terça-feira, 15 de janeiro de 2013

I believe you can swim

Por vezes passam-me imagens na cabeça, tenho andado bastante ocupada, pouco brinquei na net, ainda assim tive acesso a algumas pérolas do género "reabilitem o cão", "os meus animais valem mais que muita gente que por aí anda", "se dão uma oportunidade a assassinos também deviam dar aos animais", "não há maus cães". E eu ia lendo isto quando, de repente, me lembrei do Titanic, já bem depois de o Leonardo ter ensinado a Winslet a voar, quando se procede à evacuação dos passageiros de 1ª classe, ficou gravado na minha memória que aqueles cãezinhos ridículos, que mais parecem ratos, foram com as suas donas nos salva vidas, deixando para trás as gentes que viajavam em terceira.

24 comentários:

  1. Para algumas pessoas, tudo na vida tem um preço, até a própria vida.

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  2. Olha minha cara, eu fui linchada por preferir pessoas a animais. Podem voltas e mais voltas, que no fim, é só disso que se trata. A cada comentário agressivo e absolutamente histérico, eu me convencia mais e mais da posição que mantenho.
    Para mim acabou. Não dá para falar com pessoas que vivem noutra dimensão.

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    1. Oh! Eu vi lá alguns comentários absolutamente deliciosos, realmente a supremacia do homem é indesmentivel, até no que toca à estupidez.
      Eu prefiro os meus animais a muita gente que para aí anda, quase chego a ter pena de ter princípios que ditem que a vida humana vale mais, até porque, nalguns casos, é extraordinariamente complicado justificar tal coisa..

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  3. Quando alguém diz e ouve-se com mais frequência do que se imaginaria "prefiro animais a pessoas" só mostra como há muita gente mal amada ou incompreendida ou rejeitada, ou com graves carências afectivas. Os animais amam o seu dono incodicionalmente, mesmo que sejamos 'estupidos' o nosso cão não se importa, lambe-nos os pés na mesma. Daí a preferência de algumas pessoas por animais.

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  4. Pipoca, o que se passa aqui é que, sinceramente, nestes casos horrorosos, é 'vira o disco e toca ao mesmo'. O cão não tem absolutamente culpa de nada, porque 'culpa' é algo que só podemos atribuir aos humanos que o deviam ter noutras condições. O que me parece é muito pouco caridoso da nossa parte querermos levar a instâncias de últimas consequências judiciais uma família que acabou de perder um bebé de modo violento (eu falo por mim, se algo assim me acontecesse, seria incapaz de me levantar da cama, quanto mais andar a dar explicações sobre a forma como mantinha o cão).
    O problema é que, em Portugal, toda a gente pode ter um cão e isso é absolutamente errado. Temos em nossa casa uma bela pastora alemã negra, de linha de trabalho, treinada para me guardar a mim e aos miúdos (e temos um bebé). Além de gastarmos dinheiro com ela, em consultas, registos, ração adequada e tratamento dos problemas que vão surgindo, anda numa escola. O esforço monetário da escola é suplantado pelo esforço físico que supõe: treinamos sempre que o meu trabalho o permite (há semanas em que todos os dias) e todos os dias passeamos cerca de 7 quilómetros, pois não basta um jardim para a cadela poder ter o exercício que lhe confere a serenidade.
    Não conheço muita gente que o faça e, depois, vão surgindo os casos... Se não há disponibilidade para ter um cão, que comprem um gato ou um coelho (são igualmente peludos e dão muito menos trabalho). O pior é que muita gente adquire cães com um intuito meramente comercial - lutas, criação de vão de escada... Depois, há consequências... Agora, o que penso é que o cão poderá, caso haja alguém com experiência e mão nele, ser reabilitado, mas é um tiro no escuro, porque para se ser novo dono do 'Zico', era preciso uma mão de ferro, não tolerar nenhum arreganhar de dentinhos, nem faltas de obediência e, claro, estar disposto a acabar com a vida do cão caso necessário, mas com a consciência tranquila de quem fez o que estava ao alcance de um humano. É que é isso que me parece faltar na lei, uma hipótese destes cães serem reabilitados caso haja quem a isso se disponha.
    Agora como mãe e dona de uma cadela treinada, posso dizer que não confio a 100% na minha cadela. É um animal e, antes de as coisas acontecerem, tenho de pensar eu (que sou racional) em como evitá-las. Porque é que não confio? Porque tenho respeito pelos animais e os conheço. É isso que falta neste caso tão triste: respeito.

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    1. J
      Inteiramente de acordo. A lei tem de mudar. Quanto ao respeito, também concordo embora ache que é uma utopia, quando o homem não respeita o seu semelhante, muitas vezes a sua família directa, como é possível pedir que respeite os animais? Não acredito que vá lá de outra maneira senão com pesadas multas, penas criminais se for o caso. E com a proibição de algumas raças perigosas que deviam ser restritas à policia e exercito. Eu já tive um cão desses, sei bem o trabalho e despesa inerentes, não é para qualquer pessoa

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  5. O problema do Titanic foi terem salvo a Celine Dion

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    1. Se fosse pessoa de postar smiles, agora postava um. Bem grande.

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    2. Eu, como sou pessoa de postar smiles, aplico já o meu! :DDDDDDD

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    3. eu sou pessoa de mostar muitos smiles se a dona do blog autorizar :):) :) :) :):):):):):):):):):):)

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    4. A dona do blog é uma fácil, diz que sim a quase tudo. Parecendo que não, o quase faz toda a diferença.

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  6. Qualquer um dos meus animais domésticos vale mais que um assassino ou um pedófilo...

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  7. O homem é o único animal da Criação que consegue manter uma relação de cordialidade com as vítimas que pretende devorar.

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    1. Verdade. É o único que é deliberadamente cruel porque é o único que raciocina.
      Os restantes animais matam para sobreviver.

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  8. Claro que há uma escala de valores...no entanto esta história continua muito mal contada, muito mesmo.

    O meu cão também vale muito mais que um pedófilo, que a mãe da "Joana" e de todas as outras Joanas que foram mortas pelas mães, e que só estão presas, algumas, outras partiram de avião.

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    1. Por acaso nessa escala de valores que menciona, só o homem é a única espécie animal na natureza que derrama sangue por prazer e mata sem necessidade. Nenhuma outra o faz.
      Honra ao homem! Expoente máximo da Obra da Criação!

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  9. Caros,
    Nenhuma vida animal vale mais ou o mesmo que nenhuma vida humana. Ainda que de um assassino. É uma questão ética. A sociedade, logo decidirá o que fazer com o assassino (ainda que seja matá-lo).
    A questão pode pôr-se nos seguintes termos: qualquer animal deverá ser sacrificado se disso depender a integridade física de um ser humano. Ainda que esse ser humano seja um assassino.

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  10. É facto! Dependendo, claro, da nossa ética que não da deles; isto se, porventura, pudesse existir ética no instinto.
    Porque se realmente pudesse essa distinção ser feita, duvido muito que uma simples barata fosse da sua opinião.
    Mas, lá está! Parece não haver ética nenhuma no instinto e, para eterna desgarça deles, nesta problemática não são consultados para nada.

    (a jeito de corolário ) Quem tem o ouro* dita a lei.
    (*) Leia-se inteligência, ainda que perniciosa.

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    1. A barata não seria da minha opinião, pelo simples facto de que a barata não pensa e como tal não formula opiniões.

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    2. Pois, essa não foi de facto uma boa comparação, não!:)

      http://www.youtube.com/watch?v=KHZ86Dt5Tvw

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  11. Caro Sr Grassa,

    Tem toda a razão. Qualquer animal, até uma simples barata é preferível a si. Desejo-lhe a si, tudo aquilo que desejou aos meus filhos, a mim e à Anouc. Só que em dose tripla. Pode ser?

    Como deverá calcular não lhe vou publicar a verborreia. O senhor não passa de uma queca mal dada, um grandessíssimo cocó.

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