quarta-feira, 8 de maio de 2013

Coisas que diria ao meu filho se ele tivesse 9 anos

Por muito que enfeitemos um hambúrguer teremos sempre um hambúrguer, podemos acrescentar-lhe tomate, cebola e queijo, ainda assim será um hambúrguer. Da mesma maneira, meu querido, isto não passa de uma ficha, daquelas que o menino faz desde o 1º ano. 
Irão pedir-lhe que assine uma coisa chamada termo de responsabilidade, está lá escrito que se compromete a não levar o telemóvel para a sala, o menino não tem telemóvel, como é que o poderia levar? Irá fazer a ficha a outra escola e a sua professora não estará na sala, vai ser engraçado dar um passeio e conhecer uma escola nova, quer escolher umas músicas para cantar no caminho? Quando lá chegar preocupe-se apenas em ler a ficha com atenção e fazer o melhor que conseguir, é o que faz sempre, não é verdade? Afinal há tanto tempo que nós temos este hábito de fazer o melhor que somos capazes.... Fazemos isso nas provas de natação, nos torneios de judo, quando jogamos xadrez e até quando pomos a mesa. O segredo é pormos o melhor de nós em cada pequenina coisa que fazemos. Vê? Não há motivo nenhum para se preocupar, é como se fosse ao Mac Donalds e resolvesse pedir um Big Mac em vez de um Happy Meal, é um hambúrguer diferente, mas ainda assim um hambúrguer. É isso que estes exames são, umas fichas com condimentos diferentes, até é engraçado... variar um bocadinho. Não se preocupe com a nota, desde que faça o melhor que for capaz, a mãe fica satisfeita. E vai ver que se fizer o melhor que for capaz, terá uma nota muito boa, afinal tem sempre notas muito boas. Agora vá, meu amor, não lhe desejo boa sorte que isto não tem nada a ver com sorte, em vez disso dou-lhe um abraço apertado e um beijo daqui até à lua.

27 comentários:

  1. Pois minha cara Pipoca... e a seguir, os professores, entregavam-lhe o enunciado do exame e o nosso filho de nove anos verificava que os senhores lá longe, no Ministério da Educação, se tinham esquecido de fazer o melhor que são capazes e tinham escolhido um texto e redigido umas perguntas totalmente idiotas(ou será que aquilo é o melhor que sabem fazer?!). E depois uma pessoa fica triste... é que se sente mal por saber que o seu próprio filho está a ser avaliado por pessoas que ainda deviam andar na escola primária...
    (faça-me o favor de se dirigir à minha página e ler a pérola)

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    1. Eu conheço o texto. Agora é moda fazer textos informativos. Ainda não vi as perguntas todas mas a que está no seu blog, ao contrario do que vi nos comentários, tem 1 resposta certa.

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    2. Claro que sim, claro que tem uma resposta certa. A questão será: Aquele tipo de pergunta é adequado à idade das crianças? É que nós, adultos, chegamos lá (de forma mais rápida ou mais lenta...), agora as crianças de nove anos, que estão pela primeira vez a fazer um exame (e esta é logo a segunda pergunta e pode acabar por condicionar o resto da prova) se calhar não conseguem ser tão ágeis no raciocínio. Julgo que essa é a parte verdadeiramente relevante.
      É que é pouco importante saber se nós, adultos, conseguimos chegar à resposta correcta. O que é importante é saber se as crianças a quem é destinado o exame conseguem...

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    3. E mais, não estou a falar pelo meu filho. Que estou convicta que, ainda assim, terá um resultado razoável. Mas, se calhar, no país mais profundo já não se pode esperar a mesma coisa...

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    4. País mais profundo??? Fora dos grandes centros??? Bem, que afirmação mais redutora e falsa. Pensem bem antes de escrever este tipo de argumentos, pois retira muita credibilidade ao que escrevem!

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    5. É mesmo essa a leitura que faz das crianças do "país mais profundo"?!!!!!!!!!!!!

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    6. Não. Como é evidente não penso que as crianças da "cidade" sejam mais espertas que as crianças das "aldeias". Quando dizia que há diferenças, referia-me não à qualidade dos professores nem à qualidade dos alunos mas, sobretudo, ao acesso à informação... que é, evidentemente, mais limitado em locais remotos...
      Como é óbvio, há excelentes alunos no fim do mundo e péssimos alunos na capital do país...

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    7. 'ao acesso à informação... que é, evidentemente, mais limitado em locais remotos...'


      wtf?

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    8. Caro anónimo, se quer tapar o sol com a peneira... be my guest...

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  2. Ainda não percebi qual é o problema da pergunta, e toda a polémica à volta dela. A resposta é óbvia para quem lê o texto. Por favor, leiam a prova com atenção e de forma isenta, depois opinem, mas não andem a difamar e fazer dramas onde eles não existem. Não ajudam de todo as crianças, pelo contrário... Eu não sou professora, nem trabalho no ME....E tenho filhos!

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    1. Cara anónima, não tenho por hábito dramatizar... É no entanto engraçado perceber que a anónima se sente no direito de opinar acerca deste assunto, mas parece não achar legítimo que outros, com opinião diferente da sua, o façam.
      Para mim (e na minha modesta opinião), o texto foi mal escolhido (porque contém demasiada informação e é confuso - pode escrever-se sobre todos os assuntos de forma clara e linear) e a pergunta está incorrectamente formulada. Aliás, parece-me que o teste no seu conjunto tem pouco fair-play... mais que avaliar os alunos, tenta ver se eles se conseguem safar a rasteiras. Dos vários professores com quem tive oportunidade de falar, todos sem excepção criticaram esta parte do enunciado.
      Mas se a anónima considera que o exame está impecavelmente bem feito e que o português utilizado é de primeira categoria... quem sou eu para a contrariar...

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    2. "Eu não sou professora," Pois... nota-se!

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    3. É triste, mas também se nota que é professora!

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    4. Ah... Hum... Pois... Não sou!! (E já agora "nota-se" porquê? Foi o tipo de letra que lhe deu a pista?)
      Sabe que nisto da educação não trabalham só professores. Ora pense lá... Se não chegar lá sozinha eu depois dou uma pista (mas caramba... Também é só pensar de forma isenta e não fazer dramas).

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    5. O seu discurso de escárnio e provocação, não entra na minha linha de conduta. Continue a divagar e a escarnecer, não lhe vou fazer companhia. Aliás, já fiz mais do que devia.

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    6. Ahahahah!!... O meu discurso é que é de "escárnio e provocação"?? :DDDDD
      (Ai... Oh pá, obrigada... You made my day!)

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  3. Palmier, aqui discordamos, pelo menos em parte.
    Concordo que o texto não é simples, quanto a mim é até uma cagada de texto, perdoai a brejeirice. Quanto à pergunta, que suscita tantas reacções, não acho que esteja mal formulada, é uma tricky question e destina-se a fazer uma selecção. É muito provável que apenas uma pequena percentagem a responda correctamente, serão os mais atentos e ágeis de raciocínio. Quanto a mim é uma pergunta que poderia muito bem estar num teste de matemática, já que a resposta apenas dependerá da dedução lógica. Conheço crianças de 9 anos que a saberão responder, conheço adultos que a errarão. Não acho mal que uma ficha tenha perguntas difíceis, acho bastante pior que seja exageradamente fácil, é uma questão de tabelar por cima. Quanto à diversidade centros urbanos vs. país profundo, discordo: o ensino terá de ser igualmente bom em Lisboa ou em Bragança, estes exames servem também para aferir a qualidade do ensino.
    Finalmente, isto não passa de uma ficha de avaliação. Igual a tantas outras que as crianças fazem ao longo de 4 anos. Cabe aos pais meterem isso mesmo na cabeça das crianças, o problema é que são os pais que fazem um bicho de 7 cabeças dos exames, não há problema nenhum em que o nível de conhecimentos seja avaliado, visto que já o foi antes, ao longo de 4 anos, e será pela vida fora.

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    1. Muito bem, completamente de acordo.

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    2. Pipoquinha my love, sou absolutamente a favor que se façam perguntas mais difíceis (sempre no fim e nunca no início do teste) para dar oportunidade aos melhores alunos de se destacarem. Agora, uma coisa são perguntas difíceis, outra são as perguntas “manhosas”. E a verdade é que aos nove anos os meninos ainda são dotados de uma ingenuidade que não lhes permite, muitas vezes, perceber este tipo de nuances… para além disso continuo a achar que a pergunta está mal feita… não é necessário ser retorcido para tabelar por cima. Aliás, nem me parece que isto se possa considerar tabelar por cima… O meu consorte, que deu aulas na faculdade durante uma data de anos e que, por consequência, também redigiu muitos testes, ainda ontem me dizia que, para avaliar os alunos, não é necessário fazer perguntas complicadas. É necessário ser simples e directo (o que não é sinónimo a facilidade)… e aguardar os resultados (e olha que eu sei, por experiência própria, como ele é exigente…). As pautas dele eram assustadoras…
      Quanto à qualidade do ensino, é evidente que deve ser igual no país todo. Mas (e apesar de nos centros urbanos existirem péssimos alunos e lá longe onde o gato perdeu as botas existirem alunos excelentes) a verdade é que o acesso à informação é muitas vezes (mais) limitado. Não me referia à qualidade dos professores.
      Por último, isto não é “apenas” uma ficha de avaliação já que tem um peso de 25% na nota final do aluno…
      (e eu, como mãe, não fiz nenhum bicho de sete cabeças do exame – e imagino que os outros pais, mesmo que não concordassem e uma vez que era inevitável, o tenham feito com os seus filhos- já que o princípio de avaliar as crianças não me parece mau (tal como dizes, acho importante para verificar a qualidade do ensino). No entanto, isso não me inibe de, longe dos olhos do meu filho, criticar a forma como o exame foi feito. Muito bem que se façam exames, até que se façam exames difíceis, mas façam-no com inteligência e não com rasteiras…

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    3. Ladies, a minha pequena criatura de 10 anos diz que lhe metiam mais medo as "regras" do que o teste... dizia ela que se ficava aflita para fazer xixi ninguém a podia valer!!

      Beijos a todas
      Lina

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    4. Vamos concordar em discordar, não acho a pergunta "manhosa" acho apenas que é preciso ter atenção para a conseguir responder.
      E nós sabemos que vale 25% da nota, mas não precisamos de lhes passar essa pressão, não é verdade? Continuo a achar que grande parte do problema está nos pais, constantemente preocupados em hiper-proteger os filhos, ao mesmo tempo que acham que aos 5 já deveriam ser fluentes em Inglês. Sinceramente, há por aí muito pai com uma falta de noção pedagógica verdadeiramente confrangedora.

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  4. Desculpem lá estar-me a meter, mas a questão não tem a ver com este exame especificamente (se bem que é do mais puro bom senso que perguntas mais difíceis fiquem para o fim). Também concordo que deve haver exames a nível nacional e que é bom sujeitá-los a esta pressão, não é isso que está em causa. O que eu não concordo é que de repente, se mude tudo a todas as disciplinas... Não sei como está no 1º ciclo, mas no 3º ciclo e secundário é assustador. É uma volta de 180º (era giro que dissesse 360º como o outro) em TODAS as disciplinas. Em matemática então... Só pessoas loucas (ou então que nunca sairam do gabinete da faculdade) é que podem achar que aquilo é exequível. Pois... Não é! Ridicularizando: Por muito que eu me esforce o meu filho de dois anos não vai conseguir fazer contas de multiplicar... E se eu tentar, estou a ser exigente com ele? Não, estou só a ser estúpida!

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    1. Aí estamos plenamente de acordo. O programa de matemática do 1º ciclo mudou há 2 anos, parece que os exames do ano passado foram um autêntico descalabro, pelo que irá mudar novamente para o ano.
      Se bem que discordo completamente desta moda nova de se usar a calculadora no 1º ciclo, o Crato já disse que ia acabar, e sou completamente pelo cálculo mental, ainda há pouco tempo tive cá em casa o filho de uma amiga, as contas que faz mentalmente aos 9 anos são assombrosas, tive de ir buscar a máquina de calcular para lhe dizer se estavam ou não certas. E estavam.

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    2. Sim, sim, nisso também concordo... Pelo menos até 7º ano a máquina devia ser proibida.

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    3. 'O que eu não concordo é que de repente, se mude tudo a todas as disciplinas... Não sei como está no 1º ciclo, mas no 3º ciclo e secundário é assustador. É uma volta de 180º (era giro que dissesse 360º como o outro) em TODAS as disciplinas. Em matemática então... Só pessoas loucas (ou então que nunca sairam do gabinete da faculdade) é que podem achar que aquilo é exequível. Pois... Não é!'


      NM, mas de que raio é que está a falar?!

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  5. A minha não achou complicado, as colegas também não, e existem lá meninos que costumam tirar boas notas e notas menos boas ao longo do ano. Ainda enumeraram uma série de coisas que poderiam ter saído e não sairam em prova. Talvez se deva em muito à preparação que os professores fazem aos seus alunos. E vendo o enunciado já disponível on-line também me parece não ser assim tão complexo.

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  6. adoro pais que subestimam os seus filhos tratando-os como uns incultos que nao conseguem entender uma pergunta numa ficha. se o menino é inteligente sai ao pai ou ao avo Zé mas se é burro a culpa é da professora, isto a propósito de alguns comentário que por aqui andam de mama preocupadas com a ssuas crias , preocupadas ao ponto de criticarem o bendito papel ou termo de responsabilidade aecrca do telemovel, e por que raio um menino tem um telemovel? e s esaba manusear o telelé nao consegue entende ruma pergunta num teste? nao os ponham coitadinhos dos meninos nao os justifiquem pelos maus resultados.

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