segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

E então?

Já está tudo a trabalhar? Tudo bem apertadinho dentro da roupa que, como por magia, encolheu? Bem dispostos? E cheios de saudades disto dos blogs?

Querido Zé Sá

Não te importas que te trate por Zé, verdade? Afinal, lá naquela tua ideologia é tudo muito informal, até aboliram a gravata e tudo, vocês fazem questão de brincar aos maltrapilhos, toda a gente se trata por tu, qual amiguinhos de liceu, mas o que eu queria mesmo dizer é que achei uma excelente ideia, essa que tiveste, de acabar com buxos por serem símbolos do colonialismo, essa coisa negra da nossa história, e aproveito para te deixar mais uma ou outra sugestão, coisa pouca mas que envergonha todos os Portugueses, sobremaneira. Seria de louvar, nessa tua demanda pelo santo Graal do popularismo mudar o nome à Praça do Império, substituir a estátua de D. José I por uma de Mário Soares, detonar os Jerónimos e o Padrão dos Descobrimentos, assim como todo e qualquer castelo, ou palácio, que remeta à monarquia, talvez a ponte sobre o Tejo também seja de sair, tu vê lá isso, olha que foi mandada construir por um ditador. E, já que estás com a mão da massa, ajudavas o Crato a rever o programa de história, que isso dos Descobrimentos ou das Cruzadas foi a boa da pouca vergonha. 
Agora a sério, Zé... Qual é a tua droga? Não te bastou já o túnel do Marquês? Valha-nos as eleições para o PS, e o outro popularista se ter dado por "surpreendido"...

domingo, 31 de Agosto de 2014

Decisões, a minha vida é isto, difíceis decisões

Ir à praia a um Domingo e comer um peixe grelhado, acompanhado de um chardonnay, ou ficar no meu jardim a ler e comer um peixe grelhado, acompanhado de um chardonnay. E agora?

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Eu cá não sou de intrigas...

Mas, ou os muçulmanos se excitam com as partes erradas, ou a senhora escolheu tapar a parte errada do corpo. Não sei, digo eu....
(a fotografia é algures, do FB...)

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Enquanto para aqui estou...

...no meu jardim, a bebericar um copo de vinho chardonnay, penso no tanto que tenho para escrever, posts inteiros na minha cabeça, eu sou uma pessoa que tem opiniões, tenho uma palavra a dizer sobre isso dos meets em centros comerciais que dão azo a vitrines partidas e esfaqueamentos, gostaria de vos dizer que a nossa polícia é profundamente racista, só detém gente de raça negra, que anedota senhores! Como se houvesse raça para o mal... Queria falar-vos sobre a perseguição aos cristãos e aos yazidis, sobre cabeças espetadas  em paus e crucificações, gostaria de saber o que aconteceria se fosse Israel a fazer metade, um décimo disto... Tenho graves preocupações sobre o futuro da Bélgica ou Espanha e as fragilidades da nossa democracia, de tal maneira tolerante para com as minorias que não se defende dos radicalismos muçulmanos, eu tenho uma filha, gostaria que as minhas netas fossem livres de escolher a sua própria religião, que pudessem andar de cabelo louro ao vento, sem medo, de bikini na praia, isto preocupa-me deveras. Há ainda o caso das crianças inglesas, não denunciado, também, por os funcionários terem medo de serem apelidados de racistas, que nojo, caramba! Os posts passam velozes, na minha cabeça, por lá continuarão, pelo menos até à próxima semana, tenho de ir fazer lume, uns chouriços de Arganil para assar, pão de Mafra, picanha com feijão preto e farofa, somos capazes de dar um passeio a pé, pelo paredão, para ajudar a digestão, um gelado no Santini como prémio. Os posts ficarão para a semana, afinal estou ocupada a ser feliz...

Acabei de descobrir

O detergente da roupa é altamente eficaz na lavagem de louça. Agora é esperar que não haja quaisquer efeitos colaterais na própria da máquina...

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Falta de cérebro e os seus limites

Sou daquelas que defendem que a maior crise que atravessamos é de inteligência. Que além de ser a mais grave é também a de pior resolução, pois não há nenhuma entidade que possa injectar inteligência, em quem não a tem.
E dentro desta crise de inteligência destaco a falta de cérebro e os seus limites. Do meu ponto de vista, que vale o que vale, muito portanto, imenso mesmo, muitas pessoas entendem que falta de cérebro é algo ao estilo do digo, escrevo e aconteço. Digo o que quero pois sou falha de cérebro. Sou livre para tudo o que me apetecer e quem vier depois que feche a porta pois sou livre. E falha de cérebro.
Essas pessoas esquecem-se de algo muito simples. É que a sua falta de cérebro não acaba. E confrange as outras pessoas. É uma regra simples que permite uma, algo razoável, convivência, entre pessoas que podem ser em tudo diferentes, no QI, mas que têm de conviver no mesmo espaço, seja ele qual for.
Conhecer os limites do nosso cérebro e saber lidar com os mesmos, nos momentos adequados, ou seja, sempre, não significa que se seja menos falho de cérebro. Quer apenas dizer que a pessoa é menos confrangedora. E isso será sempre uma qualidade e nunca um defeito. 
 
Enviado do meu Toshiba

(acrescentei umas vírgulas, peço desculpa mas não consegui... e o que me custaram estas frases telegráficas, senhores?...)

Das improbabilidades prováveis

Tenho algum tempo disponível, decido dar uma volta pelos blogs, já não visito alguns dos da direita há algum tempo, decido deliciar-me com a Mãe Preocupada, aquilo é sempre um prazer, vai daí que dou com este texto:

"O provinciano não é o que está encafuado no interior do país, não vive na ignorância e no espanto do google e dos QR Codes, não cheira a mofo nem a fumeiro, não é o que se mete num taxi para ver o mar, aquele a quem cai o queixo quando vê o Centro Cultural de Belém, a livraria Lello, as esplanadas mais cotadas nos guias e revistas, não é o que se ficou pela quarta classe, o que usa os animais para aliviar tensões ou parou no tempo da outra senhora. O provinciano português, tão mal disfarçado que chega a enternecer, tão antigo e presente que pode assustar, é o que comete a proeza linguística de compor por justaposição a arrogância e a subserviência, tem prazer em estender o pé para que lhe engraxem as botas enquanto se curva para as lamber a outros, e este modo empertigado de ajeitar a roupinha para logo a seguir a tirar e se virar de costas."

E fico a pensar cá para comigo se terá andado a ler aquele que não tem blog....