sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Talvez não seja verdadeiramente feminista, afinal...

Passo os olhos pelas notícias, chama-me a atenção um artigo sobre o piropo, parece que há mulheres que apelidam o piropo de "experiência sexual não consentida e sem contacto físico", enquanto se dizem vítimas desse fenómeno. 
Eu sorrio e fico a pensar que elas são umas felizardas, na verdade não têm nada de verdadeiramente preocupante nas suas vidas.

(a não ser o facto de serem meio histriónicas, claro está...)

Nos comboios, como na vida

Tenho cá para mim que ele há três tipos de pessoas, com quem nos cruzamos. Se pensarmos que isto da vida não é mais que uma viagem, percebemos que nem damos conta da maior parte das pessoas por quem passamos, meros passageiros que calha terem apanhado o mesmo comboio, para quem nem olhamos a menos que esbarrem em nós, para quem sorrimos quando nos pedem desculpa, enquanto dizemos que não foi nada e seguimos caminho, se os tornarmos a encontrar é possível que nem lhes reconheçamos a cara - são os nossos conhecidos, não lhes sentimos a falta quando se vão, não tornamos a pensar neles. Por contraste, há aqueles que escolhemos para nossos companheiros, aquelas pessoas com quem planeámos a viagem, que nos acompanharão do principio ao fim, no meio de discussões sobre paragens, locais onde pernoitaremos, sítios que visitaremos, serão os nossos amigos, filhos, pais, maridos e mulheres, as nossas pessoas, se preferirem. 
E depois? Depois há um terceiro grupo, entram-nos portas adentro, de repente, sem pedirem licença, instalam-se ao nosso lado, tornam-se companheiros de viagem, uma espécie de amigos, fazemos planos conjuntos, nada de muito definitivo, apenas apear-nos e passar aqui ou ali, fazemo-lo ainda sem bem saber se são para ficar ou se continuarão viagem, noutra qualquer carruagem, para outro destino, diferente do nosso. São pessoas que aparecem por alguma razão, talvez enviadas pelos anjos, talvez seja Deus a andar connosco ao colo, nos momentos piores. Pessoas que vão embora uma vez cumprida a sua tarefa porque, na verdade, não pertencem à nossa vida, nunca serão das nossas pessoas. Sentimos-lhes a falta quando se vão, nem bem por os querermos na mesma carruagem, que não queremos, mas pelo significado do percurso conjunto. Sabemos que temos de os deixar ir, as coisas são como são e eles já cumpriram o seu papel.
Gosto de pensar que estas pessoas são sinais da existência de Deus que, não transformando a água em vinho, nos envia quem nos ajude a levantar e a ultrapassar maus momentos. Depois? Depois é connosco, seguimos viagem mas, de quando em vez, não deixamos de olhar para trás e sorrir com saudade, de pensar como estarão, de lhes desejar que sejam felizes.

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Os problemas dos homens #42

Esquecem as justificações que arranjam. E arranjam novas justificações, incoerentes com o que proferiram, em tempos, não tendo em conta que nós somos pessoas atentas, que não olvidamos as coisas, que não podem dizer o que mais lhes convém agora, mas que não convinha no pretérito.

(mais estar calado, caramba, ninguém perguntou nada...)

São botas, Senhores, são botas!


(decidi conjugá-las com um fato de banho, estava demasiado calor para o fato de surf...)

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

No fundo, no fundo, sou uma feminista

Um dos juízes do Supremo é uma mulher, uma juíza, portanto. A meritíssima doutora juíza, acha que a partir dos cinquenta anos as pessoas não precisam de sexo. E acha também que, sendo os filhos da queixosa em questão já adultos, a queixosa, a quem custa sentar ou andar, para além de não poder ter sexo, já só tem obrigação de desempenhar as tarefas domésticas para o marido. 
A meretíssima senhora doutora juíza deve ter uma vida de trampa.

Só dúvidas, é isto a minha vida

Aquilo do perder peso e reeducação alimentar e não sei quê, que obriga as pessoas a tirar fotografias em pelota, para o blog, também faz emagrecer os pêlos? E a celulite? E a aumenta as mamas?

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Note to self

Convidar o José Avillez, para vir jantar cá a casa, no próximo sábado, dia em que, em calhando, me aparecerão vários amigos de surpresa, aí pelas vinte horas.

(e daí talvez não seja necessário, cá em casa come-se sempre tremendamente bem...)

Perfect matches ou pares boho-slam-chic cheios de pinta



Tenho, cá para  mim, que a cor não foi bem copiada, a coisa haveria de ter ficado mais bem feita...

(Fotografias retiradas da net. Ambas as duas.)

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Das coisas que realmente me aborrecem e deprimem

Ela tinha dezanove anos. Ele tentou violá-la. Ela respondeu-lhe com uma facada. Ele morreu. Ela foi presa, diz que o julgamento não foi por aí além de justo, não sei. Ela foi enforcada, sete anos depois. Tinha vinte e seis anos e foi condenada à morte, por se ter defendido.

E eu? Eu detesto esta religião fundamentalista, que trata a mulher como um objecto, uma coisa inferior, sem direitos iguais mas cheia de deveres. Pardon my french mas puta que os pariu a eles, ao maomé, sim é com minúscula, e mais às interpretações do corão, sim, não me aborreçam, que fazem a seu bel-prazer, tal como a seu bel-prazer ditam o infortúnio de milhares de mulheres e crianças.

Post muito curto*

Em faltando o parceiro de ténis, uma pessoa pode sempre atirar as bolas contra a parede. Uma espécie de ténis, portanto.

*e, como tal, muito fácil de ler