quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Resmas de dúvidas

Isto dos blogs deixa-me cheia de dúvidas existenciais, de repente dou comigo a pensar como é que as nossas mães faziam para nos educar e resolver todas as situações inerentes à 1ª infância, como é que foi possível minha Nossa Senhora? Pois se na altura não havia mães queridas a explicarem-nos como é que se haveria de lidar com essa coisa tão complicada que é a problemática da birra, ninguém debitava trivialidades sobre como ensinar a criança a resolver conflitos, as receitas mi mi mi eram directamente retiradas do Pantagruel e não levavam mirtilos nem goji, ninguém, mas absolutamente ninguém, as doutrinava sobre a problemática dos laços must have ou das camisas cheias de pinta da estação. Pessoas, isto é muito grave e representa uma lacuna enorme da educação de toda uma geração. Mas será que nós andávamos todos mal vestidos? Comíamos porcarias? Crescemos a fazer birras e espernear? Estou confusa, alguém me acuda, minha Nossa Senhora das Dúvidas, agora de repente passou-me pela cabeça a parva possibilidade de estas mães queridas acabarem por dar três berros e ameaçarem uma valente palmada, caso os seus rebentos cheios de pinta e laços e folhos se recusem a comer os seus batidos de goji e red fruits. Que tolice a minha! É impossível, não é? Elas não fazem como nós e as nossas mães pois não? São uma classe iluminada e nascida para nos ajudar, pois são?
Dúvidas, só dúvidas, é isto a minha vida.

35 comentários:

  1. E quem nunca provou goji? E quem só soube o que era goji ontem, quando decidiu fazer uma pesquisa no Google? Está para sempre condenado a uma vida de infelicidade e desnutrição?

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    1. Quem não sabe o que é goji não pode ser da tribo das mães queridas, será sempre uma verdadeira outsider. Agora veio-me à lembrança de que poderia muito bem fazer um workshop sobre a problemática do conhecimento dos frutos must have da estação, assim como assim eu fui iniciada nisto do goji há já uns 4 anos.

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  2. Evidentemente. Senão, compare blogs e ficará a saber que educação tiveram. Faça também o exercício de prever que blogs poderão estas criancinhas "actimel" (sempre dentro da bolha) ter um dia...

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    1. Ora... acho que falei nisso há uns posts, são aquelas crianças que nunca têm culpa de nada, usam capacetes dentro de casa não vão cair e fazer um galo, os professores não as sabem motivar, enfim, crianças perfeitas e nada preguiçosas ou caprichosas, apenas com azar na vida.
      (ou então não, os pais são bem relacionados e elas até têm sorte, tiram cursos superiores na UAL aos domingos)

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  3. Só posso falar por mim, mas sim, andava muito mal vestida. Quem nasceu no início da década de setenta e tem fotografias da sua infância não me pode acusar de mentir - bombazines boca de sino, golas bicudas até ao umbigo, anyone?

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    1. Ah ah ah ah ah ah ah Izzie, estas crianças dirão o mesmo dos laços e túnicas daqui a 30 anos.
      (e as calças à boca de sino são bem mais elegantes que as skinny, fazem as pernas mais longas e magras)

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  4. Claro que não! Até porque se as crias não forem dóceis e fofinhas é porque têm hiperatividade com défice de atenção e o psicólogo põe logo tudo no lugar, enquanto elas visitam um spa e relaxam da tensão acumulada.

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    1. A ritalina faz verdadeiros milagres, hoje em dia não há crianças mal educadas e desobedientes.

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    2. Só o meu, cara Pipoca...só o meu.
      Se calhar o grande problema é debater-me com a médica por não concordar que me drogue o filho, só para eu andar mais descansada!
      Prefiro-o "porco, feio e mau". Dá muito mais trabalho porque de quando em vez foge a bela da palmada e ouvem-se berros, mas é feliz...e até me consegue surpreender, pela positiva, fora de casa!
      beijo:)

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    3. Por razões cá da minha vida falei há relativamente pouco tempo com uma psicóloga que me disse estar fartinha, fartinha, de receber crianças diagnosticadas como tendo défice de atenção ou desortografias, pelos professores, pasme-se!! Crianças cujos professores tinham falado em medicação, crianças perfeitamente normais cujo único problema, afinal, era não estarem nem aí para as aulas. Às vezes, mas só às vezes, o problema também é dos professores.

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    4. (e que pequeno rebento continue muito feliz, a fazer as tropelias próprias da idade e ouvindo os berros ocasionais)

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    5. Picante na psicóloga?
      Mau!
      Isso já vai assim? Tá maradinha?
      Mas isto não eram só blogues?

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    6. ah ah ah ah ah ah São as anónimas más, dão comigo em, louca.
      Eu não disse que marquei uma consulta no psicólogo. Disse que por razões cá da minha vida falei com um. Parecendo que não... é diferente.

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    7. Um dia vão dizer que durante uma década as crianças foram sujeitas à toma de uma substância mais tarde considerada ilegal. Ou isso ou eu não percebo nada da evolução da farmacologia...

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  5. Eu gosto dos blogs das mães quasi-perfeitas - à exceção das fashion-mums, que esses mexem-me com os nervos.
    De resto até leio e gosto de bosses, e princesas, e coisas assim. São blogs mais ou menos equilibrados, que não encaram a maternidade nem como um conto de fadas - só com coisas boas - nem como uma praga controlada a antibiótico - irritam-me de sobremaneira os blogs de mães que só sabem escreve sobre os nervos, e a falta de sono, com "c*araios" e prostitutas-que-os-pariu, só porque é fixe. No me gusta, não.
    Agora...
    o que não me gusta mas não me gusta mesmo são os blogs até bons que, passando a mainstream e entrando na sociedade secreta dos blogs fixes, passam a escrever cinco posts por dia com coisas tão interessantes como a cor dos puxadores da porta ou os workshops que se frequentam nas cidades.
    À exceção do "pais de quatro", fujo destas clixcices como o diabo foge da cruz :S


    (prometo que um dia que tenha um blog de mãe fofa hiper-mega-popular, este será wordpress e resistirá às investidas da máquina da publicidade. prometo. e se falhar, atirem-me com sementes de coiso)

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    1. ah ah ah ah ah eu as semente nunca provei, o sumo não é mau.

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  6. Deve ser por isso que eu tenho um feitio tão estranho. Faltaram- me os mirtilos e as bagas goji. Lá laçarotes, golas, folhos e padrões maricas, disso usei em barda... Também usei um par de açoites com alguma frequência e bastante chá, porque a Mãe não era fofinha fofinha, e gostava de tudo dentro dos eixos...

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  7. Em compensação, a má língua é coisa ancestral, não é modernice nenhuma, já foi usada pelas nossas mães, que aprenderam com as nossas avós e por aí fora, séculos e séculos a praticar a nobre arte da maledicência, que, está à vista, as actuais gerações tão bem fazem perdurar…

    A novidade é que agora faz-se em computadores, os blogues dão imenso jeito, já não se usa cochichar de janela para janela.

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    1. Nem eu , Joaquina Silva , diria melhor.Aqui a dona deste tasco ainda vai publicando os comentários menos favoráveis mas , outras há, com blogs de escárnio e mal dizer que , se contrariadas, só publicam os aplausos.Aplica-se nestas situações o tal adágio "Bem prega Frei Tomás"
      Joaquina Silva ( voltando para o cesto da costura )

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    2. Eu publico quase tudo, quase.... há uns que já me aborrecem, sempre ao mesmo e sem qualquer relação com os posts. Por vezes até pode depender do meu humor, falta de coerência, caramba.

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    3. JURO que entrei no blogue contente, porque pertenço ao núcleo de mães que grita, castiga mas ama incondicionalmente, como vós.
      Não sou uma mãe querida, mas sou uma querida mãe, por isso lá fui, feliz.
      Bati de caras com isto:
      http://maequerida.limetree.pt/outros/solta-o-cabelo-meu-amor/

      Saí desorientada, sem saber se haveria de rir ou chorar pela piroseira da coisa.
      Perdoem a maledicência. E não...não é inveja coisíssima nenhuma.

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  8. Acho que as pessoas desinformadas sempre as houve e sempre haverá - quem não conhece uma mãe que educa à base da porrada/gritos, ou uma mãe que não se preocupe se o rebento tem ou não frio; e também uma ou outra que se pudesse dava hambúrguers e pizzas?

    Há mães assim mas também acho que se cai no exagero da hiperprotecção; tudo é um-ai-meu-deus que não se pode, ai meu deus que não se deve. Ai meu deus como vou amamentar o meu filho, secalhar é melhor não o fazer porque afinal tenho que ter o corpo perfeito - que se lixe a saúde do rebento. Ai que não sei se deve ir ali para a rua, mexer ali nas bichechas que ainda me fica com uma alergia ou fica doente ou ou ou...

    Ainda este verão, quando decidi que ia-mos descobrir os animais do jardim (abrir a mente duma criança de 3 anos para as criaturas pequeninas que vivem nos jardins - insectos - é maravilhoso). Ora a minha criança estava muito feliz a pegar nas formigas, a correr atrás dos gafanhotos, a ver joaninhas e a tentar agarrar tudo o que se mexia e eu fui olhada de lado por muitas mães por, em vez de lhe dar uma reprimenda e dizer para largar a terra e a "porcaria" o estar a incentivar. Pior de tudo foi quando apanhei um gafanhoto só para o meu filho o poder espreitar ao perto (e nenhum animal foi magoado propositadamente).

    Engraçado que são estas mães que, em vez de mandar uma peça de fruta verdadeira dão aos seus rebentos o "compal fruta" cheio de coisas adicionadas; são estas mães que em vez de cozinharem preferem comidas pré-feitas porque afinal são tão mais saborosas, aquelas que trazem os filhos sempre impecáveis e com roupas da moda e de marcas top mas cujos filhos não podem ajoelhar no chão, não podem comer com as mãos, "chafurdar" nas tintas, descobrir as texturas; conheço até algumas pessoalmente - e obvio que não são todas - mas essas que conheço trazem sempre os filhos no melhor mas eu nunca as vi a darem um beijo ou um abraço aos filhos, ou a dizerem-lhe que gostam deles. Algumas deixam os filhos na escola e nem olham para trás para atirar um beijo ou piscar um olho...E aqui há um desiquilibrio um tanto ou quanto esquisito. Eu não entendo.

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    1. Uiiiiii isso dos insectos eu passo, tenho verdadeiro pânico, pareço uma atrasada mental se por acaso um gafanhoto me entra em casa, Está visto que nunca na vida farei um safari, nem é pelos bichos grandes, é mesmo por causa dos pequenos.

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    2. Se dizeres que um filho teu também não irá ver a cor da terra vais descer na minha consideração ;)
      Eu adoro os gafanhotos. Estão em consonância com as melhores recordações da minha infância e, agora acredito que também estejam presas nas memórias felizes do meu filho para sempre. Volta e meia pergunta-me se podemos ir atrás deles: das joaninhas não fala mas dos gafanhotos sim :D e até começou a ter mais cuidado quando vai jogar à bola no jardim porque não os quer pisar.

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    3. Nada disso! A minha prole linda e loira, toda em Gap e Ralph Lauren, está visto, pode rebolar-se na terra e comer gafanhotos se assim lhes aprouver (diz que são muito nutritivos). Desde que eu não seja obrigada a ter a bicharada por perto está tudo como manda o Senhor.

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    4. Apesar de adorar gafanhotos a ideia de os comer também não me dá assim tanta alegria. Apesar disso o meu filho deve comer coisas bem nutritivas das quais eu jamais terei conhecimento - disso tenho quase a certeza :P

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  9. Epá que nervos me fazem essas mães queridas.O meu garoto anda todos os dias de calças de fato de treino e meias e só se veste mais jeitosinho para sair. COMO é que aqueles laços aguentam!?!?!?!? E a comida é, vá, cenouras e frango e coisas assim normais. O mais diferente que ele já provou foi feijão, coitado. Picante, és a maior.

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    1. Não aguentam, andam pendurados e acabam por cair ( falo pela experiência com a minha filha, que tem um cabelinho lisinho de fazer inveja). Sinceramente, a roupa é o que menos me preocupa. Visto a minha filha com golas de folhos e laçarotes no cabelo, mas isso não impede que brinque, corra, salte, que se suje ( uma túnica suja-se tanto como um fato de treino). Porém, com túnica e laçarote ou com fato de treino e despenteada, há regras cá em casa. Não se admitem faltas de respeito aos adultos. Birras de sono, de cansaço ou fome todos nós temos. Faltas de educação é que não são toleradas.

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  10. Goji? que raio é isso? Mê Dês lá vou eu googlar...
    realmente não sou da equipa das mães queridas , das mães que tudo sabem das mães que antes de agir vão ao livrinho ler, documentar-se para o efeito; e depois já sou avóe sou uma avó querida e para isso não consultei nenhum livro, isso não preciso de se saber, basta eu.. e eles - os meus netos, mas é verdade, por vezes, fico com um prurido quando oiço mães dizerem que compraram colecções de livros de como educar uma criança, ora bolas, eu eduquei dois sem livros, terei sido uma boa mãe? Disso tenho a certeza até porque os livros não nos ensinam basta olhar para trás para a família e seguir em frente
    só isto.
    kis :=)

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  11. São tudo mães fofinhas, com crianças fofinhas... vamos ver quando chegarem à adolescência.
    Manterão os blogs?
    Vão falar de quê?

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    1. Farão workshops para lidar com os problemas e desafios da adolescência. Fácil...

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    2. Eu cá sou daquelas, que um bom ralhete e uma boa palmada na hora certa fazem milagres, alguma vezes até com uns gritos, mas não é por isso que não sou boa mãe, ou que as minhas filhas não são felizes, muito pelo contrário, comparando com algumas mães/filhos/as, as minhas são bem felizes, têm uns pais que ralham quando há é perciso, mas são esses mesmos pais que as abraçam, beijam e mimam...

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  12. Oh pay...
    eu até me registei no Limetree... mas depois de ver esta cena das mães queridas (e as outras? o nome "querida" está a dar-me comichões) e do rasganço de seda das últimas horas, já estou um pouco enojada.
    Não é inveja. É simplesmente achar que isto já está a ficar demasiado marketeiro, e para acariciar egos eu não tenho pachorra.

    A sério. O clube começa a irritar-me. E eu sou uma pessoa calma, calma.

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    1. (damn you, corretor ortográfico... não é enojada, é enjoada... que a impressão não chega a tanto :P)

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    2. Ah ah ah olhe que eu li enjoada, só agora reparei no enojada.

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