terça-feira, 13 de novembro de 2012

E depois... leio estas coisas e volto a gostar dos Portugueses

"(sim a minha filha ainda tem pão com manteiga para comer. mas se eu tiver que comer Nestum para lhe oferecer, não um telemovel de ultima geração mas as botas Timberland que as amigas usam e a fazem sentir-se mais segura, integrada no grupo e lhe elevam a auto-estima, logo, a fazem feliz, garanto-lhe que o faria. Chama-se amor incondicional)

Claramente não sabe o que é o amor... Nem educação.
Amor é explicar à sua filha que tem muito mais valor do que o calçado que usa e não lhe deturpar a mente deixando-a acreditar que objectos desnecessários e pressão social a levam a lado algum. Porque se a minha mãe algum dia me dissesse que ia passar a alimentar-se de Nestum para me pagar umas botas eu mandava as minhas amigas para a puta que as pariu porque prezo o trabalho e o dinheiro de quem me deu vida e me sustenta. Se algum dia a minha mãe tivesse de passar dificuldades para que eu pudesse viver acima das nossas possibilidades eu tinha vergonha na cara, pegava nesse dinheiro e ia para a porta do Pingo Doce (onde não encontraria a senhora a contribuir) e gastava todo esse dinheiro em pacotes de arroz para o Banco Alimentar contra a Fome. Porque quer em tempos de crise quer em tempos de bonança o que se tem de valorizar são as pessoas, o equilíbrio e a poupança. E isso sim é AMOR! E é exactamente a isso que a Isabel Jonet se refere... Às pessoas que não sabem fazer esse julgamento entre aquilo que é realmente necessário (comer pão com manteiga, ajudar quem precisa e valorizar a família) e aquilo que é supérfluo (comprar umas Timberland).
Ah... E dou graças ao Universo por me ter dado uma mãe irrepreensível. Isso é que faz falta nos dias de hoje."

Inês
Comentadora do Pipoco, neste post

Para os mais distraídos, o 2º parágrafo em diante é a resposta ao 1º. São duas comentadoras distintas.

25 comentários:

  1. É isso mesmo. Nunca fui pedinchas, acho que sempre tive noção do que custava o dinheiro, mas depois do divórcio dos meus pais, há 7 anos, nunca mais pedi um tostão à minha mãe. Sou incapaz de lhe pedir o que quer que seja. Preferi ir fazer promoções para os supermercados e assim comprar as minhas coisas.

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  2. Até que enfim!
    É que começava a achar que eu era a única com bom senso nesta terra! (humildade nunca foi o meu forte)

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  3. Também não é necessário haver hipocrisias. Os produtos supérfulos também são úteis ou será que as leitoras deste sítio não usam anéis e colares e dezenas de malas e etc.? O que faz falta é o equilíbrio!

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  4. Não podia concordar mais!! Que estranhos valores se estão a passar às crianças... Uma pessoa só se sente integrada pelo que tem?!?! Então, afinal, o que interessa não é o que a pessoa é? Brilhante, o texto!

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  5. A Pipoca Mais Picante foi mandatada pela Dra. Isabel Jonet para a defender?

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  6. Roubai à vontade, as palavras não são minhas, sequer.

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  7. Frank,
    Permita-me discordar. Isto que a Inês escreveu é tudo menos hipocrisia. Aqui falamos de valores. E claro que todos gostamos dos nossos luxos, mas não é disso que fala o post.

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  8. Eu sinceramente gostava de saber o que vai esta mãe fazer quando a filha aos 18 anos lhe pedir, sei lá, um carro xpto ... vender a casa para lhe oferecer o carro?

    Oh gente de cabeça pequena.

    Gila

    PS: E sim, sou uma adulta traumatizada porque a minha mãe nunca deixou de comer bife para me dar umas Timberland, ah é verdade, naquela altura o que interessava era ter Levis.

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  9. Anónimo,
    Que tem isto a ver com Isabel Jonet? Ora leia lá outra vez...

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  10. Também tinha lido no blog do Pipoco! Está genial esta resposta.. Quanto ao comentário que mereceu resposta: realmente há pessoas muito fracas de espírito!

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  11. Aplaudo de pé!

    http://napontadamadeixa.blogspot.pt/

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  12. Está aqui uma mãe que quer que a sua filha seja aceite no grupo das suas supostas amigas, daí o sacrificio que se proporia fazer.

    Mas a Inês pelo que percebi defende que amizade verdadeira vai muito mais além do mencionado.

    Coloca-se a meu ver a questão dos esterioptipos, que muito se vê por aqui para os meus lados. A mesma forma de vestir, a mesma forma de calçar, o mesmo carro, o mesmo curso, a mesma praia, a mesma forma de falar, sei lá...

    Ainda bem que continua a haver gente integra e defensora de valores éticos e morais.

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  13. Quem escreveu a cena de comer nestum????

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  14. Uma mãe que acha que quem não tem o que os outros têm se sentirá deslocado e não viverá feliz. É o culto das aparências, uma vez mais...

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  15. Ah, dou graças a Deus pela educação que tive. Nunca sofri do culto das marcas, mesmo quando as podia comprar.

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  16. Adorei. Escrevi um post semelhante no meu blog...!!!! Anda tudo a assobiar para o lado!

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  17. A minha mãe é igual à segunda Senhora (resposta), com muito orgulho!

    Há gente louca, e depois os filhos saem a quem???

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  18. Muito bom.
    A certa altura perderam-se valores... desde quando é admissivel passar a alimentar-se de Nestum para dar roupa ou calçado de marca a um filho?!

    Eu admitia comer só Nestum se isso significasse o meu filho ter leite, costeletas e peixe para comer, nunca coisas supérfulas. Os pais vivem de aparênias e passam esses valores para os filhos.

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  19. Ena, tanta gente a cuspir para o ar.
    Espero que todos os que aqui escrevem, incluindo a autora do blog, tenha filhos.

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  20. A verdade é que basta abrir grande parte dos blogs para nos depararmos com centenas de devoradoras (ou potenciais devoradoras) de Nestum... O culto da MARCA (pela marca) é absolutamente deprimente. O exibicionismo vai para além de todos os limites, sem o mínimo de pudor. No fundo, se as crianças forem formatadas assim, é natural que se sintam extremamente infelizes se não tiverem as Timberland... já para não falar das respectivas mães...
    Vá lá que há umas quantas que ainda se vão safando a esse padrão... :)

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  21. A Pipoca não tem filhos. Mas não é por isso que não gosta de valores morais. Ninguém disse que era fácil viver. Ele há dilemas tramados. Mas a verdade é que os pais têm de se respeitar se quiserem ser respeitados mais tarde. Uma coisa são sacrifícios por estudos ou saúde, outra são diminuições brutais da qualidade de vida por sinais exteriores de grandeza. Nenhum filho que ame e respeite verdadeiramente um pai quererá isso. Eu não gostaria que os meus pais passassem fome para andar com roupas de marca, as da Zara e de Carcavelos também aquecem.
    Passar fome para dar umas timberland a quem não tem condições financeiras para as ter só diminui a condição de toda a família, além do que vai originar adultos frustrados ae inseguros, a viver para as aparências. Quando não conseguirem comprar as timberland ou o telemóvel ou algo que o valha, sim porque isso acaba por acontecer, desmoronam.
    Quando tiver filhos, quero que sejam Inezes.

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  22. nem mais.
    Isto é a crise de valores que assistimos.
    os pais acham-se na obrigação de dar luxos supérfluos aos filhos, em nome do seu "AMOR". Ou em vez do amor que não lhes dão.
    vidademulheraos40.blogspot.com.

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