a meio da pista para limpar os óculos, os óculos estão limpos, não vês porque é impossível ver o que quer que seja, com este temporal. A neve bate-te na cara descoberta, sentes frio, tens as bochechas geladas, deixas de as sentir, concentras-te, conheces bem a pista, já a fazes vai para vinte anos, mas agora não vês por onde vais, confias em ti, nos teus sentidos, no teu corpo, vais deslizando, depressa e suavemente, montanha abaixo, rasgas a neve virgem, num movimento constante e ritmado. A pista está vazia, um ou outro esquiador, que adivinhas mais do que vês, os teus amigos desceram todos ao hotel ou ao bar, provavelmente estão a beber cañas ou chocolate quente, também te apetecia uma bebida quente, estás quase no final da pista, só ouves o barulho do vento, da neve, dos teus skis a rasgarem a neve e da tua respiração ofegante. És só tu e a montanha. Tiras a neve acumulada dos óculos e pensas que em dez minutos estarás, também tu, no bar, a braços com uma merecida bebida, encolhes os ombros e viras para a direita, em direcção às cadeiras, tornas a subir, que se foda a cerveja, há cerveja o ano inteiro e tu adoras isto. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Oi? Como disse? Medo de deixar de saber escrever?

ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah.

(O menino é tãooooooo engraçado....) 

(parece que me apeteceram blogs...)