sexta-feira, 29 de maio de 2015

Post em tempo real

Acordo cedo, acordo sempre cedo, antes não era assim, gostava de dormir até tarde, agora não. Abro os olhos, o dia já clareou e espreguiço-me enquanto o arrumo mentalmente. Escrevo-vos do meu jardim, à frente de um sumo de laranja, pão quente acabado de cozer com manteiga meio derretida. Olho à volta enquanto inspiro o ar na manhã, tem sempre um cheiro diferente o primeiro ar do dia. Está aqui um melro atrevido a mirar-me, atiro-lhe umas migalhas e fico quieta para não o assustar. Ontem jantei com uma das minhas melhores amigas, vai-se embora, senti os olhos molharem-se-me quando lhe disse que estava muito feliz por ela (e estou). Tenho há que tempos uma sensação esquisita, só consigo arrumar verdadeiramente as coisas e seguir em frente depois de as tirar cá para fora, olhos nos olhos. Talvez um dia. Havíamos de ir beber um gin, disse-lhe eu. Não fomos.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pipoca Mais Doce dixit

"Triste mundinho o nosso quando os bloggers são obrigados a apresentar queixa na polícia por verem a sua vida pessoal devassada. E mais tristes ainda os que não percebem a diferença entre o que está num blog e o que está para lá dele. É que, parecendo que não, uma e outra não são a mesma coisa. Podem insistir na parvoíce. Não podem é achar que quem se sente ameaçado, seja de que forma for, ficará a assistir passivamente, de bracinhos cruzados."


E estava cheia de razão, ela tem sempre razão, pois não é?

(o título deveria ser "Encerrando o assunto" mas assim tem mais audiências e toda a gente sabe que eu ganho à visita...) 

Três anos de blogs

Ainda parece que foi ontem que pari este meu mai novo. Quem diria? Uma mulher olha para trás e pensa nas gargalhadas que já deu, nas blogo-pessoas com quem se cruzou, quase me emociono caramba, quase me dá vontade de fazer uma blogo-festa e de vos oferecer uma fatia de blogo-bolo. O diabo é que só tenho aqui uma tarte de maçã, não fora isso e faria mesmo uma blogo-festa, com blogo-Veuve, blogo-caviar e tudo e tudo.
Obrigada por tanta diversão. Nos blogs como na vida, às vezes entusiasmamos-nos, outras exageramos, rimos alto, sorrimos a medo, molham-se-nos os olhos, enfadamos-nos, mas a maior parte das vezes, contudo, divertimo-nos. Afinal é mesmo para isso que servem os blogs. E a vida também.

(Trazia na ideia que ia acabar com isto hoje, começa a fartar-me a Picante, mas afinal não, parece que ainda nos vamos aturar mais uns tempos. A vida dá muitas voltas, pois não é?)

(Nem a propósito disto, de a vida dar muitas voltas, logo vos brindarei com um post muito lindo que me enviaram hoje, subscrevo tudo o que lá foi dito, de forma tão assertiva e ajuizada)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Mas agora temos os blogs

Aqui há uns tempos fui jantar com um amigo, o primeiro tipo que me deu um beijo de língua, na verdade, agora que me lembro disso até dou uma gargalhada, nunca hei-de esquecer a sensação que tive, muito mais parecida com um "que nojo" que com borboletas no estômago, mas o que eu queria dizer é que fomos jantar ao XL, por mais que não seja moda, continua a ser um dos meus restaurantes favoritos, um bom bife, excelente carta de vinhos e vallet parking, que pode uma pessoa mais querer, não é verdade? Depois acabámos por ir beber um copo, já não conheço nada da noite, fomos ao Plateau, ali pertinho, que é dos poucos sítios onde a música é sempre boa, já há poucos sítios em Lisboa onde se ouça Nirvana, Asia, Queen, U2 e afins. E diverti-me muito, é claro que me diverti, revivemos os velhos tempos, passámos grande parte da noite encostados ao balcão, enquanto batíamos o pezinho ao compasso da música e comentávamos o que nos rodeava, as espécimes ridículas, está bom de ver. Aquilo lembrou-me as noites da Kapital, encostados ao bar do terceiro andar, dores na barriga, lágrimas na cara, de tanto rir. No final da noite demos um abraço, continuas corrosiva disse-me ele, e prometemos repetir a coisa. Já nem me lembrava do que me divertiam, estas noites de má língua, hoje em dia raramente saio à noite.
Mas agora temos os blogs...

terça-feira, 26 de maio de 2015

E vocês?

Quanto tempo perdem a escrever as imbecilidades que me levam meio segundo a apagar, depois de ler as três primeiras palavras de um longo texto?

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Agora a sério...

As meninas, em querendo processar-me, é só dizer. Enviam mail a pedir nome e número de cartão de cidadão que eu dou, pode ser? É que isto de andarem a fingir que são uns Poirot fica-vos mal. Mulheres aparentemente seguras, de bem com a vida, que vai-se a ver e têm um ego que faz lembrar os imbecis do EI. A propósito, aposto que as meninas eram todas Charlie, não eram? As meninas também repetiram aquela coisa do "posso discordar do que dizes mas darei a vida pela tua liberdade em dizê-lo", não repetiram? Que ironia minhas queridas, que ironia... É tão bonita a ironia, pois é?
E já que estamos em amena cavaqueira, dizei aqui à vossa tia Picante. Mas afinal quereis processar-me exactamente porquê? Afinal de contas, eu nunca disse que a menina era uma bimbalhona do pior, pois não? Limitei-me a dizer que não primava pelo bom gosto... Acha mesmo que é coisa para entupir o tribunal? Eu não tenho a culpa de não ter gostado lá daquele seu casaco inenarrável cor-de-rosa em tecido de borboto, mas prometo que vou fazer um esforço por achar que finalmente conseguiu tirar a Amadora de dentro de si, pode ser?
E a menina? Não tem vergonha de ser assim? Aldrabona? De dizer que lhe dedico posts semanais e a persigo? Olhe que mentir é pecado minha santinha. É que já estou mesmo a ver... "Ó Meritíssima, ela diz que eu dou puns... Pior, muito pior... Disse que os pijamas tops brancos que eu comprei pareciam paninhos de limpar a loiça! Isto é bullying, Meritíssima! Ando aqui com os meus sentimentos muito feridos. Além disso ainda teve a ousadia de dizer que as minhas sandálias eram parecidas às da Sapatolândia, só que em caro. Uma mulher fica infeliz, é claro que fica!"
E eu já estou mesmo a ver, a Juíza a revirar os olhos, eis senão quando aparece a outra "Ó Meritíssima eu também tenho muitas razões de queixa, a desavergonhada da Picante diz que eu insulto os meus sogros e teve a audácia de insinuar que sou mentirosa! Já viu? Só porque fui para o blog dizer que o meu sogro abalroou uma Igreja que não tem acesso por automóvel. Pois... hum... também disse que lhes dei comida de gato e que faço caridade só para ter um afago no ego. Enjaulem-na! Calem-na, já! E disse que os barretes que eu vendia pareciam de mitra.... Alguém a cale, que só eu é que posso gozar com as pessoas!"
E, quando a Juíza estiver à beira de um colapso nervoso, já a piscar os olhinhos e a limpar a testa, aparece mais uma aos gritos "não se esqueça de mim, Sra. Dra. Juíza, não se esqueça de mim, veja lá que ela acha que os workshops de felicidade são uma valente tanga e ainda disse que a felicidade engorda! Sacrilégio! Heresia!"
E depois aparece mais um que se queixa de os posts serem básicos, o outro que funciona como soporífero em noites de insónia e....e...  E as meninas não estão mesmo a ver que a Meritíssima vos vai recomendar uma análise psiquiátrica? É que as meninas, ou não estão boas da cabeça, ou têm realmente uns egos que benza-as Deus. Cresçam meninas. E percebam que as outras pessoas são livres de dizer acerca de vós, exactamente o mesmo que as meninas dizem das outras pessoas (e ainda assim nunca chamaram galdéria a ninguém...). E já agora tentem ter um mínimo de classe. Caso saibam o significado da palavra, claro.


(mas lá que a Ana Ros, aka Maçã de Eva, terá algumas dificuldades em provar que a Tia Picante é uma rameira, que é doente de patologia mesmo, o que quer que isso seja, que vai aos eventos dos blogues para depois escrever sobre eles, que não trabalha, que é nojenta, nojenta, nojenta praticante de bullying cibernético e que é uma doente anormal de merda, ai isso vai...)
(e a Pipoca Mais Doce, que deixa aquilo no mural dela e que também é responsável? Hum? Caramba... Sempre pensei que fosse uma pessoa inteligente, afinal isto para ela não são só blogs, é mesmo um modo de vida)

Sim. É verdade. Voltaram a chegar-me comentários anónimos fofinhos, com nomes e moradas. Mas também, o quê é que se pode esperar de uma pessoa que divulga um mail privado? Carácter não será, com toda a certeza.

E podeis estar descansadas. O blogue vai continuar. Independentemente das vossas nada subliminares tentativas de intimidação para me calar. Afinal somos todos Charlie, não é verdade?



sábado, 23 de maio de 2015

É (quase) tal e qual



Então... são ambos insectos, não são? Daqueles peçonhentos. Acham que não tem nada a ver, porquê? Isto anda tudo ligado...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Os filhos da mãe e os outros

Mas fazer furor a criticar vestidos de celebridades, feitos por outras celebridades, dizendo com graça e sarcasmo que parecem repolhos, agriões, senhoras de vida fácil e um sem número de coisas*, gozando o trabalho dos pobres estilistas, gozando as próprias das celebridades e até gente nada célebre que só ali estava a realizar um sonho e de repente se vê ridicularizada, nas bocas do mundo, que tinha ar de quem assalta automóveis ou lá o que era, pelo meio chamar bimba** a uma actriz Portuguesa que eu não vou dizer o nome (é Sofia, começa por Al e acaba e ves) e ir comentando a boçalidade dos concorrentes da Casa dos Segredos, em termos nada abonatórios (ele eram galdérias, ele eram bimbas, ele eram burras...) já pode, não pode? Ora não me lixem que ando sem paciência para moralismos de caca e nunca gostei particularmente de sonsas.

*não se me lembram os termos exactos e não tenho paciência, ou vagar, para os ir procurar, é ir aos posts dos Óscares, Globos e afins. De nada.
**O post foi apagado depois de um pedido de desculpas formal.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Dúvidas que me assaltam e me deixam inquieta

Será que a Cristina Ferreira chegará a lançar algum tipo de sapato, bota ou sandália, que não faça com que a mulher que o use pareça uma puta mulher de vida fácil?

terça-feira, 19 de maio de 2015

Nem de propósito...

Andava eu a ver as notícias quando dou de caras com uma sobre os exames de Português. Abro o artigo e deparo-me com o seguinte texto:
Os textos propostos na prova de Português “exigiam o reconhecimento do uso metafórico de certos conceitos que, nitidamente, não estão definidos/previstos nos programas ou nas metas curriculares”, indica a Associação Nacional de Professores de Português num parecer enviado ao PÚBLICO.
Não foi o único obstáculo identificado. A associação chama a atenção para o facto de existirem dois exercícios, nas perguntas de interpretação, que “implicavam a escolha de mais do que uma opção certa”, o que pode gerar “alguns constrangimentos”, uma vez que “algumas crianças estão habituadas a escolher apenas uma resposta”.

Portanto, a juntar a programas com conteúdos desadequados, por exigentes em demasia, temos exames que, ao invés de pedirem a análise morfológica de uma frase, se preocupam em pregar rasteiras aos alunos.
Aquilo que eu realmente lamento, mas lamento mesmo, é que as escolas, hoje em dia, não estimulem as crianças a pensar, a questionar, a levantar hipóteses e a desenvolver sentido crítico. Os desgraçados dos professores estão demasiado ocupados a despejar matéria, os alunos a empiná-la. Vendo as coisas pelo lado positivo, ao menos terão memória de paquiderme, as nossas crianças.
O artigo completo, aqui.