sexta-feira, 26 de julho de 2013

As palavras que nunca te direi

vermelho: a menos que se refiram aos peles-vermelhas
aleijar: as pessoas magoam-se
sanita: é retrete caramba!
campo de ténis: tereis ouvido falar em courts?
tourada: é corrida de touros, corrida!
borrada: as pessoas não se borram, nem de medo nem de outras coisas, borrados só os papeis e de tinta, capice?
menina: não dizer a terceiros, a propósito da vossa filha "a menina está doente, coitadinha", devereis dizer a minha filha.... mas podereis tratar a tua própria filha por menina sempre que a ela te dirigires directamente "Carminho, a menina quer um sorvete?"
mala: a menos que seja de viagem é carteira
esposa: não consigo comentar isto
prenda: presente é mais fino

(obrigada pelas contribuições, mais alguma é só dizer)

84 comentários:

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    1. Até fui reler o post, a ver se tinha alguma indirecta. Não tem. Ah ah ah ah

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  2. lololol.
    Falta o "Tá a ver?"
    Nunca digas:"percebestes?"

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    1. Mas podereis usar o tratamento na 2ª pessoa do plural

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  3. Eu digo essas palavras todas e continuarei a dizer. Para mim encarnado não é nem nunca será uma cor. Parece-me que a maior parte dessas palavras são mais usadas aqui no Norte. É como café. Eu quando vou ao Sul não peço uma bica, peço café. E retrete é uma palavra a meu ver horrivel.

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    1. É possível som senhora, aqui em baixo é encarnado.

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    2. Bem não sei. Aí no Sul na pré-primária quando ensinam as cores ensinam vermelho ou encarnado?

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    3. Acho que encarnado, não tenho a certeza, por aqui também há muita gente que diz vermelho, mas se for para o Norte quase não ouve dizer encarnado. Dizem vermêlho, acentuando bem o "e". Nós damos-lhe um som de "a", tal como em joelho. Daí que muitos crianças comecem por escrever "joalho"

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    4. Ensinam vermelho.

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    5. No norte não se ouve muito vermêlho e na invicta e arredores é bermelho mesmo! Eu diria que essa pronúncia se ouve mais no centro e interior centro. Por exemplo, já repararam que o nosso albicastrense favorito diz Pedro Passos Coêlho? Aqui em Lisboa nunca reparei se usam o termo encarnado, mas o vermalho sim, ouço com frequência.

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    6. Tem razão eu estava a pensar em Viseu e afins, na verdade é interior. Mas em Setúbal também dizem "vermêlho"

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    7. Na escola da minha filha - que não é a norte nem a sul - dizem ensinam encarnado. Cada turma tem um bibe de sua côr e no próximo mês de Setembro passará para "o bibe encarnado".

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    8. Mas em Lisboa é vulgar as pessoas pedirem café, nem sempre se diz bica.

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    9. Por acaso é raro ouvir alguém pedir uma bica por aqui. Assim como no Porto ninguém com menos de 70 anos pede um cimbalino.

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  4. Nem toda/os as pessoas”seres humanos”são possuidores da sua elevada sabedoria.

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    1. O mais correcto até seria dizer havaiana. Ah ah
      Não sei porqué, mas o vermelho soa-me a diabos vermelhos e eu cá sou muito verde.

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    2. E sabe a miss Pipoca o porquê da substituição do vermelho pelo encarnado?
      Porque "vermelhos" eram os comunistas... era por isso que as avós nos corrigiam sempre... :DDDD

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    3. Ah ah ah ah ah ah isso explica muita coisa. Lá em casa sempre foi encarnado.

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    4. Estou tramada...ainda passo por comuna...
      :DD

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  6. Eu digo e direi sempre aleijar. É uma questão cultural. Sou uma mulher do norte carago!

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  7. E tentar comprar um pote/penico para a criança alapar(do verbo sentar) o rabo (=derrière)no nosso Algarve e descobrir que afinal o que andava à procura era um bacio??

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    1. Ah ah ah ah é verdade sim, um pote é de barro
      Por cá também não há finos, só imperiais

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    2. Isso é porque nunca experimentaste um fininho à maneira Pipoca! Imperial era uma cerveja muito má, tão má que acho que já nem existe...

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    3. Ah ah ah Ana imperial só conheço Sagres e super bock. E prefiro a ultima que é mais leve. A Sagres tem um sabor mais vincado.

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  8. campo de ténis: tereis ouvido falar em courts?

    Para quê usar um estrangeirismo se temos em português (uma língua muitíssimo mais rica que o inglês)?

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  9. E ensine aos cavalheiros que não se apresenta a ninguém as caras metades como " a minha esposa" ....

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    1. Ui! Esqueci-me dessa! Vou acrescentar! Obrigada

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    2. E "meu esposo"???
      Cruzes!

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    3. e a minha "senhora"? uiii

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  10. Por acaso em Portugal é tourada. As corridas de touros são em Espanha.
    Este post é tão Margarida Rebelo Pinto. Sem ofensa! :)
    E falta a prenda e o presente.

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    1. Por acaso é corrida, quem é do meio diz corrida e se tiver atenção aos anúncios também dizem corrida.
      Prenda não me faz comichão, embora presente seja mais fino, sim senhora.

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    2. Pois eu digo: "vou aos touros", ou; "quinta-feira há touros no Campo Pequeno"...

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  11. Sanita é o objecto em si. Retrete é o local onde ele se encontra. Preferível substituir por lavabo ou W.C.

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    1. Sempre ouvi dizer que a retrete está na cada de banho, quando muito no lavabo. WC também me faz comichão.

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  12. Ah e aqui no Porto normalmente não se fica borrada de medo é cagada mesmo. :)

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    1. Ora, eu fico com medo, cheia de medo, vá.... Não me acontecem essas coisas ah ah ah

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  13. Isto agora não tem nada a ver, Pipoca, mas eu ainda gostava que alguém com insight nisto dos blogs me explicasse o que aconteceu à Kitty Fane, de quem eu gostava aqui há uns anos atrás e que sofreu um reset qualquer que a faz debitar cliché e presunção por todo os poros agora. Dantes eram clichés à la Carrie, mas era um cor-de-rosa light acessível. Agora de repente a fórmula do "true love" é patenteada por ela, ninguém conhece os segredos do universo como ela, não há cinzentos, não há dúvidas, só há certezas e verdades universais. Alguém me explica isto?

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    1. Não faço ideia, é blog que não sigo.

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    2. A "piquena" casou-se, e pronto, renasceu uma Kitty Fane Maria.

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  14. Enganou-se, querida pipoca.

    Tourada não é corrida de touros. É mais tortura de touros. ;)

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  15. Ah, e eu nunca digo encarnado. É vermelho, mesmo.

    E aposto que a Pipoca também não diz cruzetas. ahahah

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  16. Posso dizer uma, posso? Posso? Carteira! Não mala. Mala é de viagem. E sim, vamos aos touros quando a querida queira. E, esposa já se sabe, arrepia-me os pelos dos braços! M

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    1. Aí! Como é que me escapou essa? Vou acrescentar

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    2. Mala é de viagem. Carteira é de dinheiro. (Ou de clientes, vá). Bolsa é acessório com uma carteira dentro.

      Filipe e não Felipe. Ministro e não Menistro. Ah, não estavamos a falar de pronúnciações, só de sinónimos, não é?

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    3. Pois claro que há. A esses chama-se Felipe, lá está. Eu estava a falar dos Filipes. São nomes diferentes, não percebi a confusão. Eu também não chamo André ao meu amigo José. Mas também há Andrés no mundo, de facto, e ainda bem.

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    4. Há Felipes pois, em Espanha há resmas deles.

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  17. A menina está tão possidónia

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  18. cruzeta e näo cabide, bolo de bacalhau e näo pastel, andar a cavalo e nao de cavalo

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    1. Montar a cavalo que andar em cima dele só no volteio artístico.

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  19. Serão tudo questões culturais (sempre vivi do Porto para cima) mas nunca direi ténis referindo-me a sapatilhas, nem encarnado, nem carcaça referindo-me a pão. E bijú? Mais alguém chama bijú aqueles pães redondinhos?

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    1. Bijú é trop mignon! :)

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    2. Pois é! :) Em Trás os Montes diz-se assim!

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    3. Bijú! É assim que se diz no Minho.

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    4. Trás os Montes é enorme, por isso usam-se outros termos, como carcaça, molete, entre outros.

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  20. Ah... E dificilmente (muito dificilmente) alguma vez tratarei uma criança na 3ª pessoa... A sério, dá-me urticária...

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    1. Já estava a desesperar, ninguém reagia.... Obrigada NM

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    2. Eu teria reagido há 3 anos quando me mudei para a capital, agora até já me habituei. Então desde que vivo na zona da Estrela acho que é raro ouvir uma pai tratar os filhos por tu. Eu sei que não se julga a educação dos outros, mas é coisa que me ultrapassa completamente. Nem os meus avós tratava por você...

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    3. Pois que será tudo uma questão de hábito e cultura. O preconceito é muito feio, mas a mim soa-me sempre a novo riquismo pedante... Mas lá está... Diz que a malta do norte não é tão dada a essas caganças...

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    4. Mas cara Pipoca, tu fica tranquila.... Se algum dia eu me cruzar com o little George Alexander a banhos no Algarve eu comporto-me! :)

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    5. Pobre criança rica....
      (A mim o que me faz comichão é ouvir a miudagem a tratar todo e qualquer adulto pelo nome próprio e na 2ª pessoa, acho uma falta de educação e de respeito, até pode ser que seja cultural, mas o respeito é bonito e eu gosto)

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    6. Nunca tratei os meus pais por vocês. Até há bem pouco tempo tratava a minha avó por tu, mas hoje em dia sai-me o você. Não acho que a desrespeite por tratá-la por tu... mas sai-me antes o você. Os meus irmãos usam o "tu" e ela gosta na mesma.

      No entanto, trato qualquer outra pessoa por você, senhor e senhora. Na minha família não temos essas manias, mas para os outros a coisa é diferente.

      Quanto ao resto, tenho 24 anos, gosto que me tratem por tu... Mas não vamos abusar. À gente que me trata como se tivesse andado comigo na escola. Quando são conhecidos, pois tudo muito bem, adoro que assim seja. Mas faz-me alguma confusão entrar numa loja e ser tratada por tu, enquanto os mais velhos são tratados por você. Não me importo, mas não gosto que falem para mim de forma menos... polida... só por ser jovem.

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  21. Mas o respeito não se mede pelo tu ou você, penso eu. Já me faltaram muitas vezes ao respeito enquanto me tratavam por você. Mas, se calhar isso é a minha costela espanhola a falar.

    NM, ali para os lados da foz há quem tenha esse hábito. É gente que não é do Norte certamente!

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    1. Quando uma criança fala com um adulto como se este fosse um colega de escola eu acho que é falta de respeito..
      Mas eu trato toda a gente por senhora e senhor, já cheguei ao ridículo de estar a ser atendida e tratar a empregada por senhora enquanto era tratada por você. E acho iodo uma falta de educação e de respeito, ainda que sem intenção.

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    2. Bem, já dizia a Dra Rute Remédio, as opiniões são como as vaginas... Eu sempre tratei os meus pais, tios, avós, primos e amigos dos meus pais por tu. Sempre com muito respeitinho e nunca como de fossem colegas da escola. Os meus pais foram muito rigorosos na educação das filhas, mas preocuparam-se mais com coisas como dizer sempre bom dia, boa tarde, por favor, obrigada e com o respeito pelos mais velhos, do que com esses detalhes. Hoje em dia, quem não conheço, e porque sei que a sociedade assim o espera, trato também por senhor/a ou uso o nome próprio seguido da 3ª pessoa do singular, detesto a palavra você. Contudo, sempre que sinto confiança para tal sou a primeira a dizer que me podem tratar por tu.

      P.S. Estava aqui a pensar que sempre tenho tratado a pipoca por tu, vou passar a tratá-la por Senhora Pipoca! Ou Sô Dona Pipoca! Até que fica castiço!

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    3. não penso ter filhos e apesar dos meus pais acharem muito moderninho que eu os tratasse por tu (e nao foi por isso que fui menos bem educada ou me ensinassem menos o valor do respeito ou eu entendesse menos o valor de um olhar mais gélido :) ), se os tivesse não os deixaria que me tratassem por tu nem os trataria por tal. nem o faço aos meus sobrinhos. É importante, num mundo em que eles recebem estimulos de varios lados, em que os pais não chegam a todas, percebam que os adultos, sejam família, estranhos, professores, merecem respeito e há uma linha, sim senhora, que separa os amiguinhos dos pais, dos vizinhos, dos familiares, das pessoas nos transportes públicos, nos supermercados, e que todas as pessoas devem ser tratadas com educação e boas maneiras e às crianças é-lhes exigido respeitinho. do mesmo modo como merecem atenção, carinho e tempo para a palhaçada. e uma boa palmada quando estão armados em parvos

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    4. Ah ah ah ah ah ah ah Ana
      Eu sempre tratei os amigos dos meus pais por tio ou tia. Era a forma de evitar o tratamento pelo 1º nome, demasiado informal, ou por senhor ou Sra. Dona, demasiado formal.
      E realmente não gosto que um pirete de 10 ou 11 anos me trate por tu e pelo no e próprio. Reservo o "tu" para aqueles com quem tenho intimidade. Os restantes são tratados na 3ª pessoa, evitando o você que é palavra da qual não gosto.

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    5. Não percebo qual o mal do uso do nome próprio, sinceramente. Quer dizer, acho que se me chamasse Sheila Carina não quereria ser tratada pelo nome próprio... (ahahah, não resisti!)

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    6. Ah ah ah ah ah
      Suponho que seja uma questão de hábito. Para mim o tratamento pelo nome próprio implica igualdade e familiaridade. E a criança não está em pé de igualdade para com o adulto, no sentido em que há uma série de cousas que eu lhe posso dizer nas se ela me as disser será falta de respeito.

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    7. Bem, estávamos a falar de adultos a dirigirem-se a crianças certo?
      Eu acho, a menos que haja uma cultura familiar nesse sentido, completamente desproporcional tratar uma criança na 3º pessoa. A mim não me faz sentido ver um avô tratar o neto pequeno por tu e o pai (dessa linhagem) tratar a criança na 3ª pessoa. Já o escrevi ontem, o preconceito é muito feio mas a mim soa-me sempre a pedantismo, a um novo riquismo cagão que eu não suporto, mesmo! Agora sei que há famílias em que o tratamento é mais formal (porque sim, porque sempre foi assim), mas não é tanto a esses que me refiro…
      Falando de crianças a dirigirem-se a adultos é claro que o caso muda de figura… Não tanto por uma questão de respeito mas por uma questão de intimidade que eles têm de saber reconhecer. (Porque, convenhamos, a nível de respeito eles respeitam aquilo que nós exigimos que respeitem e aquilo que nos vêem respeitar, tal como o que lhe exigem/vêem na escola.) O meu filho de 3 trata qualquer adulto por sr. ou sra. (seguido do nome quando o sabe) e só sai desse registo quando as próprias pessoas lho dizem mas nunca vai para o “tu” (a menos que seja família ou amigos cá de casa). Simples, ele percebe!

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    8. Credo, que snobismo que para aqui vai! É por originarem pessoas assim, com manias de superioridade, de que o respeito se mede por "títulos" e guiões de "boas maneiras" aliadas às aparências, por isto é que as pessoas "normais", os pleubeus, acham que tantas peneiras no tratamento de crianças geram adultos descompensados e, enfim, snobs.

      Eu nunca na vida trataria alguém por tio/tia que não fosse efectivamente meu tio/tia. Mas isso já deve ser regional. No entanto, não aceito que os meus sobrinhos me tratem assim, é pelo meu nome e acabou-se. Precisamente porque eu não sei os nomes nem tenho intimidade nenhuma com quem chamo de tio, e aos meus tios do coração, chamo-os de madrinha e padrinho. Porque é com o maior carinho que o faço. Acho que associo o tio/tia a estas manias que não suporto.

      Trato os meus pais por tu e nunca faltei ao respeito a ninguém. Nunca em circunstância alguma, nem quando fui desrespeitada ou achincalhada por que razão fosse, nunca faltei ao respeito a ninguém. Sempre tratei todos os adultos que não os meus pais por senhor(a) ou pelo seu nome. Tenho uma relação de máximo respeito e cumplicidade com os meus pais.
      Nunca aceitei tratar alguém por doutor, por mais que o seu complexo de inferioridade e ego o exigisse, nem aceitarei, é pelo nome de baptismo que trato as pessoas, é assim que EU respeito e exijo respeito. A tratar as pessoas pelo que são, a tratar toda a gente por igual, com o mesmo respeito. Porque não acho que o respeito esteja dependente de idades, de géneros nem estatutos sociais. E parte, sobretudo de dentro, de quem o tem. Não de quem precisa de regras de conduta para o reconhecer ou demonstrar.

      Mira

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    9. Sim, Mira, acredito mesmo que se dirija a um médico num hospital e o trate pelo nome simplesmente! Se eu fosse médica e aí estivesse a Sra passava vergonhas, pode acreditar!!

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    10. Sim, anónimo, um médico é um doutor, obviamente, não porque é mais do que ninguém, mas sim por que foi assim popularizado o tratamento a um médico, em vez de se utilizar a palavra "médico" a preceder um nome próprio. Mas também estando só duas pessoas num gabinete não sinto a necessidade de estar sempre a direccionar o meu discurso com um vocativo. É raro incluir um "ó doutor... mas o doutor sabe", limito-me a operar com um sujeito subentendido. Por isso, não me lembro de referir muitas vezes na minha vida essa palavra, é um facto. E eu falei em títulos. Também não chamo os meus pais pelo nome deles, chamo-os de mãe e pai. Se fosse comum tratar um padeiro pelo nome da sua profissão também o faria, mas não é e seria rídiculo. E se o anónimo acha que tem o direito a ridicularizar alguém ou fazer alguém "passar vergonhas", eu já acho que isso diz muito da sua educação também.

      (E se lesse bem, veria que eu me referi a quem exige o tratamento de doutor para se superiorizar a alguém, achando que isso é "respeito", como mero exemplo.)

      Mira

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  22. Vamos reabilitar o "você", que má vontade contra esta forma de tratamento..."você" é o parente pobre, a ovelha ranhosa dos tratamentos, lol...vamos dar uma oportunidade ao "você".Eu apoio o "você"...e vocês, anh? lololol

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    1. Não é "ovelha ranhosa", mas sim "ovelha ronhosa". ;)

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    2. Eu sei mas como sou da plebe digo ranhosa :))

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  23. Ai da minha criança que trate alguém por "tu" sem ser da idade dela.
    Leva logo UMA CHAPADA, a MENINA :)

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