quarta-feira, 22 de maio de 2013

De como se prova que não é preciso uma mulher andar vestida de nuazinha em noites de gala



Oscar de la Renta, Ellie Saab e Vera Wang, respectivamente.

(se me entusiasmo ainda faço disto um fashion blog e mudo o nome para a Pipoca mais Pirosa)

16 comentários:

  1. O Oscar de La Renta é lindíssimo! (Deixa lá abrir o porta-moedas a ver se dá... hummm... não!) Mas como explicar haute couture às Zaraístas?! (E alguém que lhes diga o que é haute coiffure também, já agora... Para não falar das carteiras Parfois e das "jóias" Bijou Brigitte!)

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  2. Deslumbrantes! Por mim, podes continuar.

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  5. Não gosto muito do Oscar em geral embora adore a cor deste vestido. O Ellie Saab e o Valentino fazem alguns dos vestidos mais lindos deste mundo.

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  6. it's a dirty job but someone gotta do it...
    o problema da mama ao léu é que quando não há "mái" nada para oferecer, as cabecinhas são tontas, a crise é muita e pronto é assim que acham que triunfam. E como vemos em vários quadrantes da nossa sociedade, o "pocachinho" triunfa de facto

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  7. Toda a mulher que conhece a força da sua feminilidade dita a sua própria moda.
    Se maminha fosse sinónimo de sucesso, a Fanny e a Susana eram as estrelas maiores, e vocês não vêem isso, pois não?
    Matilde.

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  8. Acredito que as posses e o bom gosto para conseguir uma vestimenta dessa qualidade não lhes assiste

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  9. Podem mandar embrulhar e enviar cá para casa; obrigada Pipoca!
    P.S.- talvez as posses não lhes assistam mas o bom gosto não lhes assiste com certeza.
    Para vestir bem e com bom gosto, as posses pouco têm a ver...

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  10. Não sei se a Pipoca vai publicar porque é muito longo, mas se publicar o meu muito obrigada.

    Estas toilettes em que as belas se engalanam, umas bonitas e apetitosas, outras peruas desajeitadas mas convencidas de que são mesmo boas, fizeram-me recordar a primeira vez que usei um vestido de gala, tinha eu 17 anos e era destinado para o baile de fim de curso, que também era o meu primeiro baile oficial, porque até então como dança eu só conhecia as aulas de dança, e mesmo essas muito mal porque eu devido a minha horrorosa fealdade era sempre uma menina de quem os rapazes fugiam como da peste e a professora tinha sempre de ir buscar um rapaz pela gola da camisa para dançar comigo. No dia que não havia suficientes rapazes, era infalível e bailava sempre com outra menina.
    Infelizmente um aluno do primeiro ano da Faculdade para onde eu ia, de calças curtíssimas e de óculos de lentes muito grossas, aproximou-se e pediu-me para ir com ele ao baile. Preparava uma desculpa muito complicada acerca de uma visita que tinha de fazer a uma tia quando um pensamento me ocorreu, que se não fosse com ele também nenhum mais era louco para me convidar e o baile de fim de curso para mim já era. Além disso a mãe conhecia-o muito bem e gostava imenso dele e até disse que indo com ele ela ficava absolutamente sossegada. Compreendi muito bem o que ela quis dizer e mais enervada fiquei.
    Exigi que o meu vestido fosse confeccionado por uma estilista da moda, mas quando chegou a mãe desaprovou completamente e foi chamar uma costureira da confiança dela para o modificar. Ela aumentava o babado na altura dos joelhos, enquanto escutava, sem se comover, as minhas descrições exageradas dos vestidos das outras meninas. « Não sei o que as mães delas querem» disse com firmeza. Assim cheguei à triste conclusão que o vestido de cetim vermelho, com sapatos da mesma cor, de saltos altos, que eu ambicionava era coisa tão remota como o dia do julgamento final.
    Também se pronunciou contra uns brincos compridos, mas finalmente prometeu que se a noite fosse de temperatura agradável me deixava usar o xaile espanhol da avó que decorava o piano.
    Claro que foi a cereja no topo para me estragar a festa, como efectivamente aconteceu. Um fracasso desgraçado o meu primeiro vestido de baile.
    Matilde.

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    1. Qualquer dia ponho aqui uma fotografia do meu vestido de debute, senti-me uma verdadeira princesa.

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    2. Ó Pipoca! Prante prante!!! Aposto que não foi a mesma tragédia da minha.
      Apliquei-me tenazmente a pedir-lhe que me deixasse ir ao cabeleireiro. Até então e como eu tinha vergonha de mim eu mesma fugia de ir ao cabeleireiro e ia ao barbeiro do meu irmão mais velho, mas agora estava decidida a mudar a minha vida e nada melhor do que começar a ser uma senhora e ir ao cabeleireiro, mas havia um problema porque o único salão de cabeleireiro na Vila era de um homem chamado Leo, que muitas vezes desaparecia por uma semana, ou mais. Só mais tarde vim a saber que ia na pista de aventuras escandalosas. A mãe detestava tal personagem, no entanto, no dia da festa, cansada da minha insistência consentiu.
      Parece que o Leo acabava de regressar de uma daquelas proezas porque se pôs a tosquiar o meu cabelo de um modo bastante impetuoso. A mãe soltou um grito como se tivesse visto o fim do mundo, quando voltei para casa toda ufana do meu penteado. Ao jantar o meu irmão gozou comigo que eu parecia uma rata pelada e o pai zangou-se com ele e ameaçou-o de ir comer sozinho para a cozinha.
      Depois foi um drama terrível com a mãe munida de uma tesoura e um ferro de frisar e um secador a tentar arranjar uma cabeça que parecia uma seara depois de ceifada pela debulhadora.
      Pensei que já nada de mal me podia acontecer mas o pior ainda estava-me reservado. O rapaz apresentou-se com umas calças novas mas mais curtas do que as que usava antes e vinha munido de um enorme guarda-chuva.
      Já viram bem quem foi a palhaça da festa, não viram? E o pior é que choveu no regresso que parecia mesmo Deus a castigar-me e a dar razão a ele. Dei cabo do vestido e constipei-me, mas recusei-me terminantemente a que ele me cobrisse com o guarda-chuva.

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  11. Não custa assim tanto andar bem vestido. Basta que haja bom gosto. Tenho alguns vestidos, literalmente copiados de modelos de alta costura mandados fazer em costureiros. Paguei por eles 10 vezes menos que o seu preço em loja e são lindos de morrer.

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  12. Não sou muito fã do terceiro, embora saiba que é lindo. Mas o primeiro... ai ai ai.

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