segunda-feira, 26 de agosto de 2013

De todas as certezas que tenho...

...uma delas é não gostar que a criançada me trate pelo nome próprio e na segunda pessoa do singular, eu ainda sou do tempo em que o tratamento por tu era reservado para os amigos, os adultos eram tratados por senhor ou senhora, havia quem dissesse dona, eu sempre usei a primeira hipótese a menos que houvesse intimidade, aí passavam a ser tio ou tia, mas nunca me passou pela cabeça tratar a mãe de uma amiga pelo nome próprio e por tu, se o nome próprio ainda se tolera, o tu é verdadeiramente desrespeitoso, parece que se dirigem aos amigos do colégio, mas o que é mesmo incrível é que os próprios dos pais não corrijam a catraiada, ficam para ali a olhar, sorriso seráfico, como se fosse normal as pestes tratarem os pais dos amigos e os amigos exactamente da mesma maneira, se em tempos me inibia a correcção, hoje faço questão de a fazer, de preferência à frente dos pais, a maior parte das vezes acaba por ser eficaz. Tu, é a maezinha, sim?

79 comentários:

  1. Não podia estar mais de acordo! Lá em casa também reza a mesma história e eu faço questão.

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  2. Trato toda a gente que não conheço por senhor/senhora ou por você. Algumas pessoas acham que o você não é respeitoso o suficiente, mas isso já me parece maniazinha a mais. Você é respeitoso.

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    1. "você" é pior que "tu"!

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    2. Não gosto muito do vocativo "você", mas também não é o indicado para tratar desconhecidos, já exige intimidade. Por ex é totalmente inadequado um empregado, numa loja, tratar o cliente por "você"

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    3. sempre ouvi dizer "você, é estrebaria"

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    4. A Menina S* no seu melhor…
      A S*, que prefere o tratamento por Senhor/Senhora, um Você, vá, ainda se aceita, a mesma S* que trata a P+P por tu…

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    5. Mas a S* não é aquela que tem um berço na casa da avó?
      Gente com berço é outra coisa!

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    6. Na blogosfera não trato ninguém por você, era o que me faltava - a não ser que saiba que quem escreve do outro lado é uma pessoa muito mais velha e, meio inconscientemente, fogem-me os dedos para outra forma de tratamento.

      Mais uma vez, não tenho problema absolutamente nenhum com o você. Isso vai da sensibilidade de cada um.

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    7. Estou a falar do tratamento entre crianças e adultos. Estarão por acaso a insinuar que eu tenho idade para. a S* ser minha filha?

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    8. Não posso deixar de comentar, e dizer que seria impossível ser Mãe da S*, seria um caso de troca de bebés :DDDDD. Desculpe, mas só no caso de escreverem, as duas, nos antípodas das vossas essências....

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    9. Só podemos insinuar, não podemos fazer outra coisa, que sabemos sobre si e a sua idade?, a menina é tão misteriosa quanto à sua pessoa, quer ser mais anónima que os seus anónimos...

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    10. Anónimo das 15.07 isso é um elogio. Obrigada. É assim mesmo que gosto, sentimentos e pessoalidades ficam para os amigos, dispenso espalhá-los pela web. É certo que me tira muito assunto de escrita, seria bem mais fácil escrever sobre a minha vidinha que andar a inventar assuntos. Mas as coisas são como são.

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    11. Mas...mas... a menina INVENTA assuntos? A menina tem uma VIDINHA? E eu que pensava que só as donas Joaquinas é que tinham vidinhas...

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    12. Se quiser dizer mal tente não ser patética. Nem é por mim.... É por si.

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    13. Eu ia fazer o mesmo comentário que o anónimo das 15:07. Como é que é suposto alguém poder saber se tem 15, 20, 30 ou 80? Há poucas pessoas mais anónimas do que a Pipoca mais Picante. Completamente anónima/o e mais anónima do que as suas D. Joaquinas. Uma obra de ficção, sem qualquer espécie de originalidade (nem no nome conseguiu ter um rasgo de originalidade!) e que vive de comentar assuntos e blogs alheios.

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    14. Tratar por você, directamente: "você isto, você aquilo" é simplesmente rasca. Muito pior que tratar por tu.

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    15. Ó Anónimo das 11:30, não diga isso que ela ofende-se! Então nunca a ouviu dizer que não é anónima coisíssima nenhuma, que tem endereço de blogue e de e-mail ou lá o que é e que pode ser processada pelo que diz e mais não sei o quê? Anónima, ela? Ná, ela não, as outras é que são!

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    16. Ó Anónimo das 11:30, não diga isso que ela ofende-se! Então nunca a ouviu dizer que não é anónima coisíssima nenhuma, que tem endereço de blogue e de e-mail ou lá o que é e que pode ser processada pelo que diz e mais não sei o quê? Anónima, ela? Ná, ela não, as outras é que são!

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  3. Ora bem!
    E somos duas!
    Assim me ensinaram e é assim que gosto!

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    1. Isso seria se dissesse que is filhos deveriam tratar os pais na 3ª pessoa, coisa com que também concordo, mas cada um sabe de si, desde que não me tratem a mim por tu, tudo bem.

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  5. Concordo. Acho que tu fica mal. Eu sempre optei pelo tia/tio quando tinha mais à vontade.

    Paulinha

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  6. Apoiadíssimo! Também sou desse teeeeempo! E tomei muito cházinho em pequenina. Detesto essas modernices malcriadas.
    Beijinhos e parabéns pelo blog que acabo de descobrir e tenciono explorar.
    Nina

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  7. Concordo (quase) inteiramente com o seu post, ou poderei atrever-me a dizer com o post da tia? Se calhar é melhor não, essa moda nunca pegou por terras saloias. Felizmente, pois tios tenho dois e já me chegam.
    Coisa que também me aflige é a moda dos pais tratarem os filhos na 3ª pessoa (aí, só gosto mesmo é do momento em que se enervam e perdem a compostura, ficam muito aflitos e lá lhes sai um "tu").

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  8. Só uma questão que é importante para este tema que idade tem a senhora? Mais de 40? Menos de 50? Mais de 50? Pode dizer apenas a sua década...?!

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    1. 50? Caramba, espero lá chegar um dia. 50?

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    2. Mas, num assomo de Bia vontade direi que já passei os 30...

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    3. Mas que indelicado, menino! Mas não sabe que a boa educação não permite perguntar a idade a uma senhora, para mais tão distina? Mas que maçada, é preciso ensinar-lhes tudo, tudinho!

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    4. Gluppppp!!! Qual senhora??? Eu não estou a verve nenhuma senhora. Alguém vÊ???
      Senhora, que desplante!!!

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    5. Sempre amável Dianinha, não mude nunca, por quem é.

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    6. Ah, já passou dos trinta e está para cima dos quarentas e já compreendo a sua frustração de ser tão contundente com as realizadas, porque com essa idade e ainda estar encalhada dá nervinhos, ah pois é.

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    7. A menina lá saberá se isso lhe dá nervinhos ou raivinha.
      Não seja tão patética, não há necessidade.

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  9. Vossa Alteza não gostou do meu comentário?
    Temos pena, vou já ali cortar os pulsos.

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  10. Eu trato as pessoas mais velhas com quem não tenho intimidade por "Sra. D.ª", "você" não uso literalmente, como disseram acima, para mim, "você é estrebaria", já dizia a minha querida Avó. Trato os meus Sogros e outros amigos dos meus Pais assim, da mesma forma. Também os há (amigos dos Pais) que trato pelo nome próprio, esses são os próximos, a quem prefiro chamar pelo nome próprio sem me apropriar de laços familiares que não existem. Mas, por outro lado, trato os meus Pais por tu, trato alguns tios por tu, nem todos. Tratava as minhas Avós por tu, aliás eu e a minha irmã éramos as únicas que o fazíamos. E garanto-lhe, é difícil ter duas Avós tão matriarcas, severas e respeitadas (apelidadas desta forma, pelos seus convívios) como eram as minhas. E esta forma próxima não afectava nem um milímetro, o respeito e a deferência com que as tratávamos, assim como a meus Pais. Quanto aos meus filhos pequeninos, trato-os por tu, quero que me tratem também por tu, assim como o meu marido. Ao meu filho mais velho já começo a corrigir o trato aos mais velhos que não são próximos. Acho que os pais têm esse dever, mas não me choco que uma criança da idade do meu filho ou com mais dois ou três anos me trate por tu, sei que com a consciência, convívio, sensibilidade e educação saberá dirigir-se aos outros com educação e deferência, um dia mais tarde. Prefiro assim. RCM

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    1. Em família é diferente, acho que é uma questão de hábito o tratamento por tu, ou mais formal, na 3ª pessoa. E não me choca nada que uma criança de 2, 3 ou 4 anos me trate por tu, os pais vão corrigindo e com o tempo vai lá. Agora aos 8, 10 ou 12 já é diferente, já têm muito Bia idade para saber que não se trata os adultos por tu.

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    2. É isso mesmo, estamos de acordo. O meu filho mais velho tem 4 anos, e é esse que começo a corrigir, o outro nem fala ainda ;)... Nessas idades que refere também concordo! RCM

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  11. Trato por tu ou trato por tia?
    Sou tratada por tu ou sou tratada por tia?
    Problemas, a minha vida é só problemas...

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  12. Deparei-me com este post por acaso e vim ter a este blog, e não gostaria de deixar de dar os parabéns pelo surrealismo. Mas qual é o problema de as crianças tratarem quem quer que seja por tu? Na minha opinião, mesmo entre adultos o Sr., Sr. Dr./Eng. o Exmo. Sr. Dr. (que muitas vezes se vai ver e nem curso tem) e outros que tais não passam apenas de apêndices aos nomes completamente ridículos que mais não fazem que afastar as pessoas. Não é por tratar alguém por tu que tenho menos respeito pela pessoa, tal como prática comum nos países anglo-saxónicos ou em Espanha! E já agora tratar os pais dos amigos oualguém que ão seja verdadeiramente da família por tios?! Isso revela que é muito betinha e que talvez em vez de picante, seja mais pipoca sem sal... e como bem sabe uma pipoca picante quer-se com bastante sal. Deixe lá os pedantismos, trate os seus amigos e os seus amores por tu e se lhe apetecer diga umas asneiras e verá que a vida fica bem menos complicada. Até já pipoquina, e deixa-te de merdas :) Cumprimentos, José Eduardo

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    1. Uma pipoca picante quer-se com piri piri, em tendo sal seria salgada e nada picante.
      Quanto à diferença de tratamento entre países... Bem cada um com os seus costumes, seria complicado em Inglaterra o tratamento por você, já que ele não existe. Mas acontece que em Inglaterra os adultos são tratados por miss ou mister, não pelo nome próprio, ou seja com formalidade, tal como eu gosto.
      E não gosto de dizer asneiras, lembra-me o bolhão, mas obrigada pelos valiosos concelhos, tenho a certeza que serei muito mais feliz.

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    2. Óh, José Eduardo, seja bem-vindo e vá-se habituando, que pedantismo é o mais se vê por aqui. Habitue-se, habitue-se…

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    3. Arre isto hoje não sai uma. Valiosos conselhos.
      Devia estar aqui e não abaixo.

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    4. Na Grã-Bretanha usa-se o "you", mesmo entre adultos. Nunca ouvi um funcionário tratar o patrão por mister! hahahahah

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    5. Provavelmente nunca ouviu mesmo nada na Grã Bretanha. Não só tratam quando têm de usar o nome, em havendo tratamento formal, como eu não me refiro a adultos mas sim a crianças. Chegou a ler o post? Ou é só má língua?

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    6. Uma pipoca picante e sem sal fica assim um pouco aborrecida. O bom é sem dúvida a combinação dos dois, pois não é preciso estar salgada para ter "salero" :)
      Talvez não me habitue... e esta visita tenha sido leitura única, mas de qualquer forma gostaria de saudar a pipoca por se ter dado ao trabalho de responder às minhas parvoíces, tal como eu me dei a comentar as suas.
      Quanto ao tratamento das pessoas, de facto em Inglaterra isso acontece, cada vez menos mas acontece. Já nos EUA, não é de todo comum tratar alguém por miss ou mister para além da primeira vez que se enceta um dialogo, tal como acontece em Espanha, cujas formas de tratamento formal não são de todo o usted (=você), mas sim o Don / Dueña + 1º nome e Sr. / Sra. + último nome.
      Já no que respeita às asneiras ditas no momento certo podem ser bastante eficazes. Não tenha medo de se misturar com a plebe, que nós não mordemos! Cumprimentos, J.E.

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    7. Eu tento responder aos que têm a gentileza de perder tempo a comentar as coisas que vou dizendo.
      Dos EUA apenas conheço os costumes que vou vendo nas series ou filmes, mas vou vendo a criançada dizer Mr. ou miss.
      Mas já reparou que me está acidar razão com os exemplos que cita de Espanha? Sra. Dona ou Senhor?
      Mas sinceramente eu apenas me refiro ao tratamento entre crianças e adultos, as 1ªs não deverão usar o tratamento por tu a menos que este seja solicitado pelo adulto. A diferença de idades assim o dita.
      Obrigada pela visita

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  13. Conselhos tia, conselhos...

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  14. você é estrebaria. parece que há quem nunca tenha ouvido tal coisa mas enfim

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    1. Você deriva do vossa mercê. O tratamento dado a reis e fidalgos há vários séculos.
      Não é assim tão mau, acho que depende do uso que se lhe dá.

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  15. Mas a pipoca dá-se com meninos que falam assim, achei que isso se recebia no berço, e a Pipoca só se dá com meninos de berço. Olhe a minha filha nunca a trataria por tu ou por você, e nasceu ali detrás de um olival.

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  16. Post perfeito. Sou professora e irrita-me ter d ouvir miudos a tratar por tu os professores quando eu sou do tempo em que isso nem se punha em causa. Tratava-se por você e muitas vezes por "senhora professora"

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    1. Ó senhora professora. Isso de ser do tempo de tem muito que se lhe diga. Também no tempo de, a mulher, quer quisesse ou não, abria as pernas para o vadio do marido que chegava bêbedo a casa, sem que não antes não levasse porrada por a comida estar menos quente. Isso era o tal tempo de que a senhora professora lamenta ter passado à história, mas passou e não vejo nenhuma má educação uma criança tratar por tu um familiar, ou alguém frequentador da casa dos seus pais.
      Má educação é aquela criança que mexe em tudo, que vistoria tudo, que se serve sem pedir consentimento, que não acata uma ordem lógica, e por aí adiaante. Mas, normalmente essas crianças que tratam os amigos dos pais por tu, são crianças educadas e respeitam os adultos.

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    2. Concordo com tudo, só não sei se esse tempo "a mulher, quer quisesse ou não, abria" e por aí fora, já passou... A avaliar pelas mentalidades, continua tudo na mesma.

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  17. A falta da educação das "criancinhas" não reside no facto de tratarem os "outros" por tu ou por você...Não sei se a "menina" já percebeu...Não tem filhos e ainda não tem 40 anos...Haveria tanto para dizer mas a Vida encarregar-se-à desse fato ou facto como preferir...

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    1. Caríssima anónima, folgo em que saiba tanto sobre mim. A sério que sim.
      Quanto a isso do tu... A falta de respeito é falta de educação. E estar à vontadinha quando ninguém deu autorização para tal é falta de respeito. É lamentável que um adulto não perceba isso. Nas lá está.... depois temos crianças mal educadas.

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  18. As crianças faltam lhe ao respeito quando a tratam por tu? Porque?

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    1. Porque o tu é um tratamento de intimidade, entre amigos.
      Faz tanto sentido uma criança tratar um adulto por tu, como um adulto dirigir-se a um idoso de igual maneira.
      Familiares à parte, é falta de respeito, pode não ser propositado mas é.

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    2. Ó Pipoca: se virmos a coisa por essa perspectiva, estou mais em acreditar nos sentimentos sinceros de uma criança para connosco ao tratar-nos por tu, que propriamente um adulto, ainda que nos jure amizade eterna.
      Uma criança não trai, já um adulto...pois.

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    3. Vamos lá a ver, eu não dou a mesma confiança a uma criança que dou a um adulto. Por mais que goste dela. Há certas formalidades que advêm da diferença de idades.
      E para que conste, eu nem me referia a crianças próximas, o post deriva do tratamento nada respeitoso que uma criança de 11 ou 12 anos teve, num almoço, ao sentar-se no lugar de um adulto e largar um "senta-te aí" quando lhe pediram para ceder o lugar. É o tipo de tratamento que poderia dar a um amigo, nunca a um adulto a quem deve respeito pela diferença de idades.
      Eu não gosto que me tratem por tu. A excepção são os amigos, alguns colegas de trabalho ou crianças realmente pequenas. De resto não gosto. É um direito que me assiste.

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    4. Ah! Mas isso foi um caso isolado e não conta para as estatísticas. Esse era malcriado mesmo porque uma criança bem educada, e é essas que refiro, só tratam por tu um adulto, quando esse mesmo adulto solicita esse tratamento.
      Senta-te aí; hem?! :)

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    5. Assim estamos de acordo. Nada contra o tratamento por tu se o adulto o solicita. Acontece que hoje em dia há muita, mas mesmo muita, criança que avança com o tu, conheça mal ou bem. O avanço é da criança e nunca do adulto. E isso não gosto, acho mesmo uma falta de educação. Mas a bem dizer a culpa não é deles, é dos adultos que os deseducam.

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    6. A mima chocava-me mais que ela dissesse "sente-se aí, tia," do que "podias sentar-te antes aí, se faz favor?". Mas cada qual tem os ideias de boa educação que tem...

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  19. Mais lamentável é termos adultos mal formados.

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  20. Tia, tio? Amigos do colegio? Opa este post e de um pedantismo hilariante! Obrigada pela gargalhada do dia.

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  21. toda a vida tratei a minha avó por senhora e todos os que me conhecem podem testemunhar que dificilmente haveria pessoa a quem eu fosse mais chegada e com quem partilhasse tanto. Já a minha mãe, sempre insistiu que a tratássemos por tu, porque queria distanciar-se de um determinado tipo de educação (era pequena quando lhe fiz essa pergunta e foi essa a resposta muito adulta que me deu). Ou seja, os meus pais, filhos de uma certa geração, por oposição ao que achavam ter sido uma educação severa, queriam muito ser amigos dos filhos deles e, sinceramente, sempre achei isso um pouco disparatado.
    Quando fui mãe, sabia que a minha orientação seria o exemplo dos meus avós e, por conseguinte, cá em casa, os miúdos tratam por senhor e senhora, ou na terceira pessoa omissa, e nós, que somos adultos, tratamos as crianças (todas) por tu. Em primeiro lugar, porque não estamos em nenhum democracia. Cá em casa eu e o meu marido temos a última palavra. Claro que isso não quer dizer que sejamos tiranos, mas que, se fôssemos a votos, os nossos contavam sempre um bocadinho mais. Porquê? Porque não estamos entre adultos, estamos entre adultos e crianças e penso sinceramente que tem de haver algum tipo de distinção nos papéis e essa distinção também se faz pelos tratamentos.
    Além do mais, acredito que saber reconhecer uma hierarquia e respeitá-la é uma enorme virtude, que se deve aprender desde pequenino. Evita muitos dissabores por esta vida fora...
    Já os nossos amigos, depende: os que pedem para serem tratados por tu, as crianças tratam por tu. Os outros também são corridos a senhor/senhora ou à terceira pessoa omissa. Os muito próximos são tios (e não, não é snob, é até bastante carinhoso, termos uma pessoa ou mais pessoas que, apesar de não serem do nosso sangue, são da família que escolhemos).
    Tenho uma certa alergia às mães dos amigos dos meus filhos que tratam os miúdos por você. Não consigo evitar achar ridículo, como se as crianças merecessem uma deferência que ainda não ganharam. Como dizia o meu irmão (e muita gente mais, claro): cresce e aparece!

    Joana

    Joana

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    1. Concordo inteiramente, Joana! No entanto, existe uma clara distinção entre o pedantismo do tia/tia para todo e qualquer adulto e a afectividade conferida a um tio/tia que o são de coração mesmo sem laços de sangue. Isso é caracterizado como snobismo, porque se associa aos estereótipos das "tias de Cascais" e é uma coisa muito pouco comum fora destes meios mais elitistas. Daí que alguém que cresceu num mundo de "tias" vir dizer que esse e só esse tratamento é que é boa educação, para além de ser ridículo é coisa de quem vive desfasado do contexto social do português comum. Se alguma criança me chamasse "tia" eu prontamente a informava que "pequeno/a, não sou tia, já tenho sobrinhos que chegue".

      E o que a Joana refere é o que eu acredito que permite cimentar os pilares da boa educação. Óbvio que o tratamento por tu não tem nada de mal, desde que o respeito esteja lá na mesma. Mas assim não há confusões e as figuras de autoridade são sempre interpeladas com os mesmo vocativos. Irrevogavelmente diferente de conferir esse estatuto de deferência a crianças, com o tratamento destas na 3ª pessoa. Isso aí já é só mania mesmo.

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  22. Não me faz impressão nenhuma que os amigos do meu filho, que tem 6 anos me tratem por tu, e que ele trate por tu os pais dos amigos. Se me tratassem por tia eu iria achar inusitado, até porque aqui não é hábito. Trata-se por tio os verdadeiros tios, ou os amigos que são como família. Eu trato os meus pais por tu e os meus filhos também me tratam por tu. Assim como trato por tu os meus avós e os meus filhos também. O respeito vai muito para além disso.

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    1. Absolutamente!

      Há quem me trate por tia, nada me sendo, mas nem deste continente é! É uma questão de cultura, coisa que em Portugal não é. É só mesmo "frescura".

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    2. Não tem nada a ver com frescura, mas há quem nunca consiga entender isso. Até porque tem a mente demasiado fechada nos seus próprios costumes

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    3. No Norte não se usa o "tia". Os meus tios são apenas quatro, ponto final.

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    4. Ora, S*, isso é porque tens uma "mente demasiado fechada nos teus próprios costumes". Ora confere lá acima do teu comentário.

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  23. Acho que neste post andam todos, blogguer e comentadores, a discutir as fronteiras entre respeito, autoridade e hierarquia. E, como em tantas outras coisas na vida, isso é quase como discutir o sexo dos anjos. Muito se falou e pouco se acertou.

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  24. Tanta coisinha por causa de tu e você...não é por tratar a pessoa por tu, mesmo que sejam pais de amigos, que vai ser menos educado, ta? Se os pais dos amigos forem pessoas que se conhece ha anos e que sejam amigos de familiares ha menos mal ainda. E eu trato os meus pais por tu sim e ate tia avo eu trato por tu ;) voce é demasiado queque pr'a mim.

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