quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Verdades Picantes #40

Toda a gente sabe que a minha única função é fazer os outros felizes, é do fundo do coração que vos digo que "não" é o melhor presente que podereis dar a um filho. Não é complicado, repitam comigo N Ã O, não. Muito bem, agora começai a praticar, mais tarde, eles irão agradecer-vos.
E escusam de agradecer.

33 comentários:

  1. É que abro já eu as hostilidades...

    E tu que sabes disso, hein?? Sempre a mandar bitaites sobre a garotada... Ai a minha vida... Olha... Vai lá fazer meninos e depois opinas, ok? :DDD

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    1. Picou-se, afilhada?

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    2. É... Piquei! Esta minha madrinha precisa de ser posta no sítio de vez em quando...

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    3. Ai Afilhafa! Que maldade! Toda a gente sabe que ninguém me pega. Vou fazer criancinhas como? Explicas?

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    4. Pois de facto... Tens aí um belo de um berbicacho... :DDD

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  2. Pipocante Azevedo Delirante6 de fevereiro de 2014 às 16:31

    Eu que sou pai é que sei. Desculpa, é: Eu que sou Pai é que sei!
    E bla bla bla para criar um filho não é preciso um curso bla bla bla se não seguires os meus conselhos ele nunca vai ser nada de jeito bla bla bla um livro por mês senão o rapaz vai ser um iletrado beu beu beu como é que sobrevives sem uma máquina de fazer sopas Robyalac um conjunto de caixas isotérmicas da xpto bla bla o meu filho não faz birras, apresenta demonstrações de carácter e tal e isso...

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  3. Pela quantidade de bons presentes (leia-se "nãos") que ofereço à Mironinho até tenho medo que saia mimada. É que saão tantos, várias vezes ao dia, começa de manhã, com as birras ao levantar e acaba à noite com as birras de não se querer deitar. É só presentes! :D

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    1. Com tanta mãe-modelo que vejo nas caixas de comentários por esses blogues fora, mães que têm sempre uma atitude absolutamente perfeita no que às criancinhas diz respeito, não sei como é que, cá fora, na vida real, vejo tanta criança birrenta e mal-educada.

      Sim, sim, mamãs perfeitas, este post da Picante é para vocês, não é para as outras, parem lá de se por de parte, como se vocês todas não fizessem exactamente o que a Picante aqui critica.

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    2. Tive sorte, calhou-me uma filha que só faz as birras que eu deixo. Já se quis atirar para o chão a berrar, pois quis, mas graças a deus ainda tenho forças para agarrar nela e a tirar dali até se acalmar. Já quis andar a correr e a gritar em restaurantes, pois quis, mas nada que uns olhos bem arregalados e uma conversa de pé de orelha, não tenha resolvido. Já quis entrar em casa dos avós sem os cumprimentar, pois já, nada que 20 minutos à porta, até decidir dizer boa tarde não resolvesse. Já foi desobediente e foi castigada, ficou sem brinquedos, ou foi uns minutos para a "cadeira de pensar". Testa os pais, pois testa. Desafia a autoridade, se lho permitirmos, pois desafia. Chora porque quer outra roupa, porque não quer sair do banho, porque quer ver desenhos animados em vez de ir para a cama, porque não gosta da comida, porque quer gomas, mas cabe-me a mim decidir o que veste, quando é hora de sair do banho, se pode ou não ver desenhos animados ou comer gomas. Chora quando é contrariada, pois que chore, não lhe fará mal nenhum. Mas também lhe digo que já a deixei ficar no banho mais do que o necessário, já viu mais televisão do que o aconselhável, já permiti que deixasse a comida no prato. Mas uma coisa lhe garanto, nunca me levantou a mão ou faltou ao respeito de forma absolutamente inaceitável como vejo por aí (também era o que faltava, com 4 anos está muito a tempo de levar um "enxota moscas", e escusa de ser com força, só tem de ser na hora certa)...

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    3. Quando não são elas que são mães absolutamente perfeitas é porque tiveram "sorte" com as filhas que lhes calhou. Adoro estas caixas de comentários. Parecem o blogue das 9.

      Tudo tão enjoativo que até cansa.

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    4. E eu adoro quando a ironia óbvia não é apreendida...

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    5. Alto! Pára tudo! Está o anónimo a sugerir que sou perfeita? Oh yeah, oh yeah, oh yeah (estou a fazer uma coreografia tonta). Ganhei o dia! Um grande bem-haja anónimo.

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    6. Anónimo, estranho e preocupante seria mães que se detestassem enquanto tal e que odiassem os seus filhos, não??!!

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  4. Concordo que dizer "não" é absolutamente necessário e digo-o muitas vezes eu ao meu Piqueno, sendo certo porém que a minha experiência pessoal, enquanto Filha, foi de muito "sim"... tantos que criaram em mim um sentimento de imensa gratidão e de absoluta necessidade de nada negar a quem me deu tudo!
    Mas reconheço que os meus Pais arriscaram muito ao mimarem-me tanto... eu podia ter saído bem pior!!

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    1. Eu tive demasiados siim. Quando olho para trás penso que, por vezes, tinha precisado era de uma real chapada nas trombas. A coisa correu bem porque eu sou hiper competitiva, mas poderia ter corrido mal. Se poderia.

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  5. É sabido q as crianças necessitam de mimo, condescendência, poucas regras, disciplina modesta, fartas manifestações de boa parentalidade para tranquilizar consciencias e assegurar aos demais que se é o top do toddllers & tiaras la do bairro. E convenhamos, uma criança que se preze, tem lacos

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    1. Na mouche. É isso e um galhete aos pais quando as adoráveis criancinhas nos começam a aborrecer.

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  6. É sabido q as crianças necessitam de mimo, condescendência, poucas regras, disciplina modesta, fartas manifestações de boa parentalidade para tranquilizar consciencias e assegurar aos demais que se é o top do toddllers & tiaras la do bairro. E convenhamos, uma criança que se preze, tem lacos

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  7. Há bastantes mais coisas para além do "não". Os valores, por exemplo. E o mimo. Há uma falta de mimo de pais para filhos que a mim me assusta...

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    1. Hoje em dia há mimo e desresponsabilização a mais. E regras a menos. Os resultados estão à vista.

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    2. (aliás, basta ver os pais a escravizarem-se em função dos filhos, a deixarem de fazer tudo o que gostam porque as crianças têm quinhentas festas, trezentas actividades e não podem, porque não podem passar um fim de semana calmamente em casa, sem qualquer programa a não ser brincar...)

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    3. Mimo a menos é que é prejudicial! Mimo a mais nunca fez mal a ninguém!
      Eu sou mãe, estou rodeada de muitas mães na minha vida e nenhuma de nós se escraviza. Quinhentas festas e trezentas actividades só mesmo para quem vive de festas e de actividades e não faz mais nada na vida.

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    4. Desculpe Verá, amor a mais nunca fez mal. Mimo fez. São coisas diferentes.

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    5. Discordo totalmente, Mais Picante! E tenho a prova viva disso mesmo lá em casa.

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    6. Mimo nunca eh demais! Esta provadissimo e "contra factos, nao ha argumentos".
      Penso eh que a Picante nao sabe o significado de "mimo".
      Um exemplo: http://activa.sapo.pt/criancas/criancas/2010-05-07-o-mimo-torna-as-criancas-mais-espertas

      Ha tantos adultos que a primeira palavra que lhes sai da boca eh "nao", em que so as suas ideias eh que valem, tudo o resto nao presta, tudo eh um redondo nao e, acredito piamente, foi porque na sua infancia sempre ouviram um "nao", para tudo e para nada, vindo de pai/mae autoritarios (quem estuda o tema sabe bem que de "autoritario" nao vem nada de bom para uma criança).

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    7. Provadissimo. Um estudo feito em chimpanzés, que não fala de mimo e sim de amor.
      Abraçar, beijar e acarinhar é super importante. Já fazer as vontades e tornar as crianças mimadas não é.
      Quando eu falo eu dizer "não" não me lembro de dizer que as crianças não têm de ser abraçadas. Vocês é que concluíram isso.
      Eu farto-me de ver crianças abraçadas e beijadas. E voluntariosas, também, devido à ausência do não.

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    8. Concordo com a anónima, autoridade só porque sim, não educa em nada. Só promove o medo.

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    9. Caramba, o que escrevi não faz sentido, as minhas desculpas, o que queria ter escrito era:
      Quando eu falo da importância do "não", não me lembro de dizer que as crianças não têm de ser abraçadas e beijadas. Vocês é que concluíram isso. As regras são tão importantes como o amor (eu não lhe chamo mimo) e fazer as vontades todas às crianças não é amá-las. É tão, e somente, isto.
      Eu farto-me de ver crianças abraçadas e beijadas. E voluntariosas, também, devido à ausência do não.

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  8. As crianças não têm "quereres".Para isso existem os adultos, para lhes mostrarem o certo e o errado e, evitarem assim "muita chapada" na vida adulta!Mas não é isso que vejo acontecer com os pais ditos modernos. A minha opinião(vale o que vale, mas é fundamentada pela experiência)? O que a maior parte desses pais pretendem é não ter chatices. É tão mais fácil dizer "sim"!

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    1. Eu, por acaso, até sou da opinião que devem ter quereres. Desde que devidamente controlados pelos pais. De resto dou-lhe toda a razão.

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