quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Falta de cérebro e os seus limites

Sou daquelas que defendem que a maior crise que atravessamos é de inteligência. Que além de ser a mais grave é também a de pior resolução, pois não há nenhuma entidade que possa injectar inteligência, em quem não a tem.
E dentro desta crise de inteligência destaco a falta de cérebro e os seus limites. Do meu ponto de vista, que vale o que vale, muito portanto, imenso mesmo, muitas pessoas entendem que falta de cérebro é algo ao estilo do digo, escrevo e aconteço. Digo o que quero pois sou falha de cérebro. Sou livre para tudo o que me apetecer e quem vier depois que feche a porta pois sou livre. E falha de cérebro.
Essas pessoas esquecem-se de algo muito simples. É que a sua falta de cérebro não acaba. E confrange as outras pessoas. É uma regra simples que permite uma, algo razoável, convivência, entre pessoas que podem ser em tudo diferentes, no QI, mas que têm de conviver no mesmo espaço, seja ele qual for.
Conhecer os limites do nosso cérebro e saber lidar com os mesmos, nos momentos adequados, ou seja, sempre, não significa que se seja menos falho de cérebro. Quer apenas dizer que a pessoa é menos confrangedora. E isso será sempre uma qualidade e nunca um defeito. 
 
Enviado do meu Toshiba

(acrescentei umas vírgulas, peço desculpa mas não consegui... e o que me custaram estas frases telegráficas, senhores?...)

Das improbabilidades prováveis

Tenho algum tempo disponível, decido dar uma volta pelos blogs, já não visito alguns dos da direita há algum tempo, decido deliciar-me com a Mãe Preocupada, aquilo é sempre um prazer, vai daí que dou com este texto:

"O provinciano não é o que está encafuado no interior do país, não vive na ignorância e no espanto do google e dos QR Codes, não cheira a mofo nem a fumeiro, não é o que se mete num taxi para ver o mar, aquele a quem cai o queixo quando vê o Centro Cultural de Belém, a livraria Lello, as esplanadas mais cotadas nos guias e revistas, não é o que se ficou pela quarta classe, o que usa os animais para aliviar tensões ou parou no tempo da outra senhora. O provinciano português, tão mal disfarçado que chega a enternecer, tão antigo e presente que pode assustar, é o que comete a proeza linguística de compor por justaposição a arrogância e a subserviência, tem prazer em estender o pé para que lhe engraxem as botas enquanto se curva para as lamber a outros, e este modo empertigado de ajeitar a roupinha para logo a seguir a tirar e se virar de costas."

E fico com a certeza de que ela andou a ler aquele que não tem blog....

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Perfect matches ou pares boho-slam-chic cheios de pinta #10



Direito de resposta ou... jogamos?

Derivado disso, de haver muito quem goste de usar o meu nome em vão e a despropósito, vai que vejo o seguinte comentário, repetido com insistência, num pomar perto de si.


Pessoa deixa o seguinte comentário que, obviamente ou não, nunca chegou a ver a luz do dia, mas pessoa aprendeu a jogar xadrez e fez um copy paste, sempre daria um post, não é verdade? 
"Havia de andar blogolandia fora a dizer isso, sim?
Não sei que tenho eu a ver com isto, não me pronunciei sobre este assunto, não percebo, sequer, porque foram aprovados os seus comentários.
Mas fica a ideia, vá bloga fora enviar gente ao meu blog, pode ser que assim as marcas me batam à porta e eu possa fazer sorteios de depilações. Era o meu sonho..."

Pergunta para queijinho. O comentário não foi aprovado porque:
1. A blogger das dez mil visitas dia (ahahahahahahahah a menina é tãaaaaoooooo cómica, ahahahahah) quer as depilações só para ela.
2. A blogger  das dez mil visitas dia (ahahahahahahahah a menina é tãaaaaoooooo cómica, ahahahahah) acha que está muito bem destratar toda e qualquer pessoa que não subscreva a sua douta opinião, mas direito de defesa é que não, isso já não pode ser nada que a menina argumenta qual criança, sim, esses seres medonhos e detestáveis que deviam estar fechados até à maioridade, e verticalidade é coisa que não lhe assiste.
3. A blogger das dez mil visitas dia (ahahahahahahahah a menina é tãaaaaoooooo cómica, ahahahahah) é uma tontinha arrogante, com um ego do tamanho de um traque barulhento (sim, aqueles que a menina passa a vida a dizer que dá).
4. Todas as anteriores.

(caramba... e eu que nem tinha nada que ver com isto... andava tão calminha, no meio dos meus grelhados e dos meus livros, havia necessidade de puxar assim por mim?)

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Les uns et les autres

Estou aqui numa das praias da linha, os dias ventosos interditam o Guincho ou a Adraga, ainda há aquilo de os mais pequenos serem viciados em água, adoram rochas, sabe-se lá porquê, vai-se a ver e é capaz de ser por causa dos mergulhos para a frente, é sempre para a frente que se mergulha, em havendo rochas, dos caranguejos, ouriços e camarões. Mas a verdade é que as circunstâncias me levaram até uma praia da linha. 
Em indo à linha eu costumo ficar pelas Avencas ou pela Rata, há menos gente com o corpo todo tatuado, elas não usam unhas de gel, os bikinis são curtos, mas raramente fio dental. Por vezes aventuro-me até S. Pedro do Estoril, já fui feliz em S. Pedro do Estoril, acontece que vou de manhã, a praia está repleta de famílias, do lado direito continuo a cumprimentar pessoas, os mais pequenos brincam em grupos alargados, tudo muito bom.
Hoje vim a S Pedro à tarde. Desconfio que me enganei e estou da Fonte da Telha, ou em Caxias, dá igual. Vejo senhoras de alguns cinquenta anos demasiado tatuadas, vejo muita gente demasiado nua, vejo alguns regos masculinos, muitas unhas duvidosas, dos cabelos será melhor nem falar. Os poucos que sobraram da manhã olham-me com olhar resignado, junto-me a eles, sempre nos podemos iludir. Mas não, a uns sete ou oito metros, da minha pessoa, instalou-se um casal, ele cabelo pente zero, calções tipo boxer justa, adivinho-lhe as misérias, ela tatuada em topless, chapéu de palha tipo cowboy na cabeça, mas o pior é a música tum tum tum que obrigam toda a praia a ouvir, não sabia que ainda há quem faça disto, grandes animais, estou aqui com vontade de mandar os mais pequenos correr à volta deles, insistentemente, enquanto ponho a cavalgada das valquirias, ou o Carreras, em volume máximo no IPhone. Também lhes poderia atirar umas maçãs...

O problema das férias

O fato de banho exclusivo que comprei em Junho, além de me ficar a matar ainda me tapava o rabo. Agora não.

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

A vantagem em se ser homem...

... não está no cérebro. Isso eu garanto. Caramba, qual é o limite para debitar generalidades básicas e sem ponta de interesse? E quem é que gosta daquilo? Caramba, como é que é possível?

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Hoje...

Queijos de Azeitão e de Castelo Branco, chouriços de Arganil, tudo com broa de milho e pão mesmo de Mafra, secretos e entrecosto com batatas assadas, enroladas em prata, pudim de abade priscos e gelados. Tudo regado a Duas Quintas e minis geladas, iniciam-se as hostilidades com Veuve.

Se não for pedir muito...

Igual aos últimos oito. Mas com o joelho em condições, adoraria voltar a correr. E com melhor ski, já agora. E, já que estamos em maré de pedidos, hoje seria um bom dia para ter (boas) notícias daquilo que me tem andado a atormentar e impediu que fosse de férias para longe.
Agradecida.