sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Eu poderia ser A Mais Preguiçosa

Mas juro que morro de medo, ainda a esquerda me subiria ao nariz, era toda uma vida de afirmações posta em causa, lá se ia toda a minha coerência, o mais provável seria os meus mais próximos acharem que tinha enlouquecido.
(além de que teria de trabalhar na função pública e toda a gente sabe que na função pública ninguém trabalha a sério...)

18 comentários:

  1. Ai Picante, proteja-se das pedras... essa da função pública foi forte. :P

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    1. Ora S*, é uma mera provocação fácil, demasiado fácil até.

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    2. Sim, é fácil. Nada tenho contra a função pública, até porque reconheço que tem sido muito penalizada. Mas também reconheço que usufruíram de imensas regalias que obviamente incomodam os que não têm os mesmos direitos apenas por não conseguirem fazer parte da máquina do sistema.

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    3. Exato. Eu acho piada que agora a fonte secou venha o TC dizer que certas medidas são inconstitucionais porque não respeitam a equidade e afins... Se fôssemos por esses parâmetros muitas regalias teriam que ser ou retiradas aos da função pública ou então dadas aos da função privada...
      A mim o que me irrita mesmo é saber que, por não fazerem uma estruturação em condições e continuarem com as despesas no estado (que tem sim demasiados funcionários em muitas funções) serão aumentados os impostos como IVA e afns para todos os portugueses... mais do mesmo.

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    4. Há uma tirada no filme Amelie Poulain que eu adoro, e que é mais ou menos isto "quando alguém aponta para o céu, o idiota olha para o dedo". A mesma coisa de toda a gente que tanto aponta a culpa das despesas do Estado aos empregados do Estado, e se esquecem do financiamento - pelo Estado - de tanta, tanta coisa que o Estado não deveria, nunca, financiar. O Estado - todos nós - no modelo social e de direito, tem o dever de aplicar o produto das quotizações de todos - impostos - no financiamento daquilo que é para o bem público, em áreas estratégicas (que a iniciativa privada só geriria com preços incomportáveis para a maioria). Falamos de segurança nacional - onde incluo a segurança pública, portanto, polícia - justiça, educação, saúde. Ora as pessoas que trabalham nestas áreas são a) muitas; b) na sua maioria, licenciadas; c) altamente especializadas; d) prestam um serviço público essencial, e devem ser imunes a solicitações externas, sejam motivadas por cobiça ou pura necessidade (coitados dos polícias, ganham tão mal...). Estas pessoas têm de ser pagas, e já nem digo bem pagas, mas pagas condignamente.
      Acho soberbo que se ponha em causa o que se paga a estas pessoas, mas não oiça ninguém - senão eu, estou só nesta luta - a lamentar o que se paga ao Rui Machete, por exemplo.

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    5. Caramba uma vez sem exemplo vou falar a sério, o problema de Portugal não são os funcionários públicos embora concorde que há por aí muito instituto sem qualquer préstimo a não ser pagar ordenados. O verdadeiro problema de Portugal é a corrupção, a qual está instalada a todos os níveis, seja no governo (e esquerda ou direita são igualmente corruptos), seja no particular que é danadinho para fugir às suas obrigações (temos cerca de 26% de economia paralela). Elimine-se a corrupção e claro que acaba a austeridade. Isto não invalida que sejam necessárias reformas estruturais profunda,.e aqui será onde provavelmente eu e sô dona Izzie discordaremos, quanto à forma, não necessariamente quanto à necessidade de. Lá está, a esquerda sobe-lhe ao nariz e a mim não.

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    6. Eu concordo com o que foi dito (mas mantenho que há demasiadas pessoas em muitos locais que estão excedentes e obsoletos, por exemplo, locais onde se pagam a 2 serviços para fazerem 1 só porque não podem despedir quem estava no serviço anterior e só a má gestão comprova que tenham ido solicitar outrem para fazer um serviço que já estava assegurado - simplesmente não só estes o problema).
      No entanto o que quis fazer foi relatar os argumentos do TC que são precisamente as questões da equidade e afins. Ninguém questiona a reestruturação real da função pública, das despesas do estado e afins. Ninguém questiona os milhares e milhões que vão sabe deus para onde... Nem a troika, nem FMI. É para isso que cá estão? Não lhes dou muito tempo até terem que voltar porque continuando como está o país não vai longe sem precisar de mais resgates.

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    7. ps: Ainda sobre as questões da segurança e afins concordo também com o que a Izzie disse, aliás se devemos aprender com a História, de momento deveríamos aprender com o que se passou nos EUA e como eles conseguiram combater os crimes e a corrupção - foi uma limpeza dos corruptos da policia de NY e aumentando os salários e condições de vida dos mesmos.
      Aliás se devemos aprender com a História, mais uma vez, deveria entender-se que a reestruturação é mesmo essencial pois para se poder retomar uma economia é necessário aumentar a qualidade de vida/orçamento das familias (familias sem dinheiro=não se compra= estagnação economia= perda de emprego= diminuição de orçamento familiar, and so on) que, por sua vez, em Portugal só será possível depois de sermos mais eficientes e produtivos - o que terá que implicar uma grande mudança a vários níveis pois o dinheiro que agora está a ser desperdiçado em muitos locais poderia servir para cobrir o buraco em que Portugal está metido e ajudar à distribuição de riqueza, o que por sua vez levaria a redução de austeridade e a inverter o ciclo onde estamos metidos atualmente.

      Eu simplesmente não acredito que isso seja possível com os actuais politicos (nenhum) e penso que o maior erro dos portugueses foi e é deixar impunes os corruptos (25 de Abril, caso BPN, caso sócrates, Offshores, Dinheiro da UE que "desapareceu", "derrapagens" de orçamentos, só algumas situações entre milhares).

      Somos, infelizmente, um país de brandos costumes, eles sabem disso e aproveitam-se.

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  2. Vou contar um segredo: na função pública há gente que trabalha. Juro! Surpreendente, não é? Por exemplo, a esta hora a D. Rosinha anda aí esfalfada pelas ruas lisboetas a ver se me encontra uma bica e um pastel de nata como deve ser.

    (a esquerda faz muitíssimo bem à pele, também juro.)

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    1. Ah ah ah ah ah Izzie está explicada então a razão de os cafés estarem cheios de gente com ar de pobre, agora já entendo.

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    2. Não quero que lhe falte nada: http://cheezburger.com/7901113088

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    3. ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah

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  3. Mas... mas... se fosse a mais preguiçosa não podia fazer-me concorrência no meu segmento, como ameaçou... isso seria impensável.

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    1. Verá, fazer-lhe concorrência é de todo impensável. Eu sou daquelas que acha que as montanhas são boas para descer em cima de um par de skis. Pensar em subi-las e ainda por cima de bicicleta é coisa para me tirar anos de vida.

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  4. Picante, gosto imenso de a ler e por isso não levo a mal o que escreve. Sou funcionária pública mas daquelas que trabalham. Habituei-me a isso no tempo que trabalhei no "privado". :-)
    Maria

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    1. Ah ah ah ah Maria
      Era só uma provocaçaozita fácil....

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    2. Eu se e é por isso não levo a mal e que continuo a vir cá. Bons posts.
      Maria

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  5. A preguiça é uma virtude... é, não é ? .... Olhe, se não é, devia ser !

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