quarta-feira, 18 de julho de 2012

Gente que a Pipoca admira ou ainda o Não Doutor Relvas

"Por várias razões, a licenciatura em Ciência Política de Miguel Relvas não me faz chorar nem rir: é mais como entrar em coma. Os estudos políticos não são uma ciência. Toda a gente sabe isso, incluindo os pobres esperançosos que ainda acreditam que, um dia, possa ser, como a economia, uma "ciência sorumbática" - outra dismal science, na expressão de Carlyle.
Mas o não-dr. Relvas não tirou curso nenhum. Por muito mau que seja o curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona (UL) se o o não-dr. Relvas o tivesse tirado, não só seria dr. Relvas, como seria, com certeza, menos ignorante.
Ao licenciá-lo, a UL, de uma só cabeçada, faz pouco do ensino superior, da ciência política, do Curso de Ciência Política na UL, das licenciaturas da UL e de todos os que já se licenciaram e vão licenciar-se na UL.
É como se uma zebra se apresentasse a uma universidade, como zebra, com experiência de zebra, para ter direito a ser licenciado como zoólogo. É confundir o ser o que ele é com quem estuda o que ele faz.
Por muito legal que seja, a equivalência insulta a licenciatura universitária: estudar é estudar livros e autores, num ambiente de estudo, sob a orientação de professores. A UL fez, como dizem os americanos, cocó no local onde come.
É um incitamento a não estudar, a ir para a vida e vir buscar o canudo quando der jeito. O não-dr. Relvas, entre outros, foi beneficiário - e vítima - disso.
Coitado; não aprendeu."

Miguel Esteves Cardoso, quem mais?

10 comentários:

  1. Não aprendeu mas se calhar a culpa nem foi dele porque no tempo dele não se podia descarregar literatura pela Net, e vai ver que foi por isso que ficou burrinho.
    Agora não e já ninguém passa por pseudo-intelectual e é intelectual mesmo porque se descarrega literatura de muita qualidade online, e pode-se estudar a Margarida Rebelo Pinto e o Arranjadinho que são umas verdadeiras omnisciências a ensinarem os burros e todos ficam a resplandecer de luminosa sabedoria.
    Vá! mais o mulherio que agora deram todas em leitoras compulsivas, que os gajos parece que ainda não aderiram à nova "tendência" e andam todos malucos com o benfica.

    ResponderEliminar
  2. Decididamente, o Relvas está a ser humilhado, mas a Lusófona perdeu a credibilidade.

    ResponderEliminar
  3. Minha querida S* a Lusófona nunca teve qualquer tipo de credibilidade. Só lá tira cursos quem não consegue entrar noutro lado, ou quem não os consegue tirar em faculdades "à séria". Na verdade, pasme-se, para tirar um curso é preciso estudar e há muito quem ache que isso dá trabalho e é aborrecido.

    ResponderEliminar
  4. Eu lamento, mas como sou defensora absoluta das públicas, acho sempre que só vai para a privada quem não tem notas para as públicas. Ou então são os ricaços que não têm o que fazer ao dinheiro.

    ResponderEliminar
  5. A Lusófona é privada. Há privadas péssimas, como as há excelentes. As públicas são, regra geral, boas.

    ResponderEliminar
  6. A menina S* mostra aqui a sua ignorância! Falemos em Direito, por exemplo: qualquer pessoa formada em Direito na Católica tem, indubitavelmente mais crédito que alguém formado numa pública. Paga-se, pois paga, mas os resultados são óbvios. Isso é só mais um exemplo de como a sua mente é fechadinha e preconceituosa!

    ResponderEliminar
  7. Por acaso, Anónimo (a) está enganado. A Clássica está melhor cotada que a Católica, embora a última seja indubitavelmente muito boa.

    ResponderEliminar
  8. Todas são boas se os alunos o forem também.
    A má cotação das Privadas advém do facto de quem as frequenta serem meninos ricos e pensarem em tudo e mais alguma coisa (fashion e concertos) do que em estudar.

    ResponderEliminar
  9. Sou pelas faculdades públicas, sem qualquer sombra de dúvida, mas devo alertar que por vezes também lá se encontram muitos meninos riquinhos de só conseguiram notas bastante generosas para entrar porque vieram do ensino privado onde os seus paizinhos depositavam mensalmente quantias generosas e era de mau tom atribuirem má nota aos piquenos. (Claro que estes entram nas faculdades, quero é vê-los sair formados... deve ser verdade...)

    ResponderEliminar
  10. Caro Anónimo, eu não disse que as privadas eram piores que as públicas. Dei apenas o exemplo do meu PRECONCEITO assumido, que teimo em ver as públicas melhores que as privadas.

    Já ouviu falar da fama da Faculdade de Direito de Coimbra e da do Porto, certamente. Têm tão bons professores como as privadas, logo acho justo assumir que dão tão boas aulas nas públicas como nas privadas.

    Ser privada não é garantia alguma de ser melhor. Obviamente que haverá excepções, como em tudo na vida.

    Quanto à minha mente fechadinha e preconceituosa, é a minha, não tem nada a ver com ela.

    ResponderEliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos comentadores.
A autora do blog eliminará qualquer comentário que ofenda terceiros, a pedido dos mesmos.