quarta-feira, 24 de abril de 2013

Disso, do punho que bate

Alguém me explica o ódio súbito que despertou entre os Portugueses, em relação ao Miguel Gonçalves? Ao que vejo o rapaz limita-se a dizer, de uma forma empolgada, é verdade, um pouco ao estilo do discurso motivador americano, mas dizia eu que o rapaz se limita a dizer que as pessoas têm de fazer pela vida, convencer as empresas de que terão muito a ganhar em escolhe-las a elas e não aos outros, que é preciso gerar valor e trabalhar duro. E em verdade vos digo que cada vez que me chegam às mãos uns CV e cartas de apresentação com erros ortográficos das verinhas85 ou das quelinhas90, lá do hotmail, sinto-me muito tentada a dar-lhe mais razão do que aquela que ele tem. É vontade de dizer mal, não é? As rosinhas têm andado paradas, fala-se do Miguel.

24 comentários:

  1. Miguel em Portugal só conheço o Miguel Veloso que anda em conflicto como o pai. Quem é esse?

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  2. Já que se fala em erros ortográficos, também tem aí um erro: os plurais não se fazem com apóstrofo seguido de S. O apóstrofo não serve para isso; em inglês significa uma contracção ou posse. É um erro muito comum, fazer plurais de siglas com apóstrofo, mas totalmente errado (exemplo, o plural de DVD não é DVD's, nem sequer DVDs, é simplesmente os DVD).

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    1. Tem toda a razão Izzie. Erro corrigido. Obrigada.

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    2. (Não que sirva de desculpa mas isto é defeito de trabalho, "aportuguesamos" una série de palavras, inventamos outras que não existem e acabamos por estender a coisa para além da empresa em palavras indevidas. Uso frequentemente una série de palavras que pura e simplesmente não existem)

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  3. O Miguel Gonçalves foi contrato pelo Relvas para divulgar o IJ

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    1. Continua a ser um ilustre desconhecido enquanto o Jorge Jesus comandar o GLORIOSO.

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  4. Pipoquinha, mon amour, tu sabes que te amo mas... o Miguel Gonçalves?! Epá.... nãoooooooo! Uma pessoa ouve-o a falar e sente-se a tomar um duche de banha da cobra! É que ele só fala do invólucro! Como se o conteúdo fosse absolutamente secundário. Acena com um "faz força, fala alto, agita o teu corpo, movimenta as tuas mãos, mostra muito e “pumba” és logo contratado!". Se me aparecesse alguém naquele registo, a provar por A+B, por que razão não poderia viver sem tal pessoa no local de trabalho, passava imediatamente para último lugar na lista! Que medo… ter de trabalhar com um clone do Miguel Gonçalves. A sério… no final do dia (para além de ter a certeza que nada estaria feito – porque, mais do que fazer, o que interessa é parecer) estaria com instintos homicidas! Parece um personagem saído daquele livro "O segredo" … só que aplicado às aparências laborais. Oh pah... não aguento! :DDDDD

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    1. Empreendedor a vender as suas ideias ou seja os seus negócios estilo não sei o quê mas que são performance enhancing

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  5. O Miguel Gonçalves diz verdades duras, repito, duras, que atingem e, por isso, incomodam muita gente, que se revê nelas, mas, obviamente, é gente que não quer assumir que está ali retratada. Ninguém gosta de assumir que é preguiçoso, por exemplo. Mas este país está cheio de preguiçosos. Naturalmente, não gostam de ser chamados como tal.
    Acontece muito. Não é só com o Miguel. Já antes tivémos, por exemplo, a Isabel Jonet.
    É mais fácil dizer mal de quem está certíssimo do que assumir as nossas culpas no meio de tudo o que está para aí a passar, é muito mais fácil dizer mal.

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  6. Eu também não gosto do género minha santinha. A questão é que algumas das coisas que diz têm a sua razão de ser. Dentro de todo aquele bulshit há alguma razão, as pessoas não podem reclamar o direito ao emprego, como se fosse um direito adquirido, quando são medianas e pouco ou nada acrescentam. Vvemos num tempo em que só os melhores se safam, acabou a noção de emprego para a vida. Descascando a banana, retirando os gritos e o entusiasmo, o rapaz até diz algumas coisas que incomodam. E isso chateia o acomodado.
    E a questão aqui é o ódio que o rapaz suscitou. Nem tanto ao mar nem tanto à terra....

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    1. As pessoas medianas nao tem direito ao trabalho???
      Es fascista, nao e'? Ou ja nasceste assim?

      O teu blog esta' abaixo do mediano. Tambem nao devias ter o direito de ter blog. E ele nem te da' de comer. Imagine-se alguem a dizer que os medianos nao tem direito ao trabalho, muito provavelmente o seu unico meio de rendimento!

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    2. Haja pachorra, se a inteligência não abunda em explico, como explicaria a uma criança de 6 anos.
      Uma empresa quer contratar 5 pessoas. Aparecem 30 candidatos, destes 30, 3 são excelentes, 2 são muito bons, 5 são bons, 10 são medianos e 10 são fracos. Quem é que acha que consegue o emprego? Os medianos e os fracos?
      O trabalho é uma conquista, o estado não tem obrigação nenhuma de dar emprego a toda a gente, somos nós que temos de ganhar o direito ao trabalho. É a lei da oferta e da procura. Se acha que é fascismo, então eu acho que o anónimo é francamente basicozinho.

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    3. Não me parece que seja assim tão básico. Há funções para as quais as empresas não querem os excelentes, nem sequer os muito bons, querem mesmo os medianos. Porque a adequação do perfil à função é meio caminho andado para o sucesso. Do empregado e do empregador. Razão pela qual há tanta gente com habilitações porreiras e que não são empregáveis, e outras com competencias mais modestas, com acesso mais fácil ao emprego.
      Na minha opinião, há lugar para os medianos e até para os fracos. Poderá não haver lugar para os preguiçosos, insolentes, contestatários, que só olham aos direitos e nunca aos deveres. Desses é que as empresas querem largueza. Mas é só a minha opinião.

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    4. Excelente para a função. Ninguém quer um doutorado para distribuir correio. O excelente obviamente que tem a ver com a adequação à função, habilitações e características pessoais

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  7. (E ele não fala só do invólucro, muito resumidamente o que diz é que temos de ser excelentes no que fazemos, e que temos de trabalhar no duro. Ou então alguém que o faça ocupará o nosso lugar. Não vejo o que tem isto de errado)

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  8. Eu gosto, sobretudo, é do "minha santinha"! É tão... Tolstoi :DDD, só falta elogiares-me o meu buçozinho preto! :DDDD

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  9. Minha santinha é uma expressão que adorou. Simultaneamente querida e condescendente, antiga e beata. Um must
    (Ai lóv U 2)

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  10. Lamenta-se, mas eu simpatizo com ele. Admito que os estilo é meio irritante, mas concordo com 90% do que ele diz. Mas, lá está, o povo adora implicar, em vez de olhar por si abaixo e reconhecer os defeitos que tem.

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  11. Há muito bispo da IURD que começou assim.
    Sabe-se lá qual a ambição do rapaz. Pode querer formar uma seita. Ele canta?

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