segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Falta cumprir-se Portugal

Não gosto de Portugal, ou melhor não gosto dos Portugueses, povo invejoso e preguiçoso, ávido de má língua, tal qual uma D. Gertrudes do Fundão. Não há melhor amigo do seu amigo, que o Português, isto claro está, em estando o amigo um degrau abaixo dele. 
Um povo capaz de sair à rua por Timor, capaz de se vestir de branco por uma causa, de pendurar bandeiras por uma nação, de aumentar donativos perante a fome, deveria ser capaz de se mostrar maior. O Português mostra o seu lado melhor perante o coitadinho, o desempregado que não pode comprar roupa ao filho, o sem abrigo que não tem agasalho, em estando na presença de um coitadinho, não há generoso com maior generosidade que o Português. Esse mesmo Português que tem raiva do ordenado do chefe, afinal o chefe só é chefe porque é amigo do presidente, que detesta as gentes de Cascais, cambada de inúteis só moram em Birre porque tiveram a sorte de nascer onde nasceram, que odeia os dos automóveis alemães, grandes ordinários deviam era andar de autocarro para saber como elas doem. São esses inúteis, imbecis, escória da sociedade que deviam pagar a crise, exploradores é por causa deles que estamos como estamos e ainda têm a lata de se vir queixar porque a vida já não é o que era, haviam era de viver do RSI, nem sabem a sorte que têm e ainda se queixam por terem de poupar nas férias, deviam era ter vergonha na cara.
O Português é incapaz de se alegrar com a vitória do vizinho, é capaz de preferir andar ele próprio descalço desde que isso signifique o vizinho andar, também ele descalço. 
Um povo inerte, que pouco ou nada faz mas que, do alto do seu sofá, não hesita em criticar avidamente os poucos que, mal ou bem, vão fazendo, qual lobo faminto.
Um povo que vive de aparências e acredita, qual criança mal educada, que são os outros que têm de pagar a conta, remediar os seus estragos e apagar as suas trapalhadas.
Um povo que de tão desinteressado e apático, nem se preocupa em ir às urnas, que aquilo é tudo uma corja de vigaristas e não vale a pena, em vez disso vai à praia.
Senhores, valeria a pena se a alma não fosse pequena. Sim, falta cumprir-se Portugal.

10 comentários:

  1. Imagine-se uma senhora casada: O marido está doente faz anos, 80% da reforma fica na farmácia. O Senhor morre. A viúva mais ou menos "chorona" vai receber um subsídio de funeral e depois vai pedir à SS a pensão de viuvez. Dito e feito. O estado passa a ser o seu 2º marido e dá-lhe a dita pensão não se imagina porquê. Então a senhora conhece um cavalheiro também viúvo , seja também casado em segunda núpcias com o estado. Juntam os trapinhos e vivem juntinhos com 4 pensões - 2 de idade e 2 de viuvez. Nada de casar! Grande Pátria Lusitana - Queixem-se da Merkl!

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  2. com todo o respeito deixe-me que lhe diga que gente de m*rda há em todo o lado. Em Birre, em Cascais, no autocarro, no carro alemão. Não devia ser altura de os portugueses se unirem?

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  3. ahahah Anónimo tem toda a razão! Obrigada, soltei uma valente gargalhada quando li o seu comentário. Ali para S Bento então..
    E sim, devia, mas está tudo ocupado a designar culpados.

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  4. Diz ela cagando do alto.

    Nao fazes nada mais, nada menos, do que aqueles que criticas. Perdeste uma boa oportunidade para deixares o teclado sossegadinho.

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  5. Escreves de barriga cheia. Tenho pena de ti que só conheces esse pequeno mundo que te rodeia. Deve ser triste ter uma visão tão redutora e ignorante do mundo . Lê mais, sai de casa, convive mais e conhece mais...

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  6. Gosto tanto que me dêem conselhos... é sinal que se preocupam comigo. E já agora que leituras recomenda? E onde deverei ir? E que devo conhecer?

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