segunda-feira, 9 de julho de 2012

Gente que a Pipoca admira

Vou, portanto, repetir também a minha cíclica resposta: este lado padreco, Bairro Alto e urbano-esquerdista do Bloco de Esquerda é intragável. A fatal companhia dessa anémona política chamada "Os Verdes" (sempre a oeste das ordens do PCP e a leste de tudo o que interessa na política de Ambiente), é enjoativa. E a inevitável participação do grupelho 'fracturante' do PS, estremecendo de emoção de cada vez que se fala de mulheres, gays ou animais, sendo estágio obrigatório de ascensão política lá na agremiação, é desprezível. Todos irão fatalmente votar a favor de um projecto de lei que é verdadeiramente fascista na sua essência, culturalmente ignorante e ditatorial, centralizador e arrogante.

Se eu soubesse escrever, escreveria assim. Tal e qual. Sem tirar nem pôr. Não mudaria uma vírgula. Nem um ponto.  Gosto deste senhor. Mesmo. Admiro-o. Diz o que tem a dizer. Sem ironias nem cinismos. Pensando bem a Pipoca gosta de ironias, e de cinismos. Mas também gosta de gente assim.

O artigo completo aqui.

6 comentários:

  1. Não me identifico com partidos, de modo algum. Sou dos que acha que querem todos a mesma coisa, e se criticam, quando auferem o lugar fazem exactamente o mesmo.
    Mas este MST é um dos parasitas da nossa sociedade, que em nada contribui para a manter sã. Cada vez se nota mais o descréscimo de racíocinio deste individuo. E à falta de argumentos, vale-se das "nobres tradições". Como não entendo onde entra o factor cultural em espicaçar um animal irracional e sentir-se em seguida muito homem, penso que nem todas as tradições serão para cumprir, pois bastará pensar em que fases do conhecimento humano elas foram acontecendo e perceber que o mundo acabará por evoluir. Melhor nuns casos, menos bom noutros é certo. Por exemplo: tanta evolução e ainda não se encontrou solução para a estupidez...

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  2. Pois não, ainda não se encontrou solução para a estupidez e infelizmente temo que nunca se encontre.
    Quanto a MST, ele poderá ser arrogante, poderá ser extremado, poderá ser faccioso, mas estúpido não é e argumentos também não lhe faltam. Goste-se ou não o toureio é uma das nossas tradições e querer que a RTP deixe de o passar é coisa de fascista. Já ouviu falar de censura?

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  3. Já ouvi falar de censura. E por conhecer o seu significado, não encontro explicação para a relembrar aqui. Não tenho medo de fantasmas do passado. Por essa ordem de ideias a RTP também poderia passar a qualquer hora conteúdos pornográficos. E não, não estou a comparar tauromaquia com pornografia. Estou a falar de racionalização de conteúdos televisivos.

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  4. E porque razão é que a RTP não haveria de poder passar tauromaquia? É que assim de repente não estou a ver nenhuma a não ser o facto de haver quem ache que a tourada é um espectáculo cruel.

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  5. Eu acho a tourada um espectáculo cruel e desnecessário, porque há muito onde a gente se pode divertir sem ver sangue.
    E não! não acho que as tradições são para mater, as que só mostram a ignorãncia de um povo que não deseja evoluir.
    E não me importa nada que digam que eu só má ou desumana, mas nas touradas estou sempre ao lado do toiro.
    Deviam uns quantos toureiros morrerem ou ficarem estropiados para acabarem de uma vez por todas com a crueldade infligida aos animais indefesos.
    E agora essas estúpidas cavaleiras que apareceram deviam ser colhidas pelo toiro e enfiarem um chifre do bichinho pela vagina acima, porque as mulheres que são mulheres são femininas e generosas e não deviam compactuar com a crueldade dos homens, porque os nossos genes femininos não estão vocacionados para a crueldade.
    É assim mesmo que eu acho e não tenho medo nenhum de dizer.

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  6. Cruel e desnecessários mas não tão cruel como a vida dos bois e vacas criados para a alimentação humana. Será por isso que vamos deixar de comer carne? Talvez não, talvez também não se saiba que o toiro tem uma vida feliz, em liberdade, nas pastagens, até morrer, muito melhor que a vida dos animais para consumo doméstico. Aliás, se não fosse a tourada ele nem existia porque pura e simplesmente não era criado. São opiniões, cada qual com direito à sua desde que não sejam impostas à força.

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