terça-feira, 18 de junho de 2013

Disso de trabalhar em casa, ao fim de semana

Estava para aqui a pensar que a vida é uma constante aprendizagem, uma pessoa é de repente quase submersa em trabalho, trabalha no feriado, trabalha no fim de semana, praticamente nem tem tempo de vir ao blog, não consegue ler um único dos habituais, não importa, é quase certo que metade da blogolandia divaga sobre as praias a sul, a outra metade estará ocupada coma aquilo da greve, por falar em greve, fico para aqui a pensar quais serão exactamente os seus efeitos práticos, para além de uns milhares de crianças não terem feito exames, será que a greve é tipo Espírito Santo e multiplica as crianças? Parece-me que é a única maneira de tirar os professores do desemprego, ou haverá outra?

24 comentários:

  1. Efeitos práticos é pressionar quem decide, levá-los a negociações. Para que milhares de pessoas não percam os seus empregos. Mas quem como a pipoca trabalha tanto não sabe o que é ter o emprego em risco. Ao menos podia ter estado mais atenta nas aulas de português.

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    1. Bom, não havendo crianças a quem dar aulas, sugere dar emprego aos professores a fazer exactamente o quê? Ficar em casa a descansar?
      É uma questão de números, haveria de ter estado mais atenta nas aulas de matemática.

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    2. Não sei de onde vem tanta arrogância, se de uma educação conservadora ou mal amada, mas na verdade também não me interessa. A Sra. tem muitas certezas, eu não. Mas não me parece que haja menos alunos, sei que há mais alunos por turma. O que todos sabemos é prejudicial para a aprendizagem.

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    3. Caramba o nº de alunos por turma aumentou de 23 para 26, no 1º ciclo, de 28 para 30 no 2º e 3º ciclos. Quando é que as pessoas se convencem que o país faliu? Que não há dinheiro para construir Escolas? E que há cada vez mais crianças a passar do privado para o público? Crianças essas que não custam um cêntimo ao Estado apesar dos impostos que os pais pagam?

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    4. Que não custavam enquanto alunas do privado, obviamente

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  2. Ora nem mais. Ainda à pouco coloquei essa questão n blogue conhecido.
    Não falando da greve em si. São inevitáveis cortes e despedimentos.
    Se de um lado da balança colocarmos a quantidade de professores que ha e que todos os dias se formam (a aumentar) e do outro o número de crianças a quem dar aulas (em forte declínio) não percebo onde vêm possibilidade de emprego!! É matemática pura.
    A não ser que queiram que o patrão, todos nós, contribuintes, paguemos para que fiquem com horário zero e afins.
    Não percebo

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  3. Mas o que se discute, tanto quanto sei, não é só a questão do desemprego... A verdade é só uma, já fui professora do ensino secundário (de 2002 a 2008 +-) e uma coisa vos garanto... Respeitinho, muito respeitinho pelos profissionais que conheci...

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    1. Não contesto que tenham muito por onde reclamar.
      Contesto o dia escolhido o politiquismo associado. O dr Mário Nogueira não é professor há mais de 20 anos, para ele todos os ministros são péssimos, nunca fazem nada de bom e os professores são uns eternos sacrificados.
      Pergunto como é que alguém que não exerce a profissão teve direito a avaliação como professor?
      Pergunto quais são os verdadeiros interesses por trás desta greve?
      E pergunto se não poderiam ter escolhido outro dia que não o dos exames nacionais?

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    2. A maior parte dos sindicatos são completamente obsoletos... Era correr com eles todos à pedrada como dizia o outro. Já não fazem sentido nos dias que correm nem me parece que, particularmente neste caso dos professores, representem a maior parte deles. Eu nunca me senti representada enquanto lá andei. Nunca fiz greve. O que a mim me revolta é o enxovalho generalizado da classe como se fossem todos uma cambada de preguiçosos... Não são! Aliás, eu nunca tinha imaginado encontrar num funcionário público o espírito de missão, de sacrifício e de trabalho que vi nalguns meus colegas professores. Não voltei a encontrar disso (tirando um ou outro caso) em mais nenhum sítio por onde passei desde aí (sim, privado incluído).

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    3. 100% de acordo. Conheço alguns profissionais excelentes, com verdadeiro amor à actividade que exercem. Não concordo nada com isso de apelidar a classe de preguiçosos. Há os que são e há os que trabalham por 2. Como em todas as profissões, aliás.

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    4. Bem, isto leva-me como um tiro à pior face do funcionalismo público... Tanto ganha quem é competente como quem é incompetente, com a agravante que a alguém competente "cai-lhe tudo em cima"... Ou seja, aquelas coisas que "alguém tem de fazer" calham sempre aos melhores porque quem tem poder para decidir sabe que se der trabalho a certas pessoas vai sair asneira... Ai, ai... Por isso me pus ao fresco... Faltava-me o espírito de missão e a capacidade de anuência com o sistema e direções acéfalas...

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  4. Se estivesse muito sobrecarregada de trabalho, não tinha tempo para andar por aí a espreitar as capelinhas todas para depois vir cortar nas pessoas, não lhe parece?
    A menina acha que engana a quem? Ora, menina, enxergue-se que fica-lhe muito mal andar armada em adolescente parvinha.

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    1. AAAAHHHHHHH, só falta assinar....

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    2. Leia lá outra vez. Não espreitei nada. Não é difícil de adivinhar, em tendo algum poder dedutivo. Para alguns até é simples.

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  5. inclino-me a acreditar que há menos crianças. mas não domino os números. Mas será muito mais difícil ser professor hoje em dia com o trabalho extra lectivo associado, mais todo o "esforço" (aka, carga de trabalhos) que se coloca em não chumbar alunos (podem ficar traumatizados) mais o que se tem que aturar em termos de indisciplina (má educação e não só: meter crianças pequenas com cargas horárias mais largas nas escolas, em aulas de maior duração... bom, eles têm que descomprimir), mais aturar pais que acham que os filhos não fazem nada de errado. É cansativo, exigente, por vezes, de cortar os pulsos. Há quem o faça com muito espírito de missão. alias, só assim se aguenta.
    Que os professores têm legitimidade nos seus argumentos, têm. Assim, como tantas outros que temos sofrido com estas medidas de austeridade que podem ter fundamento em teoria mas são de um desnorte sem fim.
    Que a educação (sobretudo a publica, gerando maior fosso) é mal tratada, é, há anos. E tem contribuído para graves deficiências educativas de base, inquestionável. Independentemente do esforço e dedicação de uma classe que anda às bolandas e cujos salários, mesmo em horário completo, e com vinculo, têm que compensar as distancias das escolas em que ficaram colocados e as horas na estrada.
    Que os professores são representados por alguém que deixa muitoooooo a desejar, indubitável.
    Que o direito à greve lhes assiste, OK.
    Posto isto, totalmente contra com a greve aos exames já marcados.

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    1. Tudo muito certo.
      O que eu não percebo é porque é que volta e meia o pessoal da saúde faz greve (deixando inclusivamente de realizar cirurgias que as pessoas esperavam por vezes há anos) e é tudo na boa e ninguém se escandaliza porque a greve é um direito que lhes assiste, mas quando os professores fazem greve a um exame (que pode ser repetido passados poucos dias) é o fim do mundo em cuecas qual traição à pátria... A sério que gostava de perceber isto...

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    2. Eu acho que hoje em dia se abusa das greves, as quais estão mais ligadas a questões de ideologia política que a conquista de justiça laboral.
      Não contesto o direito à greve, reconheço que os professores têm muito por onde reclamar. Mas como todas as outras classes e cidadãos também têm de apertar o cinto.
      Agora marcar a greve para o dia do exame de Português e depois vir dizer que a culpa é do governo? Ora vão à real badamerda.

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    3. NM, em que planeta tem vivido, que não ouve/lê reclamar quando os médicos fazem greve e as cirurgias e outros exames são adiados???

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    4. Claro que se reclama, mas no meu mundo nunca nenhuma teve proporção comparável a esta dos professores… Ou passaram-me ao lado textos, textos (e mais textos) em tudo quanto seja blogue ou perfil do FB (por qualquer um que saiba juntar duas palavras) sobre a última greve do pessoal da saúde? É… Deve ter sido isso!

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  6. Partindo do pressuposto que as crianças DEVEM estar preparadas para estes exames, não percebo o tug-of-war... hoje, ontem, amanhã...
    Mas tenho uma professora em casa e entendo também o seu ponto de vista.

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    1. Não será bem assim Maria. Vão fazer um exame diferente. Dizem que será de igual nível mas a verdade é que será diferente. E o exame conta para a média de entrada na faculdade. A questão é que não é justo para os alunos, que foram os maiores prejudicados e são a razão de ser dos professores.
      Não domino tudo o que os professores reclamam, sei que têm muito por onde reclamar. Mas também sei que têm muitas regalias inexistentes noutras profissões.

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    2. A minha professora pertence aos quadros dum colégio particular: Regalias Zero. Comparando com colegas com o mesmo tempo de carreira e a desempenhar as mesmas funções no estado, ganha substancialmente menos, senão quase metade e trabalha mais tempo... apoia os colegas, mesmo discordando em algumas coisas ...
      Eu, estou farta do diz que disse. Um dos professores da faculdade da outra filha diz que eles serão conhecidos como a Geração Esmagada... plenamente de acordo.

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    3. Não me parece que isso se aplique apenas aos professores. Eu não discordo da greve. Discordo do dia marcado. Só quem já se esqueceu do que é ser aluno é que acha que é indiferente chegar ao liceu e não saber se fará ou não exame.
      Para além de que o próximo exame não será igual a este. A juntar a isso, todo o privado fez exames, o que significa que tem tem dinheiro não saiu prejudicado. E isso é injusto.

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  7. Preciso de um café para ler os comentários da Mônica até ao fim... Tanta letra, pá!

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