sábado, 22 de Novembro de 2014

Das verdadeiras árvores de Natal

Estou aqui deliciada a ver dois diabretes, talvez uns cinco anos, estão a ensaiar o esquema de solo da próxima competição, coisa simples, vela, joelhos ao peito, cambalhotas... de repente as que treinavam a dupla pirueta em espargata  começaram todas a rir, vai de fazer o esquema das pequenas, é impossível vê-las sem também sorrir.

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

A menina não percebe nada disto, pois não?

Os bons blogs, aqueles que realmente têm conteúdo interessante, nunca têm muitas visitas.

(a quem é que se pede licença para ter um blog irrelevante? Isso é que eu gostava de saber...)

Sou muito infeliz, caramba, sempre cheia de dúvidas

Estou para aqui sem saber o que fazer à vida, se encomendo uma nova decoração aqui para o sítio, afinal não se vai aproveitar rigorosamente nada, a minhas rica bergère, a secretária Luís XVI, vocês sabem lá, aquilo custou para cima de uma fortuna, ou se vos fale de Eça, uma pessoa riu a valer com A Relíquia, sinto-me uma verdadeira Madalena, não ofereci foi a camisa.

(tinha aqui um post, agendado para hoje, mas talvez seja melhor não vos perguntar se vão tratar de comprar as decorações natalícias este fim de semana e, entretanto, acabo de ler no Público que o PSD recuou e aquilo das subvenções vitalícias não vai para a frente, não é tão bom?...)

Não leva a mal se não lhe chamar querida, não?

Os assuntos privados, quando transpostos para blogs e outras redes sociais, são tornados públicos e passam para essa esfera.
Isto aplica-se a todo e qualquer assunto, desde a fotografia dos filhos, que afinal há quem ache menos bonitos, à necessidade óbvia de retocar raízes pretas em louras, passando por conceitos esquisitos de se confundir intimidade com liberdade para soltar gases a torto e direito, alarde de performances sexuais e até mesmo, pasme-se, opiniões sobre assuntos fraturantes como aborto, eutanásia, pena de morte ou piropo (caramba, sou mesmo engraçada eu, perceberam a piada? sim? mesmo?...ok, adiante). Mas há mais... Coisas tão triviais como a notória falta de gosto para combinar vestuário, são assuntos públicos quando se elaboram posts sobre roupa. Idem para educação ou falta dela, níveis ideais de limites a crianças e até mesmo a temática da palmada. 
Assustador? Mas, no fundo, em não querendo ouvir opiniões sobre as nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas, serão as nossas escolhas, basta não trazer os assuntos para o blog. Simples, não é?...

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Era poupar nos patrocínios à selecção e transformar a nossa energia nos nossos impostos...

"Peço à GALP e à REN que façam um favor aos contribuintes portugueses

Peço-vos encarecidamente que divulguem, o mais rapidamente possível, os pareceres jurídicos que vos levam a não pagar a contribuição extraordinária sobre o sector energético de 2014.
Será um grande favor, um verdadeiro serviço público, que farão a todos os contribuintes portugueses.
Os juristas que trabalharam para as vossas empresas, pagos a preço de ouro, são, certamente, grandes especialistas. Tão bons especialistas que conseguem arranjar argumentos para não cumprir uma lei da República, a Lei do Orçamento do Estado de 2014, onde o imposto extraordinário está previsto.
Por favor, divulguem esses pareceres para todos nós, contribuintes portugueses, podermos deixar de pagar a sobretaxa de IRS ao Estado. Sabem, é que os contribuintes normais não têm possibilidade de pagar estudos desses. E certamente que os argumentos invocados para não pagar a sobretaxa de IRC, são certamente utilizáveis para nós não pagarmos a sobretaxa de IRS. Basta copiá-los.
E sabem, cada um de nós até tem muito mais autoridade moral para utilizar esses pareceres e não pagar a sobretaxa de IRS do que as vossas empresas. É que, quando nós instalamos um pequeno negócio, não temos à partida uma rentabilidade garantida dos capitais investidos como a REN tem garantida por lei; e não temos a possibilidade de andar anos a fio a vender gás natural nos mercados internacionais e encaixar 500 milhões de euros de mais valias, por os contratos de abastecimento terem condições vantajosas, enquanto os consumidores portugueses continuam a pagar o gás nas suas casas a preço de ouro, como fez a Galp Energia.
De facto, a crise quando nasce não é para todos.
A pouca vergonha e a falta de decência chegaram a um nível inimaginável no meu País.
E têm carimbo de eficiência dado pelos melhores advogados portugueses."
 
Do enorme José Gomes Ferreira
 
(estou aqui indecisa entre o que gostei mais, se de saber que a GALP e a REN se recusavam a pagar os seus impostos, se de ter visto a Júlia Pinheiro a acenar para as câmaras, enquanto se encontrava numa cama de hospital, o nível de prostituição parece-me semelhante e muito revelador do baixíssimo nível cultural e ético que abunda em Portugal)
 
 

Dos temas fraturantes

Um dos ensinamentos, o mais importante, sem dúvida, que retirei daquelas aulas de negociação, foi olhar para um problema, analisá-lo até perceber exactamente qual era o ponto fulcral, aquilo que realmente era importante, sem me deixar distrair pelos floreados com que mo apresentavam. É um bocado aquilo de ver a floresta sem me fixar na árvore, dois ou três dos comentadores chegaram lá. Os outros? Ora... Os outros perderam-se em minudências, ocupados que estavam com a relva, as flores e os arbustos.

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Venham mais cinco

A propósito do dia do prematuro, celebrado ontem, e de uns textos tremendamente comoventes que li, daqueles escritos a tentar puxar a lágrima fácil, do mesmo modo que o Pedro Chagas Freitas tenta puxar o suspiro ou o Pipoco tenta o arfar de peito feminino, fiquei aqui a pensar que, às tantas, deveria haver mais dias temáticos, ainda temos poucos. É que tenho uma enorme curiosidade em saber o que escreveriam algumas pessoas em dias sui generis, tais como:
- dia de lavar o cabelo
- dia de Planta com sabor a manteiga
- dia da humildade
- dia de tapar os peitos, vulgo "mamaçal" (nem acredito que escrevi isto...)
- dia do bom gosto
- dia da bicicleta da aldeia
- dia do bom senso
- dia dos olhos castanhos
- dia da cebola
- dia das papas de aveia com mirtilo
- dia do insucesso
- dia da privacidade

Assim, de repente, acho que é isto.