quinta-feira, 20 de junho de 2013

Porque ando nisto dos blogs

De quando em vez uma mulher surpreende-se, faz um post por impulso, enquanto espera por uma reunião, os comentários vão aparecendo, a maior parte verdadeiramente deliciosos, e dá consigo a pensar que a grande maioria dos seus professores eram professores fantásticos, quanto mais não seja pelos sorrisos que lhe trazem hoje, ao evocar aqueles tempos tão lá atrás, mesmo aqueles que não o eram.
Impossível não sorrir ao lembrar que o já defunto Alfredo de Sousa me deu um 7 a economia 1, justificando que não era farmacêutico e não tinha obrigação nenhuma de decifrar os meus hieróglifos, que fosse aprender caligrafia e se não conseguisse, que talvez fosse melhor fazer um curso de economia doméstica, caramba a fúria que tive nesse dia, ao ler-lhe as respostas, ainda me diz que sim, que até sabia umas coisas e despachou-me com um até para o ano. A querida teactcher ensinou-nos os Beatles aos 10 anos, a Sra D Maria Ângela mostrou-me que a matemática era quase tudo na vida, a Isabel Pablo que sorria quando me dava 99% por ter encontrado uma palavra não acentuada nos testes de história, o professor Rui atirava-nos paus de giz à cabeça cada vez que falávamos para o lado, a professora de ed. visual que saiu da sala deixando-nos lá fechados, portas e janelas cerradas, aguentando o cheiro nojento das bombinhas que rebentáramos. A querida Maria Luísa que me ensinou a ler e escrever, distribuía bofetadas e torto e a direito, nunca me tocou mas ainda hoje umas das minhas grandes amigas se diz traumatizada de tanto bofetão por causa daquilo do "p" e do "b", também já não está entre nós, soube-o há uns anos e chorei a bom chorar. Estes e muitos outros ficaram-me no coração, fazem parte de mim e estarei eternamente grata pelo tempo que me deram.
Mas o que eu queria mesmo era agradecer-vos a partilha do post anterior, todos os comentários me fizeram sorrir e lembrar mais. Isto são só blogs mas às vezes dão-nos alguma felicidade. Bem hajam.

15 comentários:

  1. É isso mesmo. Ontem, depois de ler o post e comentar, passei, sei lá horas (?) a contar à Minhamáinóva episódios no Liceu pós-Revolução, muitos deles de nos levar às lágrimas de tanto rir. O que é que miúdos de 15 anos percebem de política... instantânea ? Acho que nem deu tempo para misturar água nem nada, engolimos tudo e toca a marchar. Mas que a maior parte das lembranças do Liceu são impagáveis ? Sem sombra de dúvida. Aproveito para saudar todos aqueles que naqueles tempos nos ensinaram ; não era fácil e eles(mais elas, que o liceu era feminino e só tive lá mais para o fim 3 profs, homens) foram uns heróis . Estejam onde estiverem, bem hajam.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ó Sónia. Eu se fosse a si não me fiava muito nisso. Isso é corja indestrutível e nada de mal se lhes pega, e muito pelo contrário quanto mais malvados são mais felicidade lhes cai em cima. Morrer? Pois sim! Nem uma gripezinha de nada que têm bons sobretudos a imunizá-los de tudo. Um desgraçado dum sem-abrigo se tiver a ventura de encontrar um beiral onde se refugie, pois é lá mesmo que as telhas estão partidas e apanha com o aguaceiro em cima.
      Se fossem morrendo era uma festança para a malta, lá isso era e não tenho dúvidas que o povo enchia o cemitério, mas depois era pior que a malta saía de lá ainda mais deprimida do que entrara a praguejar f:oda-se lá o funeral! Nem comes nem bebes nem nada e nunca mais voltavam ao enterro de nenhum.

      Eliminar
    2. Então isto não era para estar por debaixo do comentário da Sónia?
      Acho que a menina Pipoca não anda devidamente atenta às suas responsabilidades.

      Eliminar
  2. Antes era melhor do que agora é porque tudo mudou por culpa desta miséria destes malditos políticos mentirosos e corruptos que nos governam há tanto tempo e cada vez nos pôem pior. E nenhum morre ao menos para dar alguma alegria aos portugueses, eu tenho a certeza que os portugueses iam todos ao enterro e faziam uma festa.
    Sónia.

    ResponderEliminar
  3. Menina Pipoca, estes seus posts deixam-me muito angustiado, é que já não consigo lembrar-me dos meus professores.
    Estou em crer que não terei tido professores.
    Não pode ser; como é que eu estaria a escrever se não tivesse tido professores?!
    Mas não sou eu que estou a escrever, eu estou a ditar.
    Ditado era uma coisa que se fazia na escola, não era?
    Menina Pipoca ajude-me, só consigo lembrar-me que estive no hospital.
    Já lhe tinha dito?
    Dito? Ditado? Eu creio que tive professores.
    Desculpe, estou com falta de irrigação no cérebro .

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ah ah ah ah ah ah
      Antigamente fazia-se sim senhora, mais de 5 erros davam direito a bofetada. Hoje em dia falta ditado e bofetada, ambas as 2, portanto.
      (E poupem-me a correcção da redundância)

      Eliminar
    2. Se tivesse apanhado mais do que duas bofetadas aprenderia que lhe fica muito mal armar-se em escritora fina e dar tantos erros de palmatória.
      Agora faça como a sua compincha Palmier que fechou os comentários as pessoas e agora já está livre para poder criticar e falar mal de quem quiser e não ouvir as respostas justas do seu mau procedimento. São todas muito honestas mas esqueceram-se da democracia.
      Nem mais!

      Eliminar
    3. Ora Anónimo e quem lhe disse a si que este espaço é uma democracia? É que está redondamente enganado por cá manda o rei, neste caso a rainha, é um totalitarismo absoluto.
      Suponho que saiba o que é? Já que descortina tanto erro de palmatória?

      Eliminar

    4. Ó anónima das 15:45.
      E fez a senhora muito bem e em minha sincera opinião só pecou por tardio. E a bem da sobrevivência todos deviam fazer o mesmo.
      Vivemos tempos muito conturbados e extremamente perigosos. O perigo espreita-nos a cada passo dado e o nosso modo de vida e esta mesmo são constantemente ameaçados, substancialmente agravados pelo desconhecimento que temos da realidade circundante. A cada segundo o perigo espreita-nos e vigia-nos esperando o momento propício para nos enredar nas teias de uma maquinação muito bem estruturada. As nossas vidas são constantemente ameaçadas pelas mudanças climáticas, pelas mudanças de humor da legítima, pelo fogo-posto, pelo degelo que nos afogará quando, ingénuos dormimos despreocupadamente; pelo fogo satânico que para melhor nos apanhar desprevenidos finge-se apaziguado lá nos pântanos de Yellowstone; pelos governantes e pela oposição, por ratazanas desonestas que de arte não carecendo conseguiram corromper subornando-o, o nosso fiel cão de guarda; por morcegos famintos e sanguinários que nos chupam o sangue até à última gota, por desgraças naturais e bichos fenomenais e ainda outros paranormais: (não se iludam com o tamanho nem aparência meiga dos ditos porque tamanho não é sinónimo de documento abonatório nem a aparência é de bom coração, e desconfiem de todos indiscriminadamente) como provo já a seguir sem dar hipótese de argumentos contestatários. Ei-los pois, os meliantes que a coberto da impunidade que, presumem, as suas diminutas presenças físicas possam salvaguardar, são mais terríveis nas suas sanhas destrutivas que os de maior porte: moscas, ( e aqui uma atenção redobrada que com a mudança climática proliferam que nem suecas à volta do Zezé) por mosquitos, carrapatos, carraças, piolhos, pulgas e pulguedo na generalidade porque, como avisei, são todos de estirpe destrutiva e entram disfarçadamente nas nossas casas sem que dêmos por eles e quando menos se espera, aí está um incauto desprevenido na sua boa-fé em risco de vida.
      Portanto e antes que isso aconteça, tranquem bem a vossa casinha que assim se um ou outro mais sagaz lá arranjar manhas para se introduzir, facilmente é detectável e uma pulverização a preceito dá conta do recado.
      Mas nunca esqueçam! Desconfiem de toda a bicharada e que grandes e pequenos sejam todos medidos pela mesma bitola. Mesmo que vejam lá por casa uma osguinha pequenina e desvalida, muito fofinha com ares muito inocentes e tristinhos por não ter rabinho, desconfiem na mesma porque o mais certo é estar a fingir que não é ruim, porque a danadinha sabe de ginjeira que o rabinho vai voltar.
      Porta fechada e assim, se bem que não assegure terminantemente, há algumas probabilidades de sobrevivência.

      Eliminar
  4. A verdade é que recordamos os professores muito bons e os maus, os assim-assim acabam no esquecimento.

    ResponderEliminar
  5. A mim parece-me que eu sou muito azarada, enquanto que todos tiveram professores espetaculares, a maioria que a mim calhou era cada aberração. Então o professor da primaria, ui ui, muito havia a contar desse ser. A unica ajuda individual que ele conhecia era distribuir chapadas pelos alunos economicamente mais desfavorecidos. E claro que as perguntas mais complicadas eram guardadas para esses alunos, que aos filhos dos "sor doutores" abastados, só calhavam perguntas fáceis em dias de bom humor, não fosse ele enganar-se e bater num puto cujo pai podia complicar-lhe a vida.

    E isto não foi assim há tanto tempo que eu mal cheguei aos 30 anos. Por isso, acho que antes de mais nada, é preciso separar o trigo do joio. Como? Queria eu saber. Mas acredito que metade dos problemas do ensino acabavam com o fim dos maus professores que andam para aí.

    Patrícia

    ResponderEliminar
  6. Ainda não falei da greve, não sei se vou falar, mas anda aqui um post a queimar-me os dedinhos; tenho saudades, muitas da minha professora primária Dª Olga Gonçalves, se alguém ma descobrir até lhe pago um jantar!
    P.S.- o jantar pago a quem a descobrir, que à minha querida professora muito mais lhe está reservado!

    ResponderEliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos comentadores.
A autora do blog eliminará qualquer comentário que ofenda terceiros, a pedido dos mesmos.