terça-feira, 21 de maio de 2013

Disso da adopção e coadoção e afins

Em verdade vos digo que não me interessam os direitos das minorias, sejam essas minorias gays, gordos, gigantes ou qualquer outra coisa. Não, quando em causa está o superior interesse da criança.
Não tenho opinião formada para ser contra ou a favor da adopção por casais homossexuais, não conheço estudos que provem que as crianças são tão felizes quanto as inseridas em lares "ditos normais", não sou pediatra nem pedopsiquiatra.
À partida diria que qualquer criança necessita de uma figura parental masculina e feminina até aos 12 / 13 anos, é certo que pai e mãe têm papeis diferentes na educação e formação das crianças. Provem-me que casais homossexuais são capazes de fazer esses papeis e terão a minha bênção. Porque o que está em causa é o interesse da criança, não o direito do gay ou da lésbica. Do mesmo modo, entre dar uma criança a um casal ou a um solteiro, escolheria sempre o casal, nem é por nada, mas o risco de comportamentos abusivos será maior quando há apenas um só membro. Mais facilmente entregaria uma criança a uma mulher que a um homem, exactamente porque a grande maioria dos abusos são feitos às mãos masculinas.
Não contesto que haja pais solteiros muito mais capazes que mães solteiras, tampouco que casais gays possam proporcionar mais amor que casais hetero. E por favor poupem-me aos exemplos de casos isolados, "ai eu cresci sem pai e sou feliz", "ah! e então os casais que se divorciam?", "ai e as crianças que são abusadas pela própria família"? Tudo isso acontece, mas não é isso que é o desejável. E quando entregamos uma criança a alguém deveremos ter uma única preocupação: proporcionar-lhe o lar mais feliz e estável possível. Por isso, custa-me um pouco a crer que uma criança deva ser educada por, por exemplo, um travesti, e que cresça a ver o pai vestido e pintado de mãe, da mesma maneira que diria que um pai e uma mãe deveriam ter prioridade, sobre um casal do mesmo sexo, ou que uma mulher deveria ser equacionada antes de um homem.
E isso das instituições, de as crianças estarem melhor numa família, não passa de um falso argumento. A maioria das crianças que estão em lares de acolhimento não estão disponíveis para adopção. Porque embora os pais biológicos não queiram saber deles para nada, basta que os visitem uma vez ao ano para que impeçam o processo de adopção. Por outro lado, a maioria quer adoptar crianças saudáveis entre os 1 e 3 anos (antes disso é difícil detectar alguns problemas). Daí que seja tão moroso adoptar.
E se, ao invés de falar dos direitos gays, se preocupassem com as crianças? Talvez começar por mudar a lei no que diz respeito ao processo de adopção em si, não?
(E sim, ainda bem que a lei foi promulgada, é de uma violência brutal tirar a criança de um lar onde está inserida e é feliz, porque o seu progenitor morreu e o seu companheiro é do mesmo sexo).

58 comentários:

  1. Estou inteiramente de acordo consigo, e a única coisa que me balanceou foi exactamente o que escreve entre parêntesis no último parágrafo....Esse argumento é o que mais me comove, por pensar na criança... Também não concordo que muitas dessas mulheres vão fazer inseminações a Espanha e tenham os filhos sem pais, acho um horror, um acto de puro egoísmo. Mas isso sou eu, que sou antiquada, quadrada e nada liberal. Mas não faz mal, eu sou feliz assim e zelo muito pela felicidade dos outros, mesmo em detrimento da minha quando os valores assim o impõem. Agora tiques de moderna e mente aberta deixou para os outros, fica-lhes muito bem!!! Rita

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  2. Há uma frase que diz tudo: "Porque o que está em causa é o interesse da criança, não o direito do gay ou da lésbica."

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  3. Para mim tudo se resume ao facto de duas ou dois serem melhor que nenhum, porque por muito amor que se dê nas instituições, não se dá nunca o suficiente!

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    1. Verdade. Acontece que actualmente, a lista de casais que querem adoptar é muito superior à quantidade de crianças disponíveis para serem adoptadas. A grande maioria das que está em lares não pode ser adoptada. Isso é um falso argumento.

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  4. Eu, numa de Dupont e Dupond, diria mesmo mais: a questão de não ser vedada a adopção por casais homossexuais não tem que ver com direitos de minorias, mas exactamente com os direitos das crianças, nãos lhes impedindo, à partida, uma integração familiar que ninguém ainda conseguiu provar ser nociva ou prejudicial ao seu desenvolvimento.
    Ou seja, vejo a questão de um ponto de vista diametralmente oposto: não são direitos de gays, são direitos das crianças; por outro lado, a questão não é 'porque devemos estender a possibilidade de adopção a casais do mesmo sexo', mas sim 'por que razão seria legítimo afastar da adopção casais do mesmo sexo'. Ainda por cima quando uma pessoa singular, independentemente da orientação sexual, pode adoptar - não há qualquer razão lógica para discriminar.
    Quanto a potenciais abusos, gostava de ver um estudo credível, onde se fizesse uma contabilização de abusos de menores perpetrados por a) familiares de sangue; b) familiares ou pessoas próximas sem ligação biológica; c) estranhos; d) pais adoptantes. Mesmo sem saber os resultados, arrisco dizer que acho que íamos concluir que o perigoso é os filhos terem pais e familiares ou pais de amigos por perto.

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    1. Eu não vou tão longe. Não sendo a "norma" os casais serem do mesmo sexo, acho que tem de ser provado que a inserção de crianças nestes lares é pacífica e igualzinha à inserção de crianças em lares de casais hetero. Acredito que as crianças devam ser integradas no melhor lar possível. E parece-me que, em se tratando de adultos moralmente sólidos, em igualdade de circunstancias, ter um pai e uma mãe, será melhor que ter 2 pais ou 2 mães. Mas lá está, não conheço estudos e não sou especialista. Agora não acho que seja igual porque não é. É diferente (o que não quer dizer que seja pior).
      Quanto aos abusos, é uma palermice e tacanhez achar que os casais de homossexuais querem crianças para ir abusar delas. Não conheço os números mas do que tenho lido, a maior parte dos abusos acontece às mãos de familiares muito próximos, i.é pais, tios, avôs, primos...

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    2. O que vai acontecer nestas famílias é o mesmo que acontece nas outras: gritos à hora de tomar banho, birras à hora de comer a sopa, choros à hora de ir para a escola. Não tenho a ideia romântica que a maioria das pessoas têm quanto à família papá-mamã, e sei que é perfeitamente possível sobreviver à míngua de um role-model do mesmo sexo: há a família alargada, há a sociedade. REsulta, se houver boa triagem dos candidatos à adopção, independentemente da sua orientação sexual, porque não é qualquer um que adopta.
      Quanto aos abusos, só mencionei por ter sido mencionado no texto, além de que, ao que parece, é tópico hot.

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    3. Não digo que não Izzie. Só digo que é diferente. E afirmo que temos a obrigação de escolher o melhor possível.

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    4. Tudo o que a Pipoca Mais Picante diz que tem de ser provado está provado. Há estudos feitos por instituições académicas de renome (e.g. Stanford e Cambridge, entre outras) sobre o tema e as entidades que são autoridade nas áreas (academias e ordens) a que se relaciona estão questão são favoráveis a não se criar obstáculos à parentalidade por casais do mesmo sexo. Ninguém diz que a preocupação é uma coisa má. Creio que a maioria das pessoas de qualquer dos lados preocupa-se com a realidade. A diferença é que umas procuram saber o que a ciência, que estuda a realidade, diz que é a realidade e outras ficam-se pelas suas teorias pessoais ou construções de lógica ideológicas sem qualquer adesão a uma visão que advenha de pessoas de carne e osso nestas situações. A quem favorável fica o convite para assinar esta petição: Legislação da Parentalidade por Casais do Mesmo Sexo em Portugal
      http://www.avaaz.org/po/petition/Legislacao_da_Parentalidade_por_Casais_do_Mesmo_Sexo_em_Portugal/

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  5. Há vários estudos internacionais - basta pesquisar. Eu conheço várias famílias homossexuais com filhos e as crianças são perfeitamente normais, curiosamente mais atentas ao mundo que as rodeia e muito mais tolerantes que a maioria dos pirralhos com que me cruzo.
    E esta lei só vem dar um pai ou uma mãe a quem nasceu fruto de uma relação heterossexual - vem ignorar as outras famílias (crianças incluídas) que existem!

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    1. A questão não é se as crianças serão ou não perfeitamente normais, é preciso ser parvo para achar que a homossexualidade é um vírus. A questão é se elas serão mais felizes com 2 pais ou com 1 pai e 1 mãe.
      Eu, em podendo escolher preferia ter 1 pai e 1 mãe que 2 pais. E acredito que a esmagadora maioria das pessoas também.

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    2. Não há nenhuma criança que nasça preconceituosa. O preconceito está na cabeça dos adultos.
      Há bem pouco tempo atrás os pretos não iam à escola.
      Há que evoluir e a felicidade não se pode medir. Uma criança ou é amada e desejada ou não é.
      Nos casos que conheço, as comunidades escolares estão a par de tudo, apoiam, respeitam e ainda educam os outros encarregados de educação e respectivas crianças sobre tolerância e respeito. So far so good!

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    3. Não se trata de preconceito, trata-se de ser diferente. O que é normal é as pessoas terem 1 pai e 1 mãe. Não há ninguém que nasça de 2 pais. Daí que o que sai fora disso é diferente.
      Mal comparando, a morte de 1 pai não significa que a criança se torne um adulto com problemas. Mas será mais feliz se tiver pai e mãe. A minha questão prende-se exclusivamente com "qual é o melhor lar", qual o que proporciona maior estabilidade e segurança. E, em igualdade de circunstancias parece-me que será o hetero. Todas estas questões são agravadas por, em norma, as crianças já terem tido imensos problemas na sua família biológica.
      Sinceramente, tenho duvidas. Não sou a favor, mas também não serei contra.

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    4. Repito: conheço crianças que nasceram com 2 mães. É esta a realidade delas.
      Outra questão é que quando um casal homossexual quer ter filhos, quer MESMO ter filhos. Nunca são pais por mero acaso, por descuido ou por pressão social. O que torna a coisa genuína. O que faz deles pais e mães, em regra, mais atentos e mais preocupados.

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  6. Eu sou a favor da adopção por casais do mesmo sexo, não vou explicar porque agora não tenho tempo. Só vim dizer que acho que a Pipoca foca aqui uma questão importantíssima, que a meu ver carece de aprofundamento e de um debate sério, e que é precisamente o interesse da criança. Esse obviamente deve estar acima de tudo. Falta envolver mais os especialistas e até certo ponto os visados em toda esta questão. Quando se ouve gente afirmar que os homossexuais não passam de pedófilos; que (segundo uma certa figura do direito português) num casal homossexual um homem faz de mulher e vice-versa; ou, do outro lado da barricada, argumentos como: são os heterossexuais que abandonam as crianças - percebemos como é pobre o debate sobre este tema.

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    1. Nem mais. Gostava de ouvir pedo-psiquiatras. Até agora só ouvi políticos, católicos e, infelizmente, homofónicos.

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    2. Permite que me pronuncie, Pipoca.
      Não sei se serei alguma destas coisas que atrás referiste ou se sou, apenas, uma mãe preocupada com o bem estar do filho.
      Fundamentalistas, sempre os houve. Pior é quando se pronunciam a favor só porque fica bem, porque está na moda.
      Sou mãe. Vivo com o meu filho, mas mantenho uma relação saudável com o pai.
      Em tempos, desconfiei que o meu ex-companheiro era gay e nada me apavorava mais do que imaginar o meu filho a visitar o pai e o namorado.
      Embora o pai viva, hoje, com uma mulher, algo me diz que é, apenas, para encobrir a questão.
      Há dias, alguém dizia num outro blogue que nesta coisa de aceitação da adoção de crianças por casais gay o povo era tacanho, mas que acabaria por aceitar, como aceitou o divórcio, já que neste caso os miúdos ganharam dois pais e duas mães.
      Quase me dava uma coisa má!
      Cresci no seio de uma família católica. Não vou à missa e se quero falar com Deus, seja ele qual for, não necessito de intermediários. Fico perplexa ao perceber que gente que bate no peito se mostra tão à frente nestas coisas. Pensarão mesmo assim ou gostam de seguir o rebanho?
      Quero acreditar que nem tudo é louco!
      Saberá esta gente quantos casais inférteis esperam o momento de se tornarem pais adotivos?

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  7. O Cunhado do Acutilante21 de maio de 2013 às 17:20

    Eu sou absolutamente contra essa ideia depravada da adoção de crianças pelos paneleiros, homens ou mulheres porque os homossexuais são paneleiros, e por isso não podem dar uma boa educação a uma criança e vão fazer é que a criança comece a criar vícios depravados muito cedo, porque é muito diferente duma criança que vê os papás a beijarem-se e a apalparem-se do que ver dois latagões bigodaças a esfregarem as bocas aos beijos.
    Agora venham-me para cá dizer que não há diferenças mas se quiserem ser justos veem que eu tenho razão, porque dois paneileiros nunca podem ser um casal e são uma parelha, que fazem sexo depravado e porco e isso vai-se refletir na educação de uma criança que está inocente e o estado devia proteger e não ajudar a que cresça uma criança no meio da devassidão e da imoralidade.
    Agora se não quiser não publique mas também tenho o direito de dar a minha opinião porque também sou cidadão deste país, e antes não fosse porque é um país sem vergonha que ainda ajuda a imoralidade, a coação e o deboche entre pais e filhos, irmãs e irmãos e como se não chegasse ainda quer perverter as crianças com os maus tratos e abusos dos paneleiros que os vão adoptar.

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    1. Uau um homofóbico! também ensina essa linguagem aos seus filhos?

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    2. Questão: porque é que tanta gente parece crer que os homossexuais têm relações sexuais em frente às crianças?

      E só os heterossexuais têm sexo porco e depravado?

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    3. "Latagões bigudaças" é lindo. Então... e se forem dois gajos mega femininos e delicadinhos, já pode ser? lololol

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    4. Na segunda questão eu queria dizer homossexuais...

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    5. Como é que sabe como é que é o sexo entre homossexuais? Já perdeu tempo a ver? Acha mesmo que pais conscientes, sejam hetero ou homossexuais, fazem sexo à frente dos filhos? Acha mesmo que os direitos não podem ser iguais para todos? E porquê? Uns são mais do que outros? E porque é que amor entre um homem e uma mulher é mais do que entre um homem e outro homem ou entre uma mulher e outra mulher? Faça-me um favor, desapareça da face da terra, porque gente com a sua tacanhez não faz cá falta. Tem sim o direito de dar a sua opinião, mas não tem o direito de enxovalhar realidades que NÃO conhece, não tem o direito de ofender pessoas, só porque não foi dotado de um 1/3 de inteligência. Deve ser o tipo de homem que acha que as mulheres foram feitas para cuidar dos filhos e que um murro num olho de quando em vez até faz bem à alma. Aplaudo mesmo a sua pessoa. Bravo.

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    6. ah ah ah ah ah
      Eu nem vou comentar mas ó Cunhado do Acutilante veja lá se faz o obséquio de moderar a linguagem, confesso que esse comentário esteve quase a não ver a luz do dia, afinal isto é um blog BCBG.

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    7. Que raio de comentário, oh acutilante. Eu nunca vi os meus pais no marmelanço, não há motivo para os gays o fazerem à frente dos filhos.

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    8. Eu, heterossexual confesso: sempre que posso faço sexo porco e depravado com o meu marido! Volta e meia gostamos de um bom deboche! Mas antes mando a criança para casa da avó que tanta devassidão era coisa para a traumatizar!! Já os apalpanços é coisa que não escondemos. É bom que a criança veja o papá a afagar as mamocas da mamã que é para aprender a ser homem.

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    9. Interne-se,faça um favor à sociedade please. Nunca vi uma mente tão depravada como a sua. As melhoras.

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    10. São os filhos de Senhores como este que depois lá na escolam ridicularizam as tais crianças adoptadas por casais homosexuais, ou só filhos de homosexuais. É o que temos...nunca vai parar. Conheço uma criança de 10 anos que é do mais homofobico que há, e a avó conta gracinhas do menino como: Ele não gosta de jogar com o preto lá na escola, agente já lhe disse que tem jogar porque ele não tem culpa de ser preto! ORA BOLAS! isto assim não vai, não. Já o irmão, filho dos mesmo pais, dizia no outro dia: que nojo, aquele tem Sida! Tenho vergonha de viver aqui

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  8. Não podia estar mais em desacordo com algumas coisas que dizes no post. Acho que a adopção por parte de casais homossexuais é precisamente a pensar no interesse das crianças! Estou muito de acordo com o que a Izzie disse, ou seja, eu acho é que as crianças precisam de crescer numa família, seja ela como for (claro que se for o tal modelo tradicional e se os pais forem umas jóias de pessoas, é o ideal), mas caraças, importante é que os adoptantes tenham amor para dar, que a criança tenha sentimento de pertença, valores, amor e carinho, tudo coisas que por mais que uma instituição se esforce, não consegue proporcionar da mesma forma.

    Em relação ao amigo ali de cima, cunhado do acutilante, deve ser uma pessoa com uma visão excepcional, sexo depravado e porco, espectacular, pensava que o que se fazia em 4 paredes entre adultos, apenas a eles dizia respeito, também gostaria que me elucidasse sobre o que são "paneileiros".

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    1. O maior interesse das crianças é terem um pai e uma mãe. Parece-me que isso vem à frente de ter 2 pais, em termos de interesse da criança (atenção, não digo que sou contra, digo que me parece ser uma opção menos interessante).

      E isso de chamar modelo tradicional é uma coisa que me enerva. Não é modelo tradicional, é o modelo de sempre e largamente maioritário. Até parece que o que é normal são lares homossexuais e que os lares hetero estão a cair em desuso...

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  9. "Não tenho opinião formada para ser contra ou a favor da adopção por casais homossexuais, não conheço estudos que provem que as crianças são tão felizes quanto as inseridas em lares "ditos normais", não sou pediatra nem pedopsiquiatra."

    Não tem opinião formada, não conhece estudos, não é técnica... Então? Porque opina?

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    1. Talvez porque é cidadã, não? (é isso e isolar excertos de textos e retirar-lhes o seu fundamento)

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    2. Ora Anónima das 19.00h, fácil, é só mesmo para a irritar.

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  10. Não concordo em nada que duas pessoas do mesmo sexo possasm adoptar em conjunto. As crianças têm o direito de serem educadas por um pai e uma mãe. Claro que isso hoje em dia muitas das vezes não acontece, mas uma coisa é uma familia monoparental, outra é terem dois pais ou duas mães. É que neste caso será o estado a retirar-lhes desde logo esse direito e não as circunstâncias da própria vida.Atenção que não confundo homossexualidade com pedófilia. Não tem nada a ver. Os pedófilos por norma são heteros nos seus relacionamentos com adultos. O que tem de estar em causa é sempre a criança. Não consigo imaginar que ela não sofra pressão na escola, da parte de colegas. Será gozada, criticada. E haverá meios suficientes para a proteger e torná-la imune a essa pressão? Sim, a sociedade está a mudar, mas não é justo que algumas crianças tenham que servir de alvo para aprndizagem dos demais.

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    1. Em relação à pressão por parte dos colegas e ao gozo que possivelmente vão sofrer, não seria melhor pensar na questão de outra forma? Não serão os pais responsáveis por essa suposta crueldade das crianças? Esse problema resolve-se com educação. Agora que há muita falta dela há...

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    2. Então vamos permanecer uma sociedade imutável sempre com medo das consequências do que daí possa advir... Que maravilha!

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    3. Eu acho que essa é uma decisão que deveria ser tomada por pedo-psiquiatras. Em função dos interesses das crianças e nunca dos direitos das minorias.
      Mas custa-me a crer que o modelo comum de pai e mãe não seja o mais desejável.

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  11. Porque a isso tem direito. Como todos os outros numa democracia.

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  12. Eu sou pelos direitos de todos, crianças e adultos, heteros ou gays. Sou pelo direito dos gays adoptarem crianças porque acho que o único mal que um casal homossexual poderá fazer a uma criança é ter de a submeter ao preconceito da sociedade. Mas, lá está, o defeito está na sociedade. Se a sociedade não apontar o dedo, se não criticar nem gozar, a criança não vai ver os dois pais ou as duas mães como algo mau.

    Claro que as crianças precisam de referências masculinas e femininas. Mas, se tiver dois pais ou duas mães, a criança pode procurar a referência que lhe falta num tio, num avô, numa tia, numa avó. Eu não tive pai presente mas tive um tio que vale mais que ouro - é um diamante em bruto, o melhor pai-de-coração que eu alguma vez podia desejar.

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    1. Neste caso, S* dou única e exclusivamente pelos direitos das crianças.

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    2. Pipoca, lá está, discordamos neste ponto: eu acho que é proteger as crianças entregá-las a quem as ame. E quem as ama pode ser hetero ou gay. Isso não retira a ninguém a capacidade de amar filhos.

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    3. Nop. Não é nisso que discordamos. Não nego a ninguém a capacidade de amar, independentemente da sua orientação sexual. A minha questão é simples, entre 2 casais, ambos moralmente sólidos e com capacidade de amar, 1 hetero, outro homo, qual é o mais adequado à criança? Não sei se a resposta são os dois. É tão simples quanto isto.

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    4. Na situação IDEAL, parece-me fácil de responder que o IDEAL é que o casal seja homem e mulher. Nem é por mais nada, é porque realmente assim a criança tem o melhor dos dois mundos e contacta com a referência feminina e a referência masculina de forma muito mais natural. Não tenho problemas em dizer isso. No entanto, não considero que a adopção por um casal homossexual retire o que quer que seja à criança. Bem sei que as crianças precisam de referências masculinas e femininas, faz parte da aprendizagem... mas como nenhum casal, hetero ou gay, vive numa bolha, é sempre possível beber a referência que falta (macho ou fêmea) a uma das pessoas próximas ao casal homossexual. Acho que me fiz entender - a certa altura, estava confusa com o que estava a escrever. ahahah

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    5. Agora vou ser mazinha. Então, se concordamos que na situação ideal a criança deve ser adoptada pelo casal hetero, não há direitos iguais. Heteros devem ter prioridade sobre gays e que se luxem os direitos da minoria. O lobby gay dirá que é discriminação. Discriminação essa que é feita aferradamente porque o que realmente importa é o direito da criança ao melhor lar possível.

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    6. Pipoca, pondo a coisa nesses termos é discriminação porque assim o ideal é sempre um casal hetero quando comparado com um casal homo. Essa generalização assume que um casal hetero, por mais disfuncional que seja, é sempre melhor do que um casal gay por uma questão de referência masculina e feminina presentes, mesmo que os indivíduos em questão sejam muito menos aptos a ser pais de alguém do que o casal homo.
      Volta a falar dos direitos das minorias...também não concordo que a questão seja posta nestes termos, acho que o que está em causa estão os direitos das crianças.
      Eu até há relativamente pensava como a Pipoca em relação a este assunto, mas entretanto percebi que não é pelo facto de a sociedade ser contra a adopção de crianças por casais homossexuais que os homossexuais vão deixar de ter filhos (biológicos ou adoptivos). Se já há inúmeras famílias a viver neste registo, não me descansa mais como cidadã vedar a adopção de crianças a homossexuais. Prefiro que seja criado um método mais criterioso de selecção das famílias candidatas a adopção, que não tenha o sexo dos adoptantes como factor principal, mas outros factores que são (a meu ver) mais importantes para o bem-estar de uma criança.

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    7. *são os direitos das crianças (e não "estão")

      **Eu até há relativamente _pouco tempo_ pensava como a Pipoca

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    8. Anónima eu disse "em igualdade de circunstâncias". Se penso que temos obrigação de encontrar os melhores lares possíveis para as crianças, obviamente que um casal disfuncional não pode sequer ser equacionado como elegível, independentemente do seu sexo. Não leiam aquilo que eu não escrevo, por favor...

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    9. Tal como a anónima disse, há muitos casais homossexuais que já são pais. Os casais em que uma das partes já era pai/mãe. Os casais em que uma das partes adoptou uma criança sozinha. Isso é possível fazer sem se recorrer à lei e a todas as burocracias - basta omitir.

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  13. Engraçado que só se lembram das crianças instuticionalizadas, aquando da discussão de leis como estas. Falo no geral, não da Pipoca. Do que lá vivem, enquanto não se discutem leis destas, ninguém se lembra, já li algures , e muito bem, que passam a vida a ser educados por turnos, ora agora vem a funcionaria mal disposta, ora agora vem a que trabalha ali só porque precisa do ordenado, calhando, no turno a seguir vem aquela que ama crianças!
    Concordo com a lei, e tenho pena que não tenha sido totalmente aprovada.
    E não digam: ah e tal mas nisso não é em todas as instituições, que eu respondo: É!

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  14. A mim faz-me confusão a desonestidade intelectual para com as crianças. Duas mães? Dois pais? Não. A criança, pelo menos por enquanto, resulta do encontro entre um espermatozóide e de um óvulo, por muito que custe aos homossexuais aceitar isto.

    Se a criança está numa família com duas mães ou dois pais, o essencial é que não lhe escondam que, na verdade, está impressa no seu código genético uma herança diferente, e que mesmo que sejam figuras ausentes, ela é de facto filha de um homem e de uma mulher que a dada altura andaram por este planeta. Que pode ter irmãos desconhecidos. Avós e tios com semelhanças físicas que podem estar ao virar da esquina. Nada a fazer contra isto.

    Mas a mim o que me custa mesmo, é entrar nos sites lgbt e encontrar tópicos sem fim acerca da melhor maneira de "fabricar" crianças: esperma de um dador amigo? inseminação artificial em espanha? algugar a barriga a uma amiga? - pergunto eu: onde está o direito da criança em conhecer as suas origens? Todos, repito, todos, devemos ter o direito a saber de onde viemos. E não digo isto apenas em relação a casais homossexuais mas também de qualquer casal que recorra a inseminação artificial com recurso ao esperma de um dador anónimo. Primeiro proibimos (e muito bem) que qualquer pessoa fosse filha de pai ou mãe incógnito, para agora permitirmos o mesmo desconhecimento...?

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    1. Tendo a concordar. No desespero de se acharem no direito de terem filhos, há por aí muito quem se esqueça dos direitos dos próprios filhos.

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    2. Concordo na integra, e foi o que disse no primeiro comentário... Que egoísmo, chocam-me profundamente estas atitudes e conversas. Rita

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  15. Volto para dizer que a Pipoca tem aqui um excelente leque de comentadores! Tomara muitos blogues terem uma discussão deste assunto com este nível! Dou lhe os meus parabéns! Claro que tem ali uma excepção, há gente que não se consegue exprimir com educação porque nunca a tiveram.

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    1. É verdade, dei para comigo a pensar que isto poderia incendiar, estes temas costumam elevar os ânimos, mas não, eu bem digo que os meus anónimos são melhores que os dos outros. Ah ah ah ah ah
      E só tive de censurar 1 comentário! Assim isto torna-se realmente divertido, obrigada a todos. Mesmo!

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  16. Tem boa gente por aqui.

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  17. Sou completamente pelos direitos dos gays, como sou pelos direitos da mulher, da criança, do homem, do preto, do branco, do gordo, do doente, enfim. Não gosto de qualquer tipo de discriminação. Uma criança precisa de um pai e de uma mãe porquê? Só curiosa pelo teu motivo para dizer isto, já que há muita gente que usa isso e diz que é para a criança não se tornar gay/lésbica tb. Não digo que seja o teu caso, mas isso é estúpido apenas. Primeiro... se assim fosse, o que explicaria q gays e lésbicas se tornem gays e lésbicas quando criandos por um casal de diferentes sexos? E msm q essa criança venha a ser gay/lésbica, qual o problema afinal? Até mesmo porque, crianças criadas com pais do mesmo sexo encontram essas referencias masculinas ou femininas em avós, tios, primos, professores e por aí além. Para mim, deviam permitir a adopção, não apenas pelos direitos dos gays, mas porque quanto mais pessoas houver dispostas e disponíveis a adoptar crianças que disso precisem, melhor! Uma mãe solteira/pai solteiro pode educar tão bem como um casal, ou melhor. Não se devia utilizar critérios desses para permitir uma adopção. Se há casais que educam melhor q pais solteiros, tb há o inverso. Se há homens q maltratam os miúdos, tb há mulheres. O q devem fazer é saber como são as pessoas que pretendem adoptar, acompanhar o processo, ver se a criança está bem, se há condições para que essas pessoas adoptem, independentemente de serem gays, lésbicas, mães solteiras, casal hetero ou seja o q for. O importante é q a criança seja feliz e amada!

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    1. Uma criança precisa de um pai e uma mãe porque é assim que nasce. Uma coisa são as circunstancias da vida privarem-na disso (divórcios, mortes, abusos....). Outra coisa é o Estado privá-las disso. Quando o estado entrega uma criança, tem a obrigação de a entregar ao melhor lar possível. Este é o cerne da questão.
      E claro que eu não acho que a homossexualidade se pega, isso é simplesmente estúpido.

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