quarta-feira, 31 de julho de 2013

Chapéus há muitos

Entre o último artigo de opinião, do Marinho e Pinto, no qual imbecil e desrespeitosamente compara o Santo Padre ao líder da Coreia do Norte, a entrevista de Cristina Espírito Santo à revista Expresso com aquilo de ir brincar aos pobrezinhos e a onda de indignação que alastrou pelo FB, com grupos organizados a combinar invadir a Comporta, fica-me a suspeita de que esta gente tem toda muito pouco que fazer, além de um coeficiente de inteligência emocional a rasar o zero. Uns dizem imbecilidades, outros fazem-nas. Tenho para mim que os últimos não são muito melhores, ao menos a proferir uma imbecilidade gasta-se uns segundos, já a organizar uma invasão à Comporta, debitando disparates nas redes sociais perde-se muito tempo, tempo esse que poderia ter sido gasto a fazer algo de útil, como ajudar os tais pobrezinhos por quem se indignam (já nem digo a trabalhar, de certeza que estão todos de férias ou desempregados).

(E porque raio é que a Comporta agora é a última Coca Cola do deserto? É que já foi comparada aos Hamptons, obviamente por alguém que nunca esteve nos Hamptons...)

Uma aventura na Blogolândia

"Sugeri ao Josefino, já que estávamos ali pelas imediações da mansão da segunda ex-beligerante, se não seria de toda a conveniência fazermos-lhe uma visita a fim de tomarmos conhecimento dos factos em viva voz prestados sem a eterna dúvida do disse que disse alheio, mas o Bemvindo, muito ajuizadamente, fez-me ver a impossibilidade de tão racional sugestão, aventando que, provavelmente, não seriamos recebidos com pompa e circunstância dado o singelo facto de o dia só ter 24 horas, manifestamente insuficiente para suprir os imensuráveis afazeres da prendada senhora.
Estávamos nisto quando deu entrada pelas traseiras da mansão um camião proveniente do Continente, que sem grandes conversas e menos hesitações, os oito funcionários da Empresa deram em descarregar 187 grades de vinho Rosé, que com denodado afã se davam pressa em enfiá-las para dentro da habitação.
Perante a minha natural perplexidade, o Josefino explicou-me que a coisa não tinha nada de insólito, tão-pouco era merecedora de admiração e muito pelo contrário. Era a fonte de inspiração da senhora, fiável, segura e credível da sua máxima confiança, a fim de poder terminar com todo o brilhantismo a empreitada dos 3782271 caracteres do seu Best-seller que iria revolucionar o mundo da literatura, intitulado; (estava, ou melhor; estivera no segredo das musas mas, despudoradamente, uma agente infiltrada, por meio de artimanhas só dela conhecidas, tinha-se imiscuído no sistema e com requintes de malvadez tinha espalhado ao mundo o título da Obra-Prima e agora já galgara fronteiras. “ O senhor Corvo sabe o que quero dizer, não é? Isto para vlipendiarem uma pessoa são todos umas vedetas”. Que bem vistas as coisas nem era assim muito mau pois dava-lhe publicidade prematura, mas, enfim; sabe-se como são os escritores, não gostam de ser ver defraudados do efeito surpresa, mas já estava já estava e agora só restava avançar).... Mas, de que falava ele, afinal?
– Do título, – lembrei-lhe.
– Ah, pois! Do título, é isso! – Assentou o Josefino. – “O Parir Da Princesa a Ganir Mais Do Que Uma Cadela”
Concordei com o Josefino. Que sim, de facto! A medo lá fui aventando se as 187 grades de Rosé seriam suficiente estímulo à inspiração necessária para levar a cabo tanta grandiosidade, mas ele tranquilizou-me asseverando que sim, eram! Não era por aí que o gato lá ia.
– Normalmente dezoito grades são suficientes, mas isso é quando se trata e literatura menor e sem Estilo, vá lá; mas aqui é diferente e o caro Corvo há-de concordar que a empreitada é de monta.
Entretanto a minha atenção já navegava por outras paragens, se bem que que nunca dali tivéssemos arredado pé, sobre o que começara; primeiro por um ajuntamento de meia dúzia de personalidades e que num ápice passara a uma multidão desenfreada e nervosa, em que os de trás atropelavam os da frente na tentativa de ocuparem os lugares primeiros, e aquilo buliu com a minha curiosidade, que logo o Josefino, poço inesgotável de conhecimentos, se apressou a clarificar dizendo que aquilo era mais uma iniciativa da prendada senhora e que se tratava de uma passeata em tipo meio acelerado, que ele desconfiava que não passava mesmo de um défilé avec souplesse, mas que não difundisse a coisa porque era assunto altamente secreto, havendo até, gente mais cautelosa, que avançava como sendo segredo de Estado.
– É presidida pelo senhor Assentadinho, portanto não só é coisa secreta como altamente prestigiante para os felizes contemplados por convite personalizado. Ainda está numa fase embrionária, mas como o senhor Corvo pode constatar por si mesmo, o Portugal selectivo aderiu em peso."

(Continua)
Graciosidade  do estimado Corvo

terça-feira, 30 de julho de 2013

Reformulo

Os animais são todos iguais mas uns são mais iguais que outros.

In Animal farm

Há uma linha

Que separa quem pode e não pode brincar com aquilo dos blogs que se transformam em livros de altíssimo gabarito.

Uma aventura na Blogolândia

"Ainda não refeito do choque provocado pelas sinistras revelações do Josefino, encetamos a jornada e fomos tombar sobre duas soberbas moradias geminadas ostentando cada uma um grande painel, onde bem alto se liam em letras garrafais, numa: “TODOS AO ARRAIAL QUE AMAR NÂO FAZ MAL, e na outra, TUDO CONTRA A MALDADE NADA CONTRA A HUMANIDADE.
Interroguei o Josefino sobre o que aquilo queria dizer. É uma história enternecedora sobre a problemática da agressividade humana convertida ao arrependimento. – Esclareceu o Josefino. – As proprietárias destas mansões andaram longo tempo numa guerra acesa e sem quartel pelo direito à governação do condomínio, sanguinária e verdadeiramente cruel, mas foram miraculosamente tocadas pela Inspiração Divina, depuseram armas e hoje são o exemplo mais belo do que é e deve ser a fraternidade de almas. Exemplo a seguir, mas infelizmente ignorado pela restante comunidade. – Concluiu, visivelmente comovido, o Josefino.
– Então e não restam quaisquer ressentimentos ou resquícios de agressividade? – Quis eu saber mais, profundamente tocado por tão comovente exemplo.
– Nenhuns, senhor Corvo, – assegurou o Josefino com total convicção. – Uma beligerante fez uma peregrinação a Fátima, de joelhos, e redimiu-se de todos os seus pecados passados, passou a dar esmolas aos velhinhos e hoje dedica-se às grandes causas que afligem o mundo, uma vida dedicada à humanidade sofredora, realizando palestras onde na mais bela dicção e perfeita prelecção, lembra aos mais esquecidos de que todos têm uma medula óssea a preservar.
– Lindo! Que comovente exemplo. – Concordei profundamente emocionado.
– E não é tudo! – Avançou com arrebatamento, o Josefino. – E ciência! Assumiu como realização primordial da sua existência, o esclarecimento ao mundo do insondável e nunca desvendado enigma da natureza, por que razão o pão com manteiga cai para baixo com ela, para cima com margarina e se queda na vertical se barrado com banha.
Entretanto eram horas de almoço, e o Josefino prometeu contar-me sobre a outra beligerante numa ocasião mais oportuna."

(continua)

Graciosidade  do estimado Corvo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A Picante também fala sobre o principezinho

"Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."

Uma aventura na Blogolândia ou os meus comentadores são melhores que os vossos

"Como recompensa pelo meu interesse à causa, foi-me gentilmente concedido pelo (a) administrador (a) desta fracção, o privilégio da erudição e uma visita guiada ao condomínio, responsabilidade essa atribuída ao senhor Josefino Bemvindo, – morador de recente data mas de créditos já bem firmados, – que rapidamente fez o favor de me informar que não me admirasse nem levasse em linha de conta alguns trolls desatinados que certamente encontraríamos deambulando por ali na estrita e única missão da azucrinar os miolos aos pacatos moradores do burgo.
Ele mesmo, “veja ao que chegou a maledicência desta gente, senhor Corvo,” fora selvaticamente agredido ao chegar por um irado morador, residente de longa data e cujo aparecimento se perdia na memória dos tempos, que lhe dissera que quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré, mas e contra todas as reais probabilidades, ele, Josefino Bemvindo, homem de convicções bem estruturadas, insistira e se ainda não era, pouco lhe faltava para se alcandorar à directoria do Aviário.
Depois de um lauto almoço num restaurante de renome ali para os lados de Cascais, a súbita indisposição intestinal do meu companheiro de repasto levou-o a correr desenfreado em direcção aos lavabos, não que sem antes não se esquecesse de doutamente me prevenir enquanto corria apertando a dorida barriga, para não dar gorjetas imerecidas. Aliás, a sua atenciosa preocupação era tanta que não se escusou, quando algum tempo depois regressou manifestamente mais aliviado da tortura intestinal que desapiedadamente o assolara, indagar se dera gorjeta a algum servidor incompetente. Quando soube que não, que não dera, ficou verdadeiramente mais feliz e incomparavelmente mais aliviado..
Seguidamente e na mais completa harmonia e prazenteira disposição de espírito de quem está de bem com o mundo e arredores, demos início à nossa visita, por ele guiada.
Ao passarmos por uma residência, altamente fortificada por altos e grossos muros medievais, o meu cicerone mostrou-se muito cauteloso e denotando evidente receio, aconselhou-me a máxima prudência e extremo cuidado, que passássemos rapidamente sem perdermos tempo em perigosas contemplações devido aos ferozes caninos que a sua proprietária, sem quaisquer sombra de remorsos, treinava na cruel arte predatória. “Nem as osgas escapam, senhor Corvo” Sussurrou-me verdadeiramente horrorizado. “Repare que nem os pássaros por aqui voam, e quando por obrigações inerentes às suas migrações o fazem, é sempre a planarem de costas a fim de não serem reconhecidos pelas brutas feras”
Por essa ocasião já a minha atenção se prendera com um carro de uma conceituadíssima marca alemã, com dois escapes embelezadores a cromado polido, um primor de carro jogado numa valeta, numa posição nada consentânea com a sua real classe. “Foi ela, senhor Corvo, a treinadora dos carnívoros que espetou ali com o pai”. Mas então... e porquê? – Indaguei naturalmente admirado. “Vá-se lá saber, senhor Corvo; o que se passa na cabeça de uma admiradora de Betoneiras. Vamos embora depressa que já os ouço rugir lá dentro” Terminou verdadeiramente em pânico.
Tamanha convicção fez-me pensar na nossa periclitante integridade física em risco, e demo-nos pressa em abandonar tão tenebroso lugar."

(Continua)

Graciosidade  do estimado Corvo

sexta-feira, 26 de julho de 2013

As palavras que nunca te direi

vermelho: a menos que se refiram aos peles-vermelhas
aleijar: as pessoas magoam-se
sanita: é retrete caramba!
campo de ténis: tereis ouvido falar em courts?
tourada: é corrida de touros, corrida!
borrada: as pessoas não se borram, nem de medo nem de outras coisas, borrados só os papeis e de tinta, capice?
menina: não dizer a terceiros, a propósito da vossa filha "a menina está doente, coitadinha", devereis dizer a minha filha.... mas podereis tratar a tua própria filha por menina sempre que a ela te dirigires directamente "Carminho, a menina quer um sorvete?"
mala: a menos que seja de viagem é carteira
esposa: não consigo comentar isto
prenda: presente é mais fino

(obrigada pelas contribuições, mais alguma é só dizer)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Post dedicado aos que andam lá fora, a lutar pela vida

Queridos amigos, isto das tecnologias é uma coisa fantástica, agora podemos saber todos uns dos outros a toda a hora, não é nada como antigamente, tínhamos de escrever cartas, acabávamos por só as escrever aos amigos mais íntimos, uma pessoa ia trabalhar para o estrangeiro e eram anos e anos a fio sem noticias. Agora não, há blogs, há o twitter, há o facebook e o instagram, se bem que eu não entendo isso de se andar a ver fotografias de jantares de desconhecidos, para o que lhes havia de dar. Mas dizia eu que agora vocês vão, e no entanto é como se aqui estivessem, aliás quando estavam por cá nós não sabíamos tanto da vossa vida, desculpai a frontalidade mas queria só informar-vos do seguinte:
1. Nós não queremos saber diariamente a temperatura que faz em Angola, Londes, Moçambique ou Dubai.
2. Nós não queremos abrir o facebook e ser confrontados com 327 fotografias dos vossos filhos, ele é à mesa, ele é a jantar, depois do jantar, a apanhar o autocarro, a passear, a fazer piqueniques... tende dó, sim? A verdade é que apreciamos saber dos vossos rebentos 1 ou 2 vezes ao ano. Na loucura, 1 vez por mês, vá!
3. Podeis mostrar a vossa nova vivenda, aludir ao número de empregados de dentro e de exterior, fotografar a piscina e jardins. Mas tende atenção em não passardes a vida a dizer como é bom viver no Congo. Nós sabemos que é uma merda, OK? Se fosse bom viver no 3º mundo, seríamos nós que aí estaríamos.
4. Não vos esqueceis do ponto 3. Nunca, jamais.
5. É totalmente desnecessário escreverem os posts em Inglês. A sério. Nós acreditamos que vocês se conseguem fazer entender.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Gracinha

Gracinha minha querida, eu bem sei que a menina ainda é uma jovem, a vida toda pela frente, a juventude tem destas coisas, a mania de que sabem tudo e ensinam todos, são avessos a críticas, pior... os jovens acham que só eles podem criticar. Isto de ir gozando e ter público a dizer que temos graça é giro, de repente até somos alguém, tanta gente que nos ouve, não é verdade? Tanta dona Joaquina que nos diz amén, pois não é? Mas a menina haveria de aprender que aquele que ri, por vezes também vai à berlinda... não é grave minha querida, dá uma gargalhada e segue em frente, que a vida continua, por Deus, nunca imaginei que tivesse tão pouco fair play. Mas sabe meu amor? Fica-lhe mal pôr-se em biquinhos dos pés, afinal a menina tem o quê? metro e meio? Isso de andar a atirar com o canudo à cara das pessoas, não é bonito, afinal qualquer um consegue tirar um desses cursinhos, dizer às pessoas aquilo que elas podem ou não dizer ainda é mais feio, chamar nomes às pessoas, então, é extraordinariamente rude, e já não é a primeira vez que o faz pois não? A menina tenha tino, eu bem sei que gosta de dizer que não tem, mas as coisas afinal são como são, de repente transformamos os nossos escritos, o que era já não é bem como era, as graças dão origem a textos sentidos ou a cartas de puxar a lágrima fácil, já se vai a eventos de marcas, lá se tira uma fotografia à criança a brincar com a marca para pôr no blog, vai-se a ver e daqui a nada também quer organizar workshops e lançar livros. Já estivemos mais longe, pois já? 
Sabe minha querida, a menina tem uma certa graça que tem, mas deixe-se lá disso dos nomes, isso de querer projectar nos outros as nossas infelizes denominações até chega a ser trágico, não se apoquente que o mundo tem lugar para todos, até mesmo para as Lilianas e Rutes desta vida, além do mais a menina tem uma série de seguidoras chamadas Carinas e Vanessas, lá está, os semelhantes tendem a aglomerar-se, podem ficar abespinhadas e não há necessidade.
E acima de tudo não se esqueça que um psicólogo nunca chegará a psiquiatra e quem quem faz o pino de cabeça, por mais esforçado e suado que seja esse pino, por mais mérito que tenha, será sempre eclipsado pela outra, a it girl, aquela que faz rondada seguida de triplo flic à retaguarda e mortal. Ah! E em calhando, Alcabideche nunca será Birre, mesmo estando ali ao lado, mesmo pertencendo ao concelho de Cascais. Get over it.

domingo, 21 de julho de 2013

Portugalândia

Esta situação de o PS entender que negociação é apresentar uma série de propostas que ao invés de diminuir o défice apenas o aumenta, é bem capaz de me obrigar a reagendar todos os posts da semana. Contrariedades, a minha vida é só contrariedades.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

E eu enganada, a achar que seria um must-be...

O que será que aconteceu àquilo de a mão esquerda não saber o que dá a direita? Caiu em desuso, foi? Não é  hippie-chic? Será blogo-out? Agora é tudo matchy-matchy?

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Gracinha

Gracinha minha querida, chegue aqui, ao fim de tanto tempo e a menina faz isto? Olhe que a dona Joaquina está que nem pode, então a menina não levou toda a vida a ouvir dizer que a margarina não presta para a cozinha, quer falemos de bolos, tartes ou bifes? Que as coisas cozinhadas com manteiga têm um sabor completamente diferente? E agora rende-se assim à publicidade? Só porque lhe ofereceram uns pacotes de margarina? Minha querida deixe-se disso e leve lá essas bolachas.... não, não as dê ao cão, as gorduras fazem-lhe mal, leve-as consigo, sempre servem para o lanchinho.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

De acordo

...com fontes fidedignas, confirmadas ao mais alto nível, Ralph Lauren é comunista.

(e zangou-se com o PS, diz que é por causa daquilo das negociações, não querem que o povo lhes atire tomates por cada aparição pública, dá a mão à direita e não chora)

Dúvidas, a minha vida é isto

De todas as coisas que me espantam, a maior será talvez ler as mensagens que surgem nos vários murais de facebook no dia do pai e da mãe, ou ainda no dia de aniversário de um ente querido já morto. Percebo bem que as pessoas acreditem numa outra vida, eu própria assim o creio, mas caramba, acharão que o facebook é o novo iphone com ligação directa ao Além? Que outra razão haverá para que escrevam aquelas coisas tão bonitas, capazes de fazer chorar os corações mais frios e empedernidos... abanar as pedras da calçada, até? É que eu não quero acreditar que as mensagens sejam para nós lermos e fazermos likes, mensagens tão privadas, sentimentos tão particulares e elevados, coisas tão intimas... Não podem ser para nós, pois não?

terça-feira, 16 de julho de 2013

Mito

s. m.

1. Personagem, facto ou particularidade que, não tendo sido real, simboliza não obstante uma generalidade que se deve admitir.

2. Coisa ou pessoa que não existe, mas que se supõe real.

3. Coisa só possível por hipótese; quimera.
In Priberam


E é isto, tudo o resto são "fight divers", assim mesmo, à Telmo, que os fait divers são bastante mais interessantes e elaborados.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Terra da fraternidade e isso..

Hoje, cada vez que aquele partido que nunca foi a votos mas que tem 3 lugares no Parlamento tentasse falar, haveriam de aparecer nas galerias uns monárquicos que desatassem afincadamente a cantar a Portuguesa.
Só assim a ver se gostavam.

E entretanto, em Carcavelos...

Parece que, a semana passada, conseguiram isolar o Xungus Pelintrex. É um parasita que se entranha na praia de Carcavelos durante praticamente todo o ano, apesar de não ter cheta e de viver à custa da Segurança Social. Quando não está envolvido em arrastões está, aparentemente. envolvido em comichões.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

As coisas são como são

E em verdade vos digo que o Professor deu uma enorme bofetada a todos os partidos, explicou por A+B por que não podemos ter eleições antecidadas, é certo que comunistas e bloquistas continuam a defende-las, sei bem que se estão nas tintas para aquilo da bolsa de valores, mas o que eu gostava de saber é como pagariam subsídios e salários se o exterior nos fizesse um enorme manguito, provavelmente assaltariam os bancos, mas enfim isto já são fait divers, falava eu de estaladas, o PS acabou de ser dividido ao meio, sempre se tentou desmarcar de um acordo que assinou, agora é chamado a fazer parte da solução (não necessariamente do governo), vai ter de deixar de fazer críticas e apresentar soluções que é para variar um pouco, o Seguro continua a insistir nas eleições, terá o lugar  a prazo e a indignação de muitos eleitores, que cada vez o acham uma sanguessuga maior, o Passos Coelho aprende que arrogância tem limites, terá de dialogar, caramba se até os das relações sabem isso... e o Portas, pelo amor da Santa, não consigo dizer isto sem rir, o Portas ficou a saber que não pode originar uma crise política e sair premiado. Basicamente o que o nosso Presidente disse foi, desarrumaram o quarto, agora ninguém sai daqui enquanto não estiver tudo arrumadinho, deixem de ser egoístas e começam já a limpar toda a porcaria. E já agora? Já agora vão perder o quarto que ele está a prazo. 
Colocou-se acima de todos os partidos, deu uma lição aos fedelhos arrogantes, e mostrou para que serve um Presidente. Não sei se funcionará, tenho dúvidas que se consigam entender, mas não duvido que Portugal merece o esforço, e nós também, já agora, que lhes estamos a pagar para isso.

Estado da nação

Vejo nas noticias que um bando de imbecis invadiu a AR, os membros do partido comunista, sempre a falar de democracia e a acusar os outros de ditadores, deverão ser eles próprios as pessoas mais anti-democráticas que existem, parem de falar pelos Portugueses caramba! Vocês não são mais que uns míseros 8% dos Portugueses, o governo foi democraticamente eleito e não se demite por causa de meia dúzia de arruaceiros, nem sei o que mais me entristece, se ver as figuras imbecis e desrespeitadoras desses energúmenos, se constatar que os jornalistas estão mais preocupados em pedir explicações a quem teve de gritar para se fazer ouvir, essa sim com toda a legitimidade para se fazer ouvir, só por ter usado uma citação de Simone de Beauvoir, ao que parece proferida a propósito da invasão alemã. E em verdade vos digo que, se tiver de escolher ditadores, inclino-me bastante mais para indicar os que querem destituir um governo democraticamente eleito, porque consideram não haver condições para governar, os que não hesitam em invadir um órgão de soberania onde estão reunidos os representantes do povo, os que não hesitam em amedrontar, em fechar pontes ou auto-estradas. Os nazis eram ditadores, os comunistas só não são porque pura e simplesmente não podem. É caso para dizer e esta, hein?

E no reino da blogolândia...

Ninguém comenta o discurso do nosso Presidente, não percebo o que se passa, falam sobre tudo, desde o amor, à importância do diálogo, passando pelos bons e bonitos trapos na Berska, o que vale é que ninguém me vê a cara, não consigo dizer isto com ar sério, mas dizia eu que não há uma alminha a comentar a estalada de luva branca que levaram todos os partidos, sem excepção? Ou será que entenderam pouco do discurso, tal como já li pelos tabloides? Em me apetecendo, pode ser que desenvolva a temática e vos explique a coisa, afinal o Professor veio chamar os miúdos à razão, qual pai verdadeiramente aborrecido de tanto disparate.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

À atenção do sr Mário Zambujal e restantes cinco

Descansai, ele não se zangará, não vos surpreendereis, todavia, que dê umas voltas na tumba e volte para vos assombrar, é demasiado triste e arrogante para ser verdade, mas os senhores têm a noção do que estão a fazer?

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sling ou slam?

Minha querida, como é que hei-de dizer a coisa sem a magoar? Sim, está mesmo a exagerar, e nem falo dos folhos, laços, chapéus e pulseirinhas, com toda a certeza brincou pouco com a Nancy em pequena, não é verdade? Por vezes pode acontecer, chegamos a adultos e fazemos tudo aquilo que se nos escapou em crianças, não é lá muito certificador do nosso bom senso mas as coisas são como são e a vida é mesmo assim. Agora, tanto must have, hippie chic, e sling é que já não se aguenta, afinal de contas o hippie nunca foi nem será chique e isso do sling parece coisa de macaca, com tanto Inglesismo não quererá talvez dizer slam? Tipo slam, bam and thank you ma'am? A julgar pelas imagens parece-me bastante mais apropriado. Veja lá isso, sim?

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pedido

Podem, por obséquio, parar de prantar imagens dos muitos graus celcius, nos vossos murais? TODA a gente consegue perceber que está calor, não sei se alcançam isto ou se será complicado. Agradecida.

Redes e trabalhos e blogs e isso

Informo que aqui a Picante não tem conta no linkedIn, é escusado enviarem-me convites, caramba.... Mas que queriam que escrevesse nos skills? Expertise em aborrecer anónimos maus?  Graduada em transformar Soraias em Ritas? 
E já agora também não tenho facebook, o Mark que me perdoe, mas isto já dá trabalho suficiente, estou lá eu interessada em perguntar-vos como estão e saber que sim, que estão como Deus quer...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Enquanto isso, no reino na Esquizofrenia

Diz que o secretário de estado da saúde, aquele que não serviria para as finanças, vai falar sobre finanças, o líder do PP, que parcialmente originou esta macacada, vai tentar chegar a acordo e salvar a coligação, não enquanto ministro demissionário mas líder do PP, parece que o executivo lhe puxou as orelhas, lhe deu um tau tau e o mandou fazer as pazes com o outro menino, o PR não põe ordem nisto, pergunto a mim própria porque raio não dará um murro na mesa, será que andaram todos a ler o quadripolaridades?

Quando...

...os senhores Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira, vêm a público dizer que lamentam a irresponsabilidade e apelar ao bom senso da classe política, e ainda por cima têm razão, uma pessoa fica sem saber o que pensar, ou melhor uma pessoa pensa mas acha melhor não dizer efectivamente o que pensa, afinal a mãe de uma pessoa ensinou-a a não blasfemar em público.

Diz que foi há 2000 anos....

Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar.

in Caius Julius Caeser

quarta-feira, 3 de julho de 2013

E tiraram-me as palavras da boca

"No meu bairro, as senhoras usavam muito uma expressão que serve para descrever Passos e Portas: "fedelho". Pedro Passos Coelho e Paulo Portas comportaram-se como dois fedelhos, dois meninos sem noção do impacto das suas acções, dois egos sem noção dos limites. E já não é a primeira vez: a porta, de facto, vai ser serventia da casa.  No caso da TSU e afins, Pedro Passos Coelho não respeitou o parceiro de coligação e, na resposta, Portas não manteve o nível institucional. No meio de um resgate internacional, foram incapazes de se comportar como homenzinhos. Há coisas que não se perdoam."

Do grande Henrique Raposo. Aqui

Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem (mas antes dá-lhes umas marretadas, por favor)

Há pouco menos de 1 ano, era assim:

"Estou triste Paulo.

Desolada, até Paulo, triste à séria, como diz a canalha, tu sempre foste um animal político, daqueles capaz de comer Pedros ou Franciscos ao pequeno almoço. E agora desiludiste-me, Paulo. Eu votei em ti Paulo, nunca acreditei na competência do Pedro, que ele não é nenhum Hércules, achei que ao teu lado teria mais hipóteses. Tu, que já tinhas provado não ser boa rês, pois foste aquele que as malas ao Marcelo fez.  E que vens tu fazer agora? Pois tu não saberás o significado de coligação? Aquele que dá a mão? Mas, Paulo, tu não deste a mão, em vez disso arrancaste o coração. E tens a lata de aparecer, com o teu modo de ser, todo tu elegante, em modo discursante, enquanto espetas a espada dilacerante. Será que já vês a Europa, Paulo? Está ali mesmo ao lado. Esqueces apenas um pormenor, enquanto montas a artimanha, enterras Pedro, enterras o eleitor, mas tal não seria grande dor, se não enterrasses também a pátria do teu amor.
Como poderás tu, Paulo, ir à missa comungar, se desconheces o significado da palavra apoiar? Tens de ser mais coerente, Paulo, e tentar que o próximo não te seja indiferente. Mas lá reza a história, quando se vê o navio a afundar, os ratos são os primeiros a saltar".
E agora? Agora só me apetece partir-lhes as fuças, cambada de fedelhos mimados, a gozar com os meus impostos.

Sim, é mais do mesmo

Enquanto o povo dá urros de alegria, as hienas aguçam os dentes e lambem os beiços, pensam  "é agora, é agora", a mim só me passa pela cabeça que estes 2 anos de sacrifício de pouco serviram, éramos bons Portugueses, tornámos-nos oficialmente Gregos, os juros da divida pública já subiram, foi isso que a birra das comadres causou, como é que gente que tem o destino do país nas mãos não se consegue entender, pelo amor da Santa? Fico na dúvida se os acho irresponsáveis, mimados ou simplesmente reles. Provavelmente serão tudo isso...
E depois ainda há os outros, os que acham que este governo está acabado, que se deveria demitir, esperam que os rosinhas venham alegremente dar RSI, subsidio de desemprego, que baixe os impostos, enfim... Só me apraz perguntar com que dinheiro o farão, quando a troika fizer como eles e assobiar para o lado. Tristeza, senhores, tristeza!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Como passar de besta a bestial

Apresentar demissão. Ah mas agora o Gaspar é que era?

Há uma linha

...que separa as pessoas que ontem só falaram do ministro demissionário das que se puseram a falar de beijos.

Comam muito disso comam, depois não se esqueçam de dar uma corridinha com os ténis sempre novos e de comer uma saladinha, "que é para emagrecer"

A ponte é nossa

Passo os olhos pelas notícias da semana, vejo que a PSP impediu uns sindicalistas de cortarem o acesso à ponte 25 de Abril. Os mesmos asnos que já tinham cortado a A5, e eu, ingénua a pensar que as greves eram uma demonstração de descontentamento pacífica, mas não, os que querem trabalhar ou ir à sua vidinha são fascistas, têm que fazer o que os sindicalistas mandam, nas afinal quem é que está a ser ditador e anti-democrático?
A ponte é vossa mas é os tintins do pancrácio, a ponte é de todos nós.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Viver bem

Chego à triste conclusão de que sou uma info-excluída, para mim viver bem não tem nada a ver com dietas e corridas, quero lá saber das calorias e saladinhas, se posso ou não misturar hidratos de carbono com proteínas, a minha superficial noção de viver bem tem mais a ver com uma mesa farta, risos e gargalhadas, uma ou outra ferroada, os copos de bacarat repletos de veuve, o serviço da avó, o cozinha velha, enche-se de lombo de vaca com batatinhas redondas, as que a D. Conceição fazia e agora só a minha mãe conhece o segredo, vinho alentejano a rodos, as gargalhadas multiplicam-se, em verdade vos digo que, diante deste cenário, não quero saber de dietas e corridas, a única saúde importante é mesmo aquela que fazemos ante a abertura de mais uma garrafa.