quinta-feira, 25 de julho de 2013

Separados à nascença?


21 comentários:

  1. pmp, esta já é antiga!... circulou pelo FB logo após o casamento :-)
    sofia

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  2. Essa já é velha PIPOCA!

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  3. Oh! Só a vi a semana passada, no FB. Fartei-me de rir.

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  4. Também ainda não tinha visto! Será que foi inspiração!? :D

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  5. Como recompensa pelo meu interesse à causa, foi-me gentilmente concedido pelo (a) administrador (a) desta fracção, o privilégio da erudição e uma visita guiada ao condomínio, responsabilidade essa atribuída ao senhor Josefino Bemvindo, – morador de recente data mas de créditos já bem firmados, – que rapidamente fez o favor de me informar que não me admirasse nem levasse em linha de conta alguns trolls desatinados que certamente encontraríamos deambulando por ali na estrita e única missão da azucrinar os miolos aos pacatos moradores do burgo.

    Ele mesmo, “veja ao que chegou a maledicência desta gente, senhor Corvo,” fora selvaticamente agredido ao chegar por um irado morador, residente de longa data e cujo aparecimento se perdia na memória dos tempos, que lhe dissera que quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré, mas e contra todas as reais probabilidades, ele, Josefino Bemvindo, homem de convicções bem estruturadas, insistira e se ainda não era, pouco lhe faltava para se alcandorar à directoria do Aviário.

    Depois de um lauto almoço num restaurante de renome ali para os lados de Cascais, a súbita indisposição intestinal do meu companheiro de repasto levou-o a correr desenfreado em direcção aos lavabos, não que sem antes não se esquecesse de doutamente me prevenir enquanto corria apertando a dorida barriga, para não dar gorjetas imerecidas. Aliás, a sua atenciosa preocupação era tanta que não se escusou, quando algum tempo depois regressou manifestamente mais aliviado da tortura intestinal que desapiedadamente o assolara, indagar se dera gorjeta a algum servidor incompetente. Quando soube que não, que não dera, ficou verdadeiramente mais feliz e incomparavelmente mais aliviado..

    Seguidamente e na mais completa harmonia e prazenteira disposição de espírito de quem está de bem com o mundo e arredores, demos início à nossa visita, por ele guiada.

    (Continuará ... ou não)

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    1. LOL LOL LOL...
      Continua, continua, continua. Please!!!

      Maria.

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    2. Amigo Corvo, o amigo haveria de ter tomado o lugar do Peixoto, ali naquela iniciativa do Expresso. A coisa promete.

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  6. Não tem nada a ver, mas apetece-me criar um blog só para chamar abutres aos que estão hoje a postar o video do descarrilamento na Galiza. Deixem isso para os noticiários da net, esqueçam o contador de visitas ao menos por hoje, caramba!

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  7. Ao passarmos por uma residência, altamente fortificada por altos e grossos muros medievais, o meu cicerone mostrou-se muito cauteloso e denotando evidente receio, aconselhou-me a máxima prudência e extremo cuidado, que passássemos rapidamente sem perdermos tempo em perigosas contemplações devido aos ferozes caninos que a sua proprietária, sem quaisquer sombra de remorsos, treinava na cruel arte predatória. “Nem as osgas escapam, senhor Corvo” Sussurrou-me verdadeiramente horrorizado. “Repare que nem os pássaros por aqui voam, e quando por obrigações inerentes às suas migrações o fazem, é sempre a planarem de costas a fim de não serem reconhecidos pelas brutas feras”

    Por essa ocasião já a minha atenção se prendera com um carro de uma conceituadíssima marca alemã, com dois escapes embelezadores a cromado polido, um primor de carro jogado numa valeta, numa posição nada consentânea com a sua real classe. “Foi ela, senhor Corvo, a treinadora dos carnívoros que espetou ali com o pai”. Mas então... e porquê? – Indaguei naturalmente admirado. “Vá-se lá saber, senhor Corvo; o que se passa na cabeça de uma admiradora de Betoneiras. Vamos embora depressa que já os ouço rugir lá dentro” Terminou verdadeiramente em pânico.

    Tamanha convicção fez-me pensar na nossa periclitante integridade física em risco, e demo-nos pressa em abandonar tão tenebroso lugar.

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    1. Aj. Ah ah ah ah ah eu não dizia? Continue, por favor que isso vai passar a post quando terminado. Com a sua autorização pois claro.

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    2. Ahahahhahahahahahahahahhahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahaha
      hum... parece-me que reconheço esta fortificação de algum lado... :DDDDDDD

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  8. Ainda não refeito do choque provocado pelas sinistras revelações do Josefino, encetamos a jornada e fomos tombar sobre duas soberbas moradias geminadas ostentando cada uma um grande painel, onde bem alto se liam em letras garrafais, numa: “TODOS AO ARRAIAL QUE AMAR NÂO FAZ MAL, e na outra, TUDO CONTRA A MALDADE NADA CONTRA A HUMANIDADE.
    Interroguei o Josefino sobre o que aquilo queria dizer. É uma história enternecedora sobre a problemática da agressividade humana convertida ao arrependimento. – Esclareceu o Josefino. – As proprietárias destas mansões andaram longo tempo numa guerra acesa e sem quartel pelo direito à governação do condomínio, sanguinária e verdadeiramente cruel, mas foram miraculosamente tocadas pela Inspiração Divina, depuseram armas e hoje são o exemplo mais belo do que é e deve ser a fraternidade de almas. Exemplo a seguir, mas infelizmente ignorado pela restante comunidade. – Concluiu, visivelmente comovido, o Josefino.
    – Então e não restam quaisquer ressentimentos ou resquícios de agressividade? – Quis eu saber mais, profundamente tocado por tão comovente exemplo.
    – Nenhuns, senhor Corvo, – assegurou o Josefino com total convicção. – Uma beligerante fez uma peregrinação a Fátima, de joelhos, e redimiu-se de todos os seus pecados passados, passou a dar esmolas aos velhinhos e hoje dedica-se às grandes causas que afligem o mundo, uma vida dedicada à humanidade sofredora, realizando palestras onde na mais bela dicção e perfeita prelecção, lembra aos mais esquecidos de que todos têm uma medula óssea a preservar.
    – Lindo! Que comovente exemplo. – Concordei profundamente emocionado.
    – E não é tudo! – Avançou com arrebatamento, o Josefino. – E ciência! Assumiu como realização primordial da sua existência, o esclarecimento ao mundo do insondável e nunca desvendado enigma da natureza, por que razão o pão com manteiga cai para baixo com ela, para cima com margarina e se queda na vertical se barrado com banha.
    Entretanto eram horas de almoço, e o Josefino prometeu contar-me sobre a outra beligerante numa ocasião mais oportuna.

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    1. Ah ah ah ah ah que delicia.
      Querido Corvo, o post de 2ª feira de manhã será seu!

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  9. Sugeri ao Josefino, já que estávamos ali pelas imediações da mansão da segunda ex-beligerante, se não seria de toda a conveniência fazermos-lhe uma visita a fim de tomarmos conhecimento dos factos em viva voz prestados sem a eterna dúvida do disse que disse alheio, mas o Bemvindo, muito ajuizadamente, fez-me ver a impossibilidade de tão racional sugestão, aventando que, provavelmente, não seriamos recebidos com pompa e circunstância dado o singelo facto de o dia só ter 24 horas, manifestamente insuficiente para suprir os imensuráveis afazeres da prendada senhora.
    Estávamos nisto quando deu entrada pelas traseiras da mansão um camião proveniente do Continente, que sem grandes conversas e menos hesitações, os oito funcionários da Empresa deram em descarregar 187 grades de vinho Rosé, que com denodado afã se davam pressa em enfiá-las para dentro da habitação.
    Perante a minha natural perplexidade, o Josefino explicou-me que a coisa não tinha nada de insólito, tão-pouco era merecedora de admiração e muito pelo contrário. Era a fonte de inspiração da senhora, fiável, segura e credível da sua máxima confiança, a fim de poder terminar com todo o brilhantismo a empreitada dos 3782271 caracteres do seu Best-seller que iria revolucionar o mundo da literatura, intitulado; (estava, ou melhor; estivera no segredo das musas mas, despudoradamente, uma agente infiltrada, por meio de artimanhas só dela conhecidas, tinha-se imiscuído no sistema e com requintes de malvadez tinha espalhado ao mundo o título da Obra-Prima e agora já galgara fronteiras. “ O senhor Corvo sabe o que quero dizer, não é? Isto para vlipendiarem uma pessoa são todos umas vedetas”. Que bem vistas as coisas nem era assim muito mau pois dava-lhe publicidade prematura, mas, enfim; sabe-se como são os escritores, não gostam de ser ver defraudados do efeito surpresa, mas já estava já estava e agora só restava avançar).... Mas, de que falava ele, afinal?
    – Do título, – lembrei-lhe.
    – Ah, pois! Do título, é isso! – Assentou o Josefino. – “O Parir Da Princesa a Ganir Mais Do Que Uma Cadela”
    Concordei com o Josefino. Que sim, de facto! A medo lá fui aventando se as 187 grades de Rosé seriam suficiente estímulo à inspiração necessária para levar a cabo tanta grandiosidade, mas ele tranquilizou-me asseverando que sim, eram! Não era por aí que o gato lá ia.
    – Normalmente dezoito grades são suficientes, mas isso é quando se trata e literatura menor e sem Estilo, vá lá; mas aqui é diferente e o caro Corvo há-de concordar que a empreitada é de monta.
    Entretanto a minha atenção já navegava por outras paragens, se bem que que nunca dali tivéssemos arredado pé, sobre o que começara; primeiro por um ajuntamento de meia dúzia de personalidades e que num ápice passara a uma multidão desenfreada e nervosa, em que os de trás atropelavam os da frente na tentativa de ocuparem os lugares primeiros, e aquilo buliu com a minha curiosidade, que logo o Josefino, poço inesgotável de conhecimentos, se apressou a clarificar dizendo que aquilo era mais uma iniciativa da prendada senhora e que se tratava de uma passeata em tipo meio acelerado, que ele desconfiava que não passava mesmo de um défilé avec souplesse, mas que não difundisse a coisa porque era assunto altamente secreto, havendo até, gente mais cautelosa, que avançava como sendo segredo de Estado.
    – É presidida pelo senhor Assentadinho, portanto não só é coisa secreta como altamente prestigiante para os felizes contemplados por convite personalizado. Ainda está numa fase embrionária, mas como o senhor Corvo pode constatar por si mesmo, o Portugal selectivo aderiu em peso.

    (segue)

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  10. Indaguei ao meu companheiro se o senhor Assentadinho não era aquele senhor que passara por ali mesmo há bocadinho, mas desgraçadamente tal facto passara-lhe despercebido. Contudo, não se escusou, verdadeiramente empolgado, a perguntar-me se vinha equipado a preceito para a promenade, e eu disse-lhe que não me parecia.
    – Tem a certeza, senhor Corvo? Não vinha equipado com ténis Asics Gel Kinsei, top Adistar e Shorts Run Bs Pd? Não vinha?
    – Não! Que eu desse conta vinha vestido com camisa e gravata Louis Vuitton, fato Giorgio Armani, relógio Bvlgari e sapatos Dolce & Gabbana.
    – Que pena! Então esta malta bem pode regressar à sua casinha e esquentar o refogado, que a coisa já era.
    – Então porquê?
    – Porque foi andar de barco e aproveitar para pescar à linha.
    O Josefino ainda me foi adiantando que havia ali pelo condomínio gente altamente suspeita, digna de registo, mas que dado o adiantado da hora ficaria para uma melhor oportunidade.

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    1. Amigo Corvo, veja lá se finaliza a coisa, olhe que eu vou de férias, não tarda.

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    2. Ah! Vai de férias! Pensei que ia de ferias para onde agora o fashionismo deu todo em ir.

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    3. Para a Comporta? Não, eu gosto de sítios mais quentes e com menos melgas. Para além do mais, ouvi dizer que o objectivo desse hippie-chic é ir brincar aos pobrezinhos, coisa que não é de todo do meu agrado.
      (para além do mais, a praia do Pego nunca mais foi a mesma coisa desde que fechou o Aqui há peixe)

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    4. Ou isso! O importante é que não vai de...ferias e vai de férias!
      Ou por outra: vai de férias mas não ferias ninguém.
      Ou é preciso segurar o copo para a menina beber? Hã?!

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  11. LOL LOL LOL!
    Isto sim, é humor em todo o seu esplendor!
    A.D.O.R.E.I!!!

    Sheila Carina. ;)

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