domingo, 11 de novembro de 2012

Mais vale não fazer nada?

Este é dos poucos posts em tempo real deste blog. Em verdade vos digo que quando agendei o post anterior, sorri e pensei que seria apelidada de fascista e de católica retrógrada. Pois bem, isso aconteceu, é ir aos comentários e verificar.
Vou explicar a metáfora, a qual infelizmente parece não estar ao alcance de todos:
Nos tempos de Jesus, houve quem criticasse ferozmente a caridade, que era uma ofensa e falta de respeito aos pobres. O primeiro foi Judas, discípulo de Jesus, que mais tarde haveria de o trair.
Hoje em dia, há muitos que criticam a caridade. Ela é vista como um passatempo de tias ricas, que apenas a praticam para se evidenciar, que brincam à caridadezinha. Há, hoje em dia, um profundo ódio à caridade que eu não compreendo, como se quem a praticasse o fizesse apenas com o intuito de manter os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Como se nos países de ideologia marxista não houvesse miséria. Como se o Estado, qualquer que seja o regime, fosse, per se, capaz de erradicar a miséria. Há desigualdade desde sempre e, goste-se ou não, sempre haverá, ou alguém aqui acredita em Thomas More?
Aqueles que exigiram a demissão de Jonet, aqueles que tanto criticam os actos de qualquer Jonet, que fazem eles? Sim, pergunto a mim própria o que faz gente como Daniel Oliveira que, qual cão raivoso a babar, ontem falava de Isabel Jonet em termos absolutamente desrespeitosos?
Aqueles que dizem, sentados nos seus sofás, que não darão nem mais um grão de arroz ao banco alimentar, que fazem eles para combater a pobreza?
Aqueles que estúpida e ignorantemente exigem a demissão da presidente de uma IPSS (instituição PRIVADA), que além de não ser remunerada, apenas responde perante a sua própria assembleia, que fazem eles para combater a pobreza?
Ninguém faz nada, não é? Sim que o Daniel Oliveira alimenta-se bem, o Lousã treina no Holmes Place e vive bem obrigada, qual capitalista ou Salazarista que tanto critica.  A única diferença no modo de vida entre estes senhores e os "tios" é que estes senhores, para além de não usarem gravata e insultarem quem usa, quando falam espumam pela boca. Ah!... e claro... não praticam caridade, não dão pão a quem tem fome.
Acredito piamente que haja muita gente a praticar caridade pelas piores razões, conheço gente assim. Surpreendentemente ou não, são as "tias" que normalmente estão à frente das IPSS. Porquê? Porque não precisando de trabalhar, têm tempo disponível. As outras pessoas estão ocupadas com os seus empregos. Não podem mais que dar umas horas ao fim de semana ou à noite.
O que pergunto é se seria melhor que as ditas "tias" ocupassem o seu tempo em spas, compras e chás. É que bem ou mal, com ou sem segundas intenções, elas fazem algum bem. E quem já teve o infortúnio de beneficiar das suas acções é testemunha.
Estou certa, de que os "pobres", todos aqueles que recorrem aos muitos bancos alimentares que funcionam para entretenimento das "tias", ficarão muito gratos a Daniel Oliveira e seus discípulos de esquerda, quando lhes derem um pouco de respeito para o almoço, em vez de sopa.
Volto a perguntar... é melhor não fazer nada?
Cada um é livre de gostar ou não das palavras de Jonet. Sinceramente, acho que foi infeliz. Ela não é uma comunicadora e foi infeliz. Mas a verdade é que o seu discurso foi completamente descontextualizado. A verdade é que a senhora tem uma obra feita de 20 anos. A verdade é que foi insultada de toda a maneira e feitio. A verdade é que os piores insultos vieram das pessoas do costume, que passam os seus dias à procura de algo para dizer mal, de rabo alapado no sofá.
Pois bem, ela, como muitas outras pessoas, passa os seus dias a alimentar quem tem fome. E vocês? O que têm feito para combater a pobreza?*
Era isto que eu queria dizer com a metáfora do post abaixo. Está claro? Agora ide em paz.

*Pergunta retórica. favor não responder

4 comentários:

  1. A 1 e 2 de Dezembro, lá vou eu dar tudo o que posso dar. Este ano ainda vou dar com mais gosto, só para combater esta polémica palerma.

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  2. Acho que no meio desta polémica as pessoas esqueceram-se de fazer a pergunta básica. O que pensam as 330 mil famílias que o BA ajudou em 2011 do trabalho desta instituição? Já agora achei ridículas as declarações de uma fulana que criticou o BA por oferecer bens de fraca qualidade. Gostava de saber o que ela propunha. Trocar o cabaz alimentar básico (arroz, massa, leite, conservas, azeite, papas, bolachas...) por sushi?

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  3. Ai Pipoca, tu dás-te a tanto trabalho!
    Optei por não falar deste assunto no meu blog, o que não quer dizer que não o venha ainda a fazer, mas estou totalmente de acordo contigo.
    Conversando com diferentes pessoas acerca de toda esta polémica (antes de vir para as Arábias) não consegui evitar de reparar que só os mais velhos insistiram em ouvir mal; curiosamente o meu filho (18 anos) e os seus amigos escutaram com atenção e embora percebendo que a comunicação não é o forte da senhora, estão totalmente de acordo com ela na critica que faz ao consumo!
    Engraçado não é?
    Parece-me que os que mais se queixam são aqueles que efectivamente viveram (vivem) acima das suas posses e não querem nem dar a mão à palmatória nem deixar de assim viver!

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