sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Que vais fazer no fim de semana Picante?

Vou estar num hipermercado de Lisboa a recolher alimentos. E diabos me levem se não der uns pontapés a quem se vier meter connosco, que não dão por causa do que disse a senhora presidenta.
Tantas coisas para fazer, passeios bonitos para dar, o pinheirinho para enfeitar e logo me havia de dar para isto, passar o fim de semana a carregar sacos de arroz e massas, a minha bondade acabará por ser o meu fim, essa é que é essa.

7 comentários:

  1. Arroz de marca branca, pipoca, não vá os pobres se habituarem mal...rss!

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  2. Cada um dá o que quer, assim como assim eu só os vou carregar e eles pesam todos o mesmo

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  3. Ya, caridadezinha!

    Vai ajudar, mas convém dizer ao mundo que o vai fazer e o que vai deixar de fazer. Tão bondosa... Estou quase comovido.

    Nunca te disseram:

    "Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. -Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; - a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará." - (S. Mateus, cap. VI, vv. 1 a 4.)

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  4. Não se comova, não há qualquer necessidade, afinal isto são só blogs, há que os encher não é?
    E por falar em caridadezinha, o anónimo também lá estará a carregar saquinhos? Ou vai passear, decorar o pinheirinho, ver filmes?

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  5. E já faz muito só carregar saquinhos, e muito bem que isto vivemos num mundo tão mal-agradecido que as melhores intenções ainda são mal-interpretadas pelo cinismo circundante. Faz a gente o bem e recebe o mal.
    Olhe! Nem mais! Estou mesmo agora a lembrar-me dum gajo, benfeitor por excelência e filantropo por convicção, um mãos largas, enfim, cuja ingratidão humana o curou de tanta e desinteressada prodigalidade.
    Um amigo encontrou-o na rua num estado lamentável. Todo roto e partido, de braço ao peito, perna engessada e cabeça mais enrolada em ligaduras que nem a múmia mais bem enfaixada.
    – Mas... que raio te aconteceu que estás pior que um Cristo? – Perguntou-lhe o amigo, justamente surpreendido.
    – Epá, deixa-me cá, nem queiras saber: uma desgraça do camano!
    – Conta lá pá! Como é que foi isso? – Indagou o amigo, vivamente interessado.
    – Eu ia na rua descansado da minha vida quando vejo um grande ajuntamento de almas caridosas que estavam a solidarizarem-se para ajudar uma prostituta pobre que tinha dado à luz. Também quis contribuir e fui logo a correr a uma farmácia comprar um saco de fraldas e no regresso com elas...
    – Sim sim! Conta! Vinhas de regresso, e depois??!! – Apressou-o o amigo, cada vez mais interessado em tão singular enigma.
    – Pois, vinha a correr com elas quando um polícia, um latagão com mais de dois metros, me mandou parar e perguntou-me para onde ia com o saco, e eu respondi. “vai para a puta que pariu”
    – Opá??? Então... e depois?????
    – Depois não me lembro de mais nada, mas hoje tive alta do hospital e já começo a ver melhor do olho esquerdo.

    Por isso já vê, e de caminho vejam todos os que têm a mania de praticar a caridade sem tomarem os devidos cuidados.





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  6. A minha filha também vai, com muito orgulho, e sempre ALERTA!

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  7. Parabéns pelo esforço. Eu estarei a trabalhar na loja da mana, caso contrário também queria estar lá, a dar uma chapada de luva branca a quem ousou tentar corromper a causa - e não falo da Jonet.

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