terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Antigamente eu escrevia assim...

Ana sorriu enquanto abria os olhos e se espreguiçava. A rfm passava Abrunhosa e os Bandemónio, tudo o que eu te dou. Viu-se no parque de estacionamento do Fonte Nova, era Inverno. Ela lembrava-se disso porque chovia como se o mundo fosse acabar. As portas da frente do automóvel  cinzento estavam abertas, de par em par, deixando ouvir a música altíssima, os dois dançavam à chuva, camisas coladas ao corpo, e eles dançavam lentamente, madrugada fora. E ainda hoje se lembra do Francisco quando ouve Abrunhosa. É mesmo da única coisa que se lembra, do Francisco, disso de estarem os dois a dançar à chuva, às quatro da madrugada. O resto passou.

45 comentários:

  1. É por causa destas coisas que, felizmente, crescemos.
    A MRP, pobrezinha, nunca ultrapassou esta fase.

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    1. Outch! Um texto tão bonito, tão melancólico, uma pessoa mostra ao mundo que também tem sentimentos e vida e tudo.... E é isto? Enxovalhada assim de MRP? Vocês destroçam-me.

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    2. Autora, o texto é lindo e só pica nos olhos por causa do sal de uma lagrimazinha. Estou a escrever a sério.
      um optimo dia.( com p de picante para temperar o desengraçadç otimo)

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    3. Nada tema Picante, já todas vivemos isto e demos cabo de muitas Bic ;)

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    4. Rosa....E eu não sei?

      (Obrigada Anónima)

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    5. Ora, ora Picante. Poderia ter uma rubrica só sua num programa de televisão de um canal temático feminino para falar de homens e relacionamentos e, "vai-se a ver", perdeu essa oportunidade...

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    6. Caramba! Como é que é possível? Deixar assim passar ao lado toda uma carreira de estrela? Mas como é que nunca me lembrei disto? Como?

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    7. A MRP, ou melhor os livrinhos dela, irritam-me profundamente pois dão-me "je ne se quois" entre a sonolência e a profunda vontade de mandar uma bela lapada a qualquer mulher que tenha tamanha falta de auto-estima, amor-próprio e vontade de se fazer à vida - é basicamente o relato puro de uma mulher que já sofreu/ ou com características propícias a tornar-se vítima de violência doméstica. Apetece-me abaná-la até ao ponto de a acordar e de a fazer ter garra pela vida e mandar os "moços" à vida...
      É por isso que não gosto dos livros dela, dão-me um misto entre sonolência extrema e violência extrema. Pelo menos não a posso acusar de não provocar sentimentos em mim. Mas já desisti de a ler.

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  2. Essa Ana até podia ser eu!

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    1. Também dançou com o Francisco no parque do Fonte Nova, à chuva?
      (bem que me dava a sensação de que ele era um grande aldrabão enquanto me dizia aquelas coisas apaixonadas, olhos nos olhos....)

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    2. No parque não...mas cheira-me que o Francisco será o mesmo!

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  3. Estás a falar de quem mesmo?? :DD (Eu a ti já te conheço de ginjeira pá...)

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    1. Ah ah ah ah ah ah ah ah
      Isto é muita fama e pouco proveito, essa é que é essa.
      (Nada disso, os posts com esta etiqueta não têm truque)

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    2. NM, isso é que é perspicácia, hein? Um prémio para a NM já!

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    3. E não é que acertou na mouche, anónimo? É que por acaso até é mesmo, digo-lhe eu, que percebo disto da perspicácia

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    4. Ahahahahahahah!! Caramba, só não me apercebi daquilo da etiqueta... É que eu conheço a Picante de ginjeira já a autora é outra conversa... :DDD (Mas, mas... Dançar à chuva ao som do Tudo que eu te dou??? É bem certo... Tooooda a gente tem esqueletos no armário! :D)

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    5. Ah ah ah ah ah e olhe que aquilo era um esqueleto bem giro, digo-lhe eu.

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  4. Juro, por todas as alminhas boas que estão no Céu, que lia coisas destas nos romances de cordel.

    Joaquina Silva ( desencantando do fundo do baú umas novelas da Corin Tellado)

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    1. Ah ah ah ah ah dona Joaquina, e não é que tem toda a razão? Uma carreira brilhante que me passou ao lado, é o que é, eu poderia muito bem ser a rainha do arlequim.

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    2. Dona Joaquina, o Romance,
      Mesmo em romance de cordel
      Faz que o coração balance
      Como se fosse um Nobel

      Com Corin Tellado ou Tolstoi
      Quando vibra uma memória
      E cá dentro tudo dói,
      Pouco importa o tom da história

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    3. Dona Jaquina com ela a pulular...14 de janeiro de 2014 às 16:45

      O Romance de Dona Joaquina
      Mesmo um romance de bordel
      Faz seu coração em cada esquina
      Disparar por todos a granel.

      Com Corin Tellado ou Bocage.
      Ou qualquer vilão de má memória
      É leitura para seu grande êxtase
      E lá dentro, não dói e saboreia a história.

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    4. Dona Jaquina com ela a pulular...14 de janeiro de 2014 às 17:13

      E se os acasos desta vida se consente
      Nunca te esqueças daquele Jaquino valente
      Que em ti, mulher viçosa, desejosa e fremente.
      O absorvias com a galhardia de um coração ardente

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    5. Aquele a quem Mais Picante chamou em tempos o trovador, e que fez várias trovas a Dona Joaquina , é apenas o anónimo autor das duas primeiras quadras das 14;31.

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    6. Com tantas quadras a granel, estou deveras tentada a tornar-me dona de um blog. Este/a simpático/a anónimo deve querer tornar-se um joaquinete ( apre que é parecido com joanete)

      Joaquina Silva ( apalavrando um blog com vista para o mar)

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  5. Gosto de momentos que nos ficam cravados no coração. Quem não gosta de recordar um grande amor?

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    1. Dona Jaquina com ela a pulular...14 de janeiro de 2014 às 17:22

      Se recordar é viver um sabor
      Recorda o coração que te cravava
      Não o digas é ao teu senhor
      Para não levares uma boa chapada

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  6. Isso é só antigamente ou voltaste a escrever assim? Faltou o azul dos olhos do oceano atlantico....

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  7. a mrp adora esconder o passado dela em Benfica, preferindo fazer de conta q foi todo ele passado na Linha.

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    1. Para que conste, este é o único passado que tenho em Benfica, caramba Mónica! Deveria ter escrito praia da Azarujinha, como é que fui deixar passar isto?

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    2. Olha que engraçado... Eu, mesmo sendo do norte passava grande parte das minhas férias de Verão na praia da Azarujinha... E esta, hein? Vai-se a ver, vai-se a ver e a fina aqui ainda sou eu!! :DDDDD

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    3. Ah ah ah ah ah ah ah
      Vai-se a ver e ainda nos conhecemos... Raio de mundo, este, do tamanho de um alguidar.
      Eu tinha lá casa.

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    4. O que eu adorava a praia da Azarujinha... com os limos e as piscinas nas rochas...
      (eu era aquela do fato-de-banho cor-de-rosa...)

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    5. Querem lá ver que as donas Joaquinas têm razão e nós somos mesmo amigas? E que eu, aldrabona terei de me assumir, porque afinal conheço alguém, daqui dos blogs?

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    6. Ahahahahahahahahahahah!! Pipinha?? Palminha?? São vocês??

      (Não me digam que também iam comer caracóis ao derrapagem!)

      (E a minha mãe que só me deixava ir para as piscinas quando o mar estava revolto? Ai que aquela água ali parada lhe metia muita confusão.)

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    7. Eu não gosto de caracóis. Mas ia comer amêijoas ao D. Pipas

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    8. Não sou de intrigas mas tenho um passado com ligações ao fte nova e a azar

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    9. Mónica eu ao fonte nova é só mesmo aquela dança. Agora a Azarujinha já é toda uma outra história....
      (Melhor parar com isto, tarda nada organizo um encontro de bloggers que frequentavam a Azarujinha, depois ficávamos todas amigas, recordávamos os velhos tempos e eu nunca mais poderia dizer que não conheço ninguém, daqui dos blogs)

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  8. Devias ter avisado que este era um post para chorar, agora vou sair daqui com a camisola inundada. Não se faz Picante, não se faz.

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  9. Se tudo o que pode recordar de bom num homem for isto... mais vale ter amnésia.

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    2. Ele era um excelente dançarino. Deve ser por isso que só me lembro da dança....

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