terça-feira, 16 de abril de 2013

Pb a pedido

Disso, do chumbo ao orçamento de estado e mais das clausulas inconstitucionais, parece-me muito bem que os trabalhadores do público tenham os mesmos direitos que os do privado, é muito justo sim senhora, só me pergunto porque raio terão eles semanas de  35 horas, tolerâncias de ponto a torto e direito, um dia por mês para tratar de assuntos da família e outras coisas que tais, é que no privado não há nada disso, ou se há, eu desconheço. Por outro lado, este chumbo, nesta altura, até veio em boa hora não é verdade? Sempre conseguimos mais 7 anos. e ainda dizem que as bruxas não existem.

19 comentários:

  1. Olha querida eu trabalho no público, trabalho, no mínimo 40 horas semanais, quando não é mais e sem direito a horas extraordinárias, tenho um cargo de direcção e ganho menos que a gerente de loja da Modalfa que frequento. Quando meto o artigo para tratar de assuntos pessoais descontam-mo no vencimento e só posso ter férias, todo o ano num concreto mês, que, por acaso não é o que me dá mais jeito porque é tudo muito mais caro. Também te posso dizer que, desde 2011 já vi o meu ordenado reduzido em 1200 euros....será justo? Estudei 20 anos para ocupare o lugar que ocupo.

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    1. O que não é justo é sacar das habilitações académicas para justificar o que quer que seja. Tenho licenciatura pré bolonha (5 anos), mestrados pré bolonha (2 anos) e doutoramento (4 anos) na melhor faculdade do país (na minha área - matemática aplicada). Sempre fui das melhores em tudo que me meti e desunho-me a trabalhar a recibos verdes (pago um balúrdio para a Segurança social e não tenho a mínima proteção). Por isso vamos com calma que isso da justiça e dos direitos é terreno movediço...

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    2. NM, e em que é que apontar dedo aos FP a ajuda? A sua situação é de lamentar, mas não se resolve a sacrificar os FP no santo altar dos culpados da crise.

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    3. E onde é que insinuei sequer o que está a dizer?
      O que me faz eriçar os pelos da nuca é gente que saca dos canudos como se isso significasse porra alguma (não, não são sinónimo de competência nem de inteligência sequer). Fará algum sentido nos dias de hoje o discurso, “ai que sou doutora e ganho menos que a empregada de loja”? Oh pá, quem está mal que se mude! Não há paciência, é uma falta de pudor de todo tamanho... Quem tem este tipo de discurso esquece-se é que se o filho da empregada da Modalfa adoecer duas vezes seguidas, a (capitalista da) empregada leva um pontapé no rabo sem nenhuma satisfação. E a sôdoutora funcionária pública levaria? Até lhe podem tirar uma percentagem no ordenado, mas e o emprego? Ficaria em risco? Pois… não!
      Por outro lado também não posso deixar de ficar indignada com o discurso da “perda de direitos” quando, simplesmente por ser mais nova (e eventualmente não ter sobrenome Cunha Valente) sempre me deparei com um sistema hiper lotado e completamente bloqueado, fechado. Sempre me esfalfei a trabalhar, consegui tudo por mérito próprio e se o meu filho fica doente e preciso de ficar uma tarde em casa, é fácil… é só compensar essa tarde até ao fim do mês. Se preciso de tirar férias, é fácil, é só não trabalhar (só não vejo é um tusto, mas de resto tudo bem…). E esta situação (sistema completamente fechado o que permite aos privados fazerem o que querem e bem entendem porque “mão de obra” nunca lhe falta) resulta de quê? De direitos que se andaram a “desbaratar”… De reformas muito bem compostinhas de professores, médicos e enfermeiros (por exemplo, é claro), de uma disparidade entre funcionários existentes e os que realmente eram necessários, de progressões automáticas e mimos do género. Eu não digo que a culpa é das pessoas, nem que a culpa de toda esta situação tem a ver com despesas com pagamentos a funcionários e ex-funcionários. Mas, oh pá… Haja PUDOR!!... A malta nova (ou não tão nova) está a ser escorraçada do país, porque tem o futuro hipotecado! Neste país, a quem não está no sistema, tanto dá ser mediano, como bom, como excepcional, da precariedade não passa! E isto sim é muito triste… Poupem-nos portanto ao discurso do Calimero que apesar de ser doutor já lhe tiraram 1200 euros do ordenado! Doutora sou eu e ganho isso ao final do mês (se não me doer a barriga claro).

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    4. 'De reformas muito bem compostinhas de professores, médicos e enfermeiros'

      ????????????????

      Epá dedique-se à matemática aplicada pf.

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    6. Recuemos quatro ou cinco anos (não é preciso mais)...
      Por acaso sabe com quanto e a que idade se reformava um professor primário, por exemplo? Eu ajudo: era frequente estes profissionais reformarem-se com 52/53 anos (32 de serviço) chegando a auferir 3300 euros (brutos é certo) de reforma. Então... Trabalhou 32 anos recebe durante outros tantos uma reforma de 3300€ (brutos sim eu sei). É justo não é? Que sistema aguenta esta desproporção?
      Sabe quanto ganha um prof. no início de carreira? 1100 (líquidos)! Pois... É justo não é? Não sei se agora ainda é assim, mas um professor de secundário em final de carreira tinha 12 horas lectivas. O horário completo são 24... É justo não é? Pois.

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  2. Nem mais. Também sou a favor da igualdade...só não percebo porque é que só funciona sobre determinados aspectos. Estabeleçam igualdade em relação a todas as variantes, se querem fazer algum sentido.

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  3. Mariposa Colorida,

    Não será justo não!
    Nada contra os funcionários públicos, mas podem sempre apresentar candidaduta ao privado, porque de facto MENOS 1200euros é muito dinheiro... (Eu tenho de trabalhar 2 meses e uns dias para receber isso. Sou mal paga é verdade, mas que há funcionários públicos a ganhar demais para o que produzem, lá isso há, sem sombra de dúvida.)

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  4. O que eu questiono é se esta clivagem entre público e privado é de alguma forma útil à resolução dos problemas do país. O ódio e ressentimento são as armas dos fracos. E, já que se gosta tanto da novilíngua, digo mais: não é produtivo.

    Trabalho no público e acredito no que faço. Não vim cá parar por cunha ou recurso, quero estar cá. Antigos colegas meus ganham muito mais no privado e não os invejo nem os apouco. Se quisesse, podia estar no lugar deles, mas não quero.

    O que o TC decidiu é muito simples de entender: não se pode afectar/ reduzir/ cortar o salário de um trabalhador só porque o mesmo é pago pelo erário público. Ou antes, pode-se, desde que de forma razoável e proporcional (por isso 'passaram' as medidas de cortes de 3,5 a 10%). Tirar dois subsídios por ano é vedado por lei a qualquer entidade patronal; porque havemos nós de ser diferentes? Ir buscar dinheiro aos salários ou dos salários, só através de imposto. Lamento, é a lei, e vivemos num Estado de Direito.

    E quanto à igualdade, a todos é possível concorrer a cargos públicos: força. E já ninguém trabalha só 35 horas por semana, I wish.

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  5. Izzie,
    essa clivagem de que fala é muito antiga, ainda me lembro das reformas aos 55 anos, das promoções automáticas, do emprego para a vida, dos horários reduzidos, dos prémios de comparência ao serviço.... Por favor! Nunca houve igualdade entre trabalhadores do público e privado. Acontece que o sector privado já se reestruturou, já despediu pessoas, já congelou ordenados, já aumentou variáveis, já aboliu os prémios, em suma aumentou a produtividade. E o público, o que fez? A questão é que ou despedem trabalhadores (basta fechar um sem número de institutos que não servem rigorosamente para nada a não ser para dar um emprego de administrador ao primo), ou se baixa o salário a todos. O que não pode ser é usar os impostos de cada um de nós para pagar a ineficiência do sector público. Porque já não há dinheiro. E, já agora, porque não é justo e também deveria ser inconstitucional andarem a brincar com o meu dinheiro.

    Obviamente que não quero com isto dizer que o sector público não trabalha, conheço quem trabalhe muito. E também conheço quem saia às 3 da tarde e tome cafés de 1 hora. Já no privado isso é mais difícil de acontecer.

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    1. A ineficiência do sector público fica muito aquém da ineficiência do sector bancário - privado - a quem também estamos a safar com os nossos impostos.
      Ah, e me mate - privado - tem um colega assim. Vou julgar toda a empresa pelo calaceiro?

      Mas não vim aqui para fazer a apologia do sector público. Um dia hão-de querer um médico, e não hão-de ter dinheiro para o pagar. Nesse dia recordarão com saudade o tempo em que lamentavam o dinheiro dos vossos impostos, gastos com essa canalha da FP.

      Não esquecer: um dia vieram buscar os comunistas, e eu não fiz nada, porque não era comunista. O que eu defendo é o basta a este ódiozinho e ressentimento, o apontar de dedo uns aos outros (a seguir vêm os pobres, os que 'não querem trabalhar'...). Em bom vernáculo, não há cu, e é a luta dos que não têm argumentos e muito menos ideias.

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    2. Izzie isto não é uma perseguição aos FP. Tampouco se trata de emoções que eu não as deixo toldarem-me julgamentos. Apoio-me em factos. E é um facto que o sector privado é bastante mais eficiente que o sector público. Também é um facto que nunca houve igualdade entre os trabalhadores do público e do privado, sendo que os últimos sempre tiveram de dar mais ao pedal, (auferindo também salários mais elevados). Também é um facto que há mais "baldas" no público que no privado.
      O que defendo é que o sector público terá de se reestruturar e de se tornar mais eficiente. Isso implica despedir uma série de gente, ou baixar ordenados. Mas parece que isso não é possível, pelo que resta a primeira hipótese.
      Não me ouviu dizer que sou contra a função pública, ou que são eles o mal de todos nós. Mas acredite que sou contra o roçar do cu pelas cadeiras à conta dos meus impostos. Como tal, sou a favor do público ser gerido como o privado. E não me fale do BPN, que isso foi gestão fraudulenta, não teve nada a ver com ineficácia, fale-me da Sonae, do grupo JM, da Unilever ou da Danone, onde as pessoas trabalham o que têm de trabalhar, são avaliadas desde sempre, não recebem metade dos ordenados em horas extraordinárias e não se contrata só porque sim mas porque é realmente necessário.
      Sempre geri os meus budgets como se do meu próprio orçamento pessoal se tratasse. É isso que eu exijo que se faça no público, e tenho esse direito que todos os meses desconto metade do que ganho.
      Quanto à tal igualdade... ela nunca existiu.

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    3. Um facto é aquele que assenta em constatações que podem ser estudadas, ou seja, tem de ser objectivo. Desconheço qualquer estudo nesse sentido, e do qual se possa extrair essa conclusão factual. Dada a enormidade de insolvências, não sei se actualmente é um facto essa eficiência do sector privado. E dados os milhões de euros em crédito vencido e irrecuperável, quando me referia à banca não era unicamente ao BPN.

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    4. Teria o maior prazer em manter esta troca de impressões mas agora não posso, de todo. Voltarei a isto.

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  6. Algumas pessoas nunca irão "cair na real" (por incapacidade de compreensão, porque já estão com a vida aviada, porque não querem (lhes apetece) ver, enfim...)
    Outras irão sim, mas quando já for demasiado tarde.
    Algumas pessoas apenas perceberam a realidade quando lhes chegar verdadeiramente. Mas quando isso acontecer já não existirá tecido empresarial, existirão familias falidas e destruturadas, casas vazias e casas com demasiadas pessoas, gente com demasiada fome, pessoas descompensadas, perdidas...


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  7. Bom dia,

    Relativamente aos FP, realmente os gajos trabalham 35 horas semanais e levam 1200€ por mês para casa e têm horas e horas a fio para tratar dos assuntos pessoais, têm tolerâncias de ponto a torto e a direito, realmente têm tudo, não sei do que se queixam, realmente são uns bandidos e é por eles que o país está na falência, certo?????
    então vamos lá, sou FP e recebo mensalmente 640€, faço mais de 35h semanais sem receber um tusto a mais e por incrivel que pareça descontam-me do meu "chorudo" ordenado quando vou ao médico e não tenho como as pessoas gostam de apregoar tempo para assuntos pessoais. E sim dão-nos tolerÂncias ponto, mas posso informar que há 6 anos que não somos aumentados se nos dão as tolerâncias é apenas para nos calar...enfim...
    E depois existe também o "problema" da ADSE, mas atenção nós os chulos do país temos ADSE, mas PAGAMOS PARA A TER. Tanto quanto eu sei e conheço algumas empresas privadas as mesmas têm acordos com seguradoras para os seus funcionários como estando sempre um médico na empresa ao dispor dos funcionários.
    Agora Pipoca diz-me, com o meu salário conseguias sobreviver? Achas mesmo que me deviam baixar o salário? Achas mesmo que é verdade os valores da média de ordenado da FP são verdadeiros?
    Pois é, existem pessoas que têm exatamente a mesma função no privado que eu, que têm exatamente os mesmo estudos que eu e por mês auferem a simples quantia de 1200€,é apenas o dobro do que eu recebo, mas com certeza por ser trabalhadora do privado deve trabalhar muito mais que eu, afinal os FP são o mal deste país.

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  8. O mal deste país passa por ter 23% da despesa com FP. O problema não está nos FP. Está na quantidade de FPs que temos. Ao que me lembro eu não disse que os FPs eram o mal da nação, tampouco disse qual é a média de ordenado do publico.
    Mas cada um lê o que quer, claro está

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    1. Isto do dizer ou não é bastante relativo, certo... Não disse mas....subentende-se,enfim....
      VIVA a SONAE, tal como o Belmiro de Azevedo informa: “Sem mão de obra barata não há emprego”,isto sim é um verdadeiro exemplo de empreendorismo.
      VIVA a Jerónimo Martins - Transferiu a sede social da empresa para Holanda.
      VIVA todas as outras grandes empresas de qual muito se trabalha que seguiram o exemplo da Jerónimos Martins e os outros que o fizeram antes.
      Isto Sim são exemplos de grandes empresas, de PATRIOTISMO, e da ajuda que estas grandes empresas dão a PORTUGAL.
      Mas lá está, cada um lê o que quer.




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