terça-feira, 30 de julho de 2013

Uma aventura na Blogolândia

"Ainda não refeito do choque provocado pelas sinistras revelações do Josefino, encetamos a jornada e fomos tombar sobre duas soberbas moradias geminadas ostentando cada uma um grande painel, onde bem alto se liam em letras garrafais, numa: “TODOS AO ARRAIAL QUE AMAR NÂO FAZ MAL, e na outra, TUDO CONTRA A MALDADE NADA CONTRA A HUMANIDADE.
Interroguei o Josefino sobre o que aquilo queria dizer. É uma história enternecedora sobre a problemática da agressividade humana convertida ao arrependimento. – Esclareceu o Josefino. – As proprietárias destas mansões andaram longo tempo numa guerra acesa e sem quartel pelo direito à governação do condomínio, sanguinária e verdadeiramente cruel, mas foram miraculosamente tocadas pela Inspiração Divina, depuseram armas e hoje são o exemplo mais belo do que é e deve ser a fraternidade de almas. Exemplo a seguir, mas infelizmente ignorado pela restante comunidade. – Concluiu, visivelmente comovido, o Josefino.
– Então e não restam quaisquer ressentimentos ou resquícios de agressividade? – Quis eu saber mais, profundamente tocado por tão comovente exemplo.
– Nenhuns, senhor Corvo, – assegurou o Josefino com total convicção. – Uma beligerante fez uma peregrinação a Fátima, de joelhos, e redimiu-se de todos os seus pecados passados, passou a dar esmolas aos velhinhos e hoje dedica-se às grandes causas que afligem o mundo, uma vida dedicada à humanidade sofredora, realizando palestras onde na mais bela dicção e perfeita prelecção, lembra aos mais esquecidos de que todos têm uma medula óssea a preservar.
– Lindo! Que comovente exemplo. – Concordei profundamente emocionado.
– E não é tudo! – Avançou com arrebatamento, o Josefino. – E ciência! Assumiu como realização primordial da sua existência, o esclarecimento ao mundo do insondável e nunca desvendado enigma da natureza, por que razão o pão com manteiga cai para baixo com ela, para cima com margarina e se queda na vertical se barrado com banha.
Entretanto eram horas de almoço, e o Josefino prometeu contar-me sobre a outra beligerante numa ocasião mais oportuna."

(continua)

Graciosidade  do estimado Corvo

16 comentários:

  1. ihihihihihih!!!!
    Cada vez melhor ;)

    Sheila Carina.

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  2. E por andam as Gracinhas dos comentários? Fizeram todas greve, foi?
    Ou em calhando têm cagunça que ela leve a mal? ;)
    Sheila Carina.

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  3. Pois não faço ideia. Pode dar-se o caso de andarem a banhos, umas pela Comporta, outras pela Trafaria.

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    1. Qual Trafaria? Aquela ali mesmo, mesmo juntinho ao Bicho d'água?

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    2. Essa mesma, mas sem parque de estacionamento pago. Parecendo que não, faz toda a diferença.

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    3. Então, então? Que ostentação é essa? Querem lá ver que temos aqui outra Kiki Espirito Santo, se não mesmo a própria?

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    4. Já se sabe, eu nasci para ostentar. Dia que não ostente nem é dia para mim.

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  4. Em calhando acham mal que o senhor corvo que não escreve mal, podia aproveitar a sua escrita em coisas mais criativas do que vir difamar as pessoas.
    Acho eu, em calhando.

    Cátia Vanessa.

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    1. ahahahahahahahahahahahahahahah!
      É doidinha, a Cátiazinha.
      Em calhando ainda não foi a banhos ;)

      Sheila Carina.

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  5. Difamar? Ora tenha juízo, sim? Em calhando já estaria precisada...
    A falta de sentido de humor é mesmo uma tristeza.

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  6. Cátia Vanessa.
    Nome de Princesa
    Não sejas azeda
    Destróis a Beleza
    E aviltas a Realeza

    Como a uma senhora não sei recusar
    Verei o que posso escrever p'ra t'agradar
    Se a brincadeira, a minha escrita é difamar.
    Estás errada, não vivo para menosprezar
    E também sei fazê-la, conjugando o verbo amar.

    Ah! A voz suplicante que o desejo enrouquece, os sorrisos voluptuosos do ente encantador que nos preenche o todo. Eram aquelas subtilíssimas emanações que perfumam o ar respirado pela mulher amada, era aquele tépido vapor semelhante a um corpo cujos contornos uma alma apaixonada julga abraçar, beijar, acariciar. Hominalidade da imaginação, fada caprichosa, expoente máximo que se desprende da galáxia dos astros flutuantes para resplandecer em nossas vidas.
    A boca dela aberta, quente, molhada, que insaciável devorava a dele. As línguas que num afã desordenado se aspiram, misturam procurando-se e gladiando-se frenéticas, magoando-se por vezes, acariciando-se depois.
    A saliva que se mistura, partilha e que as ávidas bocas bebem sequiosas como o mais delicioso néctar jamais saboreado.
    Ah! A boca enlouquecida que lhe aspirava os seios, que com indescritível frenesim sobre eles se abria desejosa, faminta. A língua que sobre eles se passeia, saboreando, acariciando, molhando num carícia que a transportava para um mundo que não conhecia.
    Ah! A quente e doce boca que no seu ventre se perdia num beijo desvairado, molhado que lhe devorava a intimidade. Aqueles olhos que com indizível expressão de meiguice sobre si se debruçavam e como neles se afogava. Ah! A voz ofegante da boca ali tão pertinho da sua, bebendo-lhe as palavras, querendo beber-lhe a alma e que lhe dizia que ela era linda, que a amara loucamente quando a vira, que eternamente amaria e nos seus olhos se perdera.
    E na quente noite africana, silenciosa e calma, o luar derramava prata.






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    1. Jesus! Até fiquei arrepiada! Ainda estou com pele de galinha!

      Um beijinho para si, seja lá quem for o Corvo.

      Sheila Carina.

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  7. É falta de sol ou excesso de sol na moleirinha?
    Ivete Marizia

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  8. estou a ler de trás pra' frente e juro que estou em lágrimas! o expresso não quer editar isto? Tão bom!!!

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  9. Ena tanto anónimo comentador ! Hoje seguramente tomaram chá de línguas de papagaio ! Estes posts devem ser um best seller lá prás bandas da Anonimolândia !

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    1. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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