sexta-feira, 21 de junho de 2013

Post encomendado

Este post já deveria ter saído há uns tempos, nomeadamente pelo dia 12, caramba era uma coisa como deve ser, primeiro explicava o que era ironia e sarcasmo, em seguida atirava com uma citação de Wilde, assim convencer-se-iam de que não fui à biblioteca requisitar aqueles livros, quando afinal comprei aquilo das sombras, dos estilos e das relações. 
Mas dizia eu que logo após vos ter atirado com a citação do Wilde para cima, ainda estaríeis a recuperar, e eu diria que sempre levei a vida a rir, num assomo de boa vontade abriria uma nesga da minha vida e contaria como éramos muitos às refeições, uma longa mesa repleta de risos saudáveis, havia sempre alguém que soltava um "ah ah ah que gracinha", acabando por se rir como e com os outros, afinal não há sarcasmo sem uma vítima, não é verdade? A questão é que a vítima ia rodando, a fava calhava a todos, foi assim que aprendi a rir de mim própria, afinal todos temos as nossas manias, coisas que os outros poderão achar ridículo, coisas que farão os outros rir.
E vai daí que este espaço é irónico, por aqui vai-se rindo das manias alheias, risíveis aos olhos de quem escreve. Podem gostar, podem não gostar, se é certo que é impossível agradar a todos, certo é também que será possível rir sem ser mal educado, sem ofender, ainda que de outrem. E aqui faz-se isso, gostem ou não as donas Joaquinas (eu tenho para mim que gostam, elas não resistem a uma má língua, afinal de que outro modo evidenciariam as suas virtudes?).
Em calhando poder-se-á rir das madeixas californianas, uma fantástica maneira de gastar menos dinheiro a pintar raízes pretas, ou das alças de silicone e das horrorosas litas. Em calhando poder-se-á achar risível que quem se vista na Zara e na H&M, lojas de fraquíssima qualidade, dê conselhos sobre estilo e se ache uma sumidade na matéria. Em calhando pode ser que seja motivo de riso que alguém que sabe tanto sobre relações como eu de engenharia genética, se ache apto a fazer workshops sobre as mesmas, ou que alguém se dedique a falar sobre todos os assuntos e mais alguns, desde economia, a política, passando por sexo, amor, relações ou moda. E naturalmente, quem fala de tudo, sabe muito de nada, e vai daí que acho ridículo debitar uma série de asneiras ou lugares comuns, como se de um especialista se tratasse.
Mas para além do ridículo há coisas que francamente eu desprezo. Como seja fazer publicidade encapotada, recebendo ou não dinheiro por isso, que muitas vezes o pagamento é em géneros. Eu, que até tenho algum contacto com a área, tenho a estranha ideia de que deveria ser comunicado aos leitores que aquilo é publicidade, que as marcas enviam coisas aos bloggers para que estes falem delas e em troca continuem a receber coisas e convites e massagens e tudo e tudo.
E pasme-se... Sou totalmente contra a exposição de crianças na internet, mesmo no FB, com todas as restrições activadas e visíveis apenas para os amigos há sempre algum que as pode partilhar (sem qualquer malícia), e uma vez na net, para sempre na net. A questão é que quando um blogger expõe constantemente os filhos só o poderá fazer por 3 razões, ou vive à custa disso, o blog é a criança e não existiria sem criança, ou o blog dá dinheiro via publicidade e a exposição da criança traz mais visualizações, ou quer alimentar o ego estando à espera de reconhecimento de terceiros, i.é. por cada fotografia, lá chovem os comentários "ai que criança tão linda".  Qualquer que seja a razão é sempre em proveito do blogger e não leva em conta os interesses da criança, que é menor e conta que os pais a protejam em vez de a expor. Exposição esta que é totalmente desnecessária e poderá ser perigosa. Os pais passam a vida a dizer aos filhos para não falarem com estranhos mas não hesitam em fazer os filhos entrar nos computadores desses mesmos estranhos, não hesitam em partilhar com estranhos pormenores da vida dos filhos, pior... rotinas dos filhos. E indo directamente à vaca fria, dado que a beleza é uma coisa totalmente subjectiva, que difere de acordo com cada par de olhos, o pai que expõe o filho na internet, à espera do elogio fácil, está também sujeito a ouvir um "ai que criança desengraçada". Do mesmo modo que ouve um "não gosto desse texto ou discordo dessa opinião". Porquê? Porque está a sujeitar a criança à aprovação de terceiros.
Para acabar, e porque isto já vai longo, a questão da educação. Quando escrevo tenho uma única preocupação, a de não ofender ninguém. Se em alguns dos posts será muito fácil identificar o alvo (meras piscadelas de olho), muitos há que nem alvo têm, são para quem enfiar o barrete. No caso dos posts mais sensíveis, só um ou outro leitor muito perspicaz lá chegará, e ainda assim nada mais pode que conjecturar e pensar que sabe a que me refiro. Nunca injuriei ninguém, ao contrário do que vi, várias vezes, em blogs muito conhecidos, nunca me ouviram dizer que X era acéfala, que Y era bimba ou algo semelhante, ao contrário de bloggers com bem mais visualizações que as minhas. E não me meto com blogs pouco conhecidos, muito pelo contrário, meto-me com blogs que têm 100, 500, 1000 vezes mais visualizações que as minhas. Que mal é que lhes poderia fazer?
Como tal, e porque não destrato ninguém, aceito toda e qualquer crítica. Mas não aceito que me venham aqui insultar gratuitamente, muitas vezes sem qualquer relação com o tema do post. Nem que insultem os meus comentadores, pessoas que têm a gentileza de aqui vir e deixar a sua opinião, seja ela favorável ou desfavorável.

(cara Anónima, espero ter respondido à sua questão, qualquer coisa é só dizer)

48 comentários:

  1. Um belo texto encomendado, com a inteligência e clareza que só esta Pipoca Picante sabe ter.

    As críticas enfiam-nas quem de direito. Eu apenas mandei bocas a bloggers 2 ou 3 vezes, em 4 anos e meio de blogues. E foi por situações concretas, como ter reparado que bloggers ditos "fixes" aceitavam os tais insultos gratuitos à minha pessoa. No meu blogue, insultam-me a mim, e é se querem. No limite, e se eu estiver com vontade de responder, esses comentários aceito. Mas no blogue nunca entraram (a não ser por distracção... mas penso que não!) nem nunca entrarão insultos a outros bloggers, que não podem defender-se em casa alheia. A isso se chama tentar viver em sociedade, mesmo numa sociedade blogosférica.

    Sempre ouvi dizer que quem se expõe, põe-se a jeito para as críticas. Não concordo. Por mais que eu me exponha, ninguém tem o direito de me faltar ao respeito e tratar mal. Podem não gostar, podem achar pateta, burro e ridículo... mas há maneiras correctas de o dizer. Como neste blogue nunca li tentativas de ridicularizar seja quem for (li ironia, sarcasmo, mas não maldade), ando por aqui. Se um dia - não acredito - essa linha for ultrapassada, retiro-me silenciosamente. Nunca quis dar visitas e views a gente com mau carácter.

    Beijo Picante **

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  2. Ó pipoquinha se estivesses à minha beira dava-te um beijo de tanto que concordo com este texto. Tutti tutti. E quando familiares nossos colocam fotos dos nossos filhos no facebook sem nossa autorização e ainda ficam todos amofinados quando pedimos para as retirar?

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  3. Estou totalmente de acordo consigo.

    Acrescentaria apenas que considero ser de uma falta de gosto e de profissionalismo escrever-se um livro com histórias de amor falhadas de terceiros.

    Histórias essas que as pessoas enviaram para o endereço de mail a pedido do "rabiscador". Recebeu N histórias, escolheu as que quis, o livro saiu sem qualquer trabalho por parte de tal escrivinhador, está a ser publicitado e algum dinheiro fará.

    Espanta-me haver gente que não vê nada de mal em se explorar alguém em proveito próprio.

    Mas isto sou eu que sou "invejosa e dor de cotovelo" ;)

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    1. Ora aí está, bem dito. E ainda há gente que quer muito ler e mal pode esperar. Tanto livro bom que há e algumas pessoas escolhem lixo.

      Pipoca, completamente d acordo com o que escreveste.

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    2. Catarina, nada foi publicado sem autorização dos autores, parece-me. E as historias foram compiladas, revistas, enfim... Deu trabalho. Sinceramente não acho que tenha havido exploração já que ninguém foi enganado.

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    3. Isso é verdade. Nem exploração, má fé ou se valeu de qualquer subterfúgio doloso. O rapaz teve o devido cuidado, e quanto a mim, honesto, de esclarecer atempadamente do que se tratava e o que pretendia fazer. E teve muito trabalho porque é muito mais difícil compilar e corrigir uma história contada do que escrevê-la simplesmente pela imaginação.

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    4. Há gente que vê mal em tudo. Quantos livros são uma compilação de histórias... quantos... desde que os contribuidores sejam devidamente informados e cedam os direitos de autor, nada de mal.

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  4. Pois que este é um post em que eu podia dizer apenas, e como se estivesse a picar o ponto: "totalmente de acordo!".
    Mas como não vim só picar o ponto, posso acrescentar que nunca o conseguiria dizer tão bem dito e de forma tão clara :)

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  5. E a menina tem alguma coisa com a vida dos outros? Os filhos são seus ou familiares? O que é que tem a haver com o que as mães mostrem os filhos, ou encalhando a responsabilidade é sua, não querem lá ver. Também o que tem a haver se as pessoas contaram histórias de amor ao arrumadinho e que deixem publicar? A menina en calhando é a dona de toda a gente e manda em tudo que os outros fazem, se pensa isso está a ser uma parva porque ninguém lhe andou a pedir dinheiro para governarema vida delas, ou andou?
    Meta-se na sua vida que en calhando também tem muito que se diga e deixe de se andar a armar em salvadora da humanidade que ninguém lhe pediu a sua opinião nem lhe deve NADA!
    O que me admira é que haja gente estúpida que ainda lhe vêm dar razão, mas nem deiva admirar-me porque gente venenosa e invejosa é o que para aí mai há e depois vêm como ovelhinhas obedientes e submissas fazer mééééééééééééééé!! `a pastorinha e nem reparam nas figuras tristes que andam a fazer que toda a gente se ri a gozar com vocês.
    Vá mas é tratar da sua vida que en calhando tem mais para a esconder do que os outros que vem falar.
    Passe bem e desejo lhe muita sorte para vender o seu peixe todo na sua banca, mas en calhando nem vende nada porque o seu peixe tem um cheiro esquesito e atrai muitas moscas.
    Mais uma das Marias ou encalhano das Joaquinas.
    Enxerga-te criatura.

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    1. Tenho para mim que a estimada dona joaquina reprovaria o exame de 4º ano. Em calhando...
      Mas sim tenho a ver, o que está na internet é público e sujeito à crítica alheia. Ou serão apenas as hit bloggers que têm o direito de destratar os concorrentes dos reality shows, margaridas rebelos pintos e afins?

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    2. Ai Pipoca... não me diga que a menina tem a haver alguma coisa de alguém! Em calhando, este post foi patrocinado e ainda não lhe pagaram! :DDD

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    3. Ah ah ah ah antes a haver que a dever, é o meu lema. As marcas não querem nada comigo, é que nem uns miseráveis chupa-chupas me enviam. Estou desolada.

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    4. Essa anónima-Joaquina é um bocado a puxar ao analfabetismo de 2º grau. Do género: foi à escola mas não aprendeu a escrever. Será que também é assim a ler e a pensar? Pois..... já desconfiava!

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    5. Pipoca, em verdade lhe digo (onde é que eu já li isto?) que é, de todo, impossível escrever tão mal!
      Carambas! Até fiquei incomodada (refiro-me ao "em calhando"), porque esta pessoa está a dar razão aos que dizem que nós, professores, não ensinamos nada.

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    6. Os professores não fazem milagres. Por vezes não é mesmo possível.

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    7. Suponho que quisesse dizer 'reprovaria no exame de 4º ano' e não 'reprovaria o exame de 4º ano'. Muda completamente o sentido da frase.

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    8. Ui! Tem toda a razão, é que muda mesmo tudo, tal como escrevi não se percebe, além do que é incorrecto. Obrigada pelo reparo, de coração.
      (ou deveria dizer "do coração"? fiquei confundida, agora)
      (ou deveria dizer agora fiquei confundida? só dúvidas.

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    9. "En Calhando" já ia à escola, não?

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  6. Pipoca, reitero; EU AMO BOCÊ!
    Só um pequeno aparte; há tempos atrás, por brincadeira, disse que ia fazer um consultório sentimental (Dear Dorothy) lá no blog e para grande surpresa minha tanta, mas tanta gente, me escreveu contando os seus casos de amor e desamor (mais o desamor); durante algum tempo fiquei sem saber o que fazer com todo aquele material.
    As pessoas abriram-me os seus corações e as suas vidas (por dor, por confusão e algumas por falta de discernimento do que deve guardar-se e só o próprio deve saber) e eu achei que não podia, nunca por nunca expô-las. Como tal, escrevi a cada uma delas explicando que o post tinha sido apenas um teaser, uma brincadeira, que muito lhes agradecia pela confiança depositada, que lhes desejava o melhor, mas que nunca aqueles casos iriam ver a luz se de mim depender.
    P.S. em calhando até fazia disto um post...é que volta não vira ainda recebo correspondencia daquela...

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    1. As pessoas, quando estão infelizes, têm mais facilidade em abrir-se com estranhos que sentem próximos, como é o caso dos bloggers. Enfim...

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    2. Pois é menina sexinha e eu estou muito triste porque na altura não respondeu à minha questão: Dear Dorothy.
      Ontem, o gajo lá de casa disse que a massa estava um pouco insossa. Andar a trair-me com outra? E até hoje ando nesta dúvida existencial :(
      Mas agora a sério, eu pasmo mais com a quantidade de bloggers que se põem a dar conselhos desses sem o mínimo de competência profissional do que com as pessoas que os pedem, afinal as revistas marias e tal estão cheias disso...

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    3. Hummmmm....massa insonssa?
      Uma questão de sensibilidade talvez; ele terá dúvidas acerca da sua (dele) orientação sexual?
      Ahahahahahahahahahah

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    4. zorro, o mestre de culinária observativa.21 de junho de 2013 às 13:55

      Nem uma coisa nem outra. insonsa é que é.
      Quem está bem temperadinha e recomenda-se é a Pipoca, mas não se envaideça prematuramente porque não está sozinha. :)

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    5. Ai caramba que fui marcada com a marca do Zorro!
      Tem toda a razão Señor Diego, "insonsa" e não "insonssa" (que é coisa que eu não sou)!
      ´gradecida pela correcção!

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    6. Zorro, el cortesão.22 de junho de 2013 às 00:49

      São só blogs, Señora. Nada mais.

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  7. Já vejo que , contrariamente aos nossos políticos, a senhora promete e cumpre.Registei com agrado o facto de me ter respondido embora presuma que uma resposta tão longa, não será exclusiva para mim.
    Sintetizando tudo o que li, eu resumiria da seguinte maneira :
    O blog é seu, você fala do que quer,quem tem um blog escreve o que quer, opina e , às vezes, fundamenta a critica.Quem lê o blog comenta, nem sempre de acordo com a autora.Quanto aos ditos "insultos", se bem que ainda não entendi o que integra a categoria , são danos colaterais de quem tem um espaço público e aberto a comentários.Há que ter poder de encaixe, coisa que não é para todos.Estes mesmos direitos estendem-se às "rosinhas" "amarelinhas" e "verdinhas" que também têm o direito de escrever o que querem e bem entendem, também têm comentários menos simpáticos e verdadeiros insultos com I maiúsculo mas isso não as impede de continuar, sem fazer grandes dramas.Há quem goste de expôr a vida e os filhos? Pois há, e com certeza que assumem os riscos de tais decisões, não acredito que sejam todas tão estúpidas e inconscientes como se quer fazer parecer.
    Quanto a essa parte de não permitir que “insultem os meus comentadores “ sinceramente acho que já li isso num outro lado.
    Esta resposta é só para si portanto se entender não a publicar, acredite que compreendo perfeitamente.Caso a publique, quer apostar que as G.as T. as DD são bem capazes de me “insultar” a mim sem que venha grande mal ao mundo por isso ' ;)

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    1. Nunca deixaria de publicar um comentário educado.
      Não digo que os insultos não sejam danos colaterais, e acredite que não me incomodam minimamente, até porque são realmente básicos e pouco destruidores. Gente sem outro argumento para além do "és estúpida". Qual o poder de encaixe necessário para isto? Concorda certamente que será bem mais devastador provarem-nos por A+B e com educação, que sim, que realmente o que dizemos são só patacoadas.
      Mas não deixo que venham aqui chamar estúpidos, velhacos ou mentirosos a quem por aqui comenta. Seja esse alguém contra ou a favor da minha pessoa.

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  8. Este texto está muito bom, aliás como todos os outros, Realmente explicas de uma forma directa, clara, sem rodeios. Identifico-me completamente com o que dizes.

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  9. Quanto à exposição das crianças ficou tudo dito. Eu, que não tenho filhos, no meu facebook pessoal nem fotografias minhas tenho! Sim, eu tenho a mania da perseguição!

    Quanto à publicidade encapotada é algo que também detesto. Fazer ou não fazer publicidade num blog é uma decisão que apenas cabe ao blogger (embora pessoalmente não goste, mas aceito). Agora têm é que assumir as decisões que tomam! Têm que deixar de dar as suas maravilhosas dicas de amiga e passar a assumir que tal post é publicitário. Não custa escrever no início ou no fim a palavrinha publicidade (nem tem que ser em letras gordas...). Por exemplo, no meu caso, eu passo a assumir que todo e qualquer post é publicitário! Mesmo que, afinal, até não o seja.

    Quanto ao assunto do livro com histórias de desamores dos outros, acho, basicamente, que é como a história de pegar em logótipos de marcas conhecidas, fazer-lhes alterações imperceptíveis (uma contradição em si), imprimi-los em T-Shirts e vendê-las como algo de absolutamente original e empreendedor.

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    1. Parece-me um bocadinho diferente. Copiar logos de marcas é crime, punível por lei. A questão do livro foi completamente clara, não acho que tenha havido ali nenhuma má fé.

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  10. achou que algures alguém confundiu "em calhando" com "encalhada"... é o que dar ser-se assim :)
    Mas não é que está tudo aqui mesmo?
    malditas californianas, massificação do mal, arre! misturem com uma pandora e umas litas e temos festa na tvi!

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  11. Ena, um post com que concordo :D
    Tenho de dizer que, quanto à exposição das crianças, me faz imensa comichão. Os miúdos não passam procuração aos pais, amigos, whatever. E a publicidade, bom, mais comichão, sinto sempre que me estão a tentar fazer passar por parva.

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    1. Izzie, eu abro a garrafa, algum dia teria de ser. Ah ah ah ah

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  12. Mayday! Mayday!

    Parece que houve alguém que leu este post e já colocou, no final do seu, que o texto tinha sido escrito em parceria. Já é meio caminho andado... Qualquer dia destes, assim na loucura, já escrevemos a palavra PUBLICIDADE!

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    1. Foi a 1ª vez que vi tal coisa, eu não digo que nasci para espalhar o bem?

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    2. Mas deve ter custado tanto à pessoa? O lettring é diferente parece mesmo algo que doeu a fazer contra princípios ... Ah, espera, não constam do léxico :)

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    3. A sofia do as nove também já fez... Lembro-me por exemplo daqueles posts do Magnum kiss ou o raio. Foi a única a faze-lo. Já não lembro como é que ela o indicou mas fê-lo explicitamente.

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    4. Fui procurar... http://asnovenomeublogue.clix.pt/2013/02/queremos-mais-queremos-mais.html

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  13. Colocou, mas podia perfeitamente não colocar que não era obrigada. Está porque quer.
    Parece que o grande problema de algumas senhoras, que nem todas, é considerarem como publicidade tudo quanto um determinado blog aconselha como de boa qualidade. Sustentam essa opinião fundamentadas no facto de os produtos terem sido oferta, e daí emitem juízos muito precipitados e completamente errados de publicidade encapotada.
    A publicidade alegadamente atribuída ao blog em questão...alegadamente; não existe simplesmente porque não há prova objectivamente concreta de que os produtos ofertados foram precedidos de uma obrigatoriedade de divulgação e, a menos que possam provar o contrário, a vossa acusação cai estrondosamente.
    Nada me obrigaria, por exemplo; se tivesse a generosidade alheia a ofertar-me coisas, que ficasse calado e não divulgasse o meu gosto pessoal, que é o que o blog faz. Gosta do que lhe é ofertado, tem um blog, e posta divulgando o seu gosto pessoal. Nada mais e pode, quando muito, ser encarado como um agradecimento para com o ofertante.
    Se algum concessionário, ainda por exemplo, tivesse a gentileza de me proporcionar um passeio grátis ao volante de um Dácia Duster e se, porventura eu gostasse do automóvel, por que não diria no meu blog, se o tivesse, aquilo que eu achei do carro? Os gostos são pessoais e insistido no exemplo, eu sou do Benfica e não me dou mal com amigos sportinguistas. Nem com os do Clube do Varão, quanto mais.
    Para terminar, mais um exemplo. Se convidadas para um almoço ou jantar em casa de amigos, vocês não saem de lá a propalarem que a refeição era horrível, desenxabida sem temperos, que a carne parecia um carvão, e por aí adiante, não é? Vocês, e qualquer pessoa bem-formada, agradece e diz que estava divinal. Estão a mentir? Ah pois estão, mas é assim a educação e a civilidade.
    Acho que deviam rever cuidadosamente o que é para vós o conceito do que é e não é publicidade.

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    1. Na na ni na não. Muitos dos posts são pagos. Muitas das ofertas chegam sob a firma de press releases, que é uma figura da comunicação, inserida dentro das relações públicas. Acontece que a lei é omissa neste aspecto dos bloggers e recomendações. E quer empresas, quer bloggers, aproveitam a omissão.

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    2. Quando os posts sao pagos em Cash ou espécie sao publicidade. Tão simplesquanto isso
      Outracoisa é receber ofertas, normalmente novidades, experimentar e dizer que se gostou por a mais b. Ou não emitir opinião porque não se gostou (mas as babes dizem sempre que gostam de tudo sem grande unicamente ou copiam o press release para receberem no futuro, não irritarem as marcas).
      Mas quando se passam ferias ou fins de semana em hotéis a borla e se fala disso como se fosse uma escapada inocente quando se foi aquele sítio porque se vai escrever sobre aquele sítio dizendo bem daquele sítio, é publicidade. Ou porque se vai passear para o ECI comprar frigideiras, não é porque fazem falta, é porque talvez o ECI pague para se falar dele. É publicidade

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    3. Publicidade pura e dura.
      Pior, sei que há quem chegue a dizer mal de uma ou outra marca com o intuito de receber ofertas, passando a dizer bem mal as recebe. Confirmado por gente do meio, leia-se sapo.

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  14. Isso pensa a menina, mas olhe!
    Não tinha receio nenhum de ir responder em tribunal se fosse constituído arguido em "crime" semelhante, que eu bem me desenvencilhava. E nem precisava de advogado para nada. Havia de ver se não saía de lá purificado para o mundo e com a carteira bem recheada pela indemnização por tentativa faliciosa de descrédito premeditado com requintes de malvadez.

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  15. Continua a ser tudo muito subjectivo, vago, inconclusivo e de uma imprecisão atroz. Tudo baseado em suposições e hipotéticas probabilidades ainda mais imprecisas. Provas, onde estão? Onde viram algo impresso e rubricado ou confissão voluntária? Sim! Ou exigem auto-de-fé para a pessoa visada. Vocês que falam sobre grandes clássicos, que vêem grandes séries onde quer violência quer romantismo é tudo ficção, não vêem o canal CBS Reality, pois não? Bem me parecia. Pois vejam e aprendam! Ali é tudo real e sobre crimes e julgamentos iam aprender alguma coisa.
    Eu já vi o suspeito, e sem pressão, confessar o crime, descrevê-lo em pormenor, aceitar o polígrafo e esse confirmar a veracidade do criminoso e não ser suficiente para a para ir a julgamento e obrigar os detectives, por vezes, a anos de investigação.
    E vinham vocês agora baseadas em suposições decretar que é assim como querem e pronto.
    Alegadamente se se quiser extremar a posição porque de resto é tudo muito inconclusivo. Mas há uma maneira de resolver a coisa porque, acho, que não se vai ficar para aqui a discutir até ao dia do juízo final. Além de que não é conveniente porque quanto mais tempo as pessoas levam numa discussão onde não se prevê consenso, mais burra se torna cada uma delas.
    Chama-se à liça a Meritíssima Doutora Juíza Maria Luísa e ela resolve o assunto num ápice. Por mim aceito a decisão.

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