quinta-feira, 26 de abril de 2018

Dia da liberdade

"O Estado é um grande proprietário. Acumula prédios rústicos e urbanos pelo país fora. Inúmeros estão ao abandono, degradados, devolutos. Não os recupera, não os arrenda, nem oferece. Mas quer ocupar os dos outros. O Estado foi sequestrado por uma "geringonça" que celebra o 25 de Abril com discursos sobre a liberdade, enquanto força como pode a "transição para a sociedade socialista" - e paternalista -, que sufoca e se julga no direito de impor o que se pode dizer, pensar, fazer. Tudo se decreta. É muito mais PREC do que 25 de Novembro. Encara o trabalho como servidão fiscal, a riqueza como pecado e os proprietários como arrendatários do Estado. Acha normal castigar todos, por tudo aquilo em que não dá - nunca deu - melhor exemplo. E nem sequer se questiona.
A propriedade privada é um direito constitucional fundamental. Encarna a crença dos que acreditam nas vantagens do trabalho e, através dele, esperam ascender por esforço próprio a melhores condições de vida. Não existe para rateio ideológico de quem encontra virtudes melhores na mão estendida ao benefício do Estado, tendo outras alternativas.
Ter casa ou casas é um ato de vontade, de resto, tributado abundantemente. E mantê-las vazias, uma prerrogativa de quem as pagou, ou herdou, tão legítima como a decisão de as arrendar, se for caso disso. Intolerável, por muito que o BE mande nos tempos que correm, é perceber um governo representado por quem perdeu as eleições, transformado numa espécie de "Okupa", ao serviço da agenda ideológica do "proletariado".
Numa declaração que não se estranharia em Vasco Gonçalves, o PS anunciou que os proprietários deverão "participar na prossecução do objetivo nacional de garantir a todos, para si e para as suas famílias, o direito a uma habitação condigna". Conviria que o PS começasse por entender que numa democracia verdadeira o Estado não se apropria das casas dos outros, para as entregar a quem lhe apeteça. Sendo que se realmente o quer fazer, que comece pelas suas. São garantidamente muitas.
António Costa que saia do Palácio de S. Bento e atravesse o país. Conte os edifícios que, apesar das suas obrigações, a tutela mantém vazios e decrépitos. Chame depois Catarina Martins, que com facilidade encontrará quem lhe escreva nas paredes: "aqui podia morar gente".
Em 1975, ocuparam-se terras alheias debaixo do grito "a terra a quem a trabalha". Em 2018, tenta-se "as casas a quem as ocupe". Alguns dos protagonistas são os mesmos. Era o que mais faltava."

Do enorme Nuno Melo

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Diz que temos chuva para o fim de semana

Ouvi um rebuliço qualquer sobre o ministério da administração interna querer multar os condutores de ambulâncias que circulem a mais de 50km/h, o Carlos César acha perfeitamente normal e ético ser reembolsado por viagens que não chegou a fazer, o Salgado diz que já ouviu falar do Diabo mas nunca o tinha sentido... que aquelas coincidências só podiam ser obra do Diabo, A SIC tem acesso a gravações de processos que supostamente deveriam estar em segredo de justiço e não acontece nada.
Estou capaz de não tornar a ouvir um noticiário, cada vez mais me apetece correr aquela gente toda à chapada.
Mas o que realmente me preocupa é que remarquei, pela quadragésima quarta vez, um evento ao ar livre e diz que vamos ter trovoadas e aguaceiros. Que se lixe, já disse que uns impermeáveis são capazes de ser boa ideia.
Bom fim de semana, pessoas!

(isto sou eu a querer socializar com os estimados leitores, não se esqueçam de passar aqui a desejar um bom fim de semana)





(por favor?...)

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Vamos andando, como Deus quer

No mesmo dia em que o meu país aprova uma lei que autoriza a mudança de género aos dezasseis anos, aquela idade extraordinariamente madura em que toda a gente é cheia de certezas sobre a vida em geral e o sexo em particular, isto sem que seja necessário um parecer médico a atestar que a pessoa não é maluquinha e que efectivamente sofre de disforia de género, tomo conhecimento de que há por aí uma onda de indignação geral a propósito de um texto que o Zé Quintela escreveu, o qual pretendia ser uma crítica sarcástica ao governo. Infelizmente parece que é demais pedir às pessoas que compreendam exactamente aquilo que lêem. Também deve ser demais pedir às pessoas que fiquem mais indignadas com a situação das crianças da área de oncologia do hospital de S. João que com uma crítica que não tem por alvo doentes oncológicos ou vítimas da guerra da Síria.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Se a Picante fosse um hate blog #2

Gracinha, minha querida, que hei-de fazer consigo? A menina não percebe nada disto de se pertencer à classe A superior pois não é? Achará por acaso que basta tratar as suas ricas filhas na terceira pessoa ou vesti-las com os kits que pede compra nas lojas de Campo de Ourique? Minha santinha, tenha dó, eu sei que tem feito um esforço grande, afinal já aprendeu a diferença entre “há” e “à”, aqui  só entre nós que ninguém nos ouve foi custoso, pois não foi? E aquelas palavras que escrevia lá naquele idioma esquisito que finalmente parece ter aprendido a dominar? O Inglês, não é? Minha rica menina que se tornou uma autêntica poliglota. Quem diria?...
Mas, minha querida, ouça a sua velha tia Picante, se quer mesmo fingir que pertence à classe A superior tem de se resguardar um pouquinho mais. Nós, as verdadeiras e genuínas tias, com gerações e gerações de refeições servidas em finas porcelanas acompanhadas por vinhos antigos servidos em copos que brilham, as que estudaram literatura francesa e aprenderam a marcha turca, as que dominam o ténis, equitação ou golfe, dizia eu que nós, minha querida, jamais exibiríamos as nossas filhas de maneira a ver-se-lhes as calcinhas e pernocas rechonchudas nas internetes ou lá o que é. E aquelas fotografias inenarráveis que tirou em mood casamento? Que é lá isso, santinha? Pelo amor da Virgem, esconda isso num buraco fundo, ninguém precisa de saber que fez uma sessão fotográfica com uma bicicleta, um Porsche e uns balões a enfeitar umas cadeiras de plástico da Sumol! É tão outra banda que é bem possível que as pessoas pensem que afinal só é tia dos seus sobrinhos, caso os tenha.
Ah! E antes que me esqueça, fica-lhe muito mal dizer às suas seguidoras que recomendaria um cirurgião plástico, caso conhecesse algum apesar de eles não fazerem milagres, sabe? É que é sempre um erro ser-se indelicado para os nossos clientes, eles podem aborrecer-se e passar a frequentar um dos muitos mercaditos que por aí pululam. Além do que, só aqui entre nós que ninguém ouve, ambas sabemos que isso não é bem verdade, pois não é? Alguém fez um verdadeiro milagre com a sua carinha laroca, não fez? Como? O Dr. Iluminador? Está bem, está bem, agora vá, deixe-me sossegada, de certeza que tem centenas de kits para fotografar nas suas modelos quase profissionais, vulgo gordinhas “rechonchas”
Tenha uma Santa Páscoa, minha querida, vá com Deus.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Se a Picante fosse um hate blog

Poderia muito bem dizer que a festa seria qualquer coisa assim muito na onda de uma pijama party. Ou isso ou uma festa top e cheia de pinta ali para os lados da Av. Duque de Loulé.

Estou para aqui a pensar

Que estava decidida a esperar que o post anterior atingisse os trezentos comentários para fazer novo post.
Acontece que, derivado de situações várias, bananas e abacaxis para ser mais específica, tenho vários posts a fervilhar na cabeça, ele há tantos posts muito lindos sob o tema “se a Picante fosse um hate blog” que poderia fazer... tantos, senhores!
E agora? Escrevo ou remeto-me ao silêncio, fazendo apenas um sorriso desdenhoso e carregando ali na cruzinha do canto superior direito? Dúvidas, é isto a minha vida.

quarta-feira, 7 de março de 2018

O leitor decide

Escrevo sobre noivas que se deixam fotografar no meio de um apalpão, daqueles de mão cheia, em plena bochecha do rabo, ou sobre mães que fotografam as filhas de modo a ver-se-lhes as cuecas?

quinta-feira, 1 de março de 2018

Se nos tiram os sonhos de que vivemos...

Ficam as pessoas fantásticas que nos cercam, as pessoas que Deus nos põe no caminho e que estão cá para assegurar que o sonho persiste.
Voa pequena, voa. Agora está tudo nas tuas mãos. Brindemos pois aos recomeços.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Da semana que passou

A semana passada foi profícua, para começo de conversa fui esquiar que é sempre uma coisa de valor. Depois a natureza foi simpática para com a minha pessoa, o tempo esteve bonzinho e a neve soberba. Finalmente até os Deuses se uniram a meu favor, curaram as viroses agressivas que mini Picantes contraíram quase em cima do acontecimento, já para não dizer que o meu joelho se portou bastante bem, não tive de fazer gelo uma única vez, apesar de ter feito mais tropelias que a conta.

Por cá percebi que há quem não faça a mínima ideia do que seja um hate blog e desconheça o significado de destilar ódio ou idiotices afins com que nos brindaram, enquanto se faziam de vítimas e se imbuíam do pior que o ser humano tem, quer seja fazendo um blog com suposições de quem é a pessoa por trás da Picante - feito por uma cobardolas desprezível que o faz como uma espécie de vingança, um “agora vou dizer ao mundo quem tu és”, como se eu tivesse vergonha do que escrevo, como se escrevesse alguma mentira, como se eu fosse pessoa para deixar de escrever por causa de uma chantagem de merda, feita por uma merda de uma pessoa, pardon my french.
Tão boa pessoa como a que escreveu e publicou aquele blog são todas as outras que aceitaram comentários com aquele link nos seus blogs e FB, fazendo-se de sonsas, como se aquilo não passasse de um inocente comentário - Pipoca mais Doce, Maçã de Eva, Catarina Beato e Fernanda Velez, muitos parabéns, acabaram de provar a minha teoria de que não há nada mais insuportável que uma gaja sonsa. Finalmente tivemos também direito a uma manifestação da “eu sou muita boa onda, mesmo boazinha, por isso é que toda a gente me adora, perdoando a publicidade encapotada que sempre fiz ou o despudor com que sempre ganhei views à custa dos meus filhos”, a Cocó na Fralda não publicou o link mas fez questão de escrever um post que mais parecia um jornal fazendo exactamente aquilo que me critica, post esse que retirou no dia seguinte porque “eu sou muita boa onda, mesmo boazinha, por isso é que toda a gente me adora, perdoando a publicidade encapotada que sempre fiz ou o despudor com que sempre ganhei views à custa dos meus filhos”

Quanto a mim são todas iguais: o(a) autor(a) do blog, as que publicaram os comentários, ou quem diz que não publica mas escreve sobre o assunto, falando de pessoas e não de personagens de blogs.
Minhas queridas, tenho um recado para vocês: vão à merda. Assim mesmo. Agarrem nas vossas chantagens pressões de trazer por casa e vão todas à merda. Neste blog mando eu, qualquer coisa com que não concordem é apresentar queixa na polícia, não é assim tão complicado, se qualquer idiota consegue vocês também chegam lá. A liberdade de expressão ainda existe e é consagrada na lei, não faço a menor tenção de abdicar da liberdade que me assiste em achar que os vossos escritos são tolos, ridículos ou enganadores só porque vocês, do alto da vossa arrogância, não sabem lidar com a crítica e apenas estão preparadas para ouvir os “que amoooooorrrr” das donas Joaquinas.
Se aqui efectivamente se calunia, destila ódio ou incita à violência, a solução é bastante simples, é darem corda aos sapatos e apresentarem queixa na polícia, não sei se já disse, eu cá estarei para lidar com as consequências.

Posto isto estou capaz de lançar uma rúbrica nova aqui no blog “Se a Picante fosse um hate blog...”.
Uma semana, um blog. Por quem começo?...