sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ideias Picanteanas para o Natal

Think out of the box é precioso, passo a vida a dizer isto à minha equipa, repararam que tenho uma equipa?, mas dizia eu que passo a vida a dizer à minha equipa que saia da sua zona de conforto, que pense sob perspectivas novas, que procure o outro ângulo, vai daí que resolvi pôr o que digo em prática, walk the talk, não é verdade? Repararam que falo Inglês? Onde é que eu estava? Sim, nas ideias, vai daí que tive uma excelente ideia para este Natal, vocês, meus estimados leitores enviam-me pratos típicos da época, tipo bacalhau já demolhadinho, rabadanas, doces conventuais, enfim o que costumam fazer só que em bom. Pensando bem é melhor enviarem também uns vinhos, whiskeys velhos e Veuve para brindar. E porquê, perguntam vocês? Nada mais simples, eu provo tudo e depois venho aqui ao blog anunciar quem fez o melhor prato, quem percebe mais de vinhos... ficam com a satisfação de uma tarefa bem feita. Quem é amiga? Quem é? Esta mania de espalhar o bem ainda me leva ao céu.

Que vais fazer no fim de semana Picante?

Vou estar num hipermercado de Lisboa a recolher alimentos. E diabos me levem se não der uns pontapés a quem se vier meter connosco, que não dão por causa do que disse a senhora presidenta.
Tantas coisas para fazer, passeios bonitos para dar, o pinheirinho para enfeitar e logo me havia de dar para isto, passar o fim de semana a carregar sacos de arroz e massas, a minha bondade acabará por ser o meu fim, essa é que é essa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

E por cá...?

De que se fala? Ainda do Sparky? Já todos se insurgiram contra a lei Portuguesa? Das doenças dos filhos que não deixam dormir? Do frio que teima em se fazer sentir? Das compras que não vão fazer no Natal? Do bom quer é decorar o pinheirinho? Daquilo do último espécime da trilogia? Da maluca da Shonda que deu em matar o Mc Steamy? Dos malvados dos anónimos?

(tudo retórico, tudo retórico...)

Resumo de um fim de semana

Dores no corpo, trabalho em atraso e uma imensa falta de paciência para lidar com gente que arrasta a voz a falar. Onde, por alma de quem, é que alguém diz pecébee, nôvaaas e outras pérolas semelhantes? Minha Nossa Senhora das Aflições me acuda, se é para estar com gente tonta não valia a pena ter saído de casa, bastava ter dado uma saltada aos blogs do costume.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dúvidas, mais dúvidas

E por cá parece que se descobriu que Lisboa tem menos transito devido à crise, ou devido ao preço da gasolina, ou devido ao desemprego, ou devido à crise, não sei, agora fiquei confusa até porque a 2ª circular continua impossível, estas dúvidas dão cabo de mim.

Disso da importãncia da matemática

"Na Europa, cada manifestação "do orgulho Gay" contou, em média, com 100.000 pessoas. Cada manifestação Contra a Corrupção teve, em média, cerca de 2.500 pessoas! Estatisticamente, fica provado que há mais gente a lutar pelo direito de levar no rabo, do que a lutar para não ser enrabado"

Miguel Esteves Cardoso, quem mais?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Verdades Picantes #22

Inveja da boa é coisa que não existe, está bem docinhos? Apesar de ser humano sentir inveja ocasionalmente, vamos esquecer aqueles que sentem sempre, que não conseguem ver-se livres de tal sentimento, é tipo super cola 3, a  inveja é má. Não há tal coisa como inveja boa, há somente gente meio tola a proferi-lo, gente boa, mas meio tonta ainda assim.

Daquilo da árvore de Natal sem fios

A vossa Pipoca não vai concorrer que aquilo é uma trabalheira sem fim: Isto de uma pessoa ter de se tornar seguidora de blogs que não quer seguir, fazer likes nos FB de patrocinadores de quem nem se gosta, criar uma conta de FB, enviar mails com links e blogs e mais um sem número de coisas, enfim ter mais trabalho que fazer a própria da árvore de Natal. E tudo para receber uma prenda que pagaria para não receber? Olha se me saía uma consulta de imagem com um senhor que se veste de tropa mas usa pochette? Ou um daqueles livros em bom de um  blogger escritor? Não, nem o CD do Sting, nem os bolinhos caseiros me tentam, afinal eu gosto mesmo é das areias do Gregório e dos esses da Ericeira.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Os green savers têm um novo projecto, diz que andam empenhados em conservar o burro Português, de todas as coisas que se poderiam querer conservar, logo se foram atirar a isto de conservar burros, mas quem será que lhes disse que não há burros em Portugal? Pelo amor da Santa, serei só eu que facilmente poderei indicar uns poucos?

Como provocar uma Pipoca?

Preciso mesmo de vos dizer?

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Porquê é que nunca serei uma intelectual blogger?

Nunca conseguirei fazer um ar normal enquanto que finjo que isto é arte. E que gosto. Aliás, de coração vos digo que os meus bonecos conseguem ser tão feios como estes.
1,3 milhões na Christie's, é quanto dizem que esta porcaria vale.

Que vais fazer no fim de semana Picante?

Vou brincar à caridadezinha. 
De há uns anos a esta parte, um grupo de tias pessoas realizaram que tinham muita coisa em casa que não usavam, desde roupa a objectos de decoração, passando por brinquedos... tudo o que possam imaginar. E tudo em estado novo ou semi-novo. Organizou-se uma venda de Natal, arrecadou-se 5000 e qualquer coisa euros para renovar os quartos de uma das casas da Ajuda de Mãe. No ano seguinte a venda abrangeu mais pessoas, arrecadou-se quase o dobro, juntaram-se mais instituições. A coisa foi crescendo, e este é o 3º ano em que é feita no Palácio na Foz, com muitas artesãs nacionais a venderem os seus produtos, desde brinquedos, roupa para bebés, quadros, bijuteria, livros, velas, decorações de Natal, roupa, compotas...
Apareçam por lá, quanto mais não seja têm oportunidade de visitar salões lindíssimos que estão fechados ao público. Podem comer qualquer coisa ou beber um copo de vinho. Podem comprar rifas. Podem dizer que brincaram à caridadezinha. Afinal as instituições estão-se bem nas tintas para isso. 
Com alguma sorte até pode ser que me vejam... afinal, mesmo de jeans e ténis, eu tenho sempre um ar muito bcbg...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Porque leio blogs?

Para ficar a saber que sou fascista por defender a acção da polícia. E para me dar razão quando digo que me recuso a discutir política com gente de esquerda. A maior parte são de tal modo fanáticos que acabam eles próprios por fazer o que faziam os fascistas. Não ouvir ou deixar ouvir ideias contrárias às suas. Ironias...

Que fizeste no fim de semana Picante?

S. Pedro estragou-me os planos, devia ter ido até ao Algarve, acabámos por ficar em Lisboa, resolvo juntar as pessoas do Algarve em casa (já disse que sou uma perfeita idiota?), há muito que a D. Joaquina não vem trabalhar ao Sábado, ainda tento trocar um Sábado por dois dias de semana, a D. Joaquina já tinha planos, ia jantar ao shopping, de maneiras que tenho de fazer jantar para 10 (quão idiota poderá ser uma pessoa?), tudo em cima da hora, nem pude recorrer às freiras de S. Bernardo, valeu-me o Sr. Rodrigo, afinal quanto tempo poderá demorar a fazer um rosbife à inglesa e um arroz árabe? Mas o que eu queria mesmo dizer é que o rosbife está pela hora da morte, a próxima vez que cá vierem comem arroz com feijão preto e já gozam.

sábado, 17 de novembro de 2012

As palavras que faltavam

Nojo, muito nojo e vergonha é o que sinto ao ver as imagens abaixo. Não talvez a pior das vergonhas, que pior que vergonha alheia é a vergonha própria. Quase desejo que aqueles selvagens não tenham pais, que não imagino pior sofrimento que ver um filho a destruir outros enquanto se destrói também a si próprio.
Quanto aos mirones, que assistiam ao festival quais abutres à espera que a presa morresse... bom habilitaram-se. O Português tem destas coisas, é incapaz de resistir a um bom acidente, quanto mais sangue melhor, já tem história para contar lá em casa, é ver as filas de trânsito que se formam nas faixas contrárias às dos acidentes, chegam a ser maiores e mais morosas, de modo que os mirones ficaram por ali, foram-se deixando estar, à espera de ver quando é que um polícia partia a cabeça, quando é que um escudo era roubado. Acabaram por ver e poder contar na primeira pessoa como podia doer um casse-tête, qual era a sensação de uma cabeça aberta, como podia ser aterrador fugir sem direcção.
E ainda têm o desplante de falar em violência policial? Depois de agredirem homens, pais e filhos, primos e tios, no exercício das suas funções? Funções essas que os levam a arriscar a vida em prol da defesa da segurança de todos nós?
Seus grandes imbecis, estamos a falar de polícia de choque, altamente preparados para pedras e muito mais, quando carregam, carregam para abater tudo o que mexe. É a única forma de 300 homens chegarem para 3000. É para intimidar. É para dissuadir. Leva o pecador e leva o mirone. Só não leva quem tem juízo e se põe a andar dali para fora por não compactuar com aqueles festivais.
Pardon my french mas violência policial a puta que os pariu.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Não nada mudou...

Ao que vi ontem, ao que leio hoje, está tudo na mesma, a falta de civismo e respeito confirma-se, mas isto será surpresa?, o Daniel Oliveira continua a vomitar asneiras, notei, não sem alguma consternação, que o Arménio fugiu, rabeou e acabou por não desmentir categoricamente que os selvagens que agrediram a polícia durante 45min não tinham nada a ver com a CGTP, além de ter condenado a intervenção policial nos piquetes. Está certo, está muito certo, há liberdade para aderir à greve, não há liberdade para não aderir. Esta coisa da liberdade é um conceito muito subjectivo é só funciona quando nos agrada, não é verdade? Sai daqui em imenso elogio às nossas forças policiais, que tiveram uma paciência que eu não teria.

Deixo-vos com as sábias palavras de Henrique Raposo.

Regressando do médico, entrámos num daqueles restaurantes populares que abastecem Lisboa à hora de almoço. Entretanto, as mesas do restaurante ficaram repletas de povo. Deve ter sido por isso que um piquete de greve resolveu entrar pelo restaurante adentro aos berros, gesticulando e com cara de mau. Sabem qual é o efeito de um megafone dentro de quatro paredes? Não é bonito, é como ter os No Name Boys a fazer uma serenata mesmo junto aos tímpanos. Não, não foi bonito assistir à agressividade daquele piquete de greve. Cinco ou seis raparigas com os olhos embaciados pelo ódio do PCP começaram a insultar os empregados e clientes do restaurante. Naqueles dois minutos, a vanguarda do "Povo" nunca escondeu o ódio por aqueles que não tinham aderido à greve, nunca escondeu a raiva contra aqueles que não estavam nem aí para a sua jornada de luta. Ou seja, as meninas fizeram questão de mostrar o desrespeito que sentem pelas pessoas que pensam de outra forma. Na TV e nos jornais, os grevistas falam muito do "Povo", mas aquele piquete em concreto só conseguiu trocar palavras azedas com um povo em concreto, e a sua má-educação e arrogância acabaram escorraçadas por pessoas concretas. O concreto é lixado.  

E então?

O governo caiu? A mázona da Alemoa teve medo? A austeridade amainou?
Ou ficou tudo na mesma só que com menos um dia de salário e mais uns milhões de buraco?

Porque leio Blogs?

Porque assim fico a saber que blogs com alguma visibilidade também têm responsabilidade social.

(sim, o título é descaradamente roubado ao Pipoco)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Daquilo das dúvidas

Publiquei, afinal eu nunca tenho dúvidas por muito tempo, é por causa destas coisas que eu me recuso a trocar ideias com gente de esquerda, isto em não tendo que o fazer, eles parecem discos formatados, em pequeninos abriram-lhes a cabeça e eles pouco mais enxergam que o monstro do capitalismo ou a exploração do proletariado. Aborrece-me que sejam incapazes de trocar ideias, de discutir até, invariavelmente desatam aos insultos, afinal quando Deus distribuiu a educação eles estavam muito entretidos a fazer greve, não é verdade?

Dúvidas, só duvidas


Estou aqui sem saber se publico um comentário em que me insultam gratuitamente, é que nem é por me chamarem ignorante, eu sei que não sou, é que nem é por me chamarem idiota, não tenho assim tantas ideias, nem é por me terem mandado fazer o amor, afinal os pobres é que se fodem, parecem coelhos, só isso explica terem ninhadas, é mesmo porque não perceberam o sentido do post, onde é que eu digo que as greves nunca deviam ter existido? Onde é que eu digo que sou contra as greves? Será que posso não gostar desta? Será que posso achar que, em Portugal, as greves apenas cumprem calendário? Servem para justificar a existência dos Arménios? Será que posso achar quase criminoso enterrar ainda mais o país? Será que posso achar que as únicas pessoas que saem a perder com esta palhaçada somos mesmo todos nós?
Outra dúvida que me assiste é porque raio já não se sabe discordar sem insultar. Será só falta de educação? Ou será também ignorância? Dúvidas, só dúvidas, a minha vida é isto.

A Pipoca também tem umas coisas a dizer aos senhores dos sindicatos

Vão à merda.

Queriam um post?

Pois não há, este blog está em greve.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Gracinha

Gracinha minha querida, está enganada, o amor não é aquilo que toca as pessoas mesmo lá no fundo, com a sua idade já deveria saber que o nome disso é próstata.

Não desesperai

Este blog volta hoje ao seu estilo Pipoqueano habitual.

E depois... leio estas coisas e volto a gostar dos Portugueses

"(sim a minha filha ainda tem pão com manteiga para comer. mas se eu tiver que comer Nestum para lhe oferecer, não um telemovel de ultima geração mas as botas Timberland que as amigas usam e a fazem sentir-se mais segura, integrada no grupo e lhe elevam a auto-estima, logo, a fazem feliz, garanto-lhe que o faria. Chama-se amor incondicional)

Claramente não sabe o que é o amor... Nem educação.
Amor é explicar à sua filha que tem muito mais valor do que o calçado que usa e não lhe deturpar a mente deixando-a acreditar que objectos desnecessários e pressão social a levam a lado algum. Porque se a minha mãe algum dia me dissesse que ia passar a alimentar-se de Nestum para me pagar umas botas eu mandava as minhas amigas para a puta que as pariu porque prezo o trabalho e o dinheiro de quem me deu vida e me sustenta. Se algum dia a minha mãe tivesse de passar dificuldades para que eu pudesse viver acima das nossas possibilidades eu tinha vergonha na cara, pegava nesse dinheiro e ia para a porta do Pingo Doce (onde não encontraria a senhora a contribuir) e gastava todo esse dinheiro em pacotes de arroz para o Banco Alimentar contra a Fome. Porque quer em tempos de crise quer em tempos de bonança o que se tem de valorizar são as pessoas, o equilíbrio e a poupança. E isso sim é AMOR! E é exactamente a isso que a Isabel Jonet se refere... Às pessoas que não sabem fazer esse julgamento entre aquilo que é realmente necessário (comer pão com manteiga, ajudar quem precisa e valorizar a família) e aquilo que é supérfluo (comprar umas Timberland).
Ah... E dou graças ao Universo por me ter dado uma mãe irrepreensível. Isso é que faz falta nos dias de hoje."

Inês
Comentadora do Pipoco, neste post

Para os mais distraídos, o 2º parágrafo em diante é a resposta ao 1º. São duas comentadoras distintas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Futurologia Pipoqueana

Ultrapassado que está aquilo da Jonet, esta semana só se insultará a gorda da alemã afinal a culpa disto é só dela, ou comentará o vídeo do Marcelo, que aquilo é uma coisa em bom, sim senhores, afinal nós somos um povo mesmo trabalhador, uns verdadeiros incompreendidos, assim mesmo vestidos de trolha e minhota. E eu que sou eu, só não compreendo uma coisa, afinal aquilo saiu da cabecinha de quem?
Ah! e está um frio que não se aguenta....

Falta cumprir-se Portugal

Não gosto de Portugal, ou melhor não gosto dos Portugueses, povo invejoso e preguiçoso, ávido de má língua, tal qual uma D. Gertrudes do Fundão. Não há melhor amigo do seu amigo, que o Português, isto claro está, em estando o amigo um degrau abaixo dele. 
Um povo capaz de sair à rua por Timor, capaz de se vestir de branco por uma causa, de pendurar bandeiras por uma nação, de aumentar donativos perante a fome, deveria ser capaz de se mostrar maior. O Português mostra o seu lado melhor perante o coitadinho, o desempregado que não pode comprar roupa ao filho, o sem abrigo que não tem agasalho, em estando na presença de um coitadinho, não há generoso com maior generosidade que o Português. Esse mesmo Português que tem raiva do ordenado do chefe, afinal o chefe só é chefe porque é amigo do presidente, que detesta as gentes de Cascais, cambada de inúteis só moram em Birre porque tiveram a sorte de nascer onde nasceram, que odeia os dos automóveis alemães, grandes ordinários deviam era andar de autocarro para saber como elas doem. São esses inúteis, imbecis, escória da sociedade que deviam pagar a crise, exploradores é por causa deles que estamos como estamos e ainda têm a lata de se vir queixar porque a vida já não é o que era, haviam era de viver do RSI, nem sabem a sorte que têm e ainda se queixam por terem de poupar nas férias, deviam era ter vergonha na cara.
O Português é incapaz de se alegrar com a vitória do vizinho, é capaz de preferir andar ele próprio descalço desde que isso signifique o vizinho andar, também ele descalço. 
Um povo inerte, que pouco ou nada faz mas que, do alto do seu sofá, não hesita em criticar avidamente os poucos que, mal ou bem, vão fazendo, qual lobo faminto.
Um povo que vive de aparências e acredita, qual criança mal educada, que são os outros que têm de pagar a conta, remediar os seus estragos e apagar as suas trapalhadas.
Um povo que de tão desinteressado e apático, nem se preocupa em ir às urnas, que aquilo é tudo uma corja de vigaristas e não vale a pena, em vez disso vai à praia.
Senhores, valeria a pena se a alma não fosse pequena. Sim, falta cumprir-se Portugal.

domingo, 11 de novembro de 2012

Mais vale não fazer nada?

Este é dos poucos posts em tempo real deste blog. Em verdade vos digo que quando agendei o post anterior, sorri e pensei que seria apelidada de fascista e de católica retrógrada. Pois bem, isso aconteceu, é ir aos comentários e verificar.
Vou explicar a metáfora, a qual infelizmente parece não estar ao alcance de todos:
Nos tempos de Jesus, houve quem criticasse ferozmente a caridade, que era uma ofensa e falta de respeito aos pobres. O primeiro foi Judas, discípulo de Jesus, que mais tarde haveria de o trair.
Hoje em dia, há muitos que criticam a caridade. Ela é vista como um passatempo de tias ricas, que apenas a praticam para se evidenciar, que brincam à caridadezinha. Há, hoje em dia, um profundo ódio à caridade que eu não compreendo, como se quem a praticasse o fizesse apenas com o intuito de manter os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Como se nos países de ideologia marxista não houvesse miséria. Como se o Estado, qualquer que seja o regime, fosse, per se, capaz de erradicar a miséria. Há desigualdade desde sempre e, goste-se ou não, sempre haverá, ou alguém aqui acredita em Thomas More?
Aqueles que exigiram a demissão de Jonet, aqueles que tanto criticam os actos de qualquer Jonet, que fazem eles? Sim, pergunto a mim própria o que faz gente como Daniel Oliveira que, qual cão raivoso a babar, ontem falava de Isabel Jonet em termos absolutamente desrespeitosos?
Aqueles que dizem, sentados nos seus sofás, que não darão nem mais um grão de arroz ao banco alimentar, que fazem eles para combater a pobreza?
Aqueles que estúpida e ignorantemente exigem a demissão da presidente de uma IPSS (instituição PRIVADA), que além de não ser remunerada, apenas responde perante a sua própria assembleia, que fazem eles para combater a pobreza?
Ninguém faz nada, não é? Sim que o Daniel Oliveira alimenta-se bem, o Lousã treina no Holmes Place e vive bem obrigada, qual capitalista ou Salazarista que tanto critica.  A única diferença no modo de vida entre estes senhores e os "tios" é que estes senhores, para além de não usarem gravata e insultarem quem usa, quando falam espumam pela boca. Ah!... e claro... não praticam caridade, não dão pão a quem tem fome.
Acredito piamente que haja muita gente a praticar caridade pelas piores razões, conheço gente assim. Surpreendentemente ou não, são as "tias" que normalmente estão à frente das IPSS. Porquê? Porque não precisando de trabalhar, têm tempo disponível. As outras pessoas estão ocupadas com os seus empregos. Não podem mais que dar umas horas ao fim de semana ou à noite.
O que pergunto é se seria melhor que as ditas "tias" ocupassem o seu tempo em spas, compras e chás. É que bem ou mal, com ou sem segundas intenções, elas fazem algum bem. E quem já teve o infortúnio de beneficiar das suas acções é testemunha.
Estou certa, de que os "pobres", todos aqueles que recorrem aos muitos bancos alimentares que funcionam para entretenimento das "tias", ficarão muito gratos a Daniel Oliveira e seus discípulos de esquerda, quando lhes derem um pouco de respeito para o almoço, em vez de sopa.
Volto a perguntar... é melhor não fazer nada?
Cada um é livre de gostar ou não das palavras de Jonet. Sinceramente, acho que foi infeliz. Ela não é uma comunicadora e foi infeliz. Mas a verdade é que o seu discurso foi completamente descontextualizado. A verdade é que a senhora tem uma obra feita de 20 anos. A verdade é que foi insultada de toda a maneira e feitio. A verdade é que os piores insultos vieram das pessoas do costume, que passam os seus dias à procura de algo para dizer mal, de rabo alapado no sofá.
Pois bem, ela, como muitas outras pessoas, passa os seus dias a alimentar quem tem fome. E vocês? O que têm feito para combater a pobreza?*
Era isto que eu queria dizer com a metáfora do post abaixo. Está claro? Agora ide em paz.

*Pergunta retórica. favor não responder

sábado, 10 de novembro de 2012

Mais vale não fazer nada que ser apedrejado em praça pública

O tempo moderno conspurcou a caridade, reduzida a esmola aviltante. Por isso, um furioso sindicalista, passo o pleonasmo, vociferava na televisão: «Não queremos caridade!»
Quando a irmã de Lázaro jorrou, sobre os pés do Mestre, um nardo puro de grande preço, Jesus aprovou aquele gesto sublime de amor, mas houve quem, em nome dos pobres, se indignasse.
Foi Judas Iscariotes, um dos Seus discípulos, aquele que O havia de entregar.

Excerto de um texto escrito por Gonçalo P. de Almada

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Oh não, um post do género e vocês?

Adivinhem quem treina comigo*? Eu mereço?
*eufemismo para no meu ginásio

Ainda a Isabel

"A obra de Isabel Jonet fala por si. Mas há uma certa categoria de gente para quem o importante são palavras. Para quem os pobres não são pessoas reais, com qualidades e defeitos, mas categorias político-filosóficas abstratas. Claro que nenhum daqueles que critica violentamente Isabel Jonet terá feito um centésimo do que ela fez no combate à pobreza e à fome em concreto. Mas a pessoas assim não interessam obras nem atos concretos. Apenas ideias e palavras.
E vivem iludidos com palavras a vida toda."

20 anos a alimentar Portugal

Cara Isabel,
Eu gostaria de lhe agradecer. Nunca usei o banco alimentar, espero vir a precisar de nunca o usar, doei alimentos variadíssimas vezes, já doei  o meu bem mais precioso, tempo, a trabalhar nas vossas fileiras. Não quero saber se conduz um automóvel alemão, afinal eu também gosto deles, não quero saber do seu rendimento mensal, afinal todos recebemos pelo que fazemos, vamos acreditar que a grande maioria merece o que ganha, apenas lhe quero dizer que tem toda a razão, que ricos, médios ou pobres, todos teremos de reaprender a viver no limiar das nossas possibilidades, todos viveremos com menos, afinal o estado leva-nos quase tudo.
Se me permite, Isabel, gostaria de sugerir que não tornasse a usar metáforas. Os Portugueses são estúpidos e não as compreendem, pura e simplesmente focam-se no seu automóvel, no seu ordenado, e não percebem que quando disse "bife" poderia ter dito "telemóvel", "segundo par de sapatos", "arroz de marca", "cinema" ou um sem número de coisas. E agora, Isabel, agora, corre aí uma petição. Caramba Isabel, se tivesse falado comigo poderia ter-lhe dito que existe por aí muito mais miséria que a fome, a miséria de falar mal, a miséria de ser miserável. É um problema do Português, é invejoso, não pode ver nada, adora o coitadinho. Sabe porquê Isabel? Porque o coitadinho é mais pobre que ele... agora se conduz um automóvel como deve ser, se aufere 5000€ por mês, já é um sacana de um chupista, arranjou um tacho à conta dos conhecimentos e um outro sem número de alarvidades. No fundo, Isabel, o Português é um sacana de um invejoso, danado pela puta porra da má língua, uma criança mal educada que acha que o Estado, os contribuintes os mais ricos, qual pai e mãe, têm o dever de tomar conta dele e de providenciar o seu sustento.
Eu, Isabel, se fosse a si, sugeria que os autores da petição, ajudados pelos alarves que falam do seu rendimento, que exigem a sua demissão, e que de certezinha devem estar fartinhos de contribuir para o banco alimentar, o organizassem por uma semana. Uma semana bastaria, Isabel.
Mais uma vez o meu muito obrigada. Não é fácil trabalhar com a miséria humana.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

E se fosse o seu filho? Doaria?

A Polo Norte é dotada de uma imensa energia. Ainda bem que lhe dá para estas coisas.
Vá lá gente, não custa nada, é só uma piquinha, dói mais fazer depilação.

Os problemas dos Homens #20

Acham que um automóvel é muito mais que um veículo que lhes permite deslocarem-se confortavelmente, entre dois pontos distantes.

Ainda aquilo dos Guilty Pleasures

A vossa Picante não vê a Casa dos Segredos, como também não vê aquilo dos gordos a dançar, nem tão pouco via o Big Brother ou os gordos a correr e mais uma dúzia desses programas que vocês veem apenas para poder dizer mal dos concorrentes. Não, de coração vos digo que o meu tempo é demasiado precioso, afinal de contas é o bem mais escasso que tenho. Em vez disso vou à opera, a concertos, leio livros de autores russos, e claro, leio blogs.
(e há por aí blogs tão bons como a Casa dos Segredos...)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Note to self

Não agendar posts sobre assuntos que se sabe perfeitamente irem estar na boca do povo. É simplesmente desnecessário. Agora que penso nisso talvez seja mesmo melhor não perder sequer tempo a fazê-los.

Ganhou Obama

Não sei se o mundo será um lugar tão melhor. Sei que não será tão pior e isso, parecendo que não, é bom.

E por falar em Palmiers...

A vossa Pipoca lê o Palmier Encoberto. Gosto bastante mais de Palmiers Recheados, ou pelo menos gostava, nos tempos em que eram recheados com um creme branco e não com aquela porcaria amarela que lá põem hoje em dia. Agora, além dos Recheados, também, gosto dos Encobertos. Podem levar uma pessoa às lágrimas de tanto rir, sim que aquilo vai por lá uma imensa dose de loucura, e têm, a enorme vantagem de não se colarem às ancas. Palmier, seja bem-vinda à ilustre e distinta lista, ali à direita.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Eu podia ser uma Pipoca encoberta

Mas teria de tirar 1001 fotografias que mais parecem saídas das 1001 noites e, de coração vos digo, não tenho fotógrafo à altura.
(e nunca, mas nunca, enfiaria a cabeça dentro de um pino de estacionamento)

Ainda o bem

...e se por acaso as rosinhas se puserem a falar de electrodomésticos, descrevendo exaustivamente todas as suas propriedades técnicas, por incrível que possa parecer, foi a Worten que lhes pagou... sim, ainda que digam que não, que têm de renovar o parque lá de casa...

(senhores da Worten, podem enviar para cá a depiladora de luz pulsada, afinal falei aqui de vocemecês, não é verdade?)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Picante a espalhar o bem

Quando forem a um desses blogs rosinhas e virem fotografias de cremes, cuidadosamente tiradas, façam um favor a vós mesmas e passem ao post seguinte... ainda que as blogguers falem da maravilha que são os cremes, que tiram as rugas a um buldoque, que têm os ingredientes de última geração, de coração lhes digo que elas poderiam estar a falar de electrodomésticos ou mesmo de óleo para o carro, aliás estou em crer que elas pagam o óleo para o carro com o dinheiro que vão recebendo das empresas que vendem esses cremes milagrosos.

Escassez de modelos

Se torno a ouvir um político a utilizar a palavra "paradigma", nas próximas 48h, juro que lhe atiro uma carcaça rija, à tromba. Que raio terá acontecido aos modelos, em Portugal? Sei que cada vez são menos, rareiam até, mas isto começa a ser demais.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Há uma linha...

Que separa as pessoas que festejam o pão-por-Deus, ainda que não saibam a sua origem*, das outras, que pensam que vivem nos States.

*Lisboa, 1755