quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ah e tal és uma consumista ó Picante, com a mania que és fina

A verdade é que não vos sei dizer se a última vez que fui às compras, comprei roupa, sapatos ou carteiras, mais... a verdade é que não sei precisar quando fiz a última aquisição fútil, apenas vos posso assegurar que não foi em 2013, isto de comprar coisas de qualidade pode ter destas consequências, as coisas acabam por durar quase uma vida, em estando o armário composto não há necessidade de grandes substituições.

24 comentários:

  1. Pipoca, é verdade, as coisas de qualidade duram muito mais e preenchem-nos. Mas não sente vontade? Nem de uma malinha? :)

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    1. Sou uma pessoa preguiçosa para trocar de carteira. Quando, por acaso, escolho uma diferente, dou comigo a escolher roupa e sapatos em função da carteira, só para não ter de mudar a tralha toda. O resultado disto é que acabo por usar 1 carteira para quase o Inverno todo e outra para o Verão, tenho uma série de carteiras quase a estrear no armário, não vale a pena comprar mais.
      A minha única loucura são sapatos e botas, disso tenho aos magotes.

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    2. Picante, já eu sou uma pobretanas que adora comprar malas de 30/40 euros. No entanto, quando a vida melhorar um bocadinho, quero investir numa mala intemporal.

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    3. Lá está, só compro carteiras intemporais, daquelas que nunca saem de moda.

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    4. Ahahahahahahah
      E eu a pensar que era só eu a preguiçosona!
      Pergunta-me o Mais Que Tudo quando vou levar qualquer uma das outras de passeio ou se são só para enfeitar o armário; chego a trocar de carteira e a levar a do costume na mala do carro porque já sei que a meio do dia vou querer qualquer coisa que lá estava (e que não passei para a outra) ou que me vou sentir muito mais confortável com aquela. Manias!

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  2. Taliqual... Mesmo para os miúdos deixo-me levar pelas etiquetas... (Especialmente para eles há umas que dizem "100% algodão / Fabricado em Portugal" que me convencem na hora.)

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    1. Gosto da Benetton, Gap e Patachoka (esta para rapariga). A Metro Kids tem coisas giras mas é um bocado para o carota

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    2. Para os miúdos o que eu gosto mesmo (apesar de ser cada vez mais díficil encontrar boas lojas) é de ir ao comércio tradicional... Daqueles com balcão, em que vem alguém e nos pergunta o que queremos... E eu digo que preciso de um pijama de algodão para um menino de três anos, e o lojista traz-me dois ou três modelos com as tais etiquetas que eu gosto... E eu pergunto o preço e, na loucura, saem 3/4 € mais caros que aqueles de poliester que se compram na primark "made in bangladesh"... E depois perguntam-me se preciso de mais alguma coisa, que chegaram coisas muito giras e muito em conta... E eu tenho saudades dos tempos em que realmente se era atendido numa loja e peço para ver (já que estamos) e tb para eles componho o armário com coisas de qualidade a bons preços... É assim que eu gosto! "E para mim? Tem malhas que não ganhem borboto?", "Olhe menina, pela minha saudinha... Leve disto e depois passe cá a dizer alguma coisa..." E eu pago 70€ e o raio das camisolas (básicas para não me cansarem a vistinha) ali se mantêm, época após época.... Para mim tb invisto em bom calçado e boas carteiras, bons casacos e boas calças de ganga... E macacos me mordam se não poupo dinheiro assim. Às vezes farto-me de uma carteira... Encosto-a durante 6 ou 7 meses e quando me volto a lembrar dela... Ela lá está à minha espera.... Em camel, preto ou castanho... Impecável e intemporal! E eu feliz e contente me vou mantendo longe de centros comerciais com luzes, climatizações e músicas agressivas demais para os meus delicados sentidos... :D

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    3. Essa descrição do comércio tradicional, fez-me lembrar as compras de roupa em crianças, a minha mãe abastecia-se na Brummel, ali para os lados do Rato, o atendimento era mesmo assim.
      Hoje em dia só tenho disso no sapateiro, adoro o meu galego que ainda me chama menina e pergunta pela mãezinha, numa ou outra loja em Campo de Ourique e na loja das tias nas Amoreiras onde conheço a empregada há anos.
      Essas lojas completamente tradicionais, por cá, é mais para a Baixa mas pouco lá vou.
      A maior parte das minhas malhas são Inglesas, alguns 20 anos e impecáveis, algumas eram de senhora minha mãe.

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    4. Ah! Nºao sei se viste mas já adquiri as mãozotas. Muito e muito obrigada pelo oferecimento!

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    5. Sim, é verdade que está cada vez mais difícil comprar assim.... Há cada vez menos lojas (infelizmente), estacionamento dificil e caríssimo, horários de funcionamento mais restritos.... Calculo que quando os miúdos crescem acabamos por ser forçados a comprar outro tipo de roupa de marcas mais "cool"... Mas bom, enquanto der assim vou levando... :)
      É como com a comida... Como moro numa zona que mo permite, compro fruta na frutaria, carne no talho, peixe na peixeiria e muita coisa lá na mercearia da rua... Devo ir uma vez por mês (duas vá) a uma grande superfície... E sim... Se não tiver trocado fico a dever os arranjos na costureira e no sapateiro que me dizem "Passa cá amanhã que agora não tenho troco e leve este rebuçado ao menino..." Eheheheheheheheh.... Este Porto em que vivo ainda é tão "aldeia"... :)

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    6. NM isso é verdade... quando é verdade. Quando os próprios comerciantes não vão buscar aos mesmos armazéns dos chineses e levam 3 vezes mais. Quando não te levam 70€ por uma peça que lhes custou 5€ e quando vais a ver a qualidade é a mesma.
      Eu tenho muito bom calçado, de pele que me custou entre 15€- 20€ - numa loja tradicional - e vejo botas de lojas "boas" a serem vendidas por 50/60€ que lhes duram 1 ou 2 anos e as pessoas sentem-se felizes por isso. Ou quando são 70/80€ e se dura 4 anos acham que é dinheiro muito bem investido - mas eu compro por menos e tenho calçado com 7 anos de uso que estão como novos (levando somente as "capas" no sapateiro). Camisolas que me custam 20€ (nunca dei mais que isso por uma camisola) e que me duram há 5 anos... porque o dinheiro não é equivalente a qualidade. Pois os preços de "made in Portugal" não são justificados uma vez que os salários em Portugal para quem os faz são miseráveis e quem fica com os lucros são os patrões e intermediários. Eu também compro "made in Portugal" sempre que possível e de boa qualidade (sempre que acho que compensa), no entanto, jamais daria esses valores por uma peça quando eu pago muito menos e elas duram exatamente o mesmo (provavelmente os comerciantes até as vão buscar ao mesmo local).
      E isto não são invenções - vem duma pessoa que sabe do que fala porque já trabalhei em imensos locais - são raros os que têm preços acessíveis porque a palavra "made in Portugal" ou um nome duma marca qualquer mais conhecida faz as pessoas abrir a carteira sem pensarem muito se realmente o valor é justo ou não - é especulação e eles tratam sempre bem os clientes - afinal o que interessa é o dinheiro no bolso deles ao final do dia. Se vosses fizessem um investimento de 10€ numa peça e a vendessem por 70€/80€/90€ também não eram simpáticos para quem vos estivesse a dar esse lucro todo?

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    7. ps: este ano também não comprei nada para mim. Já para o meu filho é inevitável - ele cresce.

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    8. Pois bem... Obviamente que eu não compro às cegas sem olhar com olhos de ver para aquilo que me estão a vender (não sou tonta nenhuma nem vou lá por simpatias). Simplesmente tenho boa impressão do que se fabrica por cá (e chinesices ranhosas a mim não me vendem, podes ter a certeza). Também te digo que me recuso a comprar numa loja de comércio tradicional que à primeira oportunidade põe tudo com promoções de 50%. Não é justo... É então um roubo declarado os preços que praticam no resto do ano e eu com isso não pactuo. Tudo vai de conhecer onde se compra (o que lá está, morando numa zona comercial é mais fácil).

      Agora, se achas que os salários e as condições dos operários portugueses são miseráveis para o preço que custam as peças (que são bem em conta, pelo menos os algodões).... Recorda-te só da fábrica que ruiu no Bangladesh há uns tempos...

      Um familiar meu fiscalizou há uns tempos um contentor de meias proveniente da China... Sabes o custo de cada par ao comprador aqui em Portugal? Queres mesmo saber? 0,035€ (não, não me enganei... cada par de meias saiu 3 centimos e meio...). Por isso é que eu digo... se os nossos operários não têm condições espetaculares (que sei que não têm), imagina aqueles que fabricam as nossas "pechinchas"...

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    9. NM não duvido disso. Mas vir dizer que estamos bem só porque lá é pior. Acho que devíamos exigir melhores condições para os empregados. Se fores bem a ver existem pessoas a ter exatamente a mesma margem de lucro do que as Primarks, Zaras, Pull&Bears e afins (tudo lojas que compravam à fabrica que ruiu no Bagladesh). Porque existem muitos comerciantes a vender por 75€ o que compram por 10€. E não é material do chinês - um bom sapato português de pele sai da fabrica por uns 10€ e é, em média vendido entre os 80€ e os 90€. Não compras "porcaria" mas dás muito mais dinheiro do que vale (a dita especulação) e, por isso é que procurando bem se conseguem bons preços por exatamente os mesmos produtos pois nem todos se aproveitam.

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    10. Eu fui comprar produtos a armazéns portugueses, produtos de qualidade "boa" e no mesmo estavam lá os ditos dos "chineses" a comprar os mesmos produtos para as lojas deles...os mesmos. Duvido que seja tudo bom ou que seja tudo de boa qualidade mas também duvido que tenham vendido os mesmos produtos pelo preço que nós o vendemos. E garanto-te que as margens de lucros são enormes mas enormes mesmo.

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    11. Pois eu já comprei camisas interiores quentinhas para a minha filha na loja do chinês e quando vejo a etiqueta diz "made in Portugal". Preço: 2,5€. E pijamas polares a mesma coisa.

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    12. Moral da história. Nem tudo está bem nem tudo está mal, o que eu desejo a todos é um santo e feliz Natal.
      (Não andava por aí uma D. joaquina que versejava? Às tantas se vê isto ainda me vem acusar de invasão do segmento! :D )

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  3. A margem de lucro dos lojistas é à roda dos 100%. Daí têm de pagar salários. Arrendamento, luz. Etc. Não é assim tanto. Quando fazem promoções de 50% não ganham com a venda, limitam-se a não perder.
    Sei disso porque tenho uma gira que em tempos teve uma sapataria de luxo. Ela ia buscar as colecções a Milão, não sei se com o produto nacional se passa exactamente o mesmo mas acredito que não varie assim tanto.

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    1. Eu já vi peças a darem lucro de 700%.

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  4. NM, não é só no Porto. Vivemos em Lisboa, bem no centro, e desde o talhante que me entrega em casa e guarda costeletinhas de borrego (para o bebé da menina) ou folha da alcatra (porque sabe que gostamos dos bifes desse corte), à senhora da loja de roupa de criança que me vê na rua e me diz que chegaram coisas novas como eu estava à espera, passando pela senhora da padaria, que todos os dias dá um bolo à minha filha para o colégio (pagamos ao sábado), eu sinto que vivo numa aldeia, bem simpática, com vizinhas de 90 anos e casais como nós, com filhos pequenos e tudo, tudo bem perto. Supermercados servem para as coisas grandes, uma vez por mês e passam-se meses, quase anos, sem pôr os pés no Colombo ou no Vasco da Gama. Porque não há nada que pague entrar na livraria aqui do bairro, estar a olhar para os livros e virem-me dizer: leve esse para a sua filha, eu sei que ela vai gostar. Ou eu perguntar como corre o mestrado em Londres da filha do nosso florista (que me guarda, todos os Natais, belos ramos de camélias, para enfeitar a casa). Claro que tudo é relativo - o senhor que nos remodelou a casa perguntou-me, na altura, porque é que eu tinha querido uma casa velha, quando podia comprar uma nova, sem chatices, lá para Massamá ou Mem Martins. Há pessoas que só vivem bem com o novo, com o agora, eu seria infeliz se não estivesse rodeada de coisas intemporais. Feliz Natal a todas! Joana

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    1. :) Eu também prefiro mil vezes assim... Nem que pague mais um pouco, compro produtos de qualidade (porque alguém me deu a cara por eles) e poupo tempo para estar com os meus (e esse bem - o tempo, é caríssimo para mim). Morar nos subúrbios tb nunca foi opção para nós.

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    2. Eu tb prefiro ir á mercearia pagar mais caro se for preciso mas fujo das confusões e acima de tudo das tentações!!!!! Cada vez que entro num supermercado para comprar pão e fiamber saio sempre com o cesto cheio.

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